A Jogadora

5 Capítulo 4 - Um presente para você


Notas iniciais
RECOMENDAÇÕES? UIH280APOSLKLADJUIQWAA SOCORR TÔ ENFARTANDO ♥ Theos, você chegou como quem não quer nada e me deixou essa maravilhosa recomendação ♥ Fico realmente grata a todos os elogios :D Someone, vou chorei ♥ Você é uma fantasminha que quase me fez chorar com suas palavras! Obra-prima digna de virar livro? UHSAUHSA Quem sabe né? ;) Muito obrigada mesmo ♥ Ney, sua linda! Comentou em todos os capítulos e ainda deixou essa recomendação para mim? Muito obrigada mesmo!! ♥ Alex seu tchutchuquinho *U* USHUASHA Não fiz nada com o Georg, pode relaxar aí na cadeira u-u Muuuuuuuuito obrigada mesma pela sua recomendação diva ♥ Fico realmente muito feliz que esteja gostando, seu lindo *-* Esse capítulo é dedicado à essas pessoas maravilhosas ♥ Vou responder TODOS os comentários anteriores hoje! Não tive tempo antes, porque minha vida está uma correria. Não revisei o cap, só poderei fazê-lo à noite. Respondendo a pergunta do cap anterior: No meu raro tempo livre eu escrevo e leio :D Boa leitura, espero que gostem ♥

Eu queria chorar, gritar e vomitar. Tudo ao mesmo tempo. Mesmo Georg tendo desligado o monitor no instante que ele havia compreendido o que tinha acontecido, nunca conseguiria esquecer daquilo. A imagem do quadro de família manchado pelo sangue de Domicio parecia estar impresso em minhas pálpebras. Ao perceber o quanto fiquei abalada, Georg me abraçou de modo desajeitado dando tapinhas em minhas costas.

Porém, não tive nenhuma reação. Fiquei somente tentando processar o que havia acontecido. Parecia que meu cérebro estava com lag e, enquanto tudo ao meu redor se movia, eu permanecia parada no instante do disparo. Havia uma grande diferença entre ver alguém morrer em filmes e ver isso acontecer quase na sua frente.

Eu estava tremendo e só percebi o que minhas mãos suavam frio quando Georg as segurou. Mesmo querendo, não estava conseguindo conseguir parar os tremores. Meu coração estava acelerado e tinha a sensação de ouvir o sangue circulando por minha cabeça à medida que uma crescente dor começava a se espalhar pelo lado direito dela. Não percebi muito bem quando ele se afastou, só retornei à realidade quando vi um copo estendido em minha direção.

– Beba. É água com açúcar, vai te fazer bem. – falou – Na primeira vez que participei de uma operação de campo e vi um colega de trabalho matar alguém, fiquei pior do que você. Tranquei-me no quarto por dias até a razão voltar a mim e perceber que o cara mereceu o destino que teve.

Não respondi nada, fiquei só segurando o copo com força nas duas mãos enquanto observava o líquido se mover minimamente devido aos meus tremores. Domicio não merecia morrer! Ele tinha esposa e uma filha, o que seriam delas agora sem ele? Por mais que eu quisesse, não conseguia encontrar algum motivo racional para suprimir o horror.

– Por favor, Marcela, fale alguma coisa. – pediu com preocupação – Não me faça ter que te contar meus micos para fazê-la sair deste estado e arrancar um sorriso de você.

Meus lábios se curvaram no que mal poderia ser chamado de sorriso. Mas aquilo me animou um pouco. Na verdade, bem pouco mesmo. Mas já era alguma coisa. Agora eu iria ficar no modo automático para não surtar, eliminando os medos e deixando-me como algum personagem sendo controlado por alguém. Iria passar as próximas horas como Kable ao jogar SLAYERS.

– Você sabe que só desligar o monitor não para a transmissão de imagens pela webcam, né? – perguntei com a voz baixa.

– Então todos estão vendo você neste estado catatônico? – retrucou sorrindo.

