A Lenda Sem o Avatar. (Livro 1 Agua)
20 XX- Medo.
Notas iniciais
A lua ainda estava sob o céu estrelado, como se estivesse tentando proteger a tribo de futuros ataques.
Porem a presença de um deles deixava a todos muito apreensivos.
Por culpa de Sokka e o estranho invasor o almirante Zhao estava morto e não havia conseguido concluir seu plano; entretanto os soldados cegos em fidelidade ainda aguardavam as novas ordens presos em seus navios.
–--- O que acha que vão fazer? ---- a tímida voz da guerreira surge por de trás do moreno o despertando de mais um devaneio. ---- Digo... todos estão na sala de reuniões debatendo sobre esta guerra e...
–--- Esta batalha. ---- ele corrige ainda sem se virar, duro e severo como o ar ártico. ---- A guerra já dura muito mais que a própria vida deles. Isso é só uma parte dela; não vão conseguir vencer a guerra travando uma batalha em um pólo do mundo. Literalmente...
–--- Tudo bem... Você esta de mau humor?
–--- Não eu só... Deixa pra lá. Ele já falou algo? ---- ele finalmente se vira, se voltando para ela e caminhando juntos pelo corredor congelado.
–--- Nada. ---- completa ela parando de andar. ---- Olha. Isso está muito estranho. O cara se rendeu e... Não me encara assim!
–--- Ele é um deles. E eles ainda estão lá, assim que o sol raiar eles voltarão a atacar; o que só vai demorar mais algumas poucas horas.
Ela respira fundo antes de continuar, como se repensasse mil vezes para poder dizer o que queria. ---- Olha! Eles estão sendo super bonzinhos com o prisioneiro. Por que você não vai ate a cela dele e o...”interroga”.
–--- Garota... ---- ele balbuciei-a espantado e depois sorri. ---- ...gostei de você.
"Por conta de vários feitos, tal como sua “amizade” com a princesa local, o jovem Sokka havia conseguido muita confiança não sendo difícil ter aceso a tal prisioneiro; que se encontrava em um fria e remota cela de gelo."
Haviam lhe retirado as vestes para tornar ainda mais insuportável à temperatura, temendo que este usasse sua dobra para atacar alguém. E assim como tudo nesta terra remota sua cela era igualmente formada por colunas de água resfriada a uma baixíssima temperatura, qual poderia trazer severos danos caso não se ficasse devidamente agasalhado e tomasse as devidas precauções.
–--- O que você faz ai Katara? ---- o irmão questiona se espantado ao ver a irmã parada a encarar o prisioneiro fervorosamente.
–--- Ele não reage. Nem sequer treme. ---- ela afirma a fitar a marca em sua face, parecia querer entrar em sua mente. ---- Por que ele fez isso Sokka? Por que foi contra seu general? Por que salvou os peixes? {Por que me disse aquilo.}
–--- É o que vim descobrir. ---- a voz entona firme. Ultimamente o irmão carinhoso e abobalhado que conhecia estava mantendo sempre este timbre junto de uma bem formada carranca. ---- Você pode esperar lá fora?
A jovem então se vira e encara o irmão. Sabia bem o que ele pretendia fazer. ---- Não acho que será necessário. ---- afirma abrupta e logo volta a se virar fitando o prisioneiro ao converter as barras feitas de gelo solido em simples flocos de neve e invadir a cela.
–--- Katara! ---- pontua o irmão a segurando a fim de impedir seja lá o que ela tenha em mente.
–--- É perigoso. ---- a guerreira confirma os temores do irmão porem é igualmente ignorada.
Ela os afasta mais de uma vez, usando sua dobra e chega ate o rapaz que algemado contra a parede de gelo parecia morto, imóvel; nem mesmo parecia respirar.
–--- Esta quente. ---- a morena afirma retirando uma luva e pondo sobre seu tórax desnudo. ---- Como pode?
Os olhos amarelos se abrem e a encaram.
–--- Foi assim que você entrou? Consegue manter a temperatura... ---- ela volta a questionar, se auto respondendo. ---- Por que disse aquilo... ? Se te matasse faria os demônios felizes.
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Horas se vão e Iroh já cavara um buraco no convés de metal de tanto andar.
Seu sobrinho não havia dado um único sinal de vida e igualmente era o caso do almirante Zhao que havia desaparecido na mesma noite. Em poucas horas o sol iria raiar e a batalha retomaria seus ataques; ele teria de tomar uma decisão como sendo a maior figura de poder a bordo.
