A Kind Of Love,

1 Único, Seems psychology


Notas iniciais
Eu ainda acho que D.Gray-man fica melhor sem o "R". u_u

Muitas vezes as pessoas dizem que o ódio é um tipo de amor e o amor é um tipo de ódio. Em sua presença, apenas sua, este coração arde de ódio, amor e adoração. E eu me irritava constantemente com isso, porque eu não queria confessar isso a mim mesmo. Eu não queria ter certeza do que eu sentia por ele. Por mais fraco que eu seja, eu queria rejeitar essa forma de amor.

O motivo é praticamente óbvio e está quase que pregado na minha testa, como se estivesse piscando luzes de neón ao redor. Eu sou homem. Um motivo a mais para me afundar nesse ódio. A pessoa que eu supostamente amo também é do mesmo sexo, isso vira um obstáculo.

Chutei uma pedrinha que veio parar a minha frente. Arqueei uma sobrancelha ao perceber ela ricocheteando novamente e batendo na minha canela. QUEM FOI O INFELIZ?

Olhei para frente.

Lavi.

Adoração porque ele gosta de aparecer inexplicavelmente nos meus piores momentos.

Sim. A pessoa que merece toda essa minha centralização é esse ruivo imbecil, que gosta de me fazer de idiota. Isso é meio psicológico, visto que as pessoas gostam dos que mais os fazem mal. E eu odeio esse tipo de psicologia.

Quando eu tentei me controlar fazendo a melhor cara de asco, ele riu. Riu como se tivesse algo tão hilário comigo. Ele é mesmo um idiota. Suspirei de desgosto, mantendo a expressão irritada.

- O que você quer? – Indaguei, logo desistindo, ao perceber sua aproximação repentina e aquela mesma expressão sorridente retornar a cada passo.

- Nada. Só queria passar o tempo com uma pessoa legal. – Encolheu os ombros e fez uma expressão surpresa, como se não esperasse por isso. Rangi os dentes.

Eu não consigo entender, deuses! Eu sequer me expressava, chegava a ser frio e esse imbecil aparece na minha frente alegando estar ao lado de uma pessoa legal! Ele tem algum problema mental, só pode. Ou...

Não. Não seja idiota, Kanda. Isso é praticamente impossível. Ele não gosta de você como você quer que goste. E essa virou uma frase constantemente repetida como batidas de relógio em minha mente. Como se a cada batida, isso me convencesse mais.

E convence! Ele não gosta de mim, pronto, é só pra me irritar.

Mostrei um sorriso irônico.

- Pode parar de brincadeira, Lavi, eu estou falando sério. O que você quer? O Allen piorou? – Indaguei. Não, eu não estava preocupado com o Moyashi, muito longe disso! Aquele pivete me dá nos nervos. Mas parece que o Lavi viu alguma coisa que o deixou perturbado.

- Oh, não. – Seu rosto ficou sem emoção, agora, um tanto oco. Seus olhos caíram para o chão como se fosse um local interessante. – Ele está bem, lá, deitado com a Lenalee ao lado dele. Não tem nada com o que se preocupar. Ele não acordou e não vai acordar tão cedo. – Ele falou aquilo com certa brutalidade, como se quisesse reprimir o que iria dizer.

- Ahn... – Juntei as sobrancelhas, achando sua atitude esquisita. -... Tá. Então, eu vou seguir o meu caminho. Não quero você atrás de mim. – Voltei a ser frio novamente, enquanto o tentava olhar com superioridade, por mais alto que ele seja. Eram só míseros centímetros.

Virei-me, sem nem esperar uma resposta, já tinha certeza que me distanciara o bastante para colocar os pensamentos em ordem. Inusitadamente olhei para a placa de uma cafeteria o que me foi cômico na hora a frase estampada abaixo do slogan. “The oneWhofalls in loveloose.” E o que isso tem a ver com uma cafeteria? Que doença! Quem foi o demente?

Eu deixei isso de lado e adentrei o local, sendo acariciado pelo cheiro de vários biscoitos, bolos e outros alimentos provenientes de locais como esse. Além dos cheiros agradáveis, também haviam boas conversas, mas que se calaram momentaneamente quando eu adentrava o local. O que foi? Olhei para os lados, observando algumas carinhas voltando para seus afazeres.