Arregalei os olhos e liguei o monitor novamente, mas me arrependi no mesmo instante. Como a webcam de Domicio ainda estava ligada, vi a mulher dele sacudindo seu corpo sem vida aos prantos. O desespero estava evidente em sua expressão e ao notar que estava sendo observada, seus olhos castanhos repletos de tristeza me encararam como se eu pudesse ajudá-la.

¡Ayúdame! – implorou com angústia.

Rapidamente desliguei a chamada, mais perturbada do que antes. A voz fina e aguda da mulher parecia fazer um eco em minha mente, impedindo-me de pensar com clareza e me fazendo tremer ainda mais.

– Você quer...

– Xiu. – interrompi-o apertando a base do nariz – Por favor, não fale nada. Vou tomar um banho, tomar um relaxante muscular e um remédio para dormir e desmaiarei na cama. Não consigo mais pensar hoje. Vá para seu hotel e volte amanhã de manhã, estou completamente esgotada.

Levantei-me um pouco cambaleante e acompanhei Georg até o portão, trancando-o e entrando novamente em casa. Os únicos sons que ouvia eram do tráfego na rua e dos bêbados falando e gritando. Como já havia escurecido, a casa só não estava na penumbra graças à luz da sala e do meu quarto. Senti um tremor percorrer meu corpo e várias imagens de alguém irrompendo pela porta e atirando em mim invadiram minha mente. Ficar realmente sozinha parecia ter sido uma boa ideia a alguns minutos, mas agora estava começando a reconsiderá-la. Se pelo menos Mel, minha cachorrinha, estivesse ali, poderia ficar conversando com ela, porém ela ainda estava na casa de minha mãe.

– Marcela, você tem vinte e um anos, já encarou até o jogo Rise of Nightmares e o Slenderman, não precisa ficar com medo da sua própria casa. – murmurei tentando reunir coragem.

Fui para o banheiro e, antes de me despir, deixei a porta entreaberta para que eu conseguisse ouvir melhor os barulhos do lado de fora. Prendi meu cabelo em um coque e coloquei uma touca para evitar molhá-lo já que estava de noite e não queria pegar um resfriado. Mesmo debaixo da água morna, fiquei tensa, atenta a todo e qualquer ruído diferente que escutasse. Caso alguém aparecesse para me matar, a pessoa iria aprender a não subestimar o poder de um tubo de xampu.

Porém, ninguém apareceu para testar meus dotes em esgrima de xampu, o que me deu certo alívio. Caminhei rapidamente para o quarto com a toalha enrolada em meu corpo e coloquei uma calça de moletom preta junto a uma blusa de frio azul. Peguei o restante da água com açúcar que Georg tinha de dado e a usei para engolir o relaxante muscular e o remédio para dormir. Alguns minutos depois, meu corpo estava grogue, manter os olhos abertos estava provando ser um desafio. Não me importei em apagar a luz, mas fechei a porta e a tranquei por precaução. Arrastei-me até a cama e me cobri até a cabeça. Assim que fechei os olhos, fui levada para um sono tranquilo e sem sonhos.

~~

Havia um barulho persistente e extremamente irritante ao meu lado. Abri os olhos e encarei meu celular que estava jogado no chão e tremendo, o que indicava que alguém estava me ligando. Preguiçosamente tateei o chão a procura do aparelho e assim que o achei, atendi a chamada sem olhar quem era.

– Alô? – murmurei com a voz transbordando sono.

Bom dia, Bela Adormecida, jogue suas tranças para eu poder entrar. – falou a pessoa do outro lado da linha.

– Gerog, é a Rapunzel que joga as tranças, a Bela Adormecida só fica lá dormindo. – retruquei – Onde você está e por que está me ligando tão cedo?

Já são dez horas . Estou no seu portão, temos que conversar. – respondeu de modo sério e desligou.

Levantei-me um pouco mais dispersa e cocei a cabeça enquanto bocejava. Caminhei lentamente até o banheiro para jogar água no rosto e quase caí para trás ao ver meu estado. Meu cabelo cacheado estava volumoso fazendo-me parecer um leão com um ninho de rato acoplado à juba, minha bochecha direita estava marcada pelo travesseiro e... Aquilo ali era baba seca?

– Fala sério. – resmunguei.

