A Jornada - TERMINADA

22 Season Finale – Um adeus!


Notas iniciais
Bom dia, tarde, noite, madrugada! Olá pessoas, eu sei que já fazem uns vinte e poucos dias que não nos falamos, sim podem me criticar, só que o problema é que eu estudo, e não tenho tempo pra escrever todos os dias, mas esse não foi o único problema, fiquei muitos dias com a mente fechada, não saia nada da minha cabeça, meu poço de criatividade tinha se esgotado. Mas, como hoje é domingão, ela voltou com tudo, e o que vocês vão ler nesse capítulo é o último capítulo desse volume! Espero que esteja preparados psicologicamente para o que vocês lerão! Confesso que chorei, sim, parece estranho e mentira, MAS NÃO EU CHOREI MESMO! Então lenços de papel na mão, vontade de ler, e boa sorte! Espero que gostem, nos falamos nas notas finais! U.U Boa leitura!

POV AUGUS

Depois de alguns dias de frio ameno, o frio veio com tudo, deixando a gente com um grande problema; óbvio que por um lado era bom: notamos que os mortos no inverno, ficam mais lerdos e burros; mas o lado ruim é que nossa casa fica no fim da cidade, quase em cima dos altos morros que a mesma possuía, e esse ainda não era o pior dos problemas, ainda por cima, nosso estoque de suprimentos está baixo.

