Notas iniciais
O que vou dizer a meus pais?!

– Ora... Você é a próxima princesa não é?

– Sou... Mas o que tem isso?

– É automaticamente a próxima escolhida.

– Que?! – diz com espanto.



– Porque se surpreendeu tanto? Você que deveria saber sobre a linhagem de sua família.

– Ninguém nunca me disse nada, ok? Eu não sei o que pensar...

– Olha sua mãe também foi princesa, ela também foi escolhida. Mas passou a honra para você. O que a torna a próxima escolhida. Eu posso estar errado, mas, também posso estar certo.

– E desde quando você sabe tanto assim da minha família? – olhar desconfiado.

– Andei pesquisando. Não faço mal á ninguém, se é isso que está passando pela sua cabeça. Mas como eu disse antes, eu não faço mal a ninguém ainda. Mas vou fazer.

– Ok, e quando Ganondorf vai “despertar” em você? Tem alguma ideia?

– Não tenho certeza. Dizem que começa com quatorze anos.

– E você tem treze, acredito.

– Sim.

– Então está fora do perigo ainda.

– Porque diz isso?!

– Por que. Como por quê?! Falta um ano então!

– Sua tonta, eu faço quatorze daqui á três semanas!

– E eu ia adivinhar! – cruza os braços.

– Me desculpe.

“suspira” – Bem... Em que posso ajudar você, Zukko?

– O que?! Vai me ajudar? Sério – ele sorriu.

“ela o fita por uns instantes” – Sim...

– Muito obrigado! – ele segura a mão dela.

– Bem – fica vermelha – O que temos que fazer agora?

– Bom, se eu quiser, vamos dizer, ser “exorcizado”, tenho que ir para o Vale Gerudo do Norte.

– Vale Gerudo do Norte? Onde fica?

– Á uma semana daqui.

– UMA SEMANA?!

– O que foi? É longe, não tenho culpa.

– Zukko, meus pais mal sabem que sai escondida uma noite, o que dirá uma semana! Eles nunca irão permitir!... Eu preciso voltar pra casa – olhar triste.

– Então isso significa que... – ele abaixa a cabeça.

“desce da Epona e pega a mão dele” – Zukko eu gostaria de te ajudar, mas meus pais... Nunca permitiriam.

– Só porque sou filho de Ganon, aposto.

– Não conheço seu pai... Mas já ouvi falar do tal “Ganondorf”. Se minha família se protege contra ele, jamais entenderiam o seu propósito de se livrar de quem renasceu dentro de você.



Zukko a fitava com tristeza. Ele realmente queria se livrar daquilo. E Saria era a única em quem ele podia confiar. Nesse momento.



– Hum, Zukko?

– Sim.

– Venha – sobe na Epona.

– Que?

– Suba – estende a mão.

– Aonde você vai?

– Dar um jeito de ajudar você – sorri.



Ele sorri.

Montados na Epona, Saria segue de volta ao castelo.

Ainda estava muito escuro. Ela coloca Epona no estábulo. Os dois descem da Epona e Saria se põe a pensar.



– O que foi?

– Eu tive uma ideia. É temporária, só até eu pensar em algo melhor.

– O que?

– Zukko, você passa a noite aqui no estábulo. Amanhã eu planejo o que fazer. Eu venho bem cedo para que não te vejam. Ok?

– Ok, mas... Como vai, bem, “enganar” seus pais?

– Eu dou um jeito. Mas por favor, não faça barulho. Eu vou trancar o estábulo e vou levar a chave... Bem, boa noite – vai saindo.

– Saria, espere... – corre e a abraça.

– Zuko... – sussurra.

– Obrigado por acreditar em mim.



Ela fica corada.



– Huh, tudo bem – risos – Huh, boa noite – sorri envergonhada.

– Boa noite – sorri.



Saria tranca o estábulo e quando se vira de costas... Dá-se de cara com Impa.



– IMPA! – exclama.

– Olá mocinha – desconfiança.

– Impa, eu... Tive um pesadelo com Epona e vim ver se ela estava bem – risos de culpa.

– Não minta para mim Saria. Sei que foi para a floresta.

– Como sabe?!

– Eu que toquei a chave para você, boba – pisca.

– Mas como?! Eu não te vi! Não havia ninguém!

– Eu toquei da janela de meu quarto.

– Porque deixou eu ir para lá?

– Porque sei que precisava. Mas não conte a ninguém – pisca – Agora me conte.

– O que?

– Tudo – sorri.



Saria e Impa se sentam no chafariz. Ela conta tudo o que descobriu e a quem tem de ajudar. E onde ele está nesse momento.

Impa afirma com a cabeça, entendendo da situação. Ela se levanta e cruza os braços.



– Você não poderá entrar no Vale Gerudo no Norte.

– O que? Por quê? Eu preciso!

– Porque o vale proíbe mulheres de entrar lá. As únicas mulheres são as esposas de cada homem e ainda são tratadas como inferiores. Aquele vale é primitivo demais.

– Então como ajudarei Zuko?

– Bem, você terá que se disfarçar de garoto.

– Impa será um pouco difícil. Eu tenho cabelo comprido e...



Impa se para na sua frente.



– Levante-se.



Ela se levanta e fica parada, fitando Impa.



– Impa o que vai fazer?

– Sary, você se disfarçará de garoto. E lembre, de jeito nenhum, revele sua identidade. A ninguém! Entendeu?

– Sim... Mas...

– Apenas fique parada.



Impa coloca sua mão nos olhos de Saria. Ela segura seu colar e diz algumas palavras em hylian.

Um flash de luz sai de seu colar, e Saria é empurrada para trás. Havia muita fumaça.

E quando Saria se levanta, estava disfarçada de garoto. Com uma roupa azul, faixas brancas enroladas em seu tórax, na cabeça, nos dedos e no pescoço. Havia um símbolo na parte da frente da roupa. Acredita-se ser o símbolo dos guardiões Sheikah. O antigo povo que descende Impa.



– Impa eu... Ah minha voz! Eu realmente... Sou um garoto!

– Sim... Seu nome não poderá ser Saria não é?

“risos” – Sim, e como irei me chamar então?

“Impa pensa por uns instantes” – Sheik.

– Sheik?


Notas finais
Comentem ^^
Fiz esse capítulo meio curto porque meu pc andou meio louco. Mas posto o próximo em seguida.
Desculpem :/