Mesmo sendo um homem completamente arrependido de seu passado, assim que a luz irradiada por entre as nuvens e acerta sua sofrida face ele ordena o mais severos dos ataques.
Queria ter seu sobrinho de volta, e para isso não iria se importar em matar novamente.
Seu medo e reação tinha motivos.
Um nome.
Ba Sing Se.
O lugar que tomou seu filho.
LEMBRANÇAS^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^
Já havia perdido a noção do tempo que esta batalha corria.
Havia perdido bons homens, e muitos amigos. Porem orgulhoso de finalmente ter conseguido derrubar as gloriosas paredes da famosa cidade impenetrável da Terra, o general mais famoso da nação do fogo, manda trazerem seu filho Luten para usufruir junto de si de tão esplendorosa vitória.
Robusto e dotado de orgulhosos músculos o general recebe seu filho, mostrando uma rara alegria e descontração que seus homens estranham mais do que tudo o que já viram em sua vida. O general estava feliz.
Em forma de prosa o filho narra seus feitos em outras tropas, em torno de uma lareira alimentada pelas baforadas vibrantes de seu orgulhoso pai que ouvia a tudo com muita atenção. Cada golpe, cada vitória, cada inimigo derrotado o enchia de orgulho. ---- Mas é claro que você é um bom guerreiro. É meu filho! E logo será o príncipe coroado e carregara o titulo de senhor do fogo. ---- o saudoso anfitrião pontua ao erguer uma farta caneca de chá; seu sorriso ia a canto a canto da orelha vendo o filho esboçar um simplório e tímido sorriso.
–---- Senhor do fogo. ---- o jovem de cabelos escuros olha para o logo de sua nação, tão sonhador quanto o pai.
Mais tarde revela não possuir uma namorada pois, se fartava com a fama entre um leito ou outro, não tendo capacidade de memorizar tantos nomes. E novamente o pai ri em meio a todos os demais soldados orgulhando-se mais uma vez dos feitos do filho.
Mas eles não estavam ali em férias.
Era um campo de batalha e logo seria o ultimo ataque.
Mais do que preparado o jovem se arma, pondo sua costumeira armadura de combate, assistindo ao pai fazer seus ritos enquanto vestia sua própria armadura; partindo juntos. ---- Tome. ---- o pai entrega ao filho sua própria espada em um sinal que apenas os dois entendem.
O glorioso general se ergue enfrente aos próprios soldados se pondo a frente de sua frota trazendo o temor aos pobres inimigos, que de tanto tremerem mal conseguiam controlar as rochas. O filho por sua vez se enche do mesmo orgulho que o pai sentira dele, como se dissesse “este é o meu pai” e logo a batalha tem inicio.
Um jato de chamas abrasadoras lançada de um urro de seu general é o sinal de ataque. Que além de eficaz, intimidava mais que qualquer coisa.
Os épicos portões de rocha sedem a força do general “dragão do oeste” dando fim a eras de lendas e gerações de historia. Os homens fardados de ferro e fogo adentram cada portão espalhando o nome de sua nação.
Tudo estava em seu devido lugar finalmente.
–--- Luten veja isso...
O jovem estava a poucos metros de si a lutar contra os guerreiros do reino da terra, e parecia ter dificuldade em brandir a pesada espada de seu pai. Trazendo a ele uma dor imensurável que jamais iria ver um fim.
Derrubara facilmente três inimigos sozinho de uma única vez, e muitos mais a seu redor. Era hábil com a lamina assim como era com as chamas, porem...
Um golpe baixo.
Por baixo a terra se abre lhe faltando o chão, sem ter a onde apoiar-se o jovem cai sendo por fim empalado por um veloz filete de terra que sobre por entre as roxas abertas.
A dor em ver confundia-se com a dor de receber tal golpe.
A pele desaparece, a carne se torna fuligem e os ossos carvão, quando o dragão do oeste demonstra em luto todo o seu poder. Carbonizando solo, paredes e pessoas a sua volta.
A dor sega e o ódio toma conta, porem por poucos segundos. Chegando ao corpo de seu filho o retirando do tão horrendo palco que se encontrava, logo o tomando em seus braços; o filho que a poucos segundos o trazia grande alegria agora se convertia em um ferimento que jamais iria cicatrizar.
FIM^^^^^^^^^^^
Mas desta vez ele não iria cometer o mesmo erro.
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