A Ilha - a Descoberta do Amor
11 Capítulo 10 - O presente
Notas iniciais
Ai, estou tão ansiosa por esses capítulos tão cheios de surpresas... Espero que gostem e comentem muito... Aguardo vcs, boa leitura!
Capitulo 10 – O presente
PDV Edward
Ver Bella parada na porta da minha casa foi um sonho realizado, porém a noticia que ela me trazia era dolorosa por demais. Não sabia o que dizer para trazê–la para perto. Não podia acusá–la quando nada foi prometido e ela estava ali tão encolhida e sentindo–se culpada, eu não poderia afastá–la ainda mais. Saber que Jacob fazia parte do seu passado, e um passado que eu esperava que fosse morto e enterrado, me deixava mais aliviado. Não era como se ele fosse um oponente. Se eu estivesse no lugar dele, me procuraria para tirar as minhas satisfações.
Bella era uma mulher como poucas, sincera a ponto de me contar algo desnecessário, eu certamente teria omitido esse detalhe, e não sentiria culpa. Nisso é que estava seu encanto, sua sinceridade e lealdade... O fato de não fazer comigo o que as outras fizeram, talvez por conhecer a minha história assim como eu conhecia a dela. Nós éramos duas metades de um e isso era notório. Minha família percebeu minha mudança nas últimas semanas, Alice até investigou os motivos sem encontrar nada que me denunciasse. Eu havia cumprido minha palavra.
Agora ela estava ali, sentada no meu sofá com aquele vestido sensual. Completamente alheia ao fato de que eu a desejava. Eu não tomaria nenhuma atitude que a fizesse fugir de mim, precisava controlar meus hormônios a qualquer preço. Desde Ângela Weber, na última noite que nos encontramos, eu estava sem nada, nenhum tipo de contato físico com uma mulher além da minha mente fértil e fantasiosa. Completamente despreparado para recebê–la ali e com aquela roupa. Elaborei uma estratégia para retirar meu foco das suas belas pernas estiradas sobre a mesa de centro.
Fui até o quarto e peguei um grosso edredom no guarda roupa, liguei o ar condicionado para criar um clima frio, assim eu poderia esfriar meu sangue e cobri–la para não cair em tentação.
– Esse é para você – ela me olhou sem entender.
– Liguei o ar frio para parecer que estamos num cinema que preste. Nem mesmo o filme que assistíamos ‘O senhor dos anéis’ me fez parar de imaginar como seria tocá–la. Repreendi–me mentalmente, pois não queria agir como o Edward caçador feroz, devorador de mulheres. Eu queria que as coisas fossem feitas com calma. Sem pressa.
Sem que eu esperasse, ela se aproximou de mim encostando–se em meu ombro, foi ainda mais difícil resistir quando ela jogou o edredom em cima de mim permitindo que seu corpo quente ficasse muito próximo ao meu. Respirei fundo e soltei o ar tantas vezes quantas pude, meu coração acelerou tanto que eu poderia sofrer de um infarto fulminante naquele momento, segurei meus instintos até ser vencido pela ânsia.
– Bella, não acho uma boa idéia nós dois aqui... Assim... Tão juntos e... Colados. – eu disse quando ela se virou com os olhos bem abertos. – Não sou suficientemente forte para segurar a onda. – suspirei mais uma vez.
– Ah! Você quer que eu vá embora então? – ela perguntou inocente.
– Não... Se você for, eu vou me sentir um idiota. Se você ficar, não sei se vou conseguir me controlar. Estou tentando, eu juro... Mas é que... Desculpe. – ela se afastou fazendo menção de que iria se levantar. Segurei seu pulso impedindo que o fizesse. – Mas eu prometo que vou tentar, vou continuar tentando. Eu só queria que você soubesse que não estou alheio a sua presença.
– Eu não quero que fique... Edward, eu estive pensando em você cada dia da minha viagem... O que houve entre eu e Jacob foi uma recaída completamente insana. Só me dê um pouco mais de tempo. – ela pediu.
– Darei o tempo que precisar, só preciso que me dê o sinal vermelho quando for para parar, o verde quando eu puder avançar e o amarelo quando eu estiver apto a cumprir metade da promessa que te fiz.
– Metade?
– Sim, assim eu a protegeria dos outros, mas não de mim. Embora o amarelo só me permita chegar ao caminho entre sua boca e o resto do seu corpo.
– O que isso quer dizer?
– Que eu posso te encher de beijos sem que isso se torne algo mais sério... Digo sério no sentido de... De forma que cheguemos às vias de fato. – eu disse nervoso, ela sorriu.
– Então quer dizer que devo dizer em que sinal você está agora? – ela mordeu o lábio inferior.
– Se você puder...
– Hum... Acho que podemos começar pelo sinal amarel... – não consegui esperar que ela finalizasse a palavra, tomei seus lábios entre os meus e beijei–a com o fogo dos amantes, pouco me importava o filme na TV ou o telefone tocando. Deitei–a no sofá e me coloquei entre suas pernas respeitando o acordo. Acariciei suas coxas ainda com a boca colada na dela... Seus lábios se movimentavam em sincronia com os meus, sua língua se movimentava em sincronia com a minha... Eu quase pude pensar em avançar o sinal que ela havia me dado. Mas não o faria, eu sabia que nos arrependeríamos depois. Separei meu rosto do dela.
