A História de Tiago Potter
2 O Castelo
Notas iniciais
Quando o trem saiu eu estava adorando cada momento até que, a porta do vagão se abriu, um garoto com olhos cinzas e um cabelo preto e desgrenhado diz.
– Ei, posso me sentar aqui? Todos os outros vagões estão cheios.
– Pode sim.
Ele se sentou de frente para mim e perguntou.
– Então, qual é o seu nome? – A sua voz tinha um tom um pouco grosso mais grossa que a minha.
– Tiago, Tiago Potter.
– Nossa! – exclamou o garoto. – Você vem da família Potter! Meu nome é Sirius Black, muito prazer.
– O prazer é todo meu. – Meus pais me pediram para ser educado, mas quando tiver amigos vou trata-los do meu jeito.
– Você é do primeiro ano não é? – Black era bem simpático
– Sim, eu estou muito ansioso para a seleção de casas, pra mim tanto faz, menos para Sonserina. Odeio aquela casa. – Digo, era verdade, eu odiava a casa da Sonserina
– Pois é, dizem que a maioria de quem vai para a Sonserina vira bruxo das trevas, eu odeio tudo que é das trevas. – Diz ele com amargura
– Muitos da minha família foram da Sonserina mas não quero que isso se repita comigo.
– Minha família e toda da Grifinória.
Nesse instante, uma mulher passou com um carrinho de doces e perguntou se a gente queria comprar algo.
– Sim, eu quero um pacote de Feijõeszinhos de Todos os Sabores e um Sapo de Chocolate. – Disse Sirius, pelo jeito que abriu o pacote ele adorava doces.
– Eu quero o mesmo. – Digo, pegando os galeões que minha mãe havia me dado e entregando para a mulher.
– Muito bem, aqui está! – A mulher me entrega os doces e continua andando.
Eu e Sirius conversamos até alguém bater na porta de nosso compartimento.
– Hum, olá, vocês viram uma varinha perdida por ai? Um menino chamado Snape perdeu e...
Percebi que era a menina ruiva da loja de animais, eu estava saboreando um feijãozinho e me engasgei com ele, enquanto me engasgava, Sirius ria muito ele gargalhava feito uma hiena, e quando eu tentava rir eu me engasgava mais ainda, mas a menina entrou, apontou a varinha para mim e murmurou algo que não entendi e o engasgo parou, Sirius também parou de rir e a garota apontou a varinha para ele e murmurou outra coisa que não entendi, ele começou a se coçar feito um louco.
– Isso é para você aprender a não rir das pessoas, agora adeus para vocês.
Ela saiu fechando a porta do compartimento.
–PULGAS! – Berrou Sirius
– TIREM ELAS DE MIM, SOCORRO.
Não sabia fazer nada, fiquei parado rindo até que ele parou de se coçar.
– A validade do feitiço deve ter acabado, aquela menina vai ver!
– Você não vai fazer nada com ela. – Digo serio
– Tá apaixonado? – Diz Sirius fazendo um sorriso sarcástico
– E se estiver. – Digo, mas logo depois coro
Sirius riu. Quando o trem para, eu e Sirius se levantamos e ele aperta minha mão
– Prazer em te conhecer, se ficarmos na mesma casa quem sabe não sejamos amigos?
– Pode ser. – Digo tranquilo
Eu e Sirius saímos do trem, quando saímos escutamos uma voz.
– Alunos do primeiro ano por aqui!
A voz vinha de um menino que aparentava ter uns 20 anos
– Meu nome é Hagrid e vocês devem me acompanhar.
Acompanhamos Hagrid até um cais com muitos barcos, eu e Sirius entramos em um junto com um garoto com cabelos castanho-claros e olho cor de Âmbar. Quando chegamos ao castelo paramos em frente a um grande portão e uma mulher vem nos receber eu reconheci ela por fotos, era a mulher que me entregou a carta, Minerva McGonagall
– ATENÇÃO ALUNOS DO PRIMEIRO ANO! – Gritou ela para os alunos que estavam fazendo algazarras. – Vocês agora. – Diz ela normalizando a voz. – Faram o teste para as suas casas, Grifinoria.
