A Jóia Perdida
1 A Espada Própria
Notas iniciais
Mais um dia começava e o garoto acordava na mesma hora todos os dias para ajudar o avô. Seu nome era Link. Link tinha cabelos louros, olhos azuis e usava, não a mesma roupa, mas sim, uma roupa igual a cada dia. Link olhou para o lado e viu um café da manhã o esperando no criado-mudo, onde já havia um abajur. Comeu o café e foi ao banheiro fazer sua higiene matinal. Quando terminou de escovar os dentes, Link olhou para seu reflexo, sorriu e disse para si mesmo:
-Aqui vou eu!
Ele voltou para o quarto, colocou sua túnica verde, e seu chapéu, também verde, pontudo. Desceu as escadas levando a bandeja e deixou tudo na cozinha. Logo foi ao aposento ao lado, onde seu avô trabalhava. Seu avô era um ferreiro habilidoso, e com ele, todos os dias aprendeu. Link nunca conhecera seus pais, porém ele nunca deixou que isso o abalasse. Também nunca perguntara ao avô, pois este já havia deixado claro que ele saberia tudo que precisava saber com o decorrer do tempo. O calor emanava da lareira e até hoje não sabia como não acordava com o som da marreta batendo no ferro sobre a bigorna. Seu avô já começara a suar, mas não por exaustão, e sim por calor.
Link:
- Bom dia vovô! — eu disse.
- Ah, bom dia Link. — disse ele enquanto enfiava a nova espada na água para esfriar o ferro e logo a colocando de lado.
- O que eu vou aprender hoje? — perguntei com a animação de sempre.
- Hoje você fará sua primeira espada. Você sempre carregará ela com você, então faça direito! — disse vovô. Sua voz saiu mais forte e autoritária que o normal.
- Oohh... — eu pronunciei maravilhado — Finalmente... uma espada... Minha espada! — com a maior animação do mundo fui para a frente da bigorna.
- Hahahaha — riu meu avô — Não se afobe ou fará errado! — ao dizer isso, ele puxou o banquinho de madeira, onde eu costumava sentar quando apenas observava, para poder me ver fazer a minha nova espada.
Passou-se duas horas para que eu pudesse treinar com a espada depois de fazê-la. Eu estava radiante. Acho que devo dizer que me cortei algumas vezes com ela, pois eu admirei bastante a lâmina. Tanto com o olho quanto com a mão. Meu braço estava cansado devido à marreta, e mal conseguia tirar a espada do lugar. Eu também não sou muito forte, então meu avô me deu materiais leves, mas resistentes, para eu poder manuseá-la.
Logo depois, eu enrolei a espada num pano e amarrei um corda para prendê-la ao corpo. Enquanto isso, meu avô preparava uma caixa cheia de espadas, que eu deveria vender na Loja de Armas do reino. Quando saí, meu avô havia enrolado uma corda na caixa para eu poder arrastá-la até lá. Peguei a corda e comecei a puxar para o Norte, onde fica o reino. Meu avô me desejou sorte e voltou a entrar em casa.
Enquanto puxava a pesada caixa, ia pensando na lenda que vovô havia contado uma vez. Que antigamente, eram tempos de caos, e existiam monstros por todo lado. Você os identificava pelos olhos vermelhos. Porém, quando a Princesa Zelda nasceu, emanou uma energia que os fez desaparecer. Ri ao pensar que era apenas alguns meses mais velho que ela, mas nunca a havia encontrado.
Depois de um tempo, eu via o portão da cidade ao longe. Os guardas finalmente estavam abrindo o portão. E eu não estava atrasado para a entrega, então parei para descansar um pouco. Na última parte do bosque, olhei para o topo de uma árvore, onde havia um pássaro. Estranhamente, talvez pela luz do sol, eu vi os olhos do pássaro vermelhos. Mas não podia ser. Lembrei da lenda novamente. Segundo vovô, apenas monstros tinham olhos vermelhos. Puxei com mais força e fui rapidamente na direção dos portões, e pelo canto do olho, vi o pássaro levantar voo.
Fale com o autor