A História de Galadriel
1 O Retorno dos Dragões
Notas iniciais
The Elder Scrolls V Skyrim: A Vida de Galadriel
Feita por: Alexandre Piccoli Ruy
Irei começar uma história de milênios atrás, quando no mundo ainda havia seres místicos e batalhas sendo sempre travadas.
Galadriel uma elfa, linda, honesta e poderosa, ela foi concedida ao mundo pelos deuses sem nem sequer aviso de que algo no mundo estava para mudar.
1º Capitulo – O retorno dos dragões
Era manhã, o sol nascia no horizonte, pássaros cantavam e flores desabrocharam. Soldados do império guiavam uma carroça cheia de prisioneiros, até que um clarão sai de uma estradinha de terra, os guardas param a carroça e começam a investigar a fonte do brilho, e então encontram uma mulher em meio à estrada de terra. Era Galadriel, enviada dos deuses para ajudarem a restaurar a ampulheta do tempo e espaço de Skyrim. Os soldados olharam para ela que usava uma roupa toda esfarrapada e com algumas moedas de ouro dentro de seus bolsos, já em mente que poderia ser uma bandida levaram-na para a carroça cheia de prisioneiros.
Dentro da carroça havia, Ufrik StormCloack que era o rei cuja governava a cidade dos rebeldes que lutavam contra o império. Um ladrão que roubava cavalos e um dos rebeldes.
Ao chegar em Helguem, uma pequena fortaleza em que poucos viviam, Tulius o coronel imperial, checa a carroça e envia todos os prisioneiros para o Bloco [Uma pedra que servia de apoio para a cabeça de quem seria executado pelo carrasco], onde todos seriam executados.
Quando o comissário checou a lista de crimes cometidos, notou que Galadriel não estava anotada, pergunta para Tulius o que deveria ser feito sobre essa condição, ele decidiu executa-la sem nem perguntar seu nome.
Antes da vez dela, executaram um prisioneiro que morava em Markrath, e logo em seguida seria a vez dela.
Uma curandeira reza pedindo para que todos os que fossem executados fossem para Sovengard [A dimensão destinada como o céu. Então todos ouviram um som alto e forte há uma distancia muito longa, todos se perguntavam o que seria, porém o carrasco, enorme e forte que vestia uma mascara cheia de pregos, já estava impaciente, ele grita para se apressarem, Galadriel ajoelha diante do bloco esperando sua morte. Sem nem se quer poder se perguntar o porquê estivera em tal lugar.
O carrasco ergue seu cutelo enferrujado e pesado, ele toma folego para desse-lo com uma força imensurável. Mas no momento que ele estava prestes a decapita-la, um dragão negro pousa na torre de pedra soltando um rugido fazendo com que todos caiam no chão, logo em seguida ele empurra a torre para obter força para voar novamente, e com esse impulso a torre desmorona.
— ARQUEIROS! [Grita o coronel com bravura!]
Galadriel levanta-se sem saber o que estava acontecendo, o comissário percebe que ela ainda estava viva, ele gritou para que ela corresse para dentro da torre em que levava ao subterrâneo.
Dentro da torre, um dos guardas acabou sentindo pena de Galadriel que estava apavorada e cheia de terra sobre seu corpo. Ele desamarrou-a e a equipou com alguns dos equipamentos que sobravam, para que tivessem uma chance de fugir pelos tuneis de Helguem seria necessário atravessar um dos tuneis que rangia cada vez que o dragão pousava. Escombros caiam, pilastras de madeira se partiam, todos corriam o mais rápido que podiam. O túnel começa a desabar. Quando finalmente a luz do sol pode ser vista, Galadriel retorna a olhar para traz, apenas enxergando escombros de Helguem que agora era nada mais que corpos chamuscados e ruinas despedaçadas.
Após algum tempo caminhando em uma estrada de terra ela encontra uma pequena vila, onde um rapaz muito novo discutia com uma velinha que dissera ter visto um dragão, o rapaz não admitia que um dragão poderia ter aparecido. Galadriel se aproxima e confirma que um dragão acabara de atacar Helguem deixando-a em ruinas, o rapaz arregala os olhos e diz que ela precisa ir imediatamente para o castelo avisar o rei, ele aponta um caminho por uma ponte e fala que é o caminho mais rápido para a cidade do rei.