‘’ Pode ser’’ – Pensei
– Lufa Lufa
‘’ É, não quero muito mas pode ser também’’
– Corvinal
‘’ Pode ser também’’
– E Sonserina
‘’ NÃO PELO AMOR DE DEUS QUALQUER UMA MENOS ESSA’’
– Por isso sigam-me
A Prof. Minerva abriu os portões grandes e adentrou no grande salão, lá havia 4 mesas e sentados nelas, muitos alunos conversando.
– FAÇAM UMA FILA QUE EU CHAMAREI VOCÊS 1 A 1, VOCÊS SE SENTARÃO NESSA CADEIRA E O CHAPÉU SELETOR SELECIONARA VOCÊS PARA SUAS RESPECTIVAS CASAS! – Gritou Minerva para podermos escutá-la.
Os alunos ficaram calados quando Minerva usou um feitiço para ampliar a voz e gritou para eles pararem de falar.
– Bom. – Continuou ela. – Vamos começar. – Stephan Vern!
Um garoto desengonçado com cabelos negros e olhos negros andou nervosamente e se sentou na cadeira, a Prof. Minerva colocou o Chapéu Seletor em sua cabeça e o chapéu mexia a boca, mas nem um som fazia.
– Só ele deve escutar o chapéu. – Disse Sirius, que estava do meu lado
– LUFA LUFA!
E os garotos que estavam na mesa da Lufa Lufa aplaudiram.
– Severus Snape
Um garoto de cabelos oleosos e melequento caminhava para a cadeira, havia visto ele no trem, muito melequento mesmo, no meio do caminho alguém botou o pé na frente e ele caiu, eu e Sirius rimos muito. Quando Snape chegou a cadeira o Chapéu Seletor disse:
– SONSERINA!
Todos da Sonserina aplaudiram.
– Demetrius Chang.
Um garoto loiro com cabelos longos e olhos azuis se dirigiu a cadeira confiante, muitas garotas estavam vidradas nele, o Chapéu mal foi colocado nele quando:
– CORVINAL!
Algumas meninas da Corvinal aplaudiram e gritaram
– Sirius Black.
Sirius se mexeu nervosamente e olhou assustado para mim.
– Boa sorte! – Disse.
Ele chegou até a cadeira e o Chapéu Seletor demorou um pouco para escolhe-lo até que.
–GRIFINÓRIA!
Todos da Grifinória aplaudiram, inclusive eu.
– Tiago Potter!
Todos olharam de relance para mim, já sabiam quem eu era por causa de meus óculos redondos na cara, andei até o Chapéu Seletor e quando ele foi colocado na minha cabeça, eu escutei uma voz nela.
– AH, o filho de Ignoto, um menino corajoso, inteligente, mas vejo um pouco de maldade em você, vejamos, quem sabe Sonserina..
Nessa hora eu gelei, só conseguia pensar.
‘’ Sonserina não, porfavor, qualquer casa menos a Sonserina eu suplico’’
– Sonserina não? – Disse o Chapéu. — Vamos você seria brilhante na Sonserina.
‘’ Sonserina não, por favor’’
– Pois bem, levarei em conta a sua escolha. – Ele pigarreou. – POR MAIS QUE SEJA, GRIFINÓRIA!
Sirius se levantou para aplaudir junto com todos da Grifinória, eu foi correndo até lá quando ele disse.
– Parabéns cara!
– Valeu.
– Lilian Evans.
Olhei de repente e a vi, aquela garota do trem e da loja de animais, ela estava assustada mas andou até o Chapéu e ele foi posto em sua cabeça, demorou um tempinho até que ele decidiu.
– GRIFINÓRIA!
Levantei para aplaudir junto com alguns, não sei porque havia feito aquilo só sei que Sirius me olhou com um olhar maldoso. Ela avançou até a mesa e sentou do meu lado. Eu não me aguentei e disse.
– Oi, sou Tiago.
– Oi, sou Lilian. – A voz dela era aguda
Olhei de relance para a mesa da Sonserina e peguei aquele Snape olhando para Lilian, senti algo estranho em mim.
Duas pessoas a mais vieram para Grifinória, Remo Lupin e Pedro Pettigrew, alguns foram pra Lufa Lufa e Corvinal, mas Lúcio Malfoy, o garoto louro que se chocou contra mim na Floreios e Borrões foi para a Sonserina junto com Bellatrix Black. Sirius me disse que ela era sua prima mas não me importei muito. Quando todos acabaram de ser selecionados o diretor Alvo Dumbledore se levantou e todos se calaram.
