Notas iniciais
Pergunta básica: Alguém aqui gosta do James Potter ( Vulgo Prongs/Pontas, Jay, Veado, pequerrucho da mamãe Potter etc)? Se sim pode ser que achem esse capítulo meio Umbridge sabe? ( vocês sabem o motivo da menção a sapa gorda rosa infernal)

O menino lhe sorriu, e desvaneceu-se em fumaça.

Surgindo novamente a sua frente, próximo demais, ao ponto de apertar-lhe a cintura com a mão esquerda, e em um gesto aparentemente carinhoso afagar-lhe os cabelos com a mão direita, lentamente para retirá-la novamente com um único fio de cabelo negro enrolado em sua mão direita.

— Entrarei em contato em breve, my petite.

E em um piscar de olhos ele estava deitado em sua cama, na escuridão das masmorras onde somente era possível ouvir o som do leve ressonar de Régulos que dormia na cama logo a frente.

Em cima da cômoda estava sua varinha, e um pedaço de pergaminho.

Terás o que desejou, e mais do que poderias ter desejado. Estarei lhe aguardando para a prestação de serviços em sete primaveras, aproveite o tempo que lhe resta.

Lothur.

Lançando um “tempus” ele vê que são 05:45 am, e como tratava-se de um sábado não seria importunado caso fosse para o grande salão mais cedo.

E assim o fez, ignorando os resmungos sonolentos do Black ( dividiam o quarto desde que Damien Rotherfolli conseguira convencer o professor Horace a ter um quarto só para si) ele seguiu para um longo e confortável banho.

E tudo seguiu perfeitamente bem, no café da manhã não fora procurado por nenhum colega de casa pedindo-lhe favores ou tentando chantageá-lo para fazer alguma tarefa.

Régulos não demorou muito para juntar-se a ele e não lhe disse mais que algumas palavras mal humoradas antes de partir para um grupo mais afastado, onde conversariam coisas inúteis como quadribol ou algo do tipo como o perfeito “filhinho da mamãe” que ele era.

Para sua surpresa Lily veio em sua direção e lhe abraçou, dizendo-lhe emocionada que aceitava seu pedido de desculpas e as belas flores que recebera junto do cartão, não lhe deu o beijo dos sonhos que seu coração tolamente apaixonado tanto ansiava mas, jurou-lhe amizade eterna e inquebrável.

Algo que nem James Potter e sua trupe de baderneiros conseguiria romper.

Saiu-se bem nas aulas, conseguiu pontos extras para sua casa e por fim ao sair de sua última aula chegou à conclusão de que seja lá o que tenha oferecido em troca de uma solução a seus problemas.

E sua noite extremamente agradável, marcada por um único e misterioso sonho:

Ele trajava vestes finas de seda, sorria arrogantemente enquanto era adornado por uma coroa de flores douradas e bebia de um cálice prateado. James Potter estava a lhe zombar, acompanhado do que pareciam as mais belas mulheres que Severus já vira em toda sua vida.

O príncipe da casa dos leões, o tolo que não tinha consciência do tesouro que há muito guardava consigo, e sequer despertara para a herança ao qual era portador.

Todos haviam sido convidados para a festa do herdeiro de Griffyndor, e levavam os mais variados presentes para o esnobe James Potter.

Severus aproxima-se para dar seu presente, suas vestes são sóbrias e não muito diferentes das roupas que ele costuma usar.

Sua mão esquerda estava atrás de suas costas e carregava um punhal prateado com runas entalhadas, em sua mão direita um único lírio negro.

Era chegado o momento.

Acordara suado e um pouco assustado mas, estava decidido a ignorar tal acontecimento em nome de seus dias perfeitos.

O dia que prometia mais coisas agradáveis aos olhos de Severus iniciou com choros e lamentos na mesa da Grifinória.

Uma tragédia sem precedentes atingira o menino de ouro da casa dos leões, James Potter fora encontrado morto em sua cama pelos seus colegas de quarto. (n/a: Então, eu tenho uma justificativa para a morte dele ok??? )

O rapaz parecia dormir serenamente, em suas mãos um único lírio negro.

Lily estava arrasada, na noite passada ela brigara com ele e disse coisas que não gostaria e estava decidida a lhe pedir desculpas mas, era tarde demais.

Sirius estava um caco, e pela primeira vez em muitos anos buscou amparo nos braços do irmão, reunindo-se a ele de forma inesperada chorando convulsivamente ignorando as rivalidades entre casas.

Lupin aparentemente era o único a manter-se firme, ofereceu-se para prestar às condolências a família Potter que perdera seu primogênito de forma tão súbita, mas, seu lobo estava inconsolável pela perca de um membro de sua alcateia e nas próximas luas cheias seria seu carrasco.

Pettigrew era o que mais transitava entre a indiferença e o desespero, todos sabiam que ele somente andava com os marotos para ter alguém que o protegesse, e também que o ajudassem, mas, de fato desenvolvera uma grande cordialidade com James, a ponto de saber que era o Potter os unia.

Claro que não faltaram olhares desconfiados em sua direção, afinal todos sabiam que eles eram inimigos declarados, Sirius até lhe acusara abertamente, mas, fora segurado por Régulos que mais uma vez se mostrara maduro demais para seus catorze anos.

A noite, após deixar uma chorosa Lily em seu salão comunal ele seguiu sem rumo pelo castelo, sentia-se estranhamente entorpecido e seus pensamentos estavam voltados para a estranha morte de seu nêmesis.

Acabou por chegar a torre de astronomia, lugar onde sempre ía quando estava confuso.