Lavei meu rosto, molhei meu cabelo e passei creme para penteá-lo. Só quem tem os fios cacheados sabe o quão difícil é essa tarefa. Quando eu era pequena, minha mãe dizia que os fios eram namorados e não conseguiam ficar longe um dos outros, por isso meu cabelo ficava sempre embolado. Quando ouvi essa desculpa pela primeira vez, não deixei ninguém se aproximar de mim com uma escova durante três dias para não acabar com o suporto romance que acontecia na minha cabeça.

Vinte minutos depois eu estava um pouco mais apresentável, pelo menos não parecia que eu tinha saído da guerra e passado as férias em um hospício. Meu pijama estava amarrotado, mas se eu o trocasse tinha a sensação de que Georg iria arrombar minha porta, já que era a terceira vez que meu celular tocava.

Destranquei meu quarto e corri para abrir o portão. Georg estava usando novamente um terno, só que desta vez ele era acinzentado e a blusa social possuía a cor branca. Olheiras arroxeadas eram visíveis sob seus olhos e o cabelo estava levemente bagunçado. Ele não esboçou nem um sorriso ao me ver, só entrou em minha casa sem cerimônias. Sentei-me no sofá tendo a impressão de que eu não iria gostar nem um pouco daquela conversa.

– Temos que instalar câmeras de segurança por toda sua casa. – falou.

– Bom dia para você também. – retruquei sarcástica – Parece que alguém ligou o botão para trazer o 007 de volta. Eu estou bem se quer saber, e você?

– Desculpe, foi uma longa noite. Tive várias coisas que resolver e quase não dormi. Como você está lidando com tudo?

– Estou tentando reprimir tudo o que aconteceu para não enlouquecer, mas aquele olhar que a mulher do Domicio me deu está me dando calafrios até agora. – respondi – Agora sim pode começar listando todas as medidas de segurança.

– O primeiro passo será instalar câmeras de segurança por toda a casa e na vizinhança, menos no banheiro. Depois disso, eu vou vir morar aqui.

– Intere... É o quê?! – exclamei.

– Eu tenho que vir morar com você para poder protegê-la melhor. A ordem veio dos superiores, se quiser amaldiçoar alguém faça isso a eles.

– O que eles estão pensando? – questionei irritada dando um soco no estofado – Eu não sou Sandy Cohen, nem você é o Ryan Atwood e definitivamente não estamos em Orange County, pelo amor de Deus! Uma garota normal precisa de privacidade.

– Uma garota normal não estaria sendo perseguida por assassinos, Marcela. – falou franzindo o cenho.

– Você é quem trouxe eles até mim! Se não tivesse aparecido na merda da minha porta nada disso estaria acontecendo! – exclamei nervosa.

– Ah é? Então você preferia levar um tiro no meio da cabeça sem nem saber o motivo de ter morrido enquanto jogava?

Eu sabia que ele tinha razão. E ele sabia que eu sabia disso, por isso não estava gritando igual a uma louca como eu. Eu só estava agindo assim porque estava com um misto de raiva, juntada ao medo e a incredulidade por tudo aquilo que estava acontecendo. O tiro que retirou a vida do Domicio parecia ter dado a largada para uma corrida mortal contra o tempo em que quem chegasse primeiro ganharia o direito de permanecer vivo. E aquilo me apavorada, não só pelo fato de eu odiar correr e ser péssima naquilo. Sentia-me como Wander, cercada de criaturas colossais e tendo que destruí-las igual ao jogo Shadow of the Colossus. Dei um suspiro tentando me acalmar.

– Tudo bem. Desculpe-me por agir assim, é só que... Tem muita coisa acontecendo. Preciso jogar um pouco para me acalmar enquanto você instala as câmeras e arruma seu cantinho. O sofá é bem confortável, você pode dormir nele enquanto essa coisa durar. – falei indo para meu quarto.

Algumas partidas de Urei iriam me acalmar, ainda tinha duas horas antes de ir para casa de minha mãe almoçar lá, como havíamos combinado. Apaguei a luz e estralei os dedos. Sentei-me na cadeira giratória confortável e coloquei o fone na cabeça enquanto acessava o site do jogo. Digitei meu login e minha senha e, assim que me conectei, percebi que minha equipe estava quase toda online.

