A História de John e Alice
7 O começo do fim
Notas iniciais
No outro dia, Alice desceu para o café da manhã em silêncio.
- Está tudo bem, mesmo, filho? — perguntou Dean para John.
- Tá, pai! Fica tranquilo!
- Alice? — perguntou Sookie.
- Hum?
- Tudo bem, filha? Anda tão quieta!
- Ela sempre foi quieta, mãe! — brincou John.
- É mãe… eu sou quieta.
A garota se levantou e foi para a varanda. Haziel apareceu.
- Tudo bem? — perguntou o anjo.
- Por que tudo mundo pergunta, "tudo bem"? Ninguém responde a verdade!
- Responda, então.
- Não, não está tudo bem.
- Eu sei o que aconteceu.
- Eu também — disse Castiel aparecendo — Nós já sabemos de Lúcifer e Miguel.
- E agora? — perguntou Alice.
- É esperar — respondeu Haziel.
Dean apareceu na varanda.
- Ih… os dois anjos aqui, logo cedo! Não deve ser coisa boa!
- Como está o John? — perguntou Haziel.
- Está bem. Mas então, o que foi?
- Logo você vai saber — respondeu Castiel — Vamos, Haziel.
- Esses anjos são muito estranhos! Alice?
- O que, pai?
- Você está sabendo de alguma coisa que eu não sei?
- Você sempre sabe de alguma coisa que eu não sei. Bom, vou dar uma volta de bicicleta — disse a garota se afastando.
- Alice! Alice! Ela está escondendo alguma coisa de mim.
Dean voltou para dentro de casa preocupado.
- O que foi? — perguntou Sookie.
- A Alice. O Castiel e o Haziel estavam conversando com ela na varanda. Você ouviu alguma coisa?
- Não. Por que?
- Tem alguma coisa acontecendo que eu ainda não sei.
- Você acha que tem a ver com o Apocalipse?
- Deve ser.
- Mas cadê a Alice?
- Saiu para andar de bicicleta. Olha, é mais fácil lidar com demônios do que com adolescentes.
Andando pela cidade, Alice percebeu que as coisas estavam meio estranhas, as ruas praticamente vazias, tudo muito parado e silencioso. Nem ventava naquele dia, o ar estava pesado, tinha algo acontecendo. No meio da rua, Alice parou, desceu da bicicleta e ficou parada olhando ao seu redor. Viu uma mulher parada, olhando para ela.
- Hey! — gritou a garota.
Calmamente a mulher começou a se aproximar, Alice ficou parada, esperando.
- Sim? — perguntou a mulher.
- O que está acontecendo aqui?
- Você sabe, Alice.
- Hã? Como você sabe meu nome?
- Você me libertou.
- Ah merda! Lúcifer?
- Exatamente.
- Mas… eu pensei que você era homem!
- Eu escolhi este corpo para me acostumar, já que você é meu receptáculo.
- Tá… e agora?
- Agora você me aceita e eu possuo o seu corpo.
- Isso não está certo…
- Você não tem escolha.
- Estou de saco cheio disso tudo!
- Ótimo, quanto mais raiva melhor. Lembra quando te chamavam de estranha na escola? Os seus pais dando mais atenção para o John? Escondendo coisas de você? Chegou a hora de fazer todos pagarem.
Alice começou a chorar, mas não foi de tristeza, tinha ódio nas lágrimas. Tudo que estava guardado e sufocado dentro dela, explodiu em um grito de raiva que ela deu e que ecoou pela cidade vazia.
Na casa dos Stackhouse Winchester, todos estavam preocupados com Alice. Já havia anoitecido e nenhum sinal dela.
- Onde será que ela se enfiou? Ai meu Deus! — disse Sookie.
- Eu disse! Eu sabia que estava escondendo alguma coisa! Essa garota deve estar aprontando, quando ela chegar, vamos ter uma conversa séria! — disse Dean.
A campainha tocou, e todos acharam que poderia ser Alice, ou alguma notícia sobre ela. Mas era Eric.
- O que você quer aqui? — perguntou Dean na porta.
- Só quero saber se está tudo bem — disse o vampiro entrando na casa.
- Eric? — disse Sookie surpresa.
- Oi, Sookie.
- O que foi?
- Eu gostaria de saber se está tudo bem com a sua filha.
- É minha filha, também! — disse Dean.
- Tá… a filha de vocês — corrigiu o vampiro.
- Ela sumiu! Saiu para andar de bicicleta hoje de manhã e até agora nada! Mas por que você quer saber dela? — perguntou Sookie.
- É que ontem aconteceu uma coisa estranha.
Eric contou o que viu com Pam, na floresta. Na hora, o casal logo entendeu o que havia acontecido, menos John.
- Droga, Alice! Droga! — reclamou Dean.
- Sério, o que foi exatamente o que eu vi? — perguntou Eric.
- O começo do Apocalipse! Foi isso! — continuou o caçador.
John olhava tudo assustado.
- Apocalipse? Que palhaçada é essa? Estou vivo há mais de mil anos e nunca achei que seria possível! — disse o vampiro.
- Não é impossível! A luz que você viu saindo do chão, era Lúcifer saindo da jaula! Ah… e o Miguel também.
- Pai! — disse John — É sério isso?
- Sim, meu filho, é muito sério!
Sookie começou a chorar, Eric olhou para ela com dó e na hora pensou, "comigo ela não passaria por isso", mas logo Dean a abraçou e o vampiro desviou o olhar. De repente a campainha tocou, Dean abriu e viu Castiel, Haziel e Miguel no corpo de Adam.
- Ah merda…
- Chegou a hora — disse Castiel entrando com os outros na casa.
- Quanto tempo, Dean — disse Miguel.
- Pois é. Droga, preciso chamar o Sam — disse Dean indo para a cozinha.
- Quem são esses? — perguntou Eric.
- São anjos — respondeu Sookie.
- Olá, John — disse Miguel.
- Não chega perto de mim! Estou falando sério!
- Não adianta fugir! Não seja idiota como seu pai!
- Hey! Não encosta no meu filho! — disse Dean furioso — eu chamei o Sam, nada vai acontecer até ele chegar! Vamos resolver isso, mas de outro jeito!
Poucos minutos depois, Sam chegou.
- Então é sério mesmo! — disse o Winchester assustado.
- Tá… o Winchester caçula chegou e agora, podemos prosseguir? — perguntou Miguel.
- Você não vai usar o meu filho, entendeu?! Olha, eu aceito! Eu aceito você usar o meu corpo!
- Dean! Esqueceu de mim? — disse Sam.
- E daí? Lúcifer já te usou uma vez! Ele está por aí, atrás da minha filha, por favor! Vamos fazer isso e acabar com tudo!
Miguel começou a rir.
- Não tem graça nenhuma! — disse Sookie.
- É muito tarde, Dean Winchester! Você está velho, não presta mais! Não vai funcionar! Sua chance passou, eu vou usar o seu filho e com certeza, Lúcifer vai usar a sua filha — disse o arcanjo.
- Só se for por cima do meu cadáver!
Todos foram surpreendidos, quando a porta abriu do dana.
- Que porra foi essa? — perguntou Eric.
Devagar, Alice apareceu na porta, sua fisionomia estava diferente.
- Filha! — disse Sookie.
- Filha? Sua filha não está mais aqui… — respondeu Alice.
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