Nossos olhos se encontraram e outro beijo intenso seguiu o anterior, eu estava sem ar e sabia que ela também, mas não conseguia desvencilhar minha boca da dela. O gosto, a textura, o cheiro... Tudo nela era um convite ao pecado. Suas mãos me seguravam firmemente pela nuca, não permitindo que me afastasse. Nossos corpos estavam tão colados que eu não saberia distinguir quem era quem. Rapidamente minha camisa era apenas um pedaço de pano solto no chão. Eu podia sentir que ela me desejava tanto quanto eu a ela... Eu precisava me controlar, eu tinha que fazê–lo mesmo que fosse contra minha vontade...
– Sinal amarelo lembra? – murmurei ofegante.
– Sinal amarelo, sei... Lembro... Melhor pararmos então, antes que o amarelo esteja verde e amanhã a gente se arrependa. Afinal como você mesmo disse, precisamos priorizar a amizade. – eu a beijei delicadamente enquanto ela tentava racionalizar as palavras – Assim eu não consigo pensar...
– Melhor eu sair de cima de você... Mas para isso você precisa me soltar... – sorrimos.
– Claro! Perdoe–me...
– Pare de pedir perdão, eu não quero priorizar a amizade para que não terminemos como os nossos relacionamentos anteriores.
– Eu sei, entendo... Vamos com calma então... Sem passar do sinal amarelo. Contudo, depois dos acontecimentos recentes, é melhor que fiquemos no vermelho e voltemos a assistir aos filmes como duas pessoas comportadas. – ela disse e eu concordei. Era difícil resistir a Isabella Swan, entretanto, eu a queria inteira para mim. Eu teria paciência, saberia esperar.
PDV Bella
Eu não conseguia entender ao certo o que eu estava fazendo ali, nem bem havia chegado de uma viagem conturbada e cheias de altos e baixos e já estava aconchegada dormindo ao lado de Edward Cullen. O dia tinha sido tão intenso que mal conseguia me dar conta do que de fato acontecera. Algumas taças de vinho, muitos beijos e um evidente sinal amarelo. Disso eu me lembrava bem, o sinal era amarelo. Meu celular vibrava insistentemente na mesa do centro da sala.
Edward estava ao meu lado no largo sofá onde dormimos em formato de concha, ele dormia ainda grudado a mim como se aquele fosse um acontecimento corriqueiro. Não me senti mal por não ter me lembrado de Jacob naquele momento, Edward estava conseguindo me suprir mesmo que ainda levasse certo tempo para nos acertarmos de vez. Eu não sabia quais eram seus planos, não imaginava quais eram suas reais intenções. A minha era somente poder descobri–lo aos poucos e com cuidado para que um de nós não acabasse se machucando depois. Olhei para o celular que ainda tocava e o vi parar, estiquei o braço para ver a quantidade de ligações perdidas.
– 20 ligações – cocei o olho para ver se estava correto, sim estava, eram ligações feitas de casa, do celular de Alice... Do meu pai.
– O que eu fiz – falei alto demais acordando o homem deitado ao meu lado. Acordando ele era ainda mais bonito, como Deus podia ter sido tão meticuloso para criar aquela criatura tão perfeita? Não era exagero, quando falavam do seu corpo ou do seu rosto, meu único medo de estar ali, era que a fascinação que ele causava fosse a real causa de eu continuar ao seu lado.
Embora sua fama fosse conhecida, comigo ele era apenas o homem Edward Cullen. Sempre atencioso e cheio de cuidados. Nunca se deixou passar do limite ou fez algo que eu não tivesse permitido. Não era como se quisesse me enganar para me ganhar. Suas atitudes pareciam sinceras e cheias de boa vontade. Ele abriu os olhos lentamente e me encarou, um breve sorriso torto brotou da sua boca. Aquele sorriso que eu havia aprendido a adorar sem que ele exigisse retorno.
– Bom dia minha ninfa... – olhei sem entender. Ninfa?
– Antes que me pergunte, é como um passe de mágicas ter você aqui ao meu lado. Você é uma ninfa porque me enfeitiçou, mas se preferir te chamo de bruxa... – ele sorriu.
– Eu prefiro de ninfa. – sorri e ele me agarrou jogando seu corpo em cima do meu. Beijando cada centímetro do meu rosto. – Assim você me tenta... – murmurei – Mas pelo que vi no celular, meu pai deve estar prestes a mandar a SWAT me procurar. – ele saiu de cima de mim voltando a deitar do meu lado apoiando o cotovelo no sofá.
– Você tem mesmo que ir? – ele quis saber.
– Tenho sim – foi difícil por um segundo sair daquele sofá, o cheiro doce que ele emanava entrava pelas minhas narinas me hipnotizando. – Mesmo que não esteja com vontade de fazer isso agora. – eu disse puxando–o para perto de mim beijando–lhe os lábios com gentileza, não era o ardor da noite passada, mas como se nossas vidas dependessem daquele momento. Foi um beijo simples, delicado... Dado com amor.
– Então fique – ele pediu – Fique comigo... Aqui... – ele completou.
– Eu queria, juro. Mas não posso, não é conveniente nem seguro eu ficar aqui com você. Nós não somos capazes de nos conter com alguns beijos... Eu sei que sentimos uma atração muito forte, por favor, me entenda, eu quero mais do que sexo casual...
– E quem falou em sexo casual? – ele sentou.
