A Históra dos Fazbears
1 A História de Fredbear e SpringBonnie pt 1
Bom, como eu não sou Fredbear e nunca entendi bem como ele tinha fundado a própria pizzaria sendo um antro, ser que parecia um animal com inteligencia humana e que dividem o mundo com os humanos a tempos, mas são bem mais raros que os nossos adoráveis Sapiens, então resolvi pedir para ele vir aqui contar sobre os antigos acontecimentos de sua vida, que envolveu coelhos afeminados, pizza, um cara que pintava o cabelo de roxo, uma antro fêmea amável que ajudava em um lar para jovens antros que perderam suas famílias e, é claro, sonhos... De abrir um negócio e virar o mestre do capitalismo de ursos — se é que isso existe — e ter uma família feliz, o que deu quase certo. Bom, agora é melhor deixar ele contar a história de uma vez por todas.
— Uh... Bom, tudo começou quando eu era um jovem antro, com os pelos de uma cor dourada anormal, e a aparência geral de um urso, meu olhos azuis demonstrando toda a curiosidade possível para alguém daquela idade. Eu vivia em um vilarejo habitado apenas por outros antros, e mesmo assim não tinha nenhum amigo, e tudo o que eu queria era ir para uma cidade grande — ele deu um intervalo e deu um bocejo, mostrando as grandes presas amareladas, afiadas como facas, mas na falta de uma delas e logo recomeçou seu falatório — Um dia, eu simplesmente fiz as malas e fui até a cidade, com um pouco de dinhiro e uns tantos pertences, estava tão empolgado em ver como os humanos agiam. Eu achava que eles eram legais, bondosos e que ajudavam uns os outros como nós faziamos lá na vila. Mal sabia eu que os humanos que eu tanto apreciava eram intolerantes em relação a antros, e até a outros humanos "diferentes", coisa que nunca entendi e nunca entenderei, tanto que quando cheguei até a cidade, usando roupas um tanto estranhas e esfarrapadas, os humanos simplesmente olhavam para mim com cara feita e saiam de perto, muitas vezes correndo ou falando para os seus filhos "Cuidado com essa coisa ai" e outras frases estranhas, mas um deles agiu diferente, aquele veio para perto de mim com um sorriso maldoso, e, sem mais nem menos, me deu um soco, que acabou por arrancar um dos meus caninos, e eu, sem nenhuma reação aparente, fui caminhando reto, entre os pedestres que abriam caminho para a minha passagem, me olhando com cara feia, e eu ainda achava que humanos eram bondosos, pensei que era apenas falta de costume por parte deles. — Disse Fredbear, com um sorriso triste em sua face, logo voltando a falar.
— Logo encontrei um hotel, e, quando fui falar com a recepcionista, ela simplesmente disse "Nós não atendemos antros, ache outro lugar para passar a noite.", e foi isso que eu fiz. Mas, em todo lugar, os humanos diziam que não atendiam antros. E eu mesmo assim continuava otimista, pensando que humanos eram gentis. Gostaria que fosse assim mesmo. No final, acabei por dormir em um ponto de ônibus, achando que eu estaria protegido da chuva. No dia seguinte, acordei encharcado, mas, mesmo assim, resolvi continuar a procurar uma pousada, hotel, ou algum lugar onde eu pudesse me hospedar. Tudo que achei foi a instituição de caridade, que, felizmente, me acolheu. E lá que eu conheci um outro jovem antro, que disse se chamar SpringBonnie, ele tinha pelos sedosos e dourados, como os meus, ele também possuía olhos verdes, com cílios longos, o que fez com que, por um momento, eu pensasse que ele era uma garota, o que deixou ele um tanto zangado, mas mesmo assim nos tornamos amigos rapidamente. Me lembro que ele tocava um violão, criava músicas magníficas e eu ficava ouvindo e cantarolando, assim que nós nos tornamos uma dupla... — Ele parou por um minuto, mas logo recomeçou.
— Logo achamos um emprego como faxineiros em um restaurante, e trabalhamos lá por um tempo, até conseguirmos dinheiro para comprar uma casa, que estava uma verdadeira pechincha, nós a compramos de um homem que pintava o cabelo de roxo o tempo todo, ele virou um "empresario" para nós quando abrimos uma pequena lanchonete, onde havia um palco, no qual nós dois cantávamos todo dia, cada vez mais próximos um do outro... Até que eu conheci ela, Freddy, meu filho... A moça Fazbear, que trabalhou conosco, cozinhando para os clientes, e dividindo um quarto no andar de cima comigo. Logo a nossa amizade virou namoro, passou pra noivado e virou casamento. Naquela época, não era mais lanchonete, era já um restaurante, grande, belo, e com um dueto de jovens que cantava e dançava o dia inteiro, a sua mãe, e mais duas cozinheiras. — Ele parou e prometeu recomeçar logo.
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