Correndo pelo caminho indicado pelo rapaz sem fadiga, ela ouve uivos e então se depara com lobos em meio a estrada impedindo-a de passar, sem mudar de rumo, Galadriel pega seu arco com poucas flechas e aponta para um dos lobos, ela puxa a flecha o máximo para obter um bom resultado, e ao soltar a flecha um dos lobos cai no chão sem vida, o segundo corre no rumo de Galadriel, ela aguarda o tempo correto para acertar, uma rápida flecha é disparada e acerta o olho do lobo que cai no chão, uma morte rápida e limpa.
Após um certo tempo andando ela chega aos portões de Witherum, um dos guardas pede que ela de meia volta, pois a cidade estava trancada por causa dos dragões, ela os avisa que tinha uma mensagem para o rei de que ela havia testemunhado o ataque de um dragão em Helguem, o guarda após ouvir a mensagem guia ela imediatamente a Dragons-Reach o castelo do rei.
Ao subir as escadas do castelo, o rei fala em vós alta:
— Quem ousa entrar em minha residência sem eu ser avisado?
Galadriel vai direto ao ponto:
— Eu estava em Helguem quando um dragão atacou-a deixando nada mais que ruinas.
O rei perguntou:
— Como posso saber que isso é verdade? Quem estava com você?
Galadriel diz em um tom de raiva:
— Eu desfrutei de uma bela vista quando estava quase sendo decapitada, Ufrik Storm Cloack estava pronto para ir para o bloco logo após a minha vez.
O rei pensa com sigo mesmo. {Oque seria pior. O rei dos rebeldes estar livre para liderar a guerra ou o perigo iminente de um dragão atacar seu castelo?}
Ele envia alguns de seus guardas reforçarem os muros do castelo e manterem a guarda para qualquer problema.
O rei em seguida pede para que ela vá para o mago, cuja estuda e procura ter conhecimento sobre os dragões.
O mago pede para que ela vá para a Tumba De Vollumrood, pegar uma pedra antiga que pode da alguma dica de como derrotar os dragões. Ele também a notifica sobre os perigos no caminho e dentro das ruinas, pois existem bandidos, lobos, ursos e Draugs que gostam de morar nessas tumbas.
Após muito tempo de viagem ela atinge a entrada de Vollumrood, a antiga tumba estava irreconhecível devido ao tempo, mas ainda sim, dava para prosseguir entre seus monólitos.
Nas profundezas, Galadriel ouve passos, provavelmente eram os Draugs, eles são como mortos vivos que obtém inteligência o suficiente para manusear armas e proteger o lugar, mas devido os anos de apodrecimento de seus corpos, seus ouvidos e olhos já não funcionavam como antes, tornando fácil a passagem.
Ao adentrar no salão, ela vê um baú grande e empoeirado onde certamente deveria estar a pedra em que o mago tanto falara, porém ela se depara em um muro que havia uma palavra cuja brilhava como um diamante iluminado pelas estrelas, ao se aproximar ela lê a palavra, ela se sente forte e poderosa e ao tentar pronunciar tal palavra em vós alta, um estrondo alto sai de sua boca empurrando tudo em sua frente, algumas partes do teto caíram próximas a ela se espanta por um momento, e decide não tentar utilizar a palavra novamente. Ela toma foco e prossegue para o baú.
Nele ela encontra uma armadura empoeirada, mas era uma armadura de aço, certamente era melhor do que uma armadura de cota de malha. Em seguida ela acha uma adaga de ferro, um pouco cega, mas deveria servir para algo mais tarde. E então ela segura a pedra em que o mago pedira, ela era leve, e aparentava que um mapa estava desenhado em uma de suas faces. Ela veste a armadura, guarda a adaga e carrega a pedra para fora da tumba.
Ela volta correndo para o castelo com um novo equipamento, a pedra em uma mão e o orgulho na outra.
Logo ao entregar a pedra para o mago cuja ficara com uma enorme empolgação ao obtê-la, uma Orc aparece atrás de Galadriel dizendo que um dragão tinha sido avistado nas redondezas.