– Pois bem. – Disse ele. – Queria parabenizar os novos alunos e dar alguns avisos, nenhum aluno do primeiro ano poderá ir para a Floresta Proibida, quem for pego tentando ir será expulsa, alunos do terceiro ano favor entregar seus certificados de visita a Hogsmeade para o Sr. Filch que ele inspecionará os certificados. E agora, a Prof. Minerva estará distribuindo os horários, então, que se inicie o banquete!
E vários tipos de comida surgiram nas bandejas, peguei uma grande coxa de frango e uma espiga de milho. Quando Minerva passou entregando os horários Sirius disse:
– Professora, Professora, teremos aula amanhã?
– Mas é claro! Olhe seu horário.
Quando Minerva saiu o garoto chamado Remo Lupin disse para Sirius:
– Teremos Defesa Contra as Artes das Trevas, Poções, História da Magia e Aula de vôo
– Obrigado. – Disse Sirius, aliviado
– Estou ansioso para estudar Poções, minha mãe sempre disse que eu havia aptidão para tal. – Diz Lupin, ele estava pálido então não hesitei em perguntar.
– V-você está doente?
– Pois é, fico assim sempre que a lua cheia se aproxima e não sei porque. – Disse ele rapidamente.
Quando olhei para o lado Lilian não estava lá, ela estava perto da mesa da Sonserina falando com Snape.
– Que cara é essa Tiago? – Ele seguiu o meu olhar e encontrou Lilian. – Ciúmes? – Diz ele com um sorriso debochado.
– Claro que não, só quero saber o que ela está fazendo com aquele Ranhoso.
– Ranhoso? — Perguntou Sirius.
– Sim, Ranhoso. – Concluiu Lupin. – Que deixa o ranho escorrer e não assoa o nariz.
– Ah. Entendi, melequento não é?
– Sim. – Digo
Lilian volta a mesa com um sorrisinho.
– O que você estava fazendo na mesa da Sonserina. – Pergunta uma menina
– Estava falando com meu amigo, o Snape.
– Aquele seboso? – Depois que a garota diz isso todo mundo ri e eu não aguento.
– Para de falar assim dele. – Lilian defende.
– Tá defendendo o Ranhoso, Lilian? – Diz Sirius rindo
– Cala a boca Black, não pode falar nada pulguento.
Eu começo a rir, Sirius fecha a cara e Lilian ri também, no final do banquete Alvo Dumbledore pede.
– Monitores, levem os alunos novos para a Sala Comunal.
– Sigam-me Grifinória. – Disse um menino velho
– Sigam-me Sonserina. – Disse um outro menino
– Sigam-me Corvinal. – Disse uma menina.
– Sigam-me Lufa Lufa! – Disse um menino
Enquanto a Lufa Lufa e a Sonserina iam para baixo, a Grifinória e a Corvinal iam para cima, nós pegamos o caminho contrário deles e chegamos a uma parede com um retrato de uma mulher gorda.
– Gota de Limão! – Disse o monitor.
– Senha aceita. – Disse a mulher.
O quadro girou, e nós entramos em uma sala circular, o monitor parou e falou.
– Esse é a Sala Comunal, vocês dormirão aqui, estão vendo aquelas escadas? – Ele aponta para duas escadas circulares. – A da esquerda é para meninas e a da direita para meninos. Sugiro que vão dormir para acordar dispostos.
Quando o monitor sai da sala, parece que quase ninguém ouve ele, a maioria fica acordada para conversar, mas Lilian, vai ao dormitório e eu, Sirius e Lupin também, quando chegamos lá fico feliz que minha bagagem está lá junto com Félis
– Que gato maneiro. – Diz Lupin. – Eu tenho uma coruja chamada Wyldie. – A coruja em seu malão piou.
– Prefiro cachorros. – Diz Sirius.
– Prefere mesmo né pulguento. – Digo rindo
– Ah cala a boca, e boa noite, vou dormir.
Sirius vai até a sua cama e deita, se cobrindo.
– É também vou, boa noite Black, boa noite Potter. – Diz Lupin, fazendo o mesmo.
– Boa noite. – Digo, me deitando e pensando se o dia de amanhã será melhor que esse.
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