—Espero que tenha ficado feliz com o pequeno presente que lhe ofereci, ele me custou um pouco caro pelas parcas— Em pé em uma das janelas, Lothur lhe sorria, e ele reconheceu novamente aquele brilho de pura malícia em seus olhos dourados

— Você o matou?

— Oh não, dei a ele exatamente o que ele sempre quis só que em poucos segundos—

E com um só estalo ele fez surgir diferentes imagens e flashes magicamente exibidos, onde Potter casava-se com Lily, tornava-se chefe dos aurores, tinham um filho chamado Harry e tinha uma vida extremamente longa e morreria aos 105 anos durante o sono

— O que é você? — Ele perguntou trêmulo, dando-se conta da onde se metera, e para sua surpresa, o garoto riu gostosamente como uma criança travessa, levitando no ar em leves piruetas

—Você já aceitou nosso acordo sem saber quem eu sou, um negócio arriscado levando em consideração a casa a qual você pertence. A questão é o que você pode fazer por mim agora que tem de me servir pela eternidade?

Agora Severus estava definitivamente assustado, prendera-se a uma criatura poderosa e potencialmente maligna pela eternidade? Se fosse um demônio ou algo do gênero? Imagens dele sendo transportado a um lago de fogo onde teria de espetar condenados inúteis para sempre lhe vieram rapidamente.

—Seu senso de humor me alegra, mas, não!! Não sou uma dessas criaturas de chifre e rabo que vocês sempre inventam para convencer as criancinhas a irem a seus templos e igrejas no domingo de manhã!! Posso ser terrivelmente maligno quando desejo principalmente se puder me divertir um pouco — E retornando ao chão fez surgir uma mesa e duas poltronas confortáveis com um simples estalar de dedos, sinalizando para Severus sentar-se a sua frente

—Mas, não estamos aqui para falarmos sobre mim certo? Posso presumir que já tens consciência de que sou muito mais poderoso do que os magos poderosos deste pequeno reino e que me desafiar ou opor-se a mim está fora de questão, estou certo?

—Sim mas, o que devo fazer? Se me conhece sabe que não tenho a mínima condição de lhe recompensar com qualquer coisa que queira

—Menino tolo, não estou aqui para ser cultuado ou temido, apenas desejo divertir-me um pouco a custa dos outros, e sei que você também deseja isso, o que há de mau em eliminar alguma concorrência chata aqui e ali não é?

— E o que eu preciso fazer? — Severus diz um pouco ríspido, já estava impaciente

—Para conseguir o que quero preciso ter domínio completo sobre esse mundinho minúsculo escondido dos olhos dos não mágicos, para isto devo ter a lealdade e a influência dos membros das famílias mais antigas dos porta varinha, felizmente tu és o último membro de uma das mais antigas, e por isso será meu primeiro pupilo — Lothur disse entregando-lhe um pergaminho velho e empoeirado, ao tocá-lo um estranho formigamento percorre todo o corpo de Severus.

— Sua primeira tarefa como meu pupilo será despertar meus outros pupilos que há muito estão aguardando e são fruto das sementes que há muito deixei cair neste mundo limitado apenas por um tolo passatempo e que germinaram, desejo apenas reivindicar o que é meu e por se juntar a mim lhe darei poder ilimitado e muito mais que este pobre lorde poderia lhe oferecer.

Severus olha o pergaminho em suas mãos, com os nomes das famílias bruxas mais importantes o que seu novo mestre pretendia com estas ele não sabia, só desejava que este fosse benevolente e bem humorado como dizia ser.

Pensou novamente em Lily, em sua mãe e as pessoas que lhe eram queridas e o que poderia fazer por elas, e como se espera de um bom servo ajoelhou-se

— O que espera de mim mestre?

—Como lhe disse em meu pequeno recado, tens sete primaveras para fazeres o que bem desejar para tu e seus semelhantes, até lá terei resolvido algumas questões antigas com alguns de meus credores incluindo certo velho come caramelos trapaceiro que hoje me deve uma revanche no jogo.

—Terei algum benefício a mais com isto? — Severus perguntou o que levou Lothur a sorri mais abertamente se era possível

—Ora meu amigo Severus, um acordo deste calibre sempre tem benefícios muito prazerosos, diga-se de passagem, o modo como lidar com as mudanças depende exclusivamente de ti, irei lhe dar as ferramentas mas, tu realizará o trabalho pesado e será recompensado.

—Farei o que estiver ao meu alcance

—Sei que fará, afinal, se ao menos cogitar a possibilidade de me trair passará o resto de seus anos assistindo sem poder fazer nada quem lhe é mais precioso ser corroído pelos monstros que lhe atormentam internamente e lhe conheço o suficiente para saber que não és de voltar atrás em sua palavra não é? — Aquela áurea de poder furiosa e vingativa não causou medo a Severus, pelo contrário quase o fez ronronar.

—Sim mestre

—Não chama-me assim, me sinto mais velho que meu rabugento criador, se quiseres referir-se a minha pessoa diga Lótus, é o nome de uma flor bonita e me cai bem, afinal, somente mereço coisas belas.

E novamente ele retorna a janela olhando atentamente para o ambiente externo do castelo

—Oh vejo que estou atrasado, preciso ir, questões a resolver, sabe como é, ser alguém como eu é trabalhoso às vezes! — Sorriu gentilmente para Severus antes de se desvanecer em várias mariposas que voaram em uma só direção.

Notas finais
Eu precisava fazer um pequeno drama, mas, isso não significa que é o fim para os Potter ok??