Galadriel pergunta se ela poderia se voluntariar para ajudar, a Orc aceita e ambos correm para fora do castelo até o local onde ele tinha sido avistado.
A torre de vigia estava destruída, cheia de corpos no chão e em chamas, um guarda sai de dentro da torre gritando para todos voltarem para o refugio antes que o dragão retornasse.
Era tarde de mais, o dragão já rugia retornando no horizonte.
Todos assumiram a posição de batalha, a Orc comandava o exército para atirarem o máximo de flechas no dragão enquanto ele estiver voando.
Galadriel corre e fica no topo da torre preparada para a batalha por sua vida.
As batidas das asas aumentam, rugidos ecoam pela planície, gritos e comandos são soltos o coração acelera. A batalha estava prestes a começar.
O dragão solta uma bola de fogo que dizima uma enorme quantidade dos soldados, todos disparavam flechas no enorme alvo que não recebia danos por causa de suas grosas escamas, Galadriel no topo da torre teve uma mira perfeita da cabeça do dragão.
Sem hesitar, ela toma seu tempo fazendo ser uma flecha certeira e mortal no olho do dragão, fazendo ele cair com força, todos bambeiam com o impacto, sem esperar a Orc dá o comando para avançarem, os soldados sacaram suas espadas e carregam seus escudos avançando contra a enorme fera.
Galadriel corre as escadas a baixo, ouvindo o caos lá fora.
Chegando próxima do dragão, ele se debate, atirando soldados ao ar.
Ela avança empunhando sua espada e segurando seu escudo atenta aos movimentos de seu monstruoso oponente.
Após vários bloqueios e varias espadadas na garganta do dragão, um ultimo suspiro é liberado...
Todos os soldados comemoram a derrota de seu oponente, tudo parecia ter acabado, até que o corpo do dragão se transformasse em fogo até os ossos.
Todos recuaram sem saber o que estava acontecendo, até que a alma do dragão decolasse e voasse direto para Galadriel, ela se sentia como da primeira vez que tinha lido as palavras na parede da tumba.
Um dos guardas se espanta dizendo:
— Vo... Você... É o Dragonborn?!
Outro retrucou:
— Dragonborn? Do que você está falando?
— É uma lenda em que você nasce com o corpo humano e o sangue de um dragão, dando-te a habilidade de tomar a alma dos dragões e utiliza-las como quiser.
A Orc fala:
— Lendas são apenas lendas! Vamos voltar para o castelo, temos que reportar a batalha para o rei.
Próxima ao castelo Galadriel ouve um estrondo de um trovão muito alto e logo em seguida ela ouve ( Do-vah-kiin ), olhando diretamente para a montanha onde o trovão soará, uma grande fortaleza revela-se entre a neve e as nuvens.
Quando Galadriel abre os portões, ela percebe que muitas pessoas estavam dizendo que os Barbas Cinzentas estavam convocando o Dragonborn para subir até o Alto Bogathar.
Ao entregar a pedra ao rei, ela pergunta o que é o Dragonborn e onde fica Alto Bogathar.
O rei diz que o Alto Bogathar é onde vive os Barbas Cinzentas cujo poder da voz é mais forte do que qualquer arma já criada, eles nunca saem de sua fortaleza, e o Dragonborn é o humano com o poder de tomar a alma dos dragões para que nunca mais renasçam.
Galadriel retruca:
— Renas... çam?
O rei confirma dizendo:
— Sim os dragões podem ser ressuscitados com um incrível poder, porém, ninguém encontrou tal fonte... Porém algo ou alguém conseguiu encontrar este antigo e esquecido poder...
Galadriel também diz que nas profundezas de Vollunrood ela tinha visto uma parede com uma palavra brilhando e quando ela a pronuncia um estrondo saia de sua boca e que ela sentira o mesmo ao absorver a alma do dragão que acabara de derrotar.
O rei fala que ela pode ser uma Dragonborn, e que os Barbas Cinzentas poderiam estar a convocando. Ele também demonstra uma expressão de inveja sobre Galadriel. Ele diz que uma vez convocada pelos Barbas Cinzentas, imediatamente deve-se apresentar… Ele também afirmou que até chegar lá em cima eram cerca de 4000 degraus, a maior subida em toda Skyrim.