Bando de curiosos.

- O que o senhor deseja, hm? – Indagou uma moça de cabelos amarrados e negros. E seu sorriso era deslumbrante. Bonito, devo admitir. Usava uma roupa característica dessas garçonetes, de acordo com o perfil da cafeteria. O que não mudava muito dos naturais, apenas havia seu nome estampado no avental abaixo do nome da cafeteria.

- Apenas um café, por favor. – Minha expressão era séria, mas eu tentei esboçar um mínimo sorriso.

- Claro, pode se sentar que eu já volto. ~

Ela se virou e entrou por uma porta ao canto do lado de dentro do balcão. Não me importei para onde ela iria ou quando voltaria, apenas abaixei o rosto e semi-serrei os olhos, enquanto pensava naquele slogan deveras interessante.

Ouvindo vozes do lado de fora e teimando mentalmente para que a peste ruiva não tenha vindo atrás de mim, não me virei, por pura confiança nos meus pensamentos e se ele tivesse vindo ele arranjaria um jeito de me encontrar. Afinal, eu não sou lá tão insensível para não ouvir o que ele tem a falar.

- Deseja alguma coisa? – A mesma moça havia indagado à ele, enquanto entregava meu café.

- Já encontrei o que procurava. – Notei apenas pela sua voz o tom de maliciosidade. O que não era bom pra mim. Esse idiota vai me importunar agora!

Senti sua mão tocando o meu ombro e aquela sensação estranha se espalhou por todo o meu corpo estranhamente. Meu olhar o fitou.

- Moça! – Chamei, querendo não trocar uma palavra sequer com Lavi. A moça se aproximou e meu rosto se virou para ela.

- Sim? – Sua expressão passou-se por desentendida, sem retirar o sorriso. Parecia nervosa.

- Essa placa estranha quer dizer o quê? – Ela não entendeu de início e eu tentei ser mais claro. – Digo... A frase em dourado na placa da entrada.

- Ah! – Ela sorriu. – Coisa da Dona. Não tenho nada a ver com isso. Mas ela sempre diz que os casais se encontram aqui, até mesmo os que não sabem do sentimento que um nutre pelo outro. — Eu senti pelo seu olhar e tom de voz que aquilo era dirigido a nós dois e eu corei instantaneamente.

Ela saiu de fininho, ao perceber que eu não responderia. Ouvi a risada fraca de Lavi.

- Que bom que eu não acredito nessas bobagens. – Resmunguei.

- Eu não reparei na frase. – Ele se sentou ao meu lado.

- Hm. – Eu concordei com a cabeça, usando uma monossílaba e apoiando a cabeça na mão direita, imperceptivelmente ao notar que ele estava do meu lado esquerdo.

- O que dizia?

- O que se apaixona se perde. Ou o perde quem se apaixona. Se perde quem se apaixona. Algo do tipo, por favor, não me faça explicar porque eu não ligo para essas coisas. – Eu já estava com um nervo saltando da minha testa.

- Já beijou alguém, Yuu? – Ele fez essa pergunta retoricamente ridícula.

O que me fez arquear uma sobrancelha.

- Isso não lhe interessa.

- Oh, vamos, Yuu. Não me diga que é BV! – Eu não neguei nem concordei. Porque ele cismava em querer saber da minha vida? — nya, que fofinho! ~

Eu vou matá-lo.

- Eu não disse nada.

- Mas quem cala consente. – Sua expressão era maliciosa.

- Obrigado pela informação. – Falei, meio desgostoso.

- Nunca é nada. – Ele sorriu.

Eu pedi alguma coisa para comer. Alguma coisa que o Lavi não parava de dar opiniões idiotas sobre a gente poder dividir! Como se eu tivesse de aceitar! A garçonete ficou segurando o riso enquanto entrava por uma porta, para pegar o meu pedido.

- Porque você não vai embora? – Indaguei, muito irritado, olhando para ele.

- Porque estou me divertindo!

- Mas eu não estou. – Revirei os olhos, colocando o cotovelo sobre o balcão e apoiando meu rosto na minha mão.

