A História de Uma Semideusa - Os Jogos

26 Prefiro Minha Festa Particular


Notas iniciais
Hey gente! No final do capitulo eu explico o titulo, porque se eu explicar agora vai ser spoiler. Leiam as notas finais! Tenho alguns... Avisos.

Assim que todos me viram com a flecha, aconteceu o maior alvoroço. Bonny xingou qualquer coisa, mas me parabenizou. Selly xingava todas as flechas e todos os arqueiros e assim acabou entrando em uma séria discussão com Hally, que usava arco e flecha também. Shad estava muito emburrado, mas assim que a sala plataforma desceu, ele se trancou no quarto. Sabrina chutou umas duas cadeiras e depois saiu pro quarto também. Mandy me lançou um olhar que obviamente dizia: Vai ter troco.

– Vamos dar uma festa! – sugeriu Mark.

– Hey! – eu o impedi de fazer qualquer besteira. – Já teremos que nos embebedar no próximo desafio! Não acha melhor... Descansarmos?

– Hum, o desafio é só amanhã e já é hora do almoço... – falou Leae, com um sorriso travesso. – Acho que uma festa não seria ruim!

– Uma filha de Atena querendo festa? – se surpreendeu Brian. – Essa é nova!

– Gente, realmente! Pra que uma festa? Quando os Jogos acabarem a gente da uma festa... – tentei de novo.

Adivinhem o que aconteceu? Uma festa. E vou dizendo, ainda bem que ninguém me ouviu, porque a festa foi realmente muito boa. De sei lá aonde Brian tirou um som e Carol emprestou um CD que ela tinha levado para precaução. Mark convenceu Leae a tirar a cara de dentro do livro e se divertir. Eu me joguei na pista de dança também. Shad acabou desistindo de ficar emburrado e se jogou na farra também, conjurando um pouco de refrigerante.

Todos descobriram que Grus era um ótimo dançarino. Teve uma hora que Brian e Carol sumiram e eu nem quis imaginar o que eles andavam fazendo (sai mente poluída!). Bonny estava conversando animadamente com Leae, sobre algum livro que elas tinham lido ou algo assim. Mark e Grus não saíram da pista de dança nem um minuto e teve uma hora que eles inventaram de me carregar enquanto dançavam a Macarena, mas eu consegui sair antes do fim do mundo e foi então que eu percebi.

Todos estavam se divertindo, menos... Summy Richard. Ele estava sentado em uma cadeira no canto, com um copo de refrigerante na mão, bebericando de vez enquanto. Seu olhar era triste, pesado. Reconheci cansaço nos olhos castanhos. Enquanto eu o observava, ele acabou levantando os olhos e me olhando. Eu penetrei fundo naquele olhar, com medo de um dia perde-lo. Ficamos nos encarando durante alguns segundos, até que eu senti um perfume doce do meu lado.

– Vai em frente. – falou Carol, pelo visto a minha mente poluída tinha que se desafetar. – Invista no seu amor.

E ela sumiu no meio da festa. Quase como um fantasma. Fiquei com medo de eu estar começando a ver coisas, mas essas coisas que eu via falavam sensatamente, então eu fiz o que ela disse. Fui em direção a ele e me sentei do seu lado.

– Oi. – eu disse.

– Oi – ele respondeu.

– Viu o Summy por ai?

Ele riu.

– Você bebeu alguma coisa? – ele perguntou, ainda rindo.

– Não. – respondi, um pouco seria. – É que geralmente você é todo brincalhão e divertido e agora se enfurnou nesse cantinho. Estou procurando por você de verdade. Porque, ou você é um clone do mal invadindo o planeta Terra, ou eu realmente não te conheço.

– Está mais pra “nuvenzinha na cabeça”.

– Oi Summy! Nem percebi você ai! – era a Sabrina.

Quando ou com autorização de quem ela entrou na festa eu não sei, mas sei que ela ia sair agora com a minha ordem.

– Hum, desculpe Sabrina, mas eu estou conversando com a Beky se eu me lembro bem. – ele deu um sorriso.

– Ai, desculpa! Esqueci que você não tem olhos para mais ninguém.