— Você poderia me dizer a onde fica a subida? [Pergunta Galadriel]
— Simples! Vá pela rua em que vai rumo a base da montanha, após isso, é só seguir a estrada em que contorna a montanha, então você vai encontrar uma vila chamada Ivarstead, de lá você poderá subir a montanha.
Galadriel agradece o rei e corre rumo a Ivarstead.
Na metade do caminho um bandido tenta a assalta-la dizendo:
— Olá belezinha vejamos quanto ouro tem para pagar por sua própria beleza…
Ela retruca em um tom sarcástico:
— Não cheguei até esse lugar por minha beleza, agora de o fora de meu caminho antes que alguém morra!
O bandido fica com medo e recua deixando Galadriel seguir em frente…
Ela ficou com o pensamento de ‘’Como eu queria arrebentar os dentes dele’’.
Próxima de Ivarstead ela ouve um grito de uma moça aparentava que ela estava em perigo!
Galadriel com a intenção de ajuda-la corre procurando-a.
Quando os gritos ficam próximos, ela percebe uma garotinha sendo encurralada por um tigre dentes de sabre.
Ela saca sua espada e escudo e começa a fazer barulho para atrair o animal.
Sem reação, ela atira uma pedra atingindo no pescoço do animal, deixando-o furioso.
Ele avança rapidamente em direção a Galadriel, ela se põe em pose defensiva e aguarda.
O tigre pula, ela desvia cortando um pedaço da pele da besta.
Ele começa a andar em círculos ao redor de Galadriel, esperando uma brecha para atacar.
Porém, a criança acerta uma pedra no olho do tigre que agora ficara atordoado em agonia.
Sem grande visão, o tigre pula na reta da espada de Galadriel, a espada havia perfurado seu coração, o sangue do animal escorre pela afiadíssima lamina.
A garota agradece Galadriel pela ajuda, ela aceita o agradecimento e diz para que a garota retorne para casa, em seguida ela prosseguiu com seu objetivo.
De pé para a grande subida ela ouve dois homens conversando sobre a subida.
Um deles dissera que a subida era perigosa por haver Trolls, Gigantes, Lobos, Ursos e bandidos.
Já com essa notícia em mente Galadriel toma folego e começa a subir.
O primeiro desafio á 1000 degraus: foi quando quatro vagabundos querendo obter dinheiro, Galadriel já sabia que todos de uma só vez seria muito perigoso, ela paga com 50 moedas de ouro.
Logo acima de 2500 degraus, ela faminta opta por comer algumas uvas de Ujas-Bay nativas de Skyrim.
Aos 3900 degraus, ela já pode obter uma bela vista do tão sagrado Alto Bogathar, ela se senta e descansa por alguns minutos, refletindo sobre tudo que acontecera e que pensava.
{Em toda Skyrim existem muitos perigos, lugares e equipamentos inimagináveis, tantas raças e monstros que eu ainda não conheci, qual será o próximo desafio que terei que enfrentar?...}
Após alguns minutos olhando para a maravilha do sol próximo de se por, ela levanta e sobe os últimos degraus.
Ela abre o portão de ferro com alguma dificuldade, e então um monge de aparência velha, barbudo vestindo robes desce uma escada dizendo:
— Finalmente outro Dragonborn chega em nosso santuário.
Diga, o que lhe traz aqui?
— Estou aqui porque respondi ao seu chamado e também para perguntar o porque os dragões estão a retornar e se isso tinha algo com ela ser uma Dragonborn.
— Certo. Mas antes, demonstre sua voz, quero ver se você realmente é uma Dragonborn.
Galadriel lembra da palavra que conhecera em Vollumrood e a grita, soltando um estrondo que desequilibra Torig.
— Com certeza você é uma Dragonborn. Meu nome é Torig, agora me diga o que a traz aqui?
— Eu quero saber a causa do aparecimento dos dragões, isso tem algo com eu ser uma Dragonborn?
— Sim, não é mera coincidência que você seja a única dessa era.
— Única dessa era? Já existiram outros antes de mim?
— Sim! E eu sou um deles. Nós Dragonborns temos como objetivo livrar o mundo dos dragões. E graças ao caminho da voz, eu fui hábil de tomar as decisões corretas.
