A História De Metalics
2 Capitulo 1 - Pessoas que sabem
Notas iniciais
— Mas que merda é essa?! — Disse o rapaz menor, sua mão vermelha ainda apontando para o rosto de R, que observava eles com um vivo desinteresse.
— Era um Demônio De Pedra — Disse R, com uma certa pena em sua voz, parecia que o monstro era insignificante, coisa que definitivamente não era, com seus 3 metros de altura, suas 20 toneladas de puro músculo rochoso, definitivamente não era insignificante, e o rapaz loiro o eliminou com um único golpe de sua espada, de lâmina azulada, que possuía detalhes cinzentos, que entravam num contraste perfeito com a lâmina levemente curvada que mesmo sobre uma grande diversidade de luzes a espada não brilhava, parecia que na realidade, a luz a evitava, o que era simplesmente sinistro, um dos garotos ali presentes desarma sua “mão mágica” e caminha em direção a R.
— Eu não faço a mínima ideia de quem é você, mas simplesmente foi excepcional, gostaria de saber se você gostaria de participar do Círculo Mágico de Brittania? – Diz o garoto, que já possuía voz de homem, apesar de ter o corpo miúdo como o de uma criança, e das bem magrinhas. R o observou, com desconfiança, e após uns instantes pensando, ele falou, sua voz grave e penetrante foi pela primeira vez percebida em sua real natureza, reverberando pelo local.
— Não tenho nada a perder mesmo, vai ser divertido uma pequena aventura depois de 716 anos de existência entediante – Diz o rapaz apelidado de R, com uma expressão de tédio no rosto que era digna de pena, um tédio mortal, que veio junto de um silêncio de três partes, a primeira parte vinha da falta de outras coisas no local, como música, vento, passos, qualquer coisa, mas não, não haveria nada, do tipo, a segunda parte era mais profunda, estava presente nos objetos, estavam quietos, não pediam arrumação ou uso, estavam apenas quietos, a terceira...a terceira parte do silêncio...esta era fatal, e quase imperceptível, era possível se passar uma vida inteira sem nota-lo, ele estava vindo de R, um silêncio que só uma pessoa com centenas de anos de tédio poderia notar, a única coisa que fazia um leve barulho, um leve murmúrio, quase mais silencioso que o próprio silêncio que dizia, num sussurro rouco.
— Mate-os, você sabe que precisa, mate-os, você sabe que eles só vão lhe criar problemas, mate-os, eles são vermes inúteis... — R ignora esses murmúrios, até que veio a pergunta derradeira, que R sempre teve raiva de responder, os garotos perguntaram quase em coro, levemente dessincronizados “Que raio de espada é essa?” e o garoto loiro respondeu, com sua voz cansada e grave ecoando pelo local
— É algo que eu nunca deveria ter posto a mão — Seu tom saiu mais cansado do que havia planejado, R se virou e deu as costas aos garotos que ficaram sem entender nada, seu cachecol dourado voando ao vento, que ainda assim, era incapaz de anular o silêncio no local.
Todos os garotos voltaram para suas casas, exceto um, o menor e mais velho do grupo, um garoto de no máximo um metro e quarenta e sete, que estava parado, esperando o retorno do homem misterioso, que após horas depois da intriga, retornou, com uma mochila enorme, e um óculos de armação fina e redonda, suas lentes eram finas e reluzentes, excessivamente limpas, parecia que tinham sido limpas com ácido sulfúrico teoria que era sustentada pelas marcas de corrosão na base do óculos, o garoto menor sorriu como uma criança que viu o natal chegar mais cedo.
— Sabia que voltaria – Diz o garoto que encarava R totalmente sorridente, já R estaria completamente indiferente, ele apenas seguia o garoto que o guiava em direção a academia, a caminhada foi árdua, e durou mais de duas horas, foi um processo lento e cansativo, apesar de R não parecer se abalar, o que espantava o garoto e o fazia questionar seriamente a segurança de seus adversários na academia, R estaria cruzando uma ponte de pedra, que levava até a entrada do grandioso castelo, simplesmente colossal, possuía um enorme monolito de pedra, que implorava para ser explorado, a grama do lado de dentro era mais verde, o ar mais puro, o céu mais azul, era simplesmente outro local, era simplesmente outro mundo, um mundo melhor, R estaria encantando, a admiração e surpresa se tornaram claras em seu rosto, a primeira expressão real esboçada pelo mesmo, ele caminhava pelo local, sentindo a luz do sol em sua pele, a brisa primaveril que tirava seu capuz de sua cabeça, e fazia seus cabelos voarem.
— Então, temos que ir para o escritório da diretora — Diz o garoto menor que sorriu para R, se sentia orgulhoso por ter conquistado a proeza de surpreender um ser que viveu por mais de quatro séculos.
— Qual o seu nome? — Diz R para o garoto, que ficava feliz com a pergunta.
— Prazer, eu me chamo Erian, filho de Daaz — Diz o garoto, com tom de orgulho na voz, provavelmente era filho de alguma família nobre, após apresentados novamente ambos caminham até o escritório da diretora, que estava com as portas abertas, ali ela se encontrava sentada, um capuz preto cobria sua face e quando ela vê R, parado ali, ela se levanta e diz.
— Eu estava esperando, R de Metalics, portador da lâmina de Baal — Quando a mulher profere essas palavras a postura encantada de R é cortada na hora, como se finalmente o defeito que faltava ali houvesse aparecido, ali as pessoas aprendiam, ali as pessoas se tornavam sabais, e com certeza, haviam pessoas que sabem
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