– O que quase aconteceu ontem foi... Foi... – eu não encontrava as palavras certas para descrever.
– Um erro? – ele tinha a expressão dura.
– Não... É só que como você disse, não era o momento, me perdoe se não posso me entregar a você assim.
– Não estou pedindo que se entregue a mim... Estou pedindo que fique comigo. Há uma grande diferença entre uma coisa e outra. – ele justificou.
– Explique qual é a diferença...
– Não quero sexo casual com você, o sexo só irá acontecer quando você estiver preparada e livre da impressão de que esse é o meu único desejo. Estou pedindo que fique comigo como algo mais do que minha amiga, não gostaria de ter apenas... Sua amizade.
– Deixa entender, você quer...
–... Quero ser seu namorado. – ele interrompeu. Por um momento parei e analisei sua proposta, respirei fundo me lembrando da ultima namorada que ele teve... Ângela.
– Não quero que seja algo explícito ou que lhe imponha riscos ou até mesmo fofocas, sei que está se lembrando de Ângela. – nem precisei falar nada.
– Como sabe?
– Você fez uma expressão de que estava buscando algo na memória, você não é uma mulher difícil de ler Bella, é transparente, sensível... É a mulher que eu preciso para voltar a ter uma vida normal.
– Edward, não sei se posso. – eu disse me levantando – Dê–me um tempo está bem? Vou pensar com carinho no que você me propôs e eu juro que não vou dizer nada que possa ferir o que nasceu entre nós. Eu preciso ir, de verdade, Charlie vai me matar.
– Está bem – ele olhou para o chão levantando também. – Te acompanho até a porta, será que ainda nos falaremos hoje? – ele quis saber.
– Eu te ligo – beijei sua boca com carinho e sai.
Não foi muito fácil sair daquele prédio naquela hora da manhã, então seguindo o conselho dele fui pela porta dos fundos, a rua era deserta, contudo não correria riscos de ser vista. Atravessei rapidamente o central park e ligeiramente entrei num taxi pedindo que me levasse para casa.
Meu pai estava sentado no sofá quando entrei pela porta da frente com a mesma roupa que havia saído na noite anterior
– Você está querendo me matar? Bella, onde você esteve? – eu não tinha uma desculpa plausível para dizer onde passei a noite, então, a idéia que eu tive naquele exato momento teria que ser muito boa.
– Pai, primeiro me perdoe por não tê–lo avisado que eu estava bem e em segurança na casa da Ângela.
– Não me faça de tolo, todos sabem que ela está na Europa – ele bradou alto.
– Eu tenho as chaves, ficou tarde para voltar para casa e pai, eu tive uma noite inteira para pensar na minha vida.
– Pensar na sua vida? Do que a senhorita pensa que está falando... Isabella Marie Swan, o que andou aprontando?
– Na verdade não aprontei nada, é só que adquiri a maior idade e a maioria dos jovens que conheço que adquiriram sua maior idade já moram sozinhos e... Eu pensei que talvez essa seja a minha hora. Eu não quero ser motivo de preocupação ou ter que dar explicações toda vez que passo uma noite fora. Eu quero ter a liberdade de receber meus amigos sem incomodá–los porque já está tarde. Pouco me importa o dinheiro, para mim o senhor será sempre meu pai e meu empresário. Mas eu quero respirar e tomar minhas próprias decisões. – meu pai estava boquiaberto, sua cabeça vermelha parecendo que a qualquer momento ele teria um AVC. – Pai... Desculpe.
– Bella, você nos pegou de surpresa – minha mãe interferiu.
– Na verdade – meu pai disse se sentando – Eu já esperava por isso. Não é como se eu fosse um bronco ou algo assim... Eu sei que você anda saindo com o tal do Cullen playboy idiota. Ouvi vocês conversando pelo telefone no dia que estávamos no Brasil, por mais que você tentasse disfarçar chamando–o de Alice. Havia algo diferente no seu tom de voz... Não sou tolo Bella, e também não interferi porque sabia o que Jacob havia te feito e ver um sorriso estampado no seu rosto, foi muito mais importante para mim do que brigar porque você não ouviu o meu conselho.
– Pai... – balbuciei.
– Não precisa mentir, sei que estava com ele à noite toda e sei também que não irá adiantar nada te repreender. Bels, Jake te magoou e eu bem sei que você está sofrendo. Mas, buscar consolo com esse playboy? Levamos muito tempo para construir seu nome e sua carreira para que a jogue fora a troco de nada.
– O senhor não entendeu pai, não tem nada a ver com sofrimento ou com Jacob, tem a ver comigo. Desde nova eu tenho vivido para a carreira e para a realização de um sonho que é nosso. Deixei de lado as amizades, os passeios, eu só quero ser uma jovem de 19 anos normal... Jacob me deixou a troco de nada e não quero ficar chorando pelos cantos, eu mereço ser feliz.
– Com Edward Cullen? – ele indagou nervoso, lancei um olhar de súplica para minha mãe que intercedeu.
– Fique calmo Charlie... – ela pediu tocando seu ombro.
– Como ficar calmo? Sua filha se envolve com aquele cafajeste, mulherengo e eu tenho que manter a calma? – ele sorriu nervoso.