— Caminho da voz?
— Sim, o caminho em que lhe dará sabedoria e o poder para libertar este mundo, sem ele eu não estaria vivo até este ponto. Eu posso a guiar e a ensinar, se assim você quiser.
— Sim mestre! Eu serei sua aprendiz!
— Muito bem, vou chamar os outros.
— Outros ?
— Sim! Os outros monges, cinco no total.
Após alguns minutos Torig chega com o resto dos monges.
—Bem vamos começar. Diz Torig.
— Vejamos se pode ler a palavra escrita no chão.
Galadriel lê a escrita no chão, ela sente uma queimação em sua garganta, porém uma queimação boa.
— Muito bem, você aprende bem rápido. Diz Torig. Façamos mais alguns testes, Bard, Jeem, Striter, convoquem suas réplicas por-favor.
Ambos gritam uma frase, saindo três cópias iguais de dentro dos monges.
— Galadriel se esforce e tente eliminar as cópias usando seu grito. Diz Torig.
Galadriel grita soltando um estrondo fraco eliminando apenas uma das cópias.
— Muito bem!. Outra vez, use mais força! Puxe a palavra do fundo de sua garganta.
Ela se concentra soltando um estrondo tão forte, que as cópias foram eliminadas de uma só vez e o templo rangeu diante de sua voz.
— Excelente. Vamos todos lá para fora, tem mais uma coisa ensinar.
Galadriel fica feliz de ser ajudada e por ficar mais forte.
Quando todos saem do templo, uma nevasca os atinge, eles não enxergavam quase nada.
Torig solta um grito muito forte fazendo com que o vento pare e a neve caia voltando a ser um lindo dia.
Todos se reuniram próximos de um portão de ferro.
— Agora irei lhe mostrar como dar o grito do impulso do vento, ele é ótimo para esquivar de ataques.
Torig sopra o chão com um feitiço de fogo derretendo a neve que cobria uma palavra.
Galadriel observa e aprende a palavra.
— Algumas palavras precisam de um movimento para serem aplicadas, Bard abra os portões para que Jeem mostre como se deve fazer.
Ambos se posicionam, Bard abre o portão por um milésimo de segundo, e Jeem já estava do outro lado.
Galadriel se admirou, era como se ele tivesse parado o tempo e ido ao lugar.
— Prestou atenção?. Diz Torig.
— Sim. Afirmou Galadriel.
— Ótimo vamos tentar.
Ela estava um pouco tensa, por ser algo que nunca fizera.
Bard abre o portão e ao aplicar o grito ela cai no chão com força.
— Para alguns gritos é necessário fazer um movimento, tente colocar seus pés como se estivesse correndo.
Galadriel toma foco, se posiciona e ao portão abrir, ela avança com uma velocidade imensa para o outro lado dos portões quase caindo para fora da montanha.
— Muito bem! Você domina a habilidade de um verdadeiro Dragonborn, nós temos apenas um pequeno e ultimo teste para você agora, amanha vá até Frost Snow e pegue a flauta do Wind Caller, durma aqui por hoje.
Galadriel entra junto com eles e se deita em uma cama de pedra com cobertores de cordeiro.
Ela reflete novamente sobre todos seus ensinamentos.
{ Nossa! Eu nunca esperava ter tal poder! Gritar uma espécie de estrondo que empurra tudo pela frente? Gritar e praticamente avançar metros em segundos? Quem diria que eu poderia ter tal poder escondido em mim!.}
Galadriel entra em um sono profundo.
2º Capitulo – Encontro com o Desconhecido
[Uma voz desconhecida ressoa no subconsciente de Galadriel]
— Olá minha nova campeã...
— Quem é você?
— Eu sou Emeros Morah, o príncipe daédrico do desconhecido...
Daédras são seres de Oblivion (uma das 5 dimensões existentes) que buscam adoradores para ganhar seus poderes e caminharem novamente na terra.
— E o que você quer daédra?
— Eu quero sua habilidade para me ajudar e em troca eu te dou o meu prêmio...
— Estou ouvindo.
