Notas iniciais
(Antes de mais nada quero avisar que reli toda a trama. Não alterei nada relevante para quem já leu, só quero deixar claro que estou sempre em constante melhoria do texto. Mesmo os cap já postados podem sofrer alterações. Claro. Nada drástico a trama, só conceitos e idéias para fazer a leitura o mais agradável possível.)

Ferro e aço se encontram gerando um som estridente e faíscas.

Homens poderosos se enfrentam em uma arena de ferro ao colecionar cicatrizes e honrarias.

Os olhos amarelos dele observam a tudo por baixo de um pesado e familiar elmo.

Havia subido a bordo após um rápido encontro em um cais, ato a qual contou com as perfumadas cartas de uma antiga conhecida, para se orientar sobre o ponto de encontro, a usando como ponte de contato e código.

Porem o que presenciava dentro dos gloriosos navios não era o esperado.

Semblantes abatidos e olhos desiludidos ao fitar fotos rasgadas se estendiam por todo convés. Namoradas, noivas, irmãs, filhos, ............entes queridos. As imagens em cada foto imploravam pelo retorno seguro daqueles que as seguravam com tanto afinco.

Uma mão pesada cai sobre seu ombro.

Os velhos olhos que recaem sobre o horizonte o indicavam que o que ele presenciava era o correto; somente eles dois viam esta versão. Os demônios que descem das maquinas de fogo e ferro chorarem, implorarem e pedirem aos céus elo fim desta guerra sem fim. Mudamente.

–--- Eles tremem. Por que eles tremem? ---- o jovem flexiona o corpo sobre a barra de segurança ao admirar os treinos, percebendo mais do que golpes errôneos.

–--- Por que esta guerra não é deles... ---- o senhor de farda de general o responde sem olhar para ele, não queria dedurar sua intimidade que possuía com o jovem. ---- Estão sendo arrancados de suas casas, separados de suas famílias assim como aqueles que eles atacam.

–--- Eles tem medo... do destino desta viagem. ---- o jovem afirma negando as palavras doces do senhor, e se virando para admirar a vista da proa. O vento cortante deixava a armadura gelada impossível de ser utilizada. Porem ele não sentia nada, não era capais de sentir a muito tempo. ---- Sabem muito bem que isso é suicídio. Devíamos sair daqui, já nos encontramos para que... ---- O jovem se vira, mas já não encontra o senhor. Ele havia se retirado.

O vento cortante, fazia com que o treino dos demais fosse doloroso. Fazer uma chama em um ambiente cada vez mais gelado ia se tornando difícil para a maioria; e ele apenas observava se assombrando com o nível de controle que estes possuíam.

Baixo.

Os navegadores encontram cada vez mais dificuldade em desviar dos blocos de gelo que iam se aglomerando conforme aproximavam do destino, vez ou outra se chocando contra os mesmos, o que não trazia danos graves a estrutura forte, mas alçava voo a lascas de gelo duro e afiado.

Enquanto seus próprios tripulantes temiam por suas próprias vidas. Iriam enfrentar os dominadores de agua no ambiente que os trazia mais vantagens, a onde eram praticamente invencíveis.

O jovem caminha silencioso pelo convés que estava repleto de almas perdidas, suplicando em silencio para se verem longe desta obrigação imposta. Se recordando assim de quando também se abrigava entre correspondências e fotos, quando era exatamente como eles.

LEMBRANÇAS^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^

O espelho nunca lhe foi um amigo intimo, e ultimamente tem se tornado seu pior inimigo.

Refletir-se era mais doloroso que as trocas diárias de ataduras.
Por conta disto se livrara de todas estas distrações da vaidade humana...

...que já não o pertencia mais.

Seu único consolo estava em pedaços de papel que vinham a seu navio sempre que este atracava em algum cais.

Muito esperadas pelo jovem, vinham sempre divididas em mais de um tema, isto para divergirem entre vários assuntos sem se perderem.

Ela havia se declarado varias vezes, porem ele só acreditou neste amor quando já era tarde de mais. Agora a conhecia por via das nem tão pequenas, mas bem perfumadas folhas de papel.

A jovem o relatava sobre a vida na cidade principal. Comentara que haviam finalmente escolhido um noivo para sua irmã, e que a própria não havia demonstrado muito interesse pelo assunto, estando mais focada nas estratégias de guerra.

Revelava que havia iniciado leves treinos de combate, e que planejava em um futuro próximo se unir a ele em meio às viagens pelo mundo.

Também comentara sobre assuntos anteriores e enviara fotos próprias para enfeitar os aposentos do amado.

Ele se tranca em seus aposentos a ler com calma cada uma das cartas já enviando suas próprias. Nada muito alem das respostas as conversas anteriores, com resultados de treinos e coisas que presenciou e aprendeu vendo e vivendo pelo mundo a fora. Coisa que alegrava e enchia de esperanças sua amada. Mas não a ele...

E com o tempo as cartas vão se amontoando, sempre guardadas com carinho em uma gaveta da escrivaninha, para serem relidas novamente quando o coração pedisse.

Já as fotos. Raras; que somente alguém de uma casta como a dela poderia fazer e enviar, eram guardadas junto ao corpo.

Estas cartas nada mais eram do que meros pedaços de papel. Papeis rabiscados de palavras ditas e pensadas semanas antes de serem lidas. Meros reflexos do passado, mesmo quando recém aberto, já eram velhos.

Mesmo que elas fossem sua única fonte de esperança.

Ele sabia que esta era a única verdade, tudo o que continha ali já havia passado há muito tempo, tanto que não poderia mais se basear.

FIM^^^^^^^^

E ele via o mesmo nestes homens.

Que buscavam desesperadamente esperanças em imagens velhas e rasgadas.

Todas aquelas pessoas nas fotos que os davam esperanças e forças poderiam já estar mortas. As namoradas se cansado de esperar em vão, as noivas casadas com outros e seus filhos esquecido suas feições e vozes.

Tudo, no fundo tudo era mesmo em vão e vazio.

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Na espreita ela presenciava seu pai praguejar com homens que o trazia uma carta. Não deveria estar ali... não era um assunto para uma princesa participar.

Eram noticias da tribo irmã, e não eram nada boas.

Haviam sido praticamente destruídos.

A carta rasgada e maltrapilha mostrava a dificuldade que passou para conseguir cegar as mãos do líder do reino congelado. Ela narrava com letras acarcadas e doloridas todo mal que a tribo irmã havia passado, expressava sua dor e desespero pelos borrões e erros cometidos na hora de ser feita.

Pedia por apenas uma coisa... um mero asilo e auxilio para seus únicos sobreviventes de batalha; dois jovens irmãos que se aproximavam juntos de guerreiros da terra e que usavam dolorosamente a bandeira do inimigo para poder navegar em seu próprio mar.

Notas finais
(Desculpa pela falta de informação inicial. Como não foi mostrado o modo que o Zuko subiu a bordo mantive a mesma idéia. Ah a Azula tem sim um noivo na trama de avatar segundo a nikelodeon, porem acabou não sendo mostrado por falta de ideia.)