– Myst? Onde se meteu? Ficamos preocupados com você! Sabia que está correndo o boato de que alguns jogadores estão sendo assassinados? – tagarelou Letrica, uma garota do meu time.

Como será que eles já estavam sabendo das mortes? Será que o objetivo dos assassinos da Jeu Terminé era espalhar o medo dentro do jogo?

– Acham mesmo que eu iria deixar vocês na mão faltando pouco menos de dois meses para o torneio? – perguntei sorrindo.

– Você eu tenho certeza que não, já a Gnnv... – disse Hteuy, um colega da equipe.

Esse era o username da Giovana, minha irmã, e como eu a mandei parar de jogar por um tempo, ela não entraria mais enquanto psicopatas doentes estavam matando pessoas aleatoriamente.

– Ela está doente, não poderá logar por um tempo. – respondi.

– Você a conhece na vida real? – questionou a garota.

– Sim. – falei com um tom de voz que dava o assunto como encerrado – Vamos jogar ou ficaremos conversando igual a donzelas na hora do chá?

– Cada vez mais você confirma a minha teoria de que você é um homem que usa a irmã para falar no microfone. – afirmou Hteuy rindo – Vou chamar um colega meu para completar o time, podem ir colocando nosso nome como disponível.

– Qual é o nível dele? – questionei.

Queria subir na classificação e isso só seria possível depois de completar setenta e cinco vitórias. Não poderia desperdiçar nenhuma chance, pois não sabia quanto tempo mais eu viveria e minha meta era ser a primeira colocação. Mas só que o maldito do Ivan era cento e trinta, deixando ainda mais difícil a tarefa de ultrapassá-lo.

– Nível oitenta e três. – respondeu rapidamente.

– Vamos nessa, então. Assim que vermos em qual ambiente seremos direcionado, vamos bolar uma estratégia. – falei sorrindo de antecipação.

Apertei algumas teclas no teclado e peguei a manete, pois preferia jogar com ela. A adrenalina começava a ser despejada em minha corrente sanguínea deixando-me ainda mais alerta. Como havia muitas equipes online, logo a contagem regressiva de trinta segundos para iniciar a partida apareceu na tela.

Iniciou-se o jogo.

Se tinha alguma coisa que eu odiava, era o mapa das montanhas. Aquilo possuía tantos esconderijos que tornava demorada a aniquilação do adversário. Além disso, havia uma queda enorme que estava disposta a te matar caso apertasse algum comando errado.

– Aqui não tem radar o que é bom tanto para nós quanto para eles. Vamos nos movimentar com cuidado e verificaremos principalmente as grutas.– instruí.

– Galera, não podemos usar explosivos aqui se não ferraremos com tudo. –avisou Hteuy.

Aquilo fora para mim, já que quando a situação ficava tensa eu quase sempre preferia mandar tudo para os ares e acabar logo de uma vez.

– Misty é uma honra jogar na mesma equipe que você. Cara, não estou nem acreditando! Hector, quando você me disse que fazia parte da equipe dela não acreditei, mas vejo que você não estava de brincadeira. – o novato falou tão rápido que mal compreendi o que dizia.

– Seu idiota! Não é para falar nossos nomes verdadeiros aqui. – brigou Hteuy, ou melhor Hector.

– Foi mal cara. – desculpou-se.

– Galera, não é por nada não, mas o jogo já começou. Parem de dramas e vamos chutar aqueles malditos para fora dos esconderijos. – mandou Letrica zangada.

Fui para o norte, caminhando com uma L1A1 em posição de tiro. Aquela arma tinha um alto poder de dano e grande precisão. Além disso, também era boa para ataques de longa distância devido à sua precisão, o que seria essencial nesse lugar.

Cuidadosamente entrei em uma caverna completamente escura. Se usasse a luz da lanterna para vistoriá-la, denunciaria minha posição para quem quer que estivesse escondido ali, por isso preferi usar um binóculo noturno. Atrás de uma pedra a alguns metros de mim, vi um jogador escondido e sorri. Estava fácil demais. Porém, de repente ele se levantou e uma luz me cegou. Aquela era a desvantagem de usar um binóculo noturno: se alguém apontasse a lanterna para você, ficaria desorientada e não veria quase nada.