— Vá para Snowy Creak, onde um de meus adoradores está aprisionado pelos servos de meu inimigo Boethia [Lorde divino da compaixão]. Ele está sendo corrompido pelas mentiras destes impostores.
— E o que eu ganho em troca?
— Cumpra a tarefa e descubra...
— Certo, eu farei.
— É claro que você fará... Agora vá e elimine todos que acreditem em Boethia...
Galadriel acorda...
É manhã, todos os monges estão dormindo em suas camas aconchegantes. Galadriel faz o mínimo de barulho possível para pegar suas coisas e sair de dentro do santuário.
— Acordada já cedo?
Galadriel suspira por um breve momento e se vira.
— Eu não queria ter lhe acordado. [Era Torig]
— Eu ainda não fui dormir. Minha duplicata dorme em meu lugar, assim eu posso continuar a meditar.
— Quer dizer que você nunca dorme?
— Eu não disse isso... Mas me diga, a onde você estava indo antes de eu te interromper?
— Ah... Eu tive um pesadelo, então eu quis ir lá fora para refrescar a mente.
— Mas com espada e tudo?
Galadriel pausa...
— Não precisa esconder nada de mim. Eu não posso decidir o que você deve fazer, mas sim o que pode fazer.
Galadriel olha profundamente nos olhos de Torig e diz:
— Eu conheci alguém chamado Emeros Morah quando dormia... Ele me pediu para que eu fosse para Snowy Creak libertar seu adorador.
— Humm... Você sabe que um daédra não faz contato com um mero mortal certo? Eles vigiam e procuram os mais fortes e capazes de seguir seus comandos e de completar seus desafios.
— E eu devo seguir suas ordens?
— Talvez sim, talvez não. Os daédras não são todos bons e nem todos do mal. Alguns como Dibela [Deusa daédrica do amor] e Akatosh [Deus daédrico dos animais] foram devolvidos a luz por espontânea vontade.
— Entendo... Vou ver o que poderei fazer.
— Que o ventos a guiem.
Galadriel abre os enormes portões do santuário, desce algumas escadas e olha para trás pensando sobre a conversa com Torig. Ela toma folego e prossegue com a decida...
{Viva! Mais 3987 degraus e estarei na estrada...}
Próxima á 1000 degraus, ela relembra sobre os vagabundos que a saquearam. Ela agacha e olha atentamente, apenas um dos vagabundos estava de guarda, aparentava que o resto dormia por ainda ser de manhã.
{Muito bem, hora de mostrar para eles quem manda!}
Galadriel remove suas botas de ferro para que não faça muito barulho, ela se aproxima, e encontra uma passagem entre a construção que possivelmente seria um ponto cego. Ela entra bem de vagar tentando não raspar a armadura e ver o que havia dentro.
{Calma... Calma... Sem escândalo!}
Galadriel estava pisando entre os bandidos que dormiam no chão. Ela anda lentamente até a escada e olha para cima. O vagabundo estaria logo após o batente da porta.
{Humm... Se eu for brigar com essa cara vou fazer barulho, assim chamando o resto deles...}
Ela fica por mais algum tempo pensando na situação...
{Matar não... Abrir a porta e...Também não...}
Olhando novamente para os vagabundos que estavam dormindo ela teve uma ideia.
{Cordas! É isso! Se eu amarrar todos aqui em baixo, eu terei alguma chance contra o guarda! Mas... Sobre as cordas...}
Ela olha ao redor, procurando algo para amarra-los...
{Uma mesa, cadeiras, tabuas, flechas, ouro... Será que nada aqui pode ser usado como corda?}
Ela começa a andar próxima dos vagabundos dormentes, vasculhando qualquer coisa útil para os prender. E então uma surpresa.
{Um frasco? Paralisia! É isso que vou usar neles!}
Ela abre o frasco, e derruba algumas gotas no chão.
{Bem, alguém tem que ver o quão forte essa paralisia é.}
Ela coloca o dedo nos respingos e encosta na língua.
{Parece que...}
A língua de Galadriel ficara dormente por completa, uma parte de sua garganta ficara quase que dormente.
{Caramba! Eu tenho que usar muito pouco neles, se eu usar mais que algumas gotas eu posso acabar os matando!}
Ela se esgueira até a boca de cada um dos vagabundos, derrubando apenas algumas gotas, o suficiente para deixa-los parados por um bom tempo.
