A História de Uma Semideusa - Crios

12 Aparecemos No Jardim Encantado


Notas iniciais
Eu sei que meus dois ultimos capitulos (incluindo esse) não foram muito grandes como os anteriores, mas é que eu não tenho tido muito tempo para escrever com as provas chegando. Além do mais eu estou trabalhando em uma nova fic que em breve postarei.
Espero que gostem do capitulo apesar de tudo.

Como é ser jogada em um redemoinho de pó?

Imagina que você esta nadando em meio a um furacão aquático, só que envez de agua, tem areia negra. É mais ou menos isso ai. Bem, depois de passar por essa experiência nada agradável eu cai em um jardim de gelo. O chão era gelo, a fonte na minha frente era gelo e a agua que caia dela estava congelada. A fonte se dividia em dois caminhos, o da frente ia para um labirinto de gelo, o da direita dava... Eu não consegui ver, porque alguma coisa me puxou para trás de uma árvore, adivinhem? Congelada!

Depois de me desvencilhar daqueles braços magros, eu vi que quem havia me puxado era Holl. Ele estava com um pequeno corte do lado da sobrancelha. Na nossa frente se estendia uma enorme floresta de gelo com uma porta de madeira velha flutuando bem no meio. Conclui que havíamos conseguido sair daquele castelo estranho, mas agora estávamos em um jardim de gelo e não sabíamos que direção tomar. Eu ia abrir a boca para perguntar isso a Holl, mas ele fez sinal de silencio e apontou para a fonte.

Só então eu percebi o gigante e o titã. O titã era alto (Não! Sério?) e tinha chifres enormes, poderia ser facilmente confundido com o Minotauro. O gigante era como os outros que havíamos visto. Eles estavam entre o labirinto e a fonte e conversavam sobre alguma coisa, não dava para ouvir, pois eles estavam muito longe. Eu fiz um espiral com a minha mão para tentar escutar mais e surpreendentemente, consegui.

- Invadiremos o acampamento daqui a cinco dias! – exclamou o titã. – Quero seus homens prontos até lá!

- Sim senhor Crios. – respondeu o gigante. – Estaremos prontos até lá.

O gigante foi em direção à porta, eu e Holl tivemos que nos abaixar para que ele não nos visse. Antes de entrar no redemoinho de areia negra, ele cheirou as redondezas, mas depois balançou a cabeça e sumiu pela porta. Crios havia entrado no labirinto.

- Eles vão invadir o acampamento! – eu exclamei.

- Que acampamento? – Holl perguntou.

- Clube dos Deuses, acho que era para lá que Bill o estava levando!

- Temos que sair daqui primeiro. Depois iremos para esse tal acampamento avisar para os outros semideuses.

- Ok. Onde está seu mapa?

- Aqui.

Ele pegou um papel amaçado no bolso do casaco e desdobrou. Ali estava o mapa. De acordo com ele, tínhamos uma saída pela entrada da direita, mas esta era guardada por um dragão cuspidor de gelo. Não pensei Chega de gelo por hoje. Havia também outra saída, mas teríamos que passar pelo labirinto primeiro. Só havia dois problemas:

Não sabíamos como nos locomover no labirinto e o mapa também não ajudava.

Crios havia ido por esse caminho e nós não queríamos tombar com ele.

A melhor opção que tínhamos era o dragão. Decidimos ir por esse caminho. A primeira coisa que vimos foi uma nevoa branca. Depois a nevoa se dispersou e eu pude ver o dragão. Ele era grande (conta outra!) e tinha escamas azuis brilhantes. Ele estava dormindo, por isso eu não consegui ver seus olhos, pois ele estava dormindo.

- Vamos arrodear e tentar não acorda-lo. – eu sussurrei.

Holl assentiu e nós começamos a arrodear. O dragão tinha uma áurea fria, então mais uma vez fiquei feliz por estar de casaco. Fiquei preocupada com Holl, que estava com as roupas todas rasgadas e velhas, o pobrezinho devia estar sentindo muito frio. Conseguimos sair da cabeça da coisa, mas ai veio um obstáculo: a cauda. Ela era grossa e enorme, muito gorda e não conseguiríamos pula-la. Ela se movia levemente, o que também dificultava as coisas.

- Como vamos passar? – sussurrei.

- Não sei... – Holl respondeu. – A calda é muito grande para pularmos... Talvez se passássemos pelo outro lado...

- Voltar tudo?

- É o único jeito.

Eu suspirei. Pelo visto ser uma semideusa não era assim tão divertido como eu imaginei pensei. Voltamos por aquele caminho perigoso e finalmente chegamos à cabeça do dragão. O nariz eram duas fendas enormes e por elas saiam uma pequena nevoa gelada. O mais silenciosamente possível, passamos por aquelas narinas perigosas e continuamos contornando. Bem onde a enorme pata direita do animal se repousava, estava a saída. Um arco de gelo que dava para um vale.

- E agora Sr. Gênio? – perguntei.

- Tem que haver uma brecha! – Holl respondeu.

Começamos a procurar uma passagem com cuidado para não acordarmos o dragão e depois do que pareceram horas, Holl exclamou:

- Aqui!

Sai correndo. Havia um ramo de vinhedo que atravessava o arco por cima. Demorou um pouco para que eu percebesse a ideia dele.

- Nem pensar!

- É o único jeito!

- Esta bem... Mas sejamos rápidos!

Eu o deixei ir à frente, já que ele não via o sol há mais tempo e eu fui logo atrás me segurando para não sair correndo. Fui enrolando a mão nos ramos e me arrastando na parede. Assim que cheguei ao topo, eu pulei na neve macia.

Notas finais
Eu até pensei no dragão acordar, pra colocar mais ação. Porém eu estou ansiosa para chegar no acampamento e incluir os outros personagens. E antes que vocês pensem que vai rolar algum romance entre Beky e Holl, podem ir esquecendo...