A última vez que fomos atrás de comida foi aquele dia que encontramos Milena, e pelos meus cálculos isso já faz mais de um mês. Temos praticamente sete bocas para alimentar, Laica come como uma pessoa, ou seja, ela também conta.

~~~~Acho que o ideal agora seria, alguém morrer!~~~~ - Não acredito que pensei nisso, puta merda!

– Afundado em pensamentos, amigo? – disse Bob

– Em muitos! – respondi – To pensando até em merda! Acho que ta na hora!

Os dois se olharam, e resolveram contar algo que eles vêm conversando há dias:

– Temos que sair daqui! – começou Bob – Não estamos mais seguros! Aqui é muito frio, e já temos quase certeza que as pessoas do Hospital, já sabem daqui!

– Mas, vamos para onde? – pediu Pit tremendo os lábios por causa do frio – Pera! Temos para onde ir?

– Não, não temos para onde ir! – respondi – Mas estive conversando com Bob e pensamos em ir para o norte, em algum ligar mais quente!

– Não sei garotos! – Billye disse – Será que não é mais seguro ficarmos aqui? Digo isso sem querer desafiar vocês nem nada, mas..

– Só vamos se a maioria concordar! – o interrompi – Somos uma democracia, todos aqui devem opinar! E isso é uma ordem!

– Tudo bem! – Billye concordou – Vou com vocês, podem estar certos!

– Mas alguém quer dizer algo? – começou Pit – Pois bem; Eu apoio!

Ninguém mais disse uma palavra, isso foi o sinal de que todos concordaram em sair dali.

Tinha que ser naquela noite, a rua estava calma, nenhum morto chegou próximo ao portão, era a hora certa.

Eu e meus pais viajávamos muito no inverno, ou seja, roupas quentes nós tínhamos. Cada um de nós se agasalhou bem. Meu relógio marcava -15°C estava frio pra caralho! Eu e Pit colocávamos tudo no porta-malas da Tucson: suprimentos, armas, roupas, água, tudo mesmo. Enquanto Bob, Billye e Shakira foram buscar mais um carro na vizinhança e claro fizeram isso sem problemas. E Milena estava fazendo o que eu havia pedido: um “kit” para alguém que entrasse na casa, nele tinha: uma pistola .38 com dois pentes, um casaco de pele, um pacote de biscoito e uma garrafa d’água.

Quando eu e Pit terminamos de colocar as coisas no carro, fui fazer o meu dever. Peguei um spray de cor vermelha, que eu tinha para pintar minha bicicleta, e escrevi na parede da sala:

VOLTAREMOS!

Usei da mesma tinta pra escrever também uma placa que coloquei no portão:

USE-A A VONTADE!

Quando terminei, alguém veio falar comigo:

– Acha certo fazer isso? – disse Bob – Tipo, deixar nossa casa para qualquer um? As coisas mudaram Augus, as pessoas mudaram!

– Cry pode voltar! – respondi – Sei que vocês acham que ele morreu, eu também acho, mas nunca se sabe!

– Você está certo, irmão! – respondeu ele, dando tapinhas no meu ombro – Ele pode estar vivo!

Escutamos um assobio, era de Milena

– Vamos! – ela disse, com a voz sexy dela – Ou vocês querem ficar?

Rimos e fomos até ela!

Entrei na Tucson, Milena entrou no lado do passageiro, íamos eu e ela, sozinhos. Shakira abriu uma das portas de trás:

– Vou colocar aqui, é muito peso, pra levar na moto! – ela disse, soltando a Hecate II sobre o banco – Qualquer coisa, buzinem!

– O mesmo pra vocês! – a respondi

Shakira e Bob iam ir com a moto dela, enquanto: Pit, Billye e Laica, iam com o Camaro Clássico modelo 87 de algum vizinho meu, que era colecionador.

A JORNADA ia ser longa, sabíamos disso, não íamos conseguir fazer em duas, três noites, eram sete mil quilômetros e com o mundo virado em merda, íamos levar, pelo menos uns vinte dias até chegar, e vinte dias, hoje em dia, podem se tornar vinte anos!

Chegou à hora! Liguei o motor da Tucson, ela deu umas falhadas e apagou, tentei de novo, ela ligou.

– O motor devia estar gelado! – disse para Milena, ao meu lado – Ela estava muito tempo parada!

– Ou talvez seja a gasolina – disse ela apontando para o ponteiro – Está acabando!

Assenti e dei uma leve buzinada, Bob e Pit vieram até mim.

– Como está de gasolina? – pedi – Estou com menos de ¼!

– Puta que pariu! – Bob disse – Nós estamos com o tanque cheio, mas os pneus estão quase murchos!

– E nós temos um pouco mais de ¾ do tanque! – Pit disse – Podemos dividir!

– De maneira alguma! – gritei – Se precisarmos nos unir teremos gasolina no teu carro! E tem um posto logo ali, vamos dar uma passada lá!

Eles assentiram e voltaram para seus veículos! Eu só estava imaginando o frio que Bob e Shakira irão passar naquela moto, coitados!

Foi um parto pra mim conseguir ligar o carro de novo, mas eu consegui! Eu era o primeiro da fila, estava guiando os outros, e quando eu já estava perto da esquina, pelo espelho retrovisor eu vi Shakira, fechando o portão de nossa casa e subindo na garupa da moto junto a Bob.

Engatei a segunda marcha, e acelerei, passando a esquina já dava para enxergar a placa da lojinha de conveniência do posto de gasolina, era um tigre imenso, aquela hora, parecia que o mundo estava normal, parecia que estava indo com meu pai abastecer o tanque do nosso antigo possante, parecia mesmo... Até que atropelei um peso morto que se jogou na frente do carro, ai me lembrei que tudo tinha mudado, que nada era mesma coisa, que tudo agora estava morto! Comecei lembrar coisas do passado, como uma famosa frase da minha mãe: “Temos que ter medo dos vivos, não dos mortos!” Até dei uma gargalhada, pela primeira vez minha mãe estava errada, temos que temer os mortos sim, temos que lutar com os mortos, SIM, pois se você não lutar, você morre! Milena até me olhou com uma cara de tipo: “ta rindo de que, seu babaca”, mas nem liguei!

Chegamos ao posto, quando entrei nele, o carro apagou, a gasolina acabou!

– Bem na hora! – disse Milena, tocando minha coxa – Não acha?

– Acho! – respondi, colocando minha mão em cima da dela – Com certeza acho!