{Hora da brincadeira!}
Ela sobe as escadas, sempre de olho para a porta. Até que ela começa a ouvir a respiração do guarda dos vagabundos.
{É agora... Apenas uma pancada na nuca e então ele cai...}
Ela abre a porta lentamente, buscando enxergar o guarda. A porta estava entreaberta, Galadriel põe sua cara para fora tentando ver o guarda. Ela começa a ver o rosto dele, cheio de cicatrizes de batalhas passadas.
{Esse vai ser duro na queda... Espera... Ele está... Bom, vai ser mais fácil assim.}
O guarda já dormia, ela aproveita que a boca dele estava aberta e despeja alguma quantia da poção de paralisia. Alguns segundos depois, o guarda cai no chão com força.
{Certo, todos estão dormindo... Vou pegar algumas das roupas deles e fazer alguns farrapos para usar como amarras.}
Ela usa a adaga que encontrará em Vollunrood, um pouco cega, mas dava para o gasto. Ela amarra primeiro o guarda, por ser maior poderia trazer mais perigo se acordasse. Ela usa um dos pilares da construção para amarra-los.
{Muito bem! Vou descer o resto e enviar alguns dos guardas para prende-los}
Logo após descer para Ivarstead, a garotinha que Galadriel salvara a cumprimentou. A garota corre para perto de Galadriel e entrega uma garra de ferro com alguns símbolos desenhados. Ela sem entender pergunta para que servia a garra.
— A garra é uma espécie de chave usada em uma das várias tumbas de Skyrim, talvez algum dia você entre em uma e se depare com uma a porta em que ela se encaixe.
— Muito obrigada, qual o seu tome docinho?
— É Talara.
— Prazer Talara, eu sou Galadriel.
— Prazer!
—Você pode me dizer para que direção fica Snowy Creak?
— Ela fica ao norte, é só você seguir essa rua, você verá uma arvore caída e um caminho de terra, então é só continuar dentro desse caminho de terra.
— Obrigada, sabe a onde eu posso conseguir um mapa?
— Meu pai vende mapas! Infelizmente ele está em Witheroom. Mas você pode deixar 70 moedas, assim quando ele voltar eu compro para você!
Galadriel confere seu bolso e conta as moedas, e com uma expressão triste fala para a criança.
— Eu tenho apenas 50 moedas...
— Uau, você é a primeira adulta que eu conheço que tem menos dinheiro que eu! Bom, eu posso te vender por 50 moedas sem problema. Mas na próxima vez que você passar aqui, eu vou querer que me conte sobre suas aventuras!
— Feito!
Galadriel entrega o dinheiro para a garota e lembra dos vagabundos.
— Ei Talara.
— Sim? [Diz a garotinha voltando um sorriso para Galadriel]
— Você pode dizer para os guardas que lá naquela construção tem alguns bandidos que eu consegui amarrar?
— Claro! Eu conheço um dos guardas!
— Obrigada minha criança.
— De nada!
A criança sorri por ter uma nova amiga que é sua heroína. Galadriel retorna a caminhar pela estrada que a garota disse. Algum tempo após sua saída, uma carroça, sem uma das rodas, com uma carga de madeira bem grande. Um rapaz estava vestindo roubas como um bobo da corte. Galadriel resolve se aproximar.
— Pobre mãezinha, pobrezinha da minha doce mãe... [Dizia o rapaz]
—Olá... Tem algo de errado?
— Algo de errado? Não consegue ver? A maldita roda saiu! E o fazendeiro não quer ajudar o pobre do Cicero... Oh pobrezinha de minha mãe.
— Talvez eu posso convencer o fazendeiro de te ajudar.
— O estranho vai ajudar Cicero? Hahaha! Brilhante! Viu mãezinha? Tudo sobre controle! [O rapaz volta o rosto para Galadriel e mostra uma bolça] Faça isso estranho! E eu lhe darei muito ouro!
— Certo, para onde fica a fazenda?
— Her... deixe me ver... Fica atrás dessa colina... Eu acho...
{Hum... Esse sujeitinho não parece ser boa companhia.}
— Bom já volto, Cicero correto?
