A Lenda Continua
3 Capítulo 3
Notas iniciais
– Ora... Você é a próxima princesa não é?
– Sou... Mas o que tem isso?
– É automaticamente a próxima escolhida.
– Que?! – diz com espanto.
– Porque se surpreendeu tanto? Você que deveria saber sobre a linhagem de sua família.
– Ninguém nunca me disse nada, ok? Eu não sei o que pensar...
– Olha sua mãe também foi princesa, ela também foi escolhida. Mas passou a honra para você. O que a torna a próxima escolhida. Eu posso estar errado, mas, também posso estar certo.
– E desde quando você sabe tanto assim da minha família? – olhar desconfiado.
– Andei pesquisando. Não faço mal á ninguém, se é isso que está passando pela sua cabeça. Mas como eu disse antes, eu não faço mal a ninguém ainda. Mas vou fazer.
– Ok, e quando Ganondorf vai “despertar” em você? Tem alguma ideia?
– Não tenho certeza. Dizem que começa com quatorze anos.
– E você tem treze, acredito.
– Sim.
– Então está fora do perigo ainda.
– Porque diz isso?!
– Por que. Como por quê?! Falta um ano então!
– Sua tonta, eu faço quatorze daqui á três semanas!
– E eu ia adivinhar! – cruza os braços.
– Me desculpe.
“suspira” – Bem... Em que posso ajudar você, Zukko?
– O que?! Vai me ajudar? Sério – ele sorriu.
“ela o fita por uns instantes” – Sim...
– Muito obrigado! – ele segura a mão dela.
– Bem – fica vermelha – O que temos que fazer agora?
– Bom, se eu quiser, vamos dizer, ser “exorcizado”, tenho que ir para o Vale Gerudo do Norte.
– Vale Gerudo do Norte? Onde fica?
– Á uma semana daqui.
– UMA SEMANA?!
– O que foi? É longe, não tenho culpa.
– Zukko, meus pais mal sabem que sai escondida uma noite, o que dirá uma semana! Eles nunca irão permitir!... Eu preciso voltar pra casa – olhar triste.
– Então isso significa que... – ele abaixa a cabeça.
“desce da Epona e pega a mão dele” – Zukko eu gostaria de te ajudar, mas meus pais... Nunca permitiriam.
– Só porque sou filho de Ganon, aposto.
– Não conheço seu pai... Mas já ouvi falar do tal “Ganondorf”. Se minha família se protege contra ele, jamais entenderiam o seu propósito de se livrar de quem renasceu dentro de você.
Zukko a fitava com tristeza. Ele realmente queria se livrar daquilo. E Saria era a única em quem ele podia confiar. Nesse momento.
– Hum, Zukko?
– Sim.
– Venha – sobe na Epona.
– Que?
– Suba – estende a mão.
– Aonde você vai?
– Dar um jeito de ajudar você – sorri.
Ele sorri.
Montados na Epona, Saria segue de volta ao castelo.
Ainda estava muito escuro. Ela coloca Epona no estábulo. Os dois descem da Epona e Saria se põe a pensar.
– O que foi?
– Eu tive uma ideia. É temporária, só até eu pensar em algo melhor.
– O que?
– Zukko, você passa a noite aqui no estábulo. Amanhã eu planejo o que fazer. Eu venho bem cedo para que não te vejam. Ok?
– Ok, mas... Como vai, bem, “enganar” seus pais?
– Eu dou um jeito. Mas por favor, não faça barulho. Eu vou trancar o estábulo e vou levar a chave... Bem, boa noite – vai saindo.
– Saria, espere... – corre e a abraça.
– Zuko... – sussurra.
– Obrigado por acreditar em mim.
Ela fica corada.
– Huh, tudo bem – risos – Huh, boa noite – sorri envergonhada.
– Boa noite – sorri.
Saria tranca o estábulo e quando se vira de costas... Dá-se de cara com Impa.
– IMPA! – exclama.
– Olá mocinha – desconfiança.
– Impa, eu... Tive um pesadelo com Epona e vim ver se ela estava bem – risos de culpa.
– Não minta para mim Saria. Sei que foi para a floresta.
– Como sabe?!
– Eu que toquei a chave para você, boba – pisca.
– Mas como?! Eu não te vi! Não havia ninguém!
– Eu toquei da janela de meu quarto.
– Porque deixou eu ir para lá?
– Porque sei que precisava. Mas não conte a ninguém – pisca – Agora me conte.
– O que?
– Tudo – sorri.
Saria e Impa se sentam no chafariz. Ela conta tudo o que descobriu e a quem tem de ajudar. E onde ele está nesse momento.
Impa afirma com a cabeça, entendendo da situação. Ela se levanta e cruza os braços.
– Você não poderá entrar no Vale Gerudo no Norte.
– O que? Por quê? Eu preciso!
– Porque o vale proíbe mulheres de entrar lá. As únicas mulheres são as esposas de cada homem e ainda são tratadas como inferiores. Aquele vale é primitivo demais.
– Então como ajudarei Zuko?
– Bem, você terá que se disfarçar de garoto.
– Impa será um pouco difícil. Eu tenho cabelo comprido e...
Impa se para na sua frente.
– Levante-se.
Ela se levanta e fica parada, fitando Impa.
– Impa o que vai fazer?
– Sary, você se disfarçará de garoto. E lembre, de jeito nenhum, revele sua identidade. A ninguém! Entendeu?
– Sim... Mas...
– Apenas fique parada.
Impa coloca sua mão nos olhos de Saria. Ela segura seu colar e diz algumas palavras em hylian.
Um flash de luz sai de seu colar, e Saria é empurrada para trás. Havia muita fumaça.
E quando Saria se levanta, estava disfarçada de garoto. Com uma roupa azul, faixas brancas enroladas em seu tórax, na cabeça, nos dedos e no pescoço. Havia um símbolo na parte da frente da roupa. Acredita-se ser o símbolo dos guardiões Sheikah. O antigo povo que descende Impa.
– Impa eu... Ah minha voz! Eu realmente... Sou um garoto!
– Sim... Seu nome não poderá ser Saria não é?
“risos” – Sim, e como irei me chamar então?
“Impa pensa por uns instantes” – Sheik.
– Sheik?
Notas finais
Fiz esse capítulo meio curto porque meu pc andou meio louco. Mas posto o próximo em seguida.
Desculpem :/
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