A Lenda Do Death Knight Vampire
4 Capítulo Três: Briga
Notas iniciais
A Lenda do Death Knight Vampire
Capítulo Três: Briga
Naquela noite, logo que cheguei à escola encontrei Lily sentada em um banco perto do estacionamento. Ela sorriu abertamente para mim, um sorriso que fez meu coração perder uma batida.
Eu não sabia o que estava me acontecendo. Nunca havia sentido nada como aquilo na vida.
– Olá Caleb. – Ela disse quando me aproximei.
– Oi Lily. – Respondi. – Você saiu correndo da lanchonete hoje cedo...
– Estava ficando tarde e eu queria adiantar os deveres de casa para não acumular. – Ela falou.
– Mas nem foram muitos. – Comentei. Ela meramente acenou para Sam que se aproximava.
– Vamos andando? O sinal já vai tocar. – Sam falou.
Fomos em direção ao prédio onde tínhamos aula de geografia e para isso precisávamos passar perto do ginásio. Ali, fomos abordados por Nick, Brad e mais uns dez brutamontes do time de futebol da escola.
– Vocês dois podem vazar, nosso assunto é com o vampirinho. – Nick falou.
– O que você quer com ele? – Lily perguntou corajosamente.
– Não é da sua conta, bonitinha. – Ele disse.
– Tudo bem, Lily. – Falei, me adiantando para eles e deixando Lily e Sam para trás. – O que foi, Nick?
– É que eu e meus amigos não estamos felizes com o fato de você ter chegado nessa escola com essa sua fama e seus poderes de vampiro, querendo tomar conta de tudo. – Ele falou estalando os dedos. Olhei para o grupo de garotos com a sobrancelha erguida.
– Vocês estão irritados por que eu sou um vampiro? Bom, eu não posso mudar isso. – Falei ironicamente.
– Mas podemos te pedir amavelmente para ficar na sua. – Brad falou sorrindo afetadamente.
– Isso está errado, vocês não podem simplesmente atacar um vampiro dessa forma. – Lily falou.
– E é contra a lei. – Sam ainda completou.
– Mas ninguém vai se importar depois que acabarmos com ele. – Nick finalizou.
– Isso não é justo. – Eu disse.
– Está com medinho? – Um dos garotos provocou.
– Eu quis dizer que não é justo com vocês. Seria injusto mesmo que houvesse cem de vocês. Eu sou um vampiro, vocês são humanos. Façam as contas. – Eu falei sorrindo calmamente.
– Ora seu... – Nick começou, então todos atacaram.
– Não! – Lily gritou.
Vi Sam correr para longe da briga, mas não prestei muita atenção. Todos os caras vieram para cima de mim com tudo. Apenas me desviei deles, empurrando um ou outro para longe.
Se eu realmente usasse meus poderes contra eles, seria um banho de sangue. Por isso apenas me preocupei em mantê-los afastados até que se cansassem.
Nick tentou me dar um soco no rosto, mas desviei, girando ao redor dele e empurrando-o para cima de Brad. Os dois caíram no chão, um por cima do outro. Um cara agarrou a minha camiseta, querendo me segurar para que outro me batesse. Dei um impulso no chão, pulando sobre a cabeça dele e aterrissando nas suas costas.
O soco que havia sido destinado a mim o atingiu no estomago.
Outros vieram, mas os afastei com facilidade. A “luta” durou até que ouvi a voz de Sam.
– É por aqui. – Ele dizia. Então ele apareceu com o coordenador da escola, que imediatamente soprou o seu apito.
– O que é isso? – Ele perguntou irritado.
Lily correu para junto de mim, me abraçando.
– Esses garotos atacaram o Caleb simplesmente por que ele é um vampiro! – Ela acusou.
– Todos vocês, para a diretoria! – O coordenador mandou. Então veio para perto de mim. – Você está bem, filho?
– Estou sim, não foi nada demais. – Falei, pondo o braço ao redor de Lily, extasiado. Aquela briga estúpida havia sido a melhor coisa que me acontecera, se podia abraçá-la daquele jeito.
O homem então levou todos os garotos para dentro do prédio da diretoria. Sam aproximou-se de Lily e eu.
– Cara, você foi demais! – Ele disse. Lily então se afastou, infelizmente.
– Foi mesmo, eu nunca vi ninguém se mover tão rápido. – Ela falou.
– Isso não foi nada! Minha mãe, meu pai e meus tios me treinam desde sempre. Precisa ver quando eu luto com eles. A minha mãe é muito mais perigosa sozinha do que todos esses caras juntos. – Eu disse dando de ombros. Os dois meramente riram e então fomos para a aula.
Ficamos sabendo mais tarde que os garotos que tinham me atacado foram suspensos. Não tive pena, eles haviam feito por merecer.
Então vocês podem perguntar: se ninguém havia se machucado, por que eles haviam sido suspensos? Não era um exagero?
