A História De Ravena
2 Ravena salva o grupo
Notas iniciais
Robin (Visão)
O momento estava tenso e eu não sabia como agir mesmo sendo o líder do grupo existem momentos que eu me sinto perdido e preciso da opinião de todos. Analisei melhor a situação e percebi que se tratava de um homem e uma jovem moça. O homem tinha um sorriso sarcástico no rosto como se esperasse a vitória e nada mais. Ele era muito alto em ralação a ela e usava uma armadura de bronze. A situação era meio constrangedora já que combatemos vilões e me parece que a moça estava dando conta do recado. Não consegui distinguir quem era, pois a moça usava um capuz sobre a cabeça. Sua capa tinha rasgo enorme nas costas e ela parecia ofegante e não ter mais fôlego para prosseguir com a luta foi então que eu resolvi interferir.
Robin: O que este acontecendo aqui?
Homem: Não é da sua conta tampinha, vim terminar um serviço pendente há dias.
Depois desse comentário o homem joga um raio e tenta me acertar que eu desvio com certa rapidez.
Moça: Vão embora daqui é para o bem de vocês. Esse homem é perigoso.
Mutano: Olha o seu estado não vamos te deixar sozinha essa luta está desleal.
Moça: Está dizendo que não consigo acabar com ele. A moça fala irritada.
Mutano: Não imagina, só estou tentando ser gentil.
Homem: Já chega! Eu acabo com esses palhaços e depois vem o prato principal mocinha. Ele falou e olhou para ela com desgosto.
O cara já parecia bem irritado, com uma das mãos prendeu a moça pelo pescoço e com a outra que estava livre começo a batalhar. Ele tinha muita mobilidade e flexibilidade. O primeiro a tentar dar um soco nele foi o ciborg, porém o homem usou um golpe muito simples deu um soco e jogou um pouco de água o que o deixou desconfigurado, ele acaba por desmaiar no chão. Mutano se transforma em touro para ataca-lo, entretanto o homem esquivou e Mutano prende um de seus chifres em uma árvore o que lhe deixou irritado. Estellar jogou alguns raios que até chagaram a acerta-lo só que não foi o suficiente para que ele recuasse a Moça se debatia intensamente na tentativa de sair dos braços do homem. Joguei uma bomba de fumaça onde ele estava para confundi-lo até deu certo, mas não por muito tempo. Ele jogou seu mana preto acertando eu Estellar ao mesmo tempo. Eu estava caído sobre o chão sem entender muita coisa. Quando tento me levantar vejo a moça flutuando e descarregando uma grande porção de seu poder sobre o homem o deixando mais fraco. Ela estava a ponto de mata-lo, mas por mais estranho que pareça ela parou de machuca-lo de o deixou escapar. O que? Eu esta pensando. Ele era um ladrão, infrator porque deixar ele livre. Nada fazia sentido. Eu só tinha que agradece-la por ter nos salvo do homem misterioso. Era o mínimo que eu podia fazer.
Robin: Obrigado por nos salvar.
Moça: Sem problemas. Agora podem ir tranquilos ele não vai aparecer tão cedo.
Ao dizer isso a moça estava indo embora como se tudo aquilo fosse à coisa mais normal do mundo. Colocou seu capuz e desapareceu na nevoa. Estava intrigado com muitas coisas e não ia a deixar ir embora sem responder umas perguntinhas.
Estellar: Ei volte aqui. Precisamos saber ao menos o nome da pessoa que nos salvou.
Estellar corre para alcançar a moça, porém não teve muito sucesso. Então volta cabisbaixa.
Mutano: O pessoal, deixa com o Mutano aqui. Vocês vão ver logo logo ela vai estar conosco.
Cigorg: Tem certeza, seu charme espanta até uma mosca.
Mutano: Veja e aprenda camarada. Ele fala todo convencido o que era natural de sua parte.
Mutano (Visão)
Eu não podia ter melhor oportunidade de mostrar para a turma que sabia fazer alguma coisa além de lutar e jogar vídeo game. Eu estava cansado de ser rejeitado por causa da minha aparência. Eu era verde a daí? As meninas não gostam de homens verdes e peludos? Sei lá eu nunca fui um galã de novela, mas pelo menos a maioria delas ria das minhas piadas o que me dava mais confiança. Eu tinha que enfrentar a realidade eu estava com medo de falar com moça ela tinha olhos escuros penetrantes e sempre fuzilava os outros com seu olhar de indiferença. Se ela nos salvou deve ser uma boa pessoa. Fui chagando mais perto sem que ela notasse a minha presença. Até que a cutuco meio acanhado.
