A Lenda Sem o Avatar. (Livro 1 Agua)
13 XIII- Imagem
Notas iniciais
A voraz princesa chega ao circo, e logo quase o põe a baixo para convencer sua amiga a partir com ela. Um único espetáculo que a própria princesa se põe a assistir e modificar.
Elas não demoram a partir. Iriam se unir as tropas ao sul.
A jovem de longos cabelos castanhos claros trançados, era doce e animada e o jovem não conseguia entender o envolvimento das duas. E a logo nova colega demonstra possuir um grande interesse sobre ele.
Feia ela não era... E nas noites que se prosseguiam ele aproveitava seu cárcere e obedecia a princesa com prazer; a própria princesa apenas gostava de assistir e comentar. As vezes dava uma ordem ou outra. Mas ninguém ali estava sendo forçado a diverti-la.
Algumas vezes ele ate se esquecia do impacto fuzilante que ela possuía e a convidava a participar da brincadeira; e apesar de tentada, ela nega todas as vezes.
–--- Princesa Asula. ---- uma voz tremula para em frente a tenda. Ele não iria incomodar a princesa se não fosse algo urgente. ---- Sinto muito senhora. Os Rhinos estão aqui, revelaram que a colônia noroeste foi destruída. Estão todos mortos. Foram afogados senhora.
Ela sai da tenda e ignora a existência de seu serviçal, indo ate um grupo de cinco homens. Todos altos grandes e fortes; cada um portando uma arma tão intimidadora quanto o volume de seus corpos. ---- E o que vocês esperem que eu faça? Pelo que sei vocês não passam de mercenários sem honra alguma. Por que se importariam com uma colônia tão insignificante quanto esta? Acham mesmo que vou pagar vocês para cuidarem de uma coisa que nem eu mesma ligo?
–--- Então você é a famosa princesa Azula. ---- bastante petulante, um deles se pronuncia. Portando uma lança este era careca e possuía vestes largas e a barba trançada. ---- Não parece grande coisa.
Ela apenas sorri e levanta uma das mãos, fechando a palma de modo que apenas suas unhas se encostassem; produzindo uma cama azulada. Os demais sorriem admirados e o próprio homem da um passo para trás reconhecendo a ameaça que era o deslumbre de uma técnica superior.
–--- Perdoe as palavras ásperas de Kahchi. Ele não sabe se portar perante uma dama. ---- o menor deles se pronuncia, mesmo parecendo pequeno e frágil perto de seus companheiros, ele ainda era bem mais alto que a jovem a sua frente. Usava as vestes negras grosas características dos Yuyan e logicamente portava um arco. ---- Viemos alerta -la senhorita. Estão acabando com as pequenas colônias. Todas elas.
Ela para e pensa por alguns segundos. E depois se vira e sai, sinalizando para que seu serviçal os pagasse pela informação.
–--- Tylee vista-se logo. Acabou a brincadeira. ---- a princesa já chega ordenando e acabando com a diversão dos dois, cobrindo Tylee.
–--- Mas tem que ser justo agora? ---- a jovem choraminga ao se levantar e ir limpar-se. ---- O que ouve?
–--- Estão mexendo com a nação do fogo. Achando que somos fracos. ---- ao ouvir o tom da voz irritado da princesa a jovem se cala e logo se veste. ---- Eles atacam as colônias inferiores... e espalham que é fácil nos derrotar. Isso não pode ficar assim.
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Como o prometido, assim que ela desperta o jovem guerreiro já havia desaparecido. E levado com sigo seu único cavalo.
Longe dali o rapaz seguia em direção a próxima costa a onde os navios da nação do fogo planejavam atracar.
Ele havia descoberto sobre o estado atual de seu estimado tio, também já sabia dos planos de seu pai e os últimos feitos de sua irmã; mas nada disso lhe chamava a atenção.
A jovem estava certa.
Ele estava morto.
LEMBRANÇAS^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^
O confronto de Agni-kay já havia sido a alguns dias atrás; três dias para ser mais exato. E ele ainda sentia muita dor.
Mesmo tendo o rosto parcialmente queimado ele não conseguiu desmaiar pela dor. Os cabelos lisos colaram em sua face junto com sua orelha esquerda. E a dor não lhe deixava dormir ou respirar.
Seu olho havia fervido dentro da cabeça, mas não era ele o que mais lhe doía. Era sua alma, pôs aquilo havia sido feito por seu próprio pai.
Marcado e desgraçado.
Seu pai o senhor do fogo o havia banido de seu reino. De sua casa. Tudo isso só por que ele ousou defender os soldados novatos em uma estratégia de guerra camicase.
Agora ele tinha plena certeza que ele o odiava.
Ela abre a porta da enfermagem; tímida e sorrateira. Estava completamente tremula, pôs seu ultimo encontro com o príncipe não havia sido um dos melhores de sua vida, mas agora ela tinha que vê-lo novamente, poderia ser a ultima vez de ter esta chance.
–--- Z-Zuko. Você esta ai? ---- a voz frágil e tremula ecoa no vasto quarto, mas ele não responde. Não queria ver ninguém.
Mas mesmo assim ela invade; se espantando ao vê-lo. As bandagens recém trocadas estavam molhadas de vermelho. ---- O que você quer aqui. Não ouviu a sentença. Fui exilado. Não sou mais o príncipe coroado... Você não terá nada vindo atrás de mim.
A jovem se cala por alguns segundos e logo depois se senta a seu lado. ---- Eu não ligo.
^Fim^^^^^^
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Ela estava em choque.
Quase em crise.
Via as pessoas a sua volta, as mesmas em quem confiou e se apoiou se portarem como os demônios que ela odiava.
A água que sempre viu como uma beleza pura e afável, traz a seus pés o corpo de uma criança, ainda agarrada a pequena boneca. Os corpos bóiam a sua frente, sendo levados rio a baixo. Mães que tentaram salvar seus filhos ficam pesadas de mais para boiar, outras se desprendem e se perdem deles. Todos mortos.
Ela não pode com aquela sena e deixa o local de imediato.
Apenas para mais tarde um dos rapazes ir ate ela, magro e alto ele a surpreende em seu momento de auto reflexão. ---- Você esta bem moça?
–--- Não eu não estou! Como vocês puderam fazer isso?! ---- ela exclama o questionando exaltada ainda sem conseguir aceitar o que havia presenciado a poucos instantes. ---- Não era este o plano! Vocês mataram pessoas. Inocentes!!!
Ele apensa a encara, serio e conciso. ---- Pessoas? Não é você mesma que os chama de demônios?
Ela se cala.
Não havia nada que pudesse fazer para mudar isso, esta ideia que todos tinham sobre os "demônios" que ela própria intitulou; não possuía argumentos para ensinar algo que acabara de aprender.
Eles tinham dito exatamente o que iriam fazer; "Destruir uma vila". E em vilas há idosos e crianças. Eles não disseram acampamento de soldados disseram "vila" desde o começo.
E ela aceitou ajudar de bom grado.
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