A Ilha

1 Vôo, Tempestade e Problemas


Um dia quente de verão com o sol fritando a cabeça dos cidadãos de Tropo e as praias completamente lotadas.

Mas indo para o aeroporto, estava um jovem garoto, muito bem arrumado, terno e gravata, todo luxuoso, cabelo bem arrumado, barba feita e um relógio de pulso dourado completava o bom visual, e carregando sua mala de carrinho estava muito entusiasmado e contente, pois seria sua primeira viagem a negócios e a primeira logo do outro lado do oceano, e acima de tudo sua felicidade exagerada era fruto de que assim poderia finalmente ingressar no mercado executivo com êxito.

Logo já havia chegado ao aeroporto, passado pelo check-in e ido para a sala de espera VIP para vôos internacionais. Havia agradecido muito ao seu patrão pela generosidade de coloca-lo numa sala daquela com algumas celebridades do mundo a fora.

O avião estava pronto para decolar, então ele foi chamado junto dos outros integrantes da sala VIP para irem a bordo do avião.

O numero de sua poltrona era sete, e ele entrou ao fundo do avião e seguindo a numeração que diminuía, caminhou até a primeira fileira onde ele viu os números de treze a dezoito.

\"Ora, começa do número treze esse avião? Acho melhor perguntar\"

Então encontrando uma aeromoça, perguntou:

- Com licença, mas você poderia me ajudar a encontrar meu lugar?

Então, com uma enorme lista na mão a aeromoça perguntou:

- Por favor senhor, me diga qual é o seu nome?

- Ah.. Me chamo John Wilk Vilas

- Só um momento, ah.. está aqui senhor, sua poltrona é na classe executiva, vá até o final do corredor e bata na porta, são doze bancos especiais, o seu é o numero sete.

- Ok! obrigado.

John partiu, encontrou seu lugar e regozijou de felicidade com o que estava acontecendo, sentado na janela, John podia enxergar a movimentaçao do lado de fora do avião, e logo pôde escutar o barulho estrondoso das turbinas sendo ligadas e em poucos minutos finalmente havia decolado, onde sairia de seu país tropical e quente e iria para um país frio e nublado.

Então veio o medo na cabeça de John e o desespero de poder acontecer algo, mas tentou relaxar pois sabia que era realmente difícil de acontecer, logo lembrou das estatísticas que ele mesmo levantou em seu computador, vendo como era realmente pequena a chance de acontecer algo em um avião.

Depois de muitos pensamentos aterrorizantes e nebulosos, ele pôde ouvir o apito do piloto que iria informar alguma coisa:

\"Boa tarde senhores tripulantes do vôo 6009, agora nos encontramos há oito mil e trezentos metros acima do nível do mar e estamos sobrevoando o vasto oceano, se tentarem dar uma espiadinha pela janela de vocês, verão que o continente já não pode mais ser visto, e com a previsão de que em oito horas chegaremos ao nosso destino, uma boa viagem a todos e até breve\"

Após a mensagem, John sentiu um alívio reconfortante, e foi o suficiente para que ele pudesse relaxar e tentar cochilar um pouco.

Passado alguns minutos o avião parecia estar em queda livre, o que assustou a todos, aterrorizando alguns e divertindo a outros.

Ouve-se mais uma vez o apito do piloto e ele diz:

\"Caros senhores tripulantes, a partir de agora estaremos passando por uma pequena turbulência e parece que um pouco a frente a indício de uma chuva forte, mas não há nada com que se preocupar, logo estaremos acima das nuvens.\"

Então após alguns sobe-desce, John olhou pela janelinha e viu tudo branco abaixo do avião, percebeu que finalmente estava acima das nuvens.

Finalmente pode recostar-se para um longo repouso. O avião continuou seu percurso durante quase quatro horas até que a luz que pedia para colocar o cinto de segurança acendesse, logo as aeromoças passaram correndo pelos corredores, foram ao fundo pegaram algumas coisas ali e aqui voltaram para suas poltronas sentaram e colocaram o cinto, alguns perguntavam para elas ou para o comissário de bordo o que estava acontecendo para pedirem o cinto de segurança, então soou de leve mais uma vez aquele apito, acordando John, que atentamente após bocejar prestou atenção a mais uma mensagem do piloto:

\"Meus queridos tripulantes, estamos chegando a mais uma zona de enorme turbulência onde há uma tempestade, não há como subir acima dessas nuvens, por serem muito densas, peço para que fiquem calmos e esperem essa parte passar\".

Mal havia terminado de falar e logo o avião fraquejou e mais uma vez todos se sentiram em queda livre, mas dessa vez a queda durou um pouco mais de cinco segundos o que assustou a muitas pessoas.

John lembrou de ter pesquisado algo sobre nuvens densas sendo a pior, mais conhecida como cumulunimbus.

Sabia que seria terrível enfrentar esse tipo de nuvem, mas sabia também que o avião tinha tecnologia suficiente para conhecer a nuvem e fazer ao máximo para se livrar do problema.

As luzes que estavam acesas num tom suavemente baixo, de repente acenderam, e logo apagaram, e mais uma vez acenderam, algumas receberam tanta potência que estouraram e queimaram, a partir daí John percebeu que o avião estava com problemas elétricos.