Moça: Você não queria me assustar né? Se tentar de novo vai sentir o gosto do meu punho.
Mutano: Se for de chocolate eu vou gostar. Falei na esperança de quebrar o clima tenso que estava me incomodando.
Depois desse comentário ela parecia mais séria do que antes a andava fitando o chão com firmeza e percebi que não queria olhar em meus olhos. Para minha surpresa ela não tinha rido da minha piada. O que será que ela tinha?
Mutano: Err... Bem queríamos saber quem é essa pessoa misteriosa que nos salvou.
Moça: Pra que? Vão me dar um presente?
Mutano: Se você quiser eu posso falar com o pessoal quem sabe não rola alguma coisa.
Moça: Eu estava brincando, foi só uma piada.
Mutano: Sério? Eu nem percebi. Respondi dando uma risada tímida.
Ela não era boa com piadas e essa conversa esta me deixando constrangido, então disse para ela que seria um papo rápido e ela acabou por aceitar o que me deixou aliviado. Ela parecia tensa demais para quem só ai conversar e nada mais.
Ravena (Visão)
Eu não sabia da onde tinha surgido tanta gente naquele cemitério. Era para ser uma noite tranquila em que eu só ia fazer uma oração para um parente falecido. Ai tudo acaba mal aparece meio que um inimigo tentando acertar as contas comigo e um monte pessoas tentando me ajudar. Eu não me lembro de ter pedido ajuda. Sempre me virei muito bem sozinha. Mas devo confessar que trabalhar em equipe não é tão mal assim me deu um outro animo. Eu já estava indo embora quando sinto que estou sendo perseguida. Para minha surpresa era o moleque verde com orelhas pontudas que parecia um elfo. Devo confessar são essas orelhas que mais me chamaram a atenção ele era muito bonito por ser diferente. Porém logo espantei esse tipo de pensamento já que tinha prometido a mim mesma que não ai estabelecer raízes em cidade alguma. E muito menos relação com alguém nem que seja uma simples amizade. Aprendi que quando se ama uma pessoa ela pode te trair da pior forma possível e isso deixa marcas terríveis no coração, deve ser por isso que as pessoas me acham assim diferente e se afastam de mim. Dizem que quando se é indiferente com as coisas da vida é porque se está em depressão, mas esse não é o meu caso. Eu só não faço questão de demonstrar meus sentimentos e minhas fraquezas por temer que me achem fraca. Quem realmente me conheceu já viu que eu sou uma pessoa normal e que apenas tem dificuldade em compreender certas coisas que a vida vem lhe impondo. Talvez eu seja muito dura comigo mesmo então eu decidi que ia participar dessa rápida conversa o grupo que queria tanto me conhecer. Quando chego lá percebo a alegria estampada no rosto de cada um que estava ali. Da onde saia tanta felicidade? Nossa eu realmente estava intrigada.
Robin: Acho que não fomos devidamente apresentados. Olá, eu sou Robin líder dos Jovens titãs. E você poderia no dizer quem é?
Moça: Meu nome é Ravena. Respondi secamente na esperança de acabar logo com a conversa.
Estellar: Você poderia ir conosco na rodada da pizza que fazemos toda sexta feira. Seria uma forma de agradecer pelo que fez.
Ravena: Agradeço o convite, mas eu preciso ir.
Mutano: Mas já, acabamos de nos conhecer.
Eu encaro o menino verde e falo .
Ravena: Eu nem te conheço e nunca ti vi antes.
Mutano: Essa é sua oportunidade. Ele falou exibindo os músculos que não tinha.
Ravena: Obrigada, mas eu dispenso.
Mutano: Aaa isso sempre acontece comigo. Ele fala desanimado.
Ciborg: Vai se acostumando baixinho ela muita areia pro seu caminhãozinho.
Logo depois desse comentário os dois começam a brigar e assim percebi uma boa hora para me despedir a sair numa boa.
Ravena: Agente se vê por ai pessoal.
Acenei para eles e dei as costas para o grupo andando mais uma vez sem rumo algum na intenção de achar um lugar para passar a noite. Quem sabe uma igreja, um beco ou um albergue. Cada um seguiu sua direção sem pestanejar, porém de longe ainda pude ouvir a voz do menino verde ecoando pela noite.
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