– O senhor pode pelo menos me ouvir? – aumentei o tom de voz, ele me olhou surpreso fazendo sinal para que eu pudesse falar. – Pai, Edward não é exatamente aquilo que nós pensávamos e eu mesma tive que morder a minha língua depois que o conheci melhor. Ele é gentil e amável. Acredite em mim quando digo que nós não temos nenhum outro tipo de relação que não seja de amizade.
– Você está tentando me convencer ou se convencer do que está me dizendo?
– Não quero convencer ninguém, esta é a verdade. Não me sinto preparada para colocar outra pessoa no lugar do Jake, mas também não acho justo me enterrar só porque ele me deixou. Precisa confiar em mim, pai nunca dei motivos para que não o fizesse. – ele me olhou por um longo tempo.
– Está bem, vamos ver no que isso vai dar. Tenho mesmo que confiar no seu julgamento... Só espero que Jacob não fique sabendo dessa sua ‘amizade’ através dos jornais. E esqueça essa história de morar sozinha... Eu não deixo. – ele saiu da sala sem olhar para trás, se eu contasse para ele o que Jake havia feito comigo, certamente ele mesmo iria até Washington matá-lo pessoalmente. No entanto, antes que ele cruzasse a porta eu pedi.
– Pai, ninguém sabe que a gente tem se visto então, por favor, não conta para ninguém... Nem para Alice. Ela pode acreditar que temos algo a mais e na verdade... Nós não temos, ok? – ele levantou o dedo polegar e saiu da sala de vez. Olhei para minha mãe e dei um suspiro aliviado.
– Pensei que ele não aceitaria minha amizade com o Edward.
– Filha, tenho receio de que esteja cometendo o mesmo erro que cometeu com Jacob. – ela me disse simplesmente.
– Como assim mãe?
– Será que não está na hora de começar a definir se seus sentimentos por esse rapaz é somente amizade ou se há algo mais?
– Do que a senhora está falando mãe?
– Do que você está fazendo com vocês dois, essa sua indecisão só vai acabar te fazendo ficar sozinha mais uma vez. Eu sei, Bella, que se você permanecer nessa dúvida. Isso nunca dará certo...
– A senhora está me jogando nos braços de Edward Cullen?
– Só quero que seja feliz. – ela seguiu na direção da porta por onde meu pai havia saído minutos atrás...
Eu sabia que ela estava certa, não podia mais perder tempo. Fui para o meu quarto e liguei o som no intuito de criar a coragem necessária para aceitar o convite dos Cullen e passar um final de semana velejando ao lado de Edward, aceitar que nosso romance se tornasse público e todos me dissessem que sou a próxima vitima ou a nova golpista da praça. Pedi ao meu coração que entendesse qualquer sinal que fosse dado de que aquele romance poderia dar certo independente dos meus medos.
De Janeiro a Janeiro:
Roberta Campos e Nando Reis
Não consigo olhar no fundo dos seus olhos
E enxergar as coisas que me deixam no ar, me deixam no ar
As várias fases, estações que me levam com o vento
E o pensamento bem devagar
Outra vez, eu tive que fugir
Eu tive que correr, pra não me entregar
As loucuras que me levam até você
Me fazem esquecer, que eu não posso chorar
Olhe bem no fundo dos meus olhos
E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar
O universo conspira a nosso favor
A conseqüência do destino é o amor, pra sempre vou te amar
Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de Janeiro Á janeiro
Até o mundo acabar
Ouvi a musica até o final esperando que aqueles saltos que o meu coração dava não passavam de pura ansiedade, mas, por quê eu estaria tão ansiosa? Pequei o telefone e disquei o número de Alice que atendeu com uma voz extremamente feliz do outro lado da linha
– Bella! – ela deu um gritinho.
– Oi Alice, será que o passeio de barco ainda está de pé? – perguntei coçando a cabeça...
– Claro, aliás, estava falando com Jazz sobre isso. Soube que você voltou de viagem ontem e nem me procurou... Ah Bella, pensei que éramos amigas – ela reclamou.
– Claro Alice, somos amigas sim... Mas, me diz... Quem irá conosco?
– Eu e o Jazz, Emm e a Rosie. Ah! Como não sabíamos quem mais iria convidamos a Jessica Stanley – aquele nome fez um frio subir pela minha espinha.
– E o Edward? – perguntei com medo da resposta.
– Ele virá também, na verdade... Ele tem agido estranho ultimamente. Pensei em alegrá–lo um pouco... – ela falou num fôlego sem nem perceber que aquela informação me deixou sem voz. – Bella! – ela chamou.
– Ah, eu suponho que ele deva ter adorado. Conhecendo o Edward como o conhecemos não iria deixar sua fama morrer não é? – fui irônica.
– Na verdade, até acreditei que ele iria adorar, mas não o vi alegre... Edward tem andado estranho desde aquele dia na festa da Dior, isso já faz mais de um mês e nunca mais ouvimos ou lemos noticias suas nos jornais. Sabe Bella? Isso está me deixando louca, eu não sei o que aconteceu e ele não me conta nada. Mas, será que você ainda vai querer ir conosco?
– Vendo pelo ângulo de que vocês serão 3 casais, acho que não me encaixo nessa viagem.
– Ah Bella! Qual é? Vamos, posso dar um jeito de desconvidar a Jessica... É só você dizer que sim. – ela praticamente implorou. – Diz que sim, vai...
– Alice, melhor deixarmos para depois, outro dia quem sabe, não quero interromper nada e não é justo com a pobre moça. Além do mais, Edward ficaria sem par... – ela gargalhou.
