A História de Uma Semideusa - Crios

14 Usamos o Portal do Pôr do Sol


Notas iniciais
Eu sei que tenho feito capitulos pequenos, mas é para dar um misterio no final, senão fica sem graça.

Mary estava correndo. Ela segurava um medalhão em uma mão. Ela virou uma esquina e entrou em uma lojinha de conveniências. Ela estava ofegante. Escondeu-se atrás de uma estante de DVDs. Finalmente, eu pude ver o que a seguia. Da porta da loja, quebrando vidros e prateleiras, entrou um gigante hiperbóreo. Mary começou a tremer na atrás da estante. O gigante cheirou o ar e depois saiu da loja, sumindo na rua.

Acordei assustada. Acabara de sonhar que minha melhor amiga estava sendo perseguida por um gigante hiperbóreo, e pelo visto, ela podia vê-lo. Eu sabia que sonhos de semideus nunca eram sonhos, mas eu esperava que esse tivesse sido somente um sonho. Sentei-me no sofá. Já era de manhã, e as chamas estavam fortes na fogueira.

A primeira coisa que eu percebi, foi que Holl não estava mais no chão. Olhei para o outro lado da sala e suspirei. Kroon e Holl estavam sentados na mesinha bebendo chocolate quente e comendo pão com manteiga. Eu fui me sentar com eles.

- Bom dia. – eu disse ao me aproximar.

- Bom dia Beky. – respondeu Holl.

Kroon fez um aceno de cabeça para que eu me sentasse. Depois de beber duas canecas de chocolate quente e comer um pão com manteiga, eu me virei para meus companheiros.

- Quando partimos? – perguntei.

- Agora. – respondeu Kroon. – Vão arrumar suas coisas, que eu irei pegar alguns cantis de água e mochilas.

Eu não havia trazido nada, somente o casaco de pele que Holl me dera, mas eu não havia tirado ele ainda. Calcei de novo os meus tênis e fui esperar eles na varanda. Era um lugar pequeno, somente com uma cadeira de balanço, onde me sentei. O vento frio cortava meu rosto, mas eu não me importei.

Alguns minutos depois, Holl e Kroon apareceram lá fora. O velho carregava duas mochilas e meu amigo (acho que depois do que passamos já podia o chamar de amigo) uma. Kroon me entregou uma das mochilas e seguimos ele pela neve alta. Estava frio, apesar do casaco de peles e da mochila esquentando as minhas costas. A neve alta me fazia ter dificuldade para andar, afundando a cada passo que eu dava.

Depois de conseguir, com muita dificuldade, andar mais rápido, paramos para almoçar. Eu nem tinha percebido como o tempo passara rápido, mas a minha noção de tempo não é muito boa. Sentamo-nos em um rochedo perto da encosta de uma montanha. Kroon havia colocado sanduiches em nossas mochilas, e assim comemos rápido, pois, de acordo com o nosso guia, tínhamos que chegar á uma passagem ao pôr do sol, ou não conseguiríamos chegar a lugar nenhum.

Depois disso, seguimos viagem pela encosta da montanha. O sol já estava baixando, e a cada minuto, Kroon nos fazia apertar o passo, proibindo até paradas para descansar. Quando o sol já estava quase tocando o horizonte, chegamos a uma espécie de templo.

Eram doze pilares, eu contei, formando um semicírculo. Na ponta havia um arco, mas eu não conseguia enxergar o outro lado por dentro dele.

- É aqui. – disse Kroon. – Tudo o que vocês têm que fazer é cruzar o arco pensando para onde vocês querem ir.

- Muito obrigada por tudo Kroon. – falei.

- Nunca teríamos conseguido sem o senhor. – completou Holl.

Nos despedimos com abraços e ficamos observando Kroon sumir na imensidão gelada. Depois eu e Holl começamos a cruzar o semicírculo de pilares. Era um lugar bonito de se ver, e eu realmente havia começado a gostar da neve, mas agora finalmente poderíamos voltar para o acampamento. E depois? Perguntei-me. Depois terei que avisar aos outros sobre o ataque. Respondi para mim mesma.

Estava tudo tranquilo até chegarmos ao meio do templo. De todos os lados, saíram escorpiões gigantes. Eles atacaram todos ao mesmo tempo. Quando eu ia gritar Firazo para pegar minha espada, um deles me jogou com a cauda contra um dos pilares.

Eu comecei a sentir muita dor. Minha visão ficou turva. Eu ouvia sons e via coisas que não faziam sentido. Holl pegando uma faca e atacando os escorpiões. Ouvi um grito, e depois percebi que eu que havia gritado. A dor se espalhou mais. Agora eu só via um vulto escuro maior que Holl atacando as manchas vermelhas que deviam ser os escorpiões. Uma voz familiar gritando Fujam.

Holl segurou meu braço e me arrastou até o portal, que havia começado a brilhar. Ele disse alguma coisa sobre o acampamento e se enfiou lá dentro, me puxando, eu com a imagem da arena na minha cabeça. Então eu apaguei.

Notas finais
Lembrando:
Quem quiser participar da história e da proxima temporada tem que me mandar um review ou uma MP dizendo: nome, idade, pai/mão divino, tipo fisico, cor dos cabelos, cor dos olhos, jeito de ser.
Beijos!