O problema é que logo após a guerra, uma longa série de ataques contra vampiros havia ocorrido por parte dos humanos. Muitos deles, revoltados e assustados pelo que acontecera, haviam acabado direcionando sua raiva para os vampiros errados.
Um programa sério de inclusão vampírica contra esse preconceito foi estabelecido pelo rei, que determinou leis mais duras quanto a isso. E a escola tinha obrigação de tratar casos assim com a maior severidade. Os garotos que me atacaram poderiam até ser expulsos, mas ainda se saíram bem.
Eu achava que a noite ficaria mais tranquila depois daquilo, mas me enganei. Todos os alunos haviam ficado sabendo do acontecido e ficaram me encarando mais do que antes. Sendo que agora até mesmo cochichavam e apontavam.
No intervalo, Kate veio falar comigo na mesa onde eu me encontrava com Sam e Lily.
– Hey Caleb, todos estão falando de você. – Ela disse.
– Como se eu não soubesse. – Falei desgostoso. – Se eles pelo menos fossem mais discretos e não ficassem apontando.
– Bom, você agora é famoso por ter derrotado os maiores valentões da escola. Você é o nosso novo herói. – Ela disse sentando-se ao meu lado.
– Não é como se eu quisesse isso. – Resmunguei. Ela meramente riu, bem como Sam e Lily.
– Não seja bobo. Ninguém acha que você está querendo chamar a atenção, eles receberam o que procuraram. – Kate afirmou. Sorri. – Estou doida para ver como você se sairá na Academia ano que vem.
– Você vai para academia ano que vem? – Lily perguntou surpresa.
– É para onde a maioria dos vampiros vai quando escolhem seus Guardiões, pelo menos por um tempo. Se não quiserem ficar no exército, podem sair depois de seis meses, mas esse tempo é necessário para que o Guardião seja treinado e para que os dois criem um laço. – Respondi apenas. Era também a verdade, mas não a minha realidade, mais uma vez.
– Hmm, entendi. – Lily respondeu cabisbaixa.
– Você pode se candidatar. – Kate disse.
– O quê? – Lily perguntou sem entender.
– Você pode se candidatar para ser uma Guardiã, se gosta tanto do Caleb assim. – Kate falou. Lily corou furiosamente e passou a encarar a mesa. Senti-me constrangido, mas interessado em saber se aquilo era verdade mesmo.
– Eu não sei do que você está falando. – Lily respondeu. Kate não disse nada, apenas sorriu de canto, com cara de quem sabe das coisas.
– Bom, eu vou indo. Vejo vocês por aí. – Kate disse, afastando-se. O olhar de Sam a seguiu.
– Como é mesmo que os Guardiões são escolhidos? – Ele quis saber.
– Uma magia muito antiga e passada de diretor para diretor da Academia de Guardiões é invocada. Um grupo de humanos se enfileira diante dos vampiros e eles são guiados pelo cheiro do humano que lhe atrair. Durante a cerimônia, o vampiro tem que morder o humano e sugar o seu sangue para selar o Pacto. Então o humano se torna Guardião, com o ouroboros tatuado no pescoço, no lugar onde foi mordido, por toda a eternidade. – Eu expliquei. Então estreitei os olhos para Sam. – Você gosta da Kate?
– O quê? – Sam perguntou, corando. Havia estado perdido em pensamentos alguns segundos antes.
– Está pensando em se candidatar por que gosta da Kate! – Eu afirmei, rindo. Olhei para Lily, esperando que ela risse também, mas ela meramente corou igual a Sam. Fiquei confuso. Não sabia o que havia dado nos meus dois amigos hoje!
– Bom... Bom, e isso dói? Essa mordida? – Sam mudou de assunto.
– Minha mãe me disse que ela achava que doeria, mas quando seu mestre te morde, é uma das melhores sensações do mundo, como se os dois fossem um só. – Eu lembrei. Ficava imaginando como seria a sensação e me sentia ressentido por não poder ser apenas um vampiro normal.
– Hmm, entendi. – Sam disse apenas.
Depois disso a noite continuou da mesma forma. Na aula de Educação Física, não houve disputas dessa vez. O professor fez um longo discurso sobre espírito de equipe e jogo limpo, provavelmente devido ao que Nick fizera.
Quando saí do vestiário com Sam, depois da aula, encontrei Lily nos esperando.
– Você acha que podemos fazer o trabalho hoje? – Lily perguntou quando nos aproximamos.
– Ok, pode ser. Antes da aula, à noite, o que acha? – Falei.
– Tudo bem. – Lily concordou.
– Vejo vocês mais tarde. – Sam falou, se afastando.
– Tchau Sam. – Lily falou.
– Onde você quer fazer o trabalho? Na minha casa ou na sua? – Eu quis saber.
– Acho melhor na sua. Na minha casa não tem muito espaço. – Lily falou corando levemente.
Fiquei me perguntando por que ela não falava da sua casa nem dos seus pais, mas não perguntei. Tinha a impressão de que ela tinha vergonha de alguma coisa, por isso não quis forçar.