– É verdade, mas, pensa com carinho... Posso desconvidar a Jessica. Na verdade – ela sussurrou – Só a convidei porque o Emmett acreditou que Edward ficaria com o humor melhor se estivesse acompanhado, mas, não gosto muito dela. É metida... Faremos o seguinte, sexta–feira, sete da manhã em ponto esteja no píer 17. Estaremos esperando, por favor... Não fura. – Ela suplicou – eu sabia que você iria mudar de idéia, sei que meu cunhado não é a melhor opção de companhia, mas todos nós estaremos lá e não se preocupe você não ficará sozinha, Jessica é passado na minha lista. Não que eu esteja te jogando para cima do Edward... Imagina – ela começou a tagarelar infinitamente. – É que só o fato de você ser mais sociável e divertida... Ai Bella, eu estou tão feliz...
– Mas eu ainda nem disse nada... – não consegui conter a gargalhada.
– Nem precisa, eu sei que você não me negaria esses breves momentos para aproveitarmos e atualizar nosso papo. Você viajou por um longo mês, estou morta de saudade.
– Eu também Alice, eu estava morrendo de saudade da sua empolgação, só me promete que não vai ter bebida.
– Ah, Bella. Prometo que providencio suco para você tudo bem? E jura que estava com saudade de mim? – se eu pudesse vê–la, eu diria que ela estava saltitando. Alice era uma criatura cheia de energia e vitalidade.
– Você acha mesmo que eu me esqueceria de você? Te trouxe um presentinho da minha viagem... Quando nos encontrarmos certamente te entregarei.
– Sério? Você se lembrou de mim? Ai que felicidade...
– Trouxe para os outros também, vocês foram tão legais comigo, não podia deixar de me lembrar de cada um... Mas, te vejo no final de semana certo?
– Nada disso, eu vou te buscar à tarde para fazermos compras, preciso de biquínis novos e também de protetor solar, hidratante. Não quero ficar parecendo uma cobra ou um maracujá esquecido no fundo da gaveta... Não, isso não.
Desliguei o telefone e fui desfazer minhas malas, mas as palavras da minha mãe ainda ecoavam na minha cabeça. Será que eu estava repetindo o mesmo erro? Não! Peguei o telefone e liguei de volta para Alice.
– Alice! Sou eu outra vez!
– Sim Bella!
– Sei que isso te deixará triste, mas nossa tarde de compras ficará para depois. Gostaria que não me perguntasse o motivo. Quando puder juro que explico tudo. – Desliguei antes que ela insistisse. Agora viria a segunda parte da minha decisão.
– Alô. Edward?
– Sou eu! Preciso muito falar com você. Será que poderíamos nos encontrar esta tarde?
– Claro. Mas o que houve? Sua voz me dá a entender que você está ansiosa.
– Sim é verdade, eu estou. Mas gostaria de falar sobre isso pessoalmente.
– Então onde nos encontramos?
– Encontre-me no Shopping, de lá você pode me levar para algum lugar discreto, à sua escolha.
– Tudo bem. Encontro você as duas. Até lá!
– Até lá. Estarei ansioso à sua espera.
PDV Edward
Fiquei meio que sem entender o que estaria se passando. O que será que houve com Bella na casa de seus pais para que ela me ligasse com tamanha urgência? Mas se ela me ligou e pediu para estar comigo é porque havia algo de importante a ser falado. Talvez ela estivesse arrependida de ter me deixado entrar em sua vida da forma que eu entrei.
E agora? O que eu faria se ela me deixasse? Onde eu poderia levá-la sem que fossemos clicados pelos abutres paparazzi? Muito bem! Uma coisa por vez, cada uma em seu grau de urgência. Peguei o telefone em minha mesa e liguei para minha secretária e pedi que desmarcasse todos os meus compromissos. Eu iria tirar o dia de folga. Depois liguei para a pessoa mais indicada a me ajudar. Embora ela também fosse a pessoa menos indicada para abrir o que estava acontecendo entre Bella e eu.
– Alice?
– Sim Edward!
– Ocupada?
– Não! Pode falar! O que deseja?
– Bem é que Bella Swan acaba de me telefonar me convidando para um passeio, ela parecia bem ansiosa e não sei a que lugar eu poderia levá-la sem que fossemos incomodados pela imprensa sensacionalista.
– Edward, eu não estou entendendo nada. Seja mais claro, por favor.
– Vou ser sucinto, mas vou colocar tudo o que está acontecendo entre nós em poucas palavras. Tenho certeza que se existe alguém que possa me ajudar, esse alguém é você.
– Vamos Edward já estou altamente curiosa, conte-me tudo sem rodeios e sem resumos, quero tudo na integra...
– Pois bem. Eu e Bella desde a noite da festa da Dior estamos nos falando e nos encontrando secretamente. Durante sua viagem, nos falamos brevemente e ela agora pôs um fim ao seu relacionamento com aquele advogadozinho de meia tigela que a abandonou e estamos fazendo um jogo de sinais, algo do tipo até onde posso ir. Por enquanto saímos do vermelho e estamos no amarelo, ou seja, beijos e abraços. Mas eu quero mais do que isso. Eu a quero para mim... Inteira.