Com isso ela saiu, os cabelos batendo nas costas.

– Vaca. – murmurei baixinho, mas infelizmente ele ouviu.

– É. Ela é mesmo. – ele falou, apoiando os braços no joelho.

– O que quis dizer com “nuvenzinha na cabeça”?

– Estou chateado com o meu pai.

– Ares?

– Sim.

– Por que exatamente?

O olhar dele baixou de novo.

– Desculpe, eu sei que não é do meu interesse. – falei.

– Não! Não tem problema. – ele disse, com um tom urgente. – Ele apareceu em um sonho. – sua voz suavizou. – Disse que eu estava decepcionando-o e que eu precisava ser mais firme. Falou que eu... Que eu estava sendo muito mole, que não era esse o comportamento que ele esperava dos seus filhos.

Quando ele finalizou, pude perceber que os seus olhos estavam marejados e a careta dele mostrava que ele estava se esforçando para não chorar. Eu coloquei minha mão em seu ombro.

– Vem cá. – eu falei quase em um murmúrio.

Fomos para o meu quarto e no momento em que eu fechei a porta atrás de mim, ele começou a chorar.

Eu nunca tinha visto um garoto antes e não via nada demais nisso, só achava um pouco... Estranho. Mas Summy chorando me deu vontade de chorar também. Saber que ele estava chorando na minha frente, que confiava em mim o suficiente para isso, me fez ter vontade de abraça-lo. E foi o que eu fiz. Ele se sentou na cama e eu passei meus braços ao seu redor, aconchegando-o em mim. Eu sei que geralmente era ao contrario que as coisas aconteciam, mas eu não sou uma garota de chorar.

– Sem ofensas. – eu falei baixinho. – Mas seu pai é um idiota.

– Eu sei. – ele riu um pouco em meio as lagrimas.

Ficamos alguns minutos assim, abraçados. Eu acariciava os seus cabelos levemente, percebendo o quanto eles tinham crescido durante os Jogos. As lágrimas dele cessaram aos poucos. Agora, eu não estava tentando reconforta-lo, só estava abraçando-o porquê a sensação era muito boa e porque eu podia sentir o coração dele batendo cada vez um pouco mais rápido.

Então ele se afastou um pouco, virando um pouco o rosto.

– Desculpe por ser um molenga. – ele falou alto o suficiente para somente eu ouvir.

– Você não é um molenga. – eu o repreendi.

– Caras legais não choram na frente de garotas.

– Caras de verdade choram.

Ele me encarou com aqueles olhos castanhos. Eu penetrei ali e soube que não havia sido somente aquilo que Ares havia dito. O olhar dele tinha medo. Não medo de mim, medo de alguma coisa relacionada a mim. Mas também não era medo por mim. Era impossível saber o que aquele olhar significava, provavelmente não significava nada em especifico e muita coisa ao mesmo tempo.

– Ares te disse mais alguma coisa, não foi? – eu perguntei, quebrando o silencio.

– Eu prometi que não contaria para ninguém. – ele falou, desviando o olhar.

– Eu não sou ninguém.

– Você é a última que poderia saber.

Dizendo isso ele me deu um beijo na bochecha. Foi rápido, mas meu coração ficou parado naquele momento, eu não queria pensar em mais nada. Pensei em virar o rosto um pouco, para o que o beijo acertasse minha boca, mas quando eu fui fazer isso, ele não estava mais no quarto.

Eu suspirei e fui dormir. O desafio de Dionísio vinha ai e eu mal queria pensar nele.

Notas finais
Bem, tenho algumas coisas a dizer: 01. O titulo é porque a festa particular da Beky, é quando ela esta no quarto com Summy. Vocês entenderam. 02. Vou começar a cobrar reviews. Só posto o proximo capitulo se tiverem pelo menos três reviews nesse. 03. Vocês terão uma surpresa no final da fic, que não esta longe. T_T 04. Gente, eu percebi que na primeira temporada (A História de Uma Semideusa - Crios) ninguém marcou a história como "lida" e eu gostaria que vocês fizessem isso, para eu saber quantas pessoas leram a primeira temporada toda e tal. Beijos semideuses! Até o proximo capitulo!