Nossos rostos estavam bem perto um do outro, nossos lábios se tocavam aos poucos, minha saliva pulsava ardentemente a dela, eu queria, ela queria, nossos lábios estavam prestes a dar à primeira “fudida”, as línguas saltavam de dentro da boca, quando finalmente se entrelaçaram, o mundo jogou na nossa cara que ele já tinha ido a merda!

Chegamos fazendo muito barulho no posto de gasolina, em menos de cinco minutos, aquela merda tava toda infestada de mortos, além de frio, o cheiro podre, e o barulho odioso de suas mandíbulas que não paravam quietas, do outro lado da rua, um casal de ambos aproximadamente uns trinta e poucos anos nos observavam trancados na cabine de um caminhão, que um dia fora de combustível. Os dois mantinham os olhos bem presos em nossas armas, ou seja, eles queriam que a gente morresse para nos saquear, e eu obviamente não ia dar esse gostinho a eles!

– Acho que não é a hora! – disse olhando fixamente pra boca dela – Vamos ao trabalho!

Ela assentiu, mas mesmo assim me puxou e me deu um selinho, algo como dizer: “boa sorte”. Sai da Tucson e logo puxei minha katana das costas, Milena veio logo atrás com um machado, nenhum de nós estava com uma arma de fogo, não era hora de chamar a atenção de mais mortos ainda, todos estávamos de armas brancas, apontei com a ponta da minha katana para o caminhão, como se quisesse dizer: “não vamos morrer, vamos matar!”.

A guerra sanguinária logo começou, cortei a cabeça de dois ao mesmo tempo, só pensava em proteger a mim e a Milena, eu sabia do potencial dos outros, mas nunca vi ela lutar contra tantos mortos de uma vez.

Mesmo sendo muitos, em momento algum a situação saiu do nosso controle, estávamos dominando o posto de gasolina, daquelas coisas!

Nossos carros estavam bem no centro do local, então gritei pra Billye:

– Ei, Billye! – disse – Sei que pode ser loucura, mas desça todas as grades de proteção, te damos cobertura!

Foi algo ousado em se fazer naquele momento, mas a situação pedia, lembra quando eu disse que nada tinha saído do controle, pois é, estava saindo!

Enquanto estava decepando alguns mortos que vinham de dentro da lojinha de conveniência, dei uma leve olhada e vi que estava tudo sobre controle com Billye, faltava só mais uma grade, e só teríamos que nos preocupar com o que estava ali na parte de dentro.

Me descuidei olhando Billye se esforçando pra abaixar a última grade, e um morto veio por trás me derrubando no chão, eu senti bastante dor no meu braço esquerdo, afinal caí bem em cima dele. Estava segurando o morto pela garganta, sua pele estava tão podre que arrebentava em meio a meus dedos, uma cena horrível de ver, e de viver, quando achei que não aguentaria, vi a feição de um homem, gordo, que nunca tinha visto antes, ele tirou o morto de cima de mim, e pisou em sua cabeça.

– Prazer, sou Malcon! – ele disse – Está bem?

– Sou Augus! – assenti com a cabeça agradecendo – Obrigado por nos ajudar!

Vi ele assentindo também, revirei os olhos á procura de Billye, e Milena, e vi que ele ainda tinha problemas em fechar a porta, olhei mais pro horizonte e vi uma horda imensa de mortos vindo em direção ao posto, e pensei no fim!

– Ei, Malcon! – gritei – Acho melhor você sair daqui com sua mulher, afinal, não vale a pena morrer por quem você nem conhece!

– Você está errado, Augus! – ele gritou de volta – Eu escolhi ajudar vocês, e é isso que eu vou fazer!

Assenti, mas olhei com ele com uma cara de pena, não sabia se ele ficou idiota ali, ou nasceu assim. Porra, eu sinceramente me mandaria dali!

Olhei para o caminhão e vi a mulher dele correndo em direção ao posto, com uma crossbow na mão, e uma aljava nas costas. Aquela crossbow era muito parecida com a que Cry, tinha, mas era um mero detalhe, naquele momento.

A horda estava cada vez mais perto, o centro do posto estava limpo, tirando todos os mortos que foram eliminados ali, podia ser considerado um lugar limpo. Billye ainda estava com problemas em abaixar aquela merda de grade, eu fui ajudá-lo, ela estava um pouco emperrada, acho que o frio havia enferrujado as roliças da espia, e isso estava emperrando-a.

A horda estava a menos de dez metros da grade, quando ela começou a desemperrar, eu e Billye sabíamos que não iria dar tempo, e isso fez ele se precipitar.

– Augus! – ele me chamou – Continue tentando a baixar, isso tem que valer a pena!

– O que você está tentando dizer? – interroguei-o – Não vai me dizer que..

– Chegou minha hora! – ele respondeu – Malcon, nos ajude aqui!

Malcon chegou do meu lado, fazendo força pra porta descer, lágrimas já escorriam dos meus olhos, fechei-os, só escutei Billye gritar: “ADEUS”! A porta desceu, e Malcon a trancou, abri meus olhos e vi, a maioria dos mortos, parando pra comer um pedaço do meu amigo, do meu irmão, do cara que fez tudo tornar possível, sem ele não teríamos armas, e talvez nem teríamos vida!

Eu tinha ficado pasmo, parado ali, feito uma estatua em estado de choque, não acreditava no que meus olhos viam, fiquei ali em choque, até que o sangue dele tocou meus tênis brancos. O gaguejo do choro era inevitável, olhei para trás...

– Billyeeeeeeeeeeeeee! – eu gritei!

Notas finais
Então, gostaram? - E me dizem se choraram, ou vou ser o único a chorar nesse bagaça! (uahwuhawdu) - COMENTEMMM PLEASE! E para eu saber se vocês vão ler o volume 2, escrevam lá #A.J2LOGO! (por favor!) Bom galera, esse foi o último capítulo desse volume, não vou marcar como finalizada, pois essa semana ainda (eu juro), vou postar os agradecimentos, e o link do volume 2, pra vocês (se quiserem, continuar e saber o que aconteceu), lerem pelo menos o prólogo de "A Jornada: Novos Caminhos"! Vou me despedindo aqui, e até alguns dias!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!