- Tsc. – Ele desistiu, ainda rindo, parecendo um idiota e ficou observando o local com aquela expressão dele.

A moça finalmente entregou meu pedido e eu passei a comer enquanto ele se debruçava sobre o balcão e olhava insistentemente para mim. Eu, várias vezes, o olhava de soslaio, mas voltava a fitar a frente, enquanto comia, por simples vergonha. Eu parecia um idiota.

- Ei, Yuu. – Me chamou.

Eu virei para ele.

- Não me chame assim! – Ordenei, quase rosnando.

- Certo. Certo. – Ele suspirou. – Eu posso falar agora? – Indagou.

-...

Ele entendeu aquilo como um “vá em frente”, suspirou novamente e começou.

- Desde que entrei aqui eu senti uma estranha vontade de... Ficar do seu lado. Eu posso te beijar? – Ele indagou.

O olhei inteiramente assustado e sem tentar disfarçar a minha vergonha e nervosismo.

Depois do sustou veio a raiva.

- Não! O que me faria pensar diferente? – Senti um nervo querendo saltar da minha testa.

- Não sei. Mas eu quero. – Sua expressão era vaga.

- Querer não é poder. Que bom, né? – Eu sorri, irônico o bastante para deixá-lo irritado e fazê-lo se levantar. Confesso que senti algo estranho correndo pela minha espinha.

Ele não deu meia volta e saiu pela porta de onde nunca deveria ter entrado, não, muito pelo contrário, ele fez com que eu me levantasse. Eu limpei as migalhas da minha boca e o olhei com susto e/ou curiosidade.

Irritei-me ao notar seu rosto chegando mais perto do meu.

- Se você...

- O quê? Vai me cortar ao meio? – A sua maior expressão de vitória surgiu.

Eu sinto minhas orelhas vermelhas de tanta raiva. Ou vergonha. Que seja.

Não consegui responder.

- Como o que a placa diz... Ajude-me a me encontrar, estou perdido. – Ele sorriu malicioso.

Não acreditei quando ele me puxou mais para perto e selou nossos lábios. De início eu fiquei paralisado, negando a total passagem de sua língua. Mais alguns segundos, mas eu não podia agüentar e acabei cedendo a entrada de sua língua. E agora que podia explorá-la da forma que eu sempre quis, o fazia de uma forma perfeita, devagar. De modo que pudesse sentir a textura e gosto. Era inigualável!

Eu não sabia o real motivo de não tê-lo afastado, mas era praticamente impossível não ter cedido.

Separamos pela pura falta de ar.

- Eu pensei que seria mais difícil. – Ele suspirou, sorrindo. – O que fez aceitar? – Indagou, curioso.

- Talvez tenha sido a placa. – Apontei para a placa da loja, incrivelmente envergonhado, mas consegui proferir essas palavras em bom som.

- A placa, né? – Ele riu.

- A placa. – Eu prendi o sorriso, ainda não conseguindo escapar da minha vergonha. Ele me ajudou, abraçando-me. Eu logo parei, sem reação, porque ele fez isso?

- Por favor, não me faça parar de fazer o que eu desejava tanto... – Eu iria protestar, mas ele logo terminou com uma frase que me fez logo parar. -... Depois do beijo, é claro.

Eu sorri, abobado, sem motivo algum.

Fim ~

Notas finais
Então, gente. n_n Eu terminei essa fanfic hoje mesmo, visto que estava mofando no computador e necessitando de uma continuação. @_@' Então... ;_; Digam o que acharam, se querem me matar, apedrejar, cortar a garganta, os pulsos, tantofas, mas digam o que se passa! Beijos o/ E, né, eu vou apelar. u_u Estou fazendo um lemon, sim sim, isso mesmo. Um lemon! De D.Gray-man. E é Lavanda. <3 Colaborem e eu o posto quando terminar. u_u Por favor, né, escrever em primeira pessoa com o Kanda é tipo assim: PRATICAMENTE impossível não demonstrar o que ele pensa ou o que ele faz. ;^; Mas eu tentei, realmente, manter a personalidade dele. ): Reviews? *w*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!