– Ah!!!! Que maravilha! E o que pretende? – eu quase me arrependi de ter contado aquilo para Alice, já podia até imaginar o que estava passando pela sua cabeça. Folguei o nó da gravata e encostei-me à cadeira, eu estava tenso – Bem eu quero namorá-la. Sério. E ela acaba de me ligar me convidando para sair eu não tenho a mínima idéia de para onde eu devo levá-la. Você tem algo em mente?
– Um lugar perfeito para isso seria aquela galeria de arte do Brooklin onde Jasper fez as fotos da campanha da Calvin Klein.
– Perfeito. Obrigada Alice! Tchau!
Desliguei rapidamente antes que Alice começasse a construir castelos na sua mente fértil. Eu não poderia me esquecer um só momento de que Bella poderia a qualquer hora por um fim a tudo que já havíamos construído e eu sequer tive a chance de dizer que a amava.
PDV Alice
Hummm!
Boa! As coisas já estavam bem mais avançadas do que eu podia prever. Então Bella e Edward estavam mesmo envolvidos, como eu suspeitei desde a noite em que ela dormiu na casa dele, naquele dia depois da festa da DIOR. E eu estava tendo uma idéia mirabolante. Isto colocaria meu cunhado nos eixos e faria minha nova amiga muito feliz. Aliás, aos dois.
Eu tinha que tomar algumas providências quanto a Jasper, Emmett e Rosálie. Mas isto eu faria no caminho até a casa dos Swan. E as outras coisas eu resolveria no decorrer da tarde. Seria fácil e eu tinha todos os contatos certos para botar meu plano em ação. Afinal eu já tinha isso em mente, só não esperei que o destino desse esse empurrãozinho.
– Boa tarde senhora Swan.
– Boa tarde Alice. Bella não está em casa. Deseja esperá-la?
– Não! É com a senhora mesmo que eu gostaria de falar. Seu esposo está em casa?
– Sim, mas, por favor, querida, me fale o que houve, você parece ansiosa.
– Bem eu posso antecipar-lhe tudo para que possa me ajudar no meu plano e depois falaremos com o Senhor Swan, se me permite é claro.
– Sim filha, explique-se. – Então contei à senhora Swan todo o meu plano e ela me confirmou que Bella realmente estava apaixonada por meu cunhado. De início ela ficou relutante em concordar com meu plano, mas eu garanti-lhe que eles estariam seguros. A pior parte estava por vir. Convencer ao Senhor Swan.
– O que? Vocês duas só podem estar malucas! Isso é um absurdo!
– Mas Charlie, é pelo bem de nossa filha. Ela está apaixonada, apenas com medo de se expor por conta de todo o alarde que você faz quando se trata daquele rapaz.
– Renée, me admira muito você, falar que é para o bem dela. Ele vai machucá-la. Eu não vou suportar vê-la sofrer. Já basta o que aquele outro imbecil fez com ela.
– Alto lá Senhor Swan, meu cunhado não é nenhum imbecil, ele simplesmente foi magoado e criou um escudo para se defender e agora está amando outra vez. E para sorte dele é a sua filha.
– Eu lhe dou minha palavra que os dois ficarão bem. Tenha certeza disto. É pensando muito mais em Bella que resolvi fazer isto. Ela não teria coragem de se assumir se ela não tiver certeza de que o ama e que a recíproca é verdadeira. O senhor a conhece muito bem. Dê-lhe uma chance de ser feliz, não seja a pessoa a bloquear a felicidade de sua filha. Pense em como o Senhor e a Senhora Swan são felizes. Não negue isso à sua filha. Dê a ela o direito de escolha por conta própria. – Ele parou ficou pensativo. As minhas últimas palavras foram cruciais para o desfecho. Tenho certeza que eu também teria me dado muito bem se fosse advogada.
– Bem! Se você me garante que não haverá nenhum problema eu concordo. Mas se aquele playboyzinho machucar a minha menininha ele vai ter de se ver comigo entendeu.
Ufa!!! Derrubar a fera não foi nada fácil. Mas enfim eu tinha a ajuda dos pais de Bella e dos meus cunhados para por meu plano em prática. Só mais alguns telefonemas e tudo estaria resolvido.
PDV Bella
Eu nem sabia ao certo o que dizer ao Edward. Não saberia dizer com todas as palavras que eu aceitava ser sua namorada. Ele com certeza iria pensar que eu estava agindo por impulso. E eu estava. Mas a questão é que acho que me apaixonei mesmo antes de conhecê-lo. Apaixonei-me na noite em que vi suas fotos naquela revista e tive um sonho maravilhoso com ele.
Entre tantos pensamentos vagantes, vi que era hora de encontrar-me com Edward no Shopping da Park Avenue. E eu ainda não tinha a menor idéia do que lhe dizer. Mas eu sabia que precisava dele. A verdade poderia realmente ser um bom começo. Então segui para o meu destino. Chegando lá, ele já me aguardava no local combinado. Ele parecia ansioso.
Instintivamente aos nos vermos, quase corremos para nos abraçarmos. Para mim as regras do sinal amarelo estavam bem válidas. Era gostoso beijá-lo. Mas ele não fez nada disso. Apenas me reconfortou e, novamente, as palavras de minha mãe ecoaram na minha cabeça.
“Não deixe que ele represente na sua vida o mesmo papel de Jacob”
– Oi. – Foi tudo o que pude dizer.
– Oi. Eu estava preocupado com você. Com a urgência que você me ligou. Algum problema? – Eu silenciei. Não poderia jogar diretamente na sua cara que eu queria uma definição sobre nossas vidas.