Dei-lhe então o meu endereço e nos dirigimos para fora. Na saída do ginásio, Lily e eu fomos parados por algumas garotas.
– Oi Caleb. Tudo bem? Eu sou a Amber. – Uma garota loira disse. Apontou para a amiga morena ao lado. – Essa é a Lisa.
– Oi. – Lisa disse.
– Muito prazer. – Respondi educadamente, sem entender nada.
– Eu queria te convidar para a festa que eu vou dar lá em casa esse final de semana. É uma pequena comemoração de volta às aulas. – Amber falou.
– Hmm... Valeu. – Eu disse.
– Mas você vai, não é? – Lisa perguntou, corando em seguida. Eu quase ri. Estava louco para ver o que a minha mãe diria quando eu pedisse para ir a uma festa na casa de alguma garota. Não disse nada em voz alta, claro.
– Acho que sim. – Eu disse apenas.
– Tudo bem. A gente se vê. – Amber disse, arrastando a tal Lisa embora.
Olhei para Lily, que parecia muito séria.
– Hmm... Até mais tarde. – Falei.
– Tchau. — Ela disse apenas sem me olhar.
Fui para casa e minha mãe me esperava praticamente na porta, como sempre, esperando para fazer milhares de perguntas. Por algum motivo, não falei nada sobre a vinda de Lily. Apenas fui dormir.
Logo que o sol se pôs, me levantei e encontrei meu pai na sala. Ele parecia bem humorado. Minha mãe havia posto o jantar na mesa e comeu comigo. Algum tempo depois a campainha tocou e eu corri para atender antes que minha mãe fosse.
Quando abri a porta minha mãe logo apareceu. Olhou para Lily com desconfiança.
– Você não disse que uma amiga ia vir aqui em casa, Caleb. – Ela disse.
– Eu sei mãe, é que precisamos fazer um trabalho de biologia juntos. – Eu tratei logo de dizer. – Essa é a Lily. Lily, essa é Isabella.
– Muito prazer. – Minha mãe estendeu a mão para Lily, que estava de olhos arregalados.
– Você parece ter a nossa idade! – Lily falou espantada, ao apertar a mão dela. Minha mãe e eu rimos.
– Os vampiros e seus guardiões permanecem jovens para sempre, Lily. Você sabe disso. – Eu falei ainda rindo.
– Sim, mas mesmo assim... Quando você fala da sua mãe, não posso deixar de imaginar alguém mais velho. – Lily disse corando.
– Bom, vou levar tudo isso como um elogio. – Minha mãe disse em tom de brincadeira.
– Vamos lá para cima, Lily. Podemos usar o meu computador. – Eu disse.
– Eu quero a porta do seu quarto bem aberta, mocinho. – Minha mãe falou.
– Mamãe! – Sibilei, corando furiosamente, bem como Lily.
– Só estou lembrando. – Ela disse dando de ombros. Estreitou os olhos – Depois vou levar um lanche para vocês.
Revirei os olhos, e puxei Lily para cima. Queria morrer ali mesmo, de vergonha. No meu quarto, deixei a porta aberta. Não queria sofrer maiores constrangimentos do que já havia sofrido.
– Desculpe por isso. – Falei.
– Tudo bem, é coisa de mãe. – Lily disse sorrindo. Pelo menos parecia que aquele clima estranho de hoje cedo havia sumido. Apontei a cadeira para que ela sentasse e começamos a fazer o trabalho.
E eu não parava de me distrair olhando para Lily.
Ela era provavelmente uma das garotas mais lindas que eu já havia visto na vida. Era inteligente, legal e uma boa amiga. Meu coração parecia querer parar sempre que ela sorria para mim e quando estava distraída, eu não conseguia parar de olhar para ela.
Como vocês devem ter percebido, não tenho experiência nenhuma com garotas, mas aquilo que eu estava sentindo só podia significar uma coisa. Uma coisa absurda, pois humanos e vampiros não se misturavam daquela forma, apenas quando o humano de tornava um Guardião.
Sentir aquilo por Lily não era aceitável, mas isso não mudava o fato de que eu o sentia.
O que deveria, então, fazer?
Notas finais
Caleb está com alguns probleminhas né? hehehe
Eu tava dando uma olhadinha melhor nesse novo Nyah!, e não é que eu estou gostando?
Vocês já viram aquelas dicas de português que aparecem de vez em quando em algumas páginas? Eu achei show.
Outra coisa que me interessou foi esse sistema de marcar o melhor comentário do capítulo. Realmente achei uma maneira interessante de recompensar o leitor que deixar um review legal. Vou pensar se começo a usar. O que acham?
AH, GENTE... SE VCS ESTIVEREM COM DÚVIDAS, É SÓ LER O PRÓLOGO DE NOVO. A PROFECIA NOVA ESTÁ LÁ.
Bjinhus
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