Notas iniciais
Fala galera! Esse capítulo ficou grande porque eu tive que juntar dois xD Mas sem problema =) Boa leitura!

O que será que é? Eu não consigo entender!

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Zelda:

Saí correndo da casa do plebeu insolente. Vermelha. Vermelha pois eu estava sentindo um calor incomum, que eu nunca havia sentido antes. Cheguei rapidamente no reino e fui direto para o castelo. Lá, havia várias pessoas, mas me escondi da maioria para evitar questionamento e fui para o quarto. Dei voltas e voltas no meu quarto, com pensamentos confusos, do tipo: “Meu primeiro beijo foi com aquele idiota!”, “Por que não consigo parar de pensar nele?” e “Qual é a causa deste calor? O que é este calor?”. Assim que anoiteceu, tomei um banho, etc e coisa e tal, e me deitei. Mesmo deitada não pude deixar de me lembrar do garoto insolente e sua cara de bobo...

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Eu ainda estava olhando para a porta, mesmo depois de um bom tempo. Me recompus e fui tomar banho para dormir. O que foi que aconteceu ali, naquela hora? Fui dormir pensando naquele momento em que nossos lábios se tocaram. Fiquei mais quente que antes e demorei a dormir. Muito.

Quando acordei, logo vi que não havia nenhum café da manhã me esperando. Estranhei e desci as escadas. Vovô não estava trabalhando. Talvez estivesse dormindo. Subi as escadas que davam para o quarto do vovô e bati na porta. Nada. Aparentemente ele ainda não voltara para casa. Voltei a descer as escadas, preparei um café rapidamente, fui ao banheiro que havia em meu quarto, fiz minha higiene matinal, tomei um banho, me troquei e saí de casa. Decidi que iria ao reino para conseguir mais informações. Quando estava saindo, percebi que tinha me esquecido da espada. Voltei, peguei-a e parti em direção ao reino.

Fui correndo para chegar mais rápido no reino. Quando percebi que tinha demorado apenas alguns minutos do que horas, percebi que aquela caixa era um grande contra-tempo. Mas os portões ainda estavam fechados. Lembrei-me dos pássaros que enfrentara outro dia. Isto é, ontem. Não vi nenhum nas árvores, mas vi pontinhos negros nos céu, que pareciam estar descendo numa velocidade anormal. Num piscar de olhos, eles estavam perto demais para que eu pudesse sacar a espada e me defender. Recebi um corte no rosto, no braço esquerdo e outro logo abaixo da costela. Mas como haviam me cortado em tais lugares, se seus bicos é que são mortais, e não tinha como eles terem me acertado com seus bicos? A resposta ficou clara quando o sol bateu nas asas dos pássaros. Eram revestidas com ferro. Puxei minha espada. Com sorte, eu abateria os três e sobreviveria. Sem sorte, eles arrancariam minha cabeça.

Tentei calcular o tempo, mas era difícil. Três ataques não simultâneos. Não havia um padrão! Não. Tinha de ter um. O primeiro atacava duas vezes, sendo uma de cada lado. O segundo atacava três, visando enfraquecer meu corpo. Já o terceiro... este era imprevisível, mas aparentemente, visava mais minha cabeça. E um sempre esperava o outro terminar para realizar o ataque.

Quando o primeiro veio, eu realizei um corte horizontal, igual em minha primeira batalha. Mas o pássaro fechou a asa e defendeu meu ataque. Porém, ele perdeu estabilidade, caiu no chão, mas logo voltou a voar, visivelmente furioso. Mas pelo menos eu não recebi outro corte. Ótimo. Ele veio me atacar novamente, mas não esperava que eu me ajoelhasse. Pegou mais velocidade e não visou meus braços. Obviamente, ele viu a oportunidade e foi na direção de meu pescoço. Quando ele chegou mais perto, posicionei minha espada e a deixei estendida. O pássaro não tinha mais como mudar o curso. Dei um sorriso quando segurei o impacto do pássaro vindo de cabeça na ponta de minha espada. Espetinho de pássaro monstro! Quando ele sumiu, eu me levantei.

Um já era. Agora só faltam dois.

O segundo veio rapidamente. No primeiro ataque eu consegui me desviar. Assim que desviei, abri meus braços e olhei para o pássaro que estava voltando para um novo ataque. Quando ele deu o rasante, eu pulei e coloquei a lâmina da espada para baixo. Eu estava caindo quando ele finalmente passou por baixo de mim, fazendo minha espada atravessá-lo. Novamente, o corpo do monstro se dissipou e então olhei para o terceiro. Aquele seria o mais difícil. Ele não tinha padrão de ataque. Ele poderia ter ajudado seus amigos, mas ficou observando, como se estivesse guardando informações.

De repente o pássaro pousou e começou a brilhar. Coloquei o braço na frente dos olhos, e só retirei quando o brilho cessou. Quando olhei onde o pássaro estivera, agora estava um guerreiro esqueleto. Ele tinha uma espada maior que a minha, uma armadura grande demais para mim e um escudo pequeno, que, com sorte, serviria para mim. Mas só se eu conseguisse vencer.

Ele bateu os dentes, e começou a andar em minha direção. Aparentemente ele era lento. Esperei que chegasse perto. Assim que entrei no alcance dele, ele me atacou com velocidade e precisão. Cambaleei para trás e vi o sangue escorrer do corte que agora havia em meu peito. Perdi minhas forças e caí.

Olhei amedrontado para o esqueleto. Se ele tivesse cordas vocais, estaria claramente rindo de mim. Vi pelo canto do olho que os portões estavam se abrindo. Segurando minha espada, reuni forças para me levantar e correr. Assim que virei as costas e corri um pouco, o esqueleto, que aparentava ser lento, me alcançou rapidamente e bateu com o punho de sua espada em minhas costas, me derrubando. Assim que caí, a mão que segurava a espada bateu com força no chão, o que fez a espada pular dela. Enquanto eu estava caído, ele cortou minha panturrilha. Eu estava acabado. Este certamente seria o meu fim.

Um dos guardas me viu e fez um sinal para o outro. O que me vira empunhou uma lança e um escudo, e o outro puxou uma espada de duas mãos. Começaram a correr. Mas o esqueleto não tinha medo, e eles não estavam perto o suficiente para impedi-lo de me matar. Então, ele enfiou a espada, fazendo-a atravessar, das minhas costas, e aparecer a ponta por baixo de mim.

Eles chegaram e abateram o esqueleto, mas sua espada ainda estava presa no chão e me atravessando.

- Ei garoto! Não durma! – gritou o guarda “um”

- Temos de levá-lo ao hospital! Rápido! – disse o segundo guarda, desesperado. Logo eles pegaram minha espada, me levantaram e começaram a me carregar para o reino.

- Vovô... – sussurrei, enquanto meus olhos se fechavam.

- Ei! Não durma! – gritou novamente o guarda, mas desta vez não adiantou...

Notas finais
É.. ficou "grande", mas não ficou muito não. Mas espero que vocês tenham gostado xD Até o próximo capítulo! =)