– Filho da puta! – gritei de raiva.

Comecei a disparar para todos os lados tentando a sorte e impedindo-o de se aproximar de mim enquanto minha visão não melhorasse. O cartucho acabou justamente na hora que consegui enxergar novamente. Que se dane, pensei ao ligar a lanterna e vistoriar a caverna. Sorri ao ver que havia matado o adversário. Recarreguei a arma e disparei mais alguns tiros em seu personagem só para extravasar a raiva.

– Menos um, agora só restam três. – falei para somente minha equipe ouvir.

– Eu ouvi os disparos, parecia até que você estava enfrentando um exército. – disse Letrica rindo – Eu ainda não achei ninguém.

Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, dois tiros ecoaram em algum lugar perto de mim. Franzi o cenho, preocupada.

– Quem foi que morreu? – questionou Letrica.

– Estou viva ainda. – respondi.

– Eu também. – falou o novato.

Como Hteuy não se manifestou, presumi que estivesse morto. Tínhamos que nos concentrar mais. Saí da caverna lentamente e levei um tiro no braço esquerdo. O sangue empapava a manga da minha blusa e não conseguia estabilizar a arma muito bem. Abaixei-me escondendo atrás de uma rocha e tentei calcular a posição do inimigo levanto em consideração o lugar que ele me atingiu. Como havia errado, presumi que ele estava em algum lugar longe e ao levantar os olhos o vi parcialmente escondido no topo de uma das montanhas a alguns metros de mim segurando uma sniper.

– Medroso. – sussurrei.

Usei a pedra para apoiar minha arma e mirei em seu antebraço direito, exposto devido a sua posição. Prendi a respiração e a soltei lentamente antes de apertar o gatilho. Sorri ao notar que havia acertado meu alvo, agora ele não poderia mais disparar até que o ferimento se regenerasse, o que levaria um ou dois minutos.

– Sua vadia! Eu ainda vou te matar! – exclamou o cara.

– Quero só ver. – retruquei. Quando o jogador se levantou por uma fração de segundos, atirei em sua cabeça. Seu corpo caiu para frente e rolou a montanha sem vida. – Você só se esqueceu de um pequeno detalhe: fantasmas não matam ninguém.

Fiquei de pé observando ao redor para não ser pega desprevenida outra vez. Ouvi uma sequência de tiros ecoando e fiquei tensa. O que será que estava acontecendo? Porém, antes de poder falar com minha equipe, saí do mapa e uma mensagem apareceu na tela. Nós havíamos ganhado a partida. De repente, a tela do computador ficou preta e alguns números verdes apareceram.

19.5.12.14.18.20.12.15.17.5.18.13.19.5.15.1.17.1.21.14.3.5

Peguei a caneta e escrevi todo o alfabeto em uma folha de papel. Meus dedos, trêmulos, faziam os números parecerem um garrancho. Eu sabia que aquilo era obra do Jeu Terminé e fiquei apavorada com o que a mensagem dizia. Fiquei alguns minutos relacionando cada letra ao seu número e assim que a mensagem estava completa, encarei-a atônita.

– Temos um presente para você. – sussurrei com a voz rouca.

Quando o telefone da minha casa tocou, dei um pulo da cadeira de tanto susto. Corri para atendê-lo receosa. Meu coração batia de modo acelerado e minha respiração estava ofegante de medo.

– Alô? – murmurei sentindo um bolo em minha garganta ao ouvir alguém chorando ao fundo da ligação.

– Filha! – exclamou minha mãe aos prantos – Aconteceu alguma coisa com sua irmã. Acabei de receber uma chamada do hospital, parece que alguém atirou nela.

O telefone escorregou da minha mão e minhas pernas fraquejaram fazendo-me ter o mesmo destino que o aparelho. Atiraram...Na minha irmã.

Notas finais
♥ Vesh :v Esses caras não estão para brincadeiras hein? ASUHUHA ♥ Gostaram? Odiaram? Deixem um comentário e me façam feliz! ♥ Pergunta do capítulo: Qual é o livro preferido de vocês?