Notas iniciais
Espero que gostem do capitulo. Ficou menor do que os outros, mas é porque não dava para narrar o desafio de Artemis e para com um suspense sem chegar a muitas palavras.

Relaxei ao perceber os outros semideuses se materializando ali dentro. Imaginei que eles irão nos deixar descansar para o próximo desafio. Mal imaginava como eu estava enganada.

Todos estavam vivos, eu percebi com um alivio. Summy estava com um corte na bochecha e eu me controlei para não ir lá cuidar dele. Grus estava com os dedos das mãos inchados e vermelhos, provavelmente tinha sido atacado por uma Nervosinha. Mandy estava com um emaranhado de folhas na cabeça, de modo que ela parecia a “mulher camuflada”. Leae estava com uma queimadura na canela, provavelmente resultado do ataque de uma Avermelhada.

Sabrina estava com bolhas se estendendo por todo o braço. Mark só tinha um corte na testa, pelo visto ele tinha conseguido lidar com a Colossal. Carol estava ofegante, provavelmente havia sido enrolada por uma Colossal, mas diferente de Mark, não conseguiu sair. Hally estava com uns pequenos aranhões espalhados pelo corpo, o que provavelmente foi trabalho das Espinhentas, um dia eu teria que agradecer a elas. Bonny estava com a perna completamente inchada, como se tivesse pegado uma elefantite (é esse o nome da doença? Realmente não sei.). Brian estava com o pulso enrolado em uma Nervosinha morta e ele não parecia estar se incomodando. Selly ainda estava com o corpo vermelho e inchado, mas já conseguia ficar em pé e resmungar, então eu acho que ela vai ficar bem. Shad estava com uma espécie de camuflagem verde que eu não entendi muito bem.

– Vocês terão uma hora até a plataforma subir de novo para o próximo desafio! – anunciou uma voz grossa e olhando para a mesa de jurados pude perceber que era Zeus.

A “sala plataforma” desceu de novo. Eu me segurei na borda do sofá, mas foi difícil já que eu estava em pé. Aparecemos lá em baixo e todos foram para os seus quartos. O Mark mandou um ok com o dedo para mim, o que gerou um olhar do Summy para ele. Eu estava entendendo direito? Esperava que não, porque eu decidi que Mark seria um bom aliado nos Jogos.

Apesar do pouco tempo eu tomei um banho e coloquei outra vez a farda dos jogos. Eram uma calça de ginastica preta e uma blusa justa de manga comprida da mesma cor. Atrás da blusa tinha o número do Olimpiano que você ia representar, ou seja, eu era a última com o número 13. Eu acho que isso poderia dizer também a idade, mas eu não tinha reparado no dos outros direito para saber. Havia um casaco também, caso você quisesse e eu decidi que como o próximo desafio ocorreria à noite e eu era muito friorenta, era melhor usar.

Prendi meu broche na nova roupa e sai para a sala. Percebi que tinha um relógio no topo, onde eu pude ver que faltavam ainda meia hora. Como eu não estava a fim de conversa, voltei para o meu quarto. Decidi observar o lugar. Não tinha armário e eu fiquei me perguntando como eles tinham conseguido roupas com a minha medida.

Eles são deuses. Disse aquela vozinha chata na minha cabeça, chamada consciência. Eles podem fazer esse tipo de coisa. Como também podem enfiar um monte de adolescentes em uma arena para morrerem! Eu respondi, mas acho que a minha consciência não tem ouvido, só boca, se não eu e ela já teríamos entrado em uma baita discussão.

Presa em pensamentos, nem percebi quando alguém bateu na minha porta.

– Pode entrar. – eu respondi, sem me preocupar muito com quem seria.

Carol entrou no meu quarto. Ela havia prendido os cabelos loiros em um rabo de cavalo igual ao meu e trazia sua faca na bainha.

– Hum, será que você poderia me ensinar mais alguns golpes? – ela perguntou timidamente.

– Claro. – eu respondi com um sorriso me levantando. – Pegue sua faca. – eu disse.

Ela pegou a faca do cinto e posicionou do modo como eu tinha ensinado (orgulho de teather).

– Não. Isso você vai usar para a defesa. Vou ensina-la a atacar. – falei. – Você se defender dos meus golpes e atacar quando tiver a chance.

– Como eu vou saber fazer essas coisas? – ela indagou.

– Por instinto.

Eu avancei com minha espada, deixando uma brecha livre na minha cintura. Ela se defendeu e depois investiu, mas é claro que não me acertou de verdade, só colocou a faca na lateral do meu corpo.

– Isso é instinto. – eu disse, me afastando.

– Como eu fiz isso? É incrível! – ela exclamou.

– Quem disse que todas as filhas de Afrodite tem que ser patricinhas?

– A Safira.

– Quem é Safira?

– A líder do meu patrono. Ela não deixa ninguém participar das atividades diárias.

– Que horror! Por que você não a desafia?

– Ela é realmente muito persuasiva sabe...

– Quando eu voltar eu vou ter uma conversinha com ela...

Então eu olhei o horário. Faltavam cinco minutos para o próximo desafio.

– Fique bem atenta. Qualquer ruído pode ser um monstro. – eu disse por fim.

– Obrigada. – ela falou.

Saímos do meu quarto e só deu tempo de corrermos para a plataforma, pois estava já estava subindo. A cúpula de vidro lá em cima estava do mesmo jeito. O céu estava estrelado e a lua brilhava fortemente. Ainda havia uma floresta, mas esta tinha mudado. Agora eram árvores e plantas normais. Observei isso aliviada. A trombeta soou ao longe e eu me dirigi relutante ao túnel de número treze.

Notas finais
Queria agradecer a Luna e a Mikylh pelos reviews e a Mikylh por favoritar. Beijos pros meus leitores! REVIEWS!