A Horda Final
2 Capítulo 2
A vida na escola parecia estar tranquila. A água vinha da chuva e do poço, a eletricidade das placas solares que instalamos no lugar e o alimento das pequenas plantações que havia nos gramados e das buscas semanais. Os altos muros que construímos tratavam de nos manter longe das criaturas e das pessoas. Tínhamos tudo o que precisávamos para sobreviver e mais um pouco.
As salas de aula serviam de quartos, havia uma enfermaria improvisada, uma cozinha, banheiros com chuveiros, um escritório, onde realizávamos as reuniões, um estacionamento pequeno, e uma biblioteca repleta de livros que conseguíamos e que já havia lá. Podíamos andar tranquilamente pela escola e as crianças podiam crescer em um ambiente bem mais agradável.
Uma vez por semana meus pais, Alice, Sandro e Bruno se dedicavam a fazer buscas ao redor da escola, e nos dias que sobravam faziam rondas para garantir que estávamos seguros. As monitoras que havia no lugar preparavam as refeições e os mais jovens se divertiam cuidando dos pés de feijão, tomate, alface e beterraba, e estudavam.
Com todos aqueles recursos conseguimos nos aprofundar na medicina mesmo sem a presença de um especialista. Então todos estavam aptos a atuar na “enfermaria” quando necessário.
Nos meses que se passaram os acidentes foram mínimos. Algumas gripes e algumas pessoas feridas durante buscas, mas nenhuma morte ou ataque. Foi então que algo aconteceu.
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