– Sim! Não! Não sei. Prefiro que nós saiamos daqui. – O risco de haver paparazzi lá era imenso e ambos não queríamos expor o que nem nós sabíamos ao certo o que era. Ao menos ele não sabia, ou talvez soubesse. Não sei, tudo estava confuso. Mas tínhamos certeza de que era magnético.
– Venha, vou te levar pra um lugar seguro, onde possamos estar à vontade. Onde possamos ser apenas Edward e Bella. – Aquilo não soou com tom de segundas intenções, mas sim de forma carinhosa, protetora.
– Sim, acho que estou precisando muito ser apenas a Bella, junto com o Edward. – Então rolei os olhos para o lado a procura de qualquer coisa que nos denunciasse. Nada! A passagem estava livre.
Dirigimo-nos rapidamente ao estacionamento, para onde um manobrista trouxe o seu Aston Martin e de lá partimos. Durante o percurso que fizemos, tratei de avisar aos meus pais que já estava bem, mas que ficaria um tempo com Alice. Estava precisando de uma mente neutra em toda a bagunça que estava na minha vida.
– Alice outra vez? – Ele gargalhou quando desliguei o telefone.
– Edward... Você sabe, meu pai não é um dos seus maiores admiradores.
– Tudo bem. Para ficar ao seu lado eu faço qualquer negócio, até poderia me vestir de Alice. – ele gargalhou — Senti muitas saudades e hoje quero pagar uma das minhas promessas. Vamos a uma galeria de arte vanguardista.
– Deixa eu adivinhar onde. – Eu interpelei.
– Sim, esteja à vontade senhorita. – Edward era sempre cortês comigo.
– Brooklin!!!!!
– Bingo! – Ele brincou e continuou – O intuito é nos divertirmos longe dos abutres da imprensa sensacionalista. E de mais a mais quero ficar livre para curtir o momento. Tirei o dia de folga hoje, apenas para ficar ao seu lado. Quero que saiba que apenas isso me satisfaz.
Depois destas palavras o silêncio e a tensão se instalaram entre nós. Aquilo acabaria com qualquer resquício da imagem de bad boy que um dia eu tive dele. Ele era simplesmente tudo o que eu estava precisando naquele momento. Carinho, desejo, proteção, apego, amor.
Amor???!!!!
Deus, será que eu estava sentindo algo maior do que paixão por Edward Cullen, o terror das noitadas novayorquinas? Eu estava totalmente fora de mim. E daí? Eu iria aproveitar e viver. Fosse lá o que estivesse por acontecer. Mas eu tinha que ser honesta com ele.
– Edward, você sabe que eu...
– Bella!!! Shshshshhhhhhh... – Ele pôs um dedo em minha boca, não permitindo que eu continuasse. Ali eu esperava que ele me beijasse outra vez, mas ele não o fez. Apenas acariciou as costas das minhas mãos num ato de conforto.
– Vai ficar tudo bem. Confie em mim. Apenas confie. – ele disse com o rosto muito próximo ao meu.
– Sim, eu confio. – eu podia sentir sua respiração, no entanto ele se afastou.
Assim chegamos a uma galeria de arte contemporânea, muito charmosa, diga-se de passagem. Passamos à tarde entre telas de Lily Van Der Woodsen e manequins de Eleanor Waldorf. Ele me contou como descobriu o local. Alice havia indicado. Sorrimos muito e pude esquecer-me de tudo que me assombrava. Eu apenas confiei.
PDV Edward
O sorriso dela era o suficiente para me deixar em paz, capaz de me levar num segundo do purgatório ao céu. Deus, que mulher maravilhosa. Só de olhar sua silhueta eu já sentia que meu corpo ficava em alerta, a espera de apenas um sinal, mas quando será que ela iria abrir caminho para que ficássemos juntos?
Ela sempre inteligente e intuitiva, certamente percebia cada olhar de desejo que eu lhe dirigia. Seus olhos dançavam diante das figuras na telas, buscando entender a essência de cada imagem. O que ela não sabia é que era a essência do meu amor. Eu faria tudo para vê-la feliz, mesmo que isso me custasse o anonimato. Passamos boa parte da tarde na galeria de Rufus Humphrey. Depois fomos a um café, onde discutimos a ideologia artística de Lily Van Der Woodsen. Era primavera em Nova York, o tempo estava bom, mas a noite estava chegando e com ela o friozinho gostoso do entardecer. Bella estremeceu e minha atitude foi de aquecê-la. Mas como eu me aproximaria sem ser invasivo? Imaginei coisas que não deveria, mas ela realmente estava tentadora.
– Posso colocar meu casaco sobre você? Está esfriando e não quero que fique doente. – Eu queria que ela se sentisse segura ao meu lado.
– Bem, acho que não sou tão frágil assim, mas ficaria agradecida. E você como se protegerá? Eu também não quero que fique doente, afinal está me devendo um passeio de barco este final de semana.
– Então é capaz de me dizer como podemos otimizar esta situação? – Inquiri, mas no fundo eu temia que ela rejeitasse minha proteção, de todas as formas.
– Acredito que podemos dividir um abraço de amigos, assim ficarei aquecida e você não estará desprotegido. – Ela disse se esquivando enquanto notou que eu observava o decote de sua blusa branca de algodão. Nossa ela era linda.