— A estranha conhece meu nome? Her, quer dizer... É claro que estranha conhece Cicero... Cicero fala muito de Cicero...
Galadriel um pouco confusa sobre o sujeito, sobe a colina a procura do fazendeiro. Ela vê uma pequena fazenda, provavelmente deve ser a onde o fazendeiro mora. Ela se aproxima, chamando e buscando por alguém. Dentro da casa o fazendeiro preparava uma sopa. Ela se aproxima e diz:
— Oi, você é o dono da fazenda?
— De novo? Quantas vezes tenho que dizer que não vou ajudar aquele maluco?
— Por que você não quer ajuda-lo?
— Você já olhou para o tamanho do caixote da carroça? Mãe uma ova! Ele deve estar levando equipamentos para os rebeldes lutarem na guerra.
— Mesmo assim que ele esteja levando coisas para a guerra, não é o correto! Você deve ajudar alguém que está com problemas.
— Olha eu... Você está certa... Diga a Cicero que eu vou acabar de fazer a sopa e vou buscar as minhas ferramentas para ajuda-lo.
Galadriel sorri, agradece e retorna para a carroça de Cicero que aguardava impaciente. Ela chega com um sorriso e diz:
— O fazendeiro estará vindo em breve.
— Ele vem? Você convenceu ele? Haha! Obrigado estranho! Muito obrigado! Tome! Pegue seu precioso e brilhante ouro!
Cicero entrega uma bolça cheia de ouro, Galadriel agradece sem contar as moedas e retorna a seu objetivo.
{Sujeitinho estranho... Bem, não se pode julgar uma espada sem amola-la antes.}
Após poucos minutos de caminhada, Galadriel entra em um ambiente mais fresco, cheio de pinheiros e com uma enorme fauna. Logo ela enxerga a enorme arvore tombada formando uma passagem entre a mata, dava para observar que alguém passará ali muitas vezes, tantas que a grama já nem crescia. Ela senta em uma pedra próxima a entrada e descansa enquanto é maravilhada pela linda floresta.
{Algum dia eu vou morar dentro da floresta, longe de todos os problemas. Eu invejo esses que tem uma casa em um lugar maravilhoso desses.}
Após um breve descanso, o chão treme e um alto som de explosão é ouvido. Galadriel olha ao redor, buscando saber o local de onde viera o som da explosão. Sem sucesso, ela começa a olhar para cima, então uma pequena fumaça entre as árvores em sua frente. Ela percebe que a fumaça está vindo do mesmo rumo, que está Snowy Creak. Ela corre entre a floresta. De-repente um cheiro forte de enxofre é inalado, Galadriel tosse e cobre o nariz, ela consegue obter uma visão de Snowy Creak, em chamas.
— Droga cara! Eu avisei para não exagerar com a caldeira! [Diz uma voz lá em cima pode ser ouvida por Galadriel]
— Nossa! Me desculpe! Eu não sabia que colocar barris de óleo ao lado da cadeira era perigoso! Né o sabichão! [Diz outro cara]
— Muito bem! Se alguém perguntar sobre o que deu de errado diga que foi... Ehrrr... Um Skeever que perfurou o tonel de óleo! [Skeever é uma espécie de ratazana nativa de Skyrim.]
— Ótima ideia! Esses roedores são implacáveis! Seus dentes são tão fortes que podem muito cortar uma armadura!
Galadriel tenta se aproximar da entrada para ver o que está acontecendo, mas em sua tentativa, um galho se parte sob seus pés fazendo um barulho alto.
— Hum? Quem está ai?
Galadriel fica paralisada e começa a dar a volta para não ser percebida. Por sorte havia um buraco dentro de uma das árvores tombadas, perfeito para seu tamanho.
— Está vendo algo?
— Não... — Eu acho que foi apenas mais um dos galhos que caiu. O inverno vai chegar em breve, e se nós não fizermos a caldeira retornar a funcionar nós morreremos congelados. [Parte de Skyrim fica coberta pela neve durante boa parte do ano, no inverno a nevasca pode derrubar até o mais forte dos soldados e até o salão mais quente dos dwelmers não fica quente].
Continuação com apoio moral dos leitores. Comentem caso queria continuação.
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