– Bella, você não precisa se esquivar de mim, nem ficar usando a palavra amigos o tempo todo, eu conheço meu lugar.
– Eu não quero continuar presa ao meu passado, mas não posso ignorar o que sinto. E você sabe muito bem dos meus sentimentos, quanto a você. Mas já me disse que não queria nada comigo antes que eu me desvencilhasse dos fantasmas da minha vida e é para isso que estou aqui. Mas se você quiser apenas meu amigo... Então... Vamos ser amigos.
– Eu a machuquei? Perdoe-me, eu não quis ser rude. Só quis te proteger.
– Não se preocupe, já estou acostumada. Sei que não foi sua intenção. – Eu a havia ferido. Que droga! Justo quando o vento vira a meu favor, eu deixo a vela cair.
– É melhor voltarmos, seus pais devem estar preocupados. Você passou a tarde inteira longe de casa, também deve estar cansada. Mas antes gostaria que soubesse que você é muito importante para mim e é a mulher mais linda e mais sedutora que já conheci.
– Edward, assim você me deixa constrangida.
– Desculpe, não foi minha intenção.
Então continuamos caminhando pelas fascinantes ruas do Brooklin, com seus charmosos cafés e Lofts. Foi quando entramos numa rua esquisita e de um bar saíram três homens altos e mal encarados, eles olhavam para ela de cima a baixo, ansiando-a asquerosamente. Puxei-a para mais perto de mim. Eu não admitiria que a machucassem. Então pedi baixinho.
– Querida, fique bem perto de mim e me dê sua mão. – Ela assentiu e se aproximou. Seu corpo tremia. Então o mais alto passou e provocou.
– Com medo belezinha? Acho que o baixinho aí não está dando conta de te proteger!
– Baixinho? — Fechei os punhos, irritado.
– Edward, não! Ele está apenas provocando, não caia nessa. – Bella me alertou.
– Senhor queira manter-se, por favor, longe da minha esposa. – Menti. Bella me olhou com certo espanto, mas não falou nada.
– Esposa é? Um idiota como você não pode ser marido de uma gata como essa. – Ele provocou, em tom de desdém.
– Você vai levar muita porrada! – Eu disse preparando um soco e protegendo Bella em minha retaguarda.
– Há, há, há... De um play boy como você, chega a ser hilário. — O homem asqueroso colocou a mão na cintura e de lá sacou uma arma. Bella me agarrou com toda força, enquanto escondia o rosto em meu peito.
– O que você quer de nós? Dinheiro? Pegue tudo o que quiser e deixe-nos ir. – Eu o alertei. Caso eu fosse reagir, poderia colocar nossas vidas em perigo.
– É melhor não falar nada play boy, cala essa droga de boca e anda. – Nesse momento ele deu uma pancada com o cano do revolver nas minhas costas. Bella estava atônita com tudo aquilo, então ela começou a andar bem devagar, se afastando do monstro na sua frente.
– Para onde vocês estão nos levando? – Eu quis saber.
– Emudece e anda, ou a princesinha aqui vai divertir a todos nós esta noite. – As palavras dele, entraram no meu cérebro arrastadas e profundas. Se ele tocasse Bella, não sei do que eu seria capaz. Então me desvencilhei do abraço dela e parti para cima do homem e o esbofeteei. Em contra partida, os outros dois saíram em sua defesa e me seguraram enquanto ele me socava no rosto e no abdômen.
– Não! Por favor! Não! Deixem-no em paz! Não o matem, por favor! – Bella gritava desesperadamente. Ele parou de me bater, mas seu soco atingiu meu supercílio que agora sangrava muito.
– Espero que isso sirva de lição. E quanto a você princesinha... – O monstro se vira para Bella.
– Nem pense em fugir! – Ele tinha um sorriso sádico no rosto marcado por uma cicatriz.
– Você vai ser a minha sobremesa. – Aquelas palavras me causaram asco. Então eu quis me desvencilhar dos outros dois e apanhei mais, para total desespero de Bella.
– Já chega! Não vamos mais machucá-los, caso contrário a família do play boy aí não vai mais achar que ele vale o que estamos pedindo. – Então era um seqüestro. Bella ficou sem palavras, suas pernas paralisaram, ela não conseguia se mexer.
– Está tudo bem belezinha? – Um deles pergunta a Bella. Ela não disse nada, apenas ficou com os olhos arregalados. – você vem como um brinde. Poderemos ganhar um pouco mais por você... – ele sorriu sarcástico.
– Essa aí entrou em choque! – O meu agressor disse olhando para Bella, preocupado.
– Está tudo bem querida, eles só querem dinheiro. Logo vamos ser libertados. É tudo uma questão de dinheiro. Eu me reaproximei dela, colocando a mão em seu ombro.
– Hum, eles te machucaram muito!- Bella pôs a mão na minha cabeça, na tentativa de estancar o sangramento.
– E agora? — Um deles o perguntou ao que me parecia ser o chefe.
– Coloque-os na van, precisamos sair daqui, é um local movimentado. Não podemos ser vistos! – O mais alto disse guardando a arma.
Então fomos jogados na parte de trás da van. Sempre coagidos por armas, nos obrigaram a tomar um remédio e a última coisa de que me lembro foi de ter visto foi Bella agarrada a mim, com os olhos cheios de lágrimas e tremendo freneticamente.
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