A História De Alice Cullen
13 Capitulo 13 – A história de Jasper
Notas iniciais
Continua-mos juntos, mas a curiosidade queimava-me por dentro, queria saber a história daquela personagem angelical por quem me apaixonei e que agora também estava apaixonada por mim.
Ele sentiu o desconforto que se apoderava de mim a cada dia que passava.
- Que se passa Alice? – Perguntou perturbado coma minha falta de á vontade.
- Sabes… — comecei – eu queria saber mais sobre ti, sobre a tua história.
- A minha história não é bonita. – Disse mais uma vez esquivando-se a contar-me a sua história.
- E a minha é? – Perguntei zangada – Não sei quem sou, quem me criou, quem fui na minha vida humana, só sei que me chamo Alice e que tenho visões. Achas que a algo pior?
Jasper baixou a cabeça e escondeu os olhos com o cabelo, soube que tinha ido longe de mais e que ele não gostava de falar sobre o assunto.
Subitamente puxou-me para uma gruta que se encontrava perto do sitio onde estávamos. E começou a falar.
- Nasci em 1844 em Houston, no Texas. Vivi uma vida normal mas sempre tive ganas de me tornar um soldado, já que o meu pai o era.
- Não precisas de contar. – Disse-lhe embora quisesse ouvir.
Sem me prestar a mínima atenção continuou:
- Dizendo que tinha 20 anos quando na verdade tinha 17 entrei no exército confederado, ninguém se opôs pois aparentava ter os 20. Como era inteligente e eficaz, além de possuir “o dom de efluência as pessoas”, ainda humano tornei Major na guerra civil. A minha função era evacuar os civis e leva-los para porto seguro. Um dia depois de evacuar um grupo de mulheres e crianças levando-as para a minha terra natal, montei o meu cavalo e segui de volta a Galveston.
No caminho reparei em três mulheres que caminhavam sozinhas e desci do cavalo perto delas pensando serem civis esquecidas ali. Mas não eram simples civis, eram vampiras, lindas, duas morenas e uma loira, elas olharam-me e a loira segredou para a morena mais pequena, ainda me lembro bem das palavras delas: “Lindo e é um oficial”.
A mais baixa de nome Maria que descobri mais tarde, perguntou-me: “Qual é o seu nome soldado?”, sabia que tinha de sair dali mas as minhas pernas não obedeciam e respondi cegamente: “Major Jasper Whitlock, senhora”. Ela aproximou-se e disse-me: “Espero que sobreviva, vai ser muito útil para mim”, pôs-me o pescoço de lado e mordeu-me, naquela altura tinha 20 anos. Senti o corpo a arder, o fogo queimava-me por dentro e não conseguia parar de me contorcer. – Jasper estremeceu com a lembrança. E prossegui-o – Quando aquele inferno acabou, percebi o que Maria estava a fazer. Ela estava a criar um exército de recém-criados para vingar as terras que tinha perdido no sul, Maria sabia que os recém-criados eram mais fortes que os vampiros mais velhos, por esse motivo tinha mais hipóteses de ganhar a batalhas.
Após muito treino, tornei-me o segundo no comando do exército dela, trava-mos muitas batalhas e nunca perdemos.
Maria era esperta e sabia que os recém-criados perdiam a força passado um ano da sua criação por esse motivo Maria queria que todos os vampiros que já tinham completado um ano fossem mortos e eu era quem tinha essa função, sentia tudo o que eles sentiam. – Jasper fez uma pausa nas recordações mas logo continuou, eu sentia-me mal por estar a obrigá-lo a contar-me a sua história mas estava curiosa. – Passado algum tempo, um recém-criado bastante civilizado, Peter, começou a ajudar-me mas execuções, apesar de não gostar. Num dia, ao deparar-se com a nossa próxima vítima, Charlotte, Peter fugiu com ela pois amava-a, pensei em persegui-lo mas ele era o meu melhor amigo por isso deixei-o fugir, pelo menos estava feliz.
Ao saber disto, Maria ficou possessa mas perdoou-me. Passado alguns anos, cansado de estar sobre as ordens dela fugi e encontrei-me com Peter e Charlotte que me convenceram a ficar com eles.
Apesar de ter deixado Maria continuava infeliz, sentia o pânico das minhas vítimas ao virarem refeição e sentia-me o pior predador a face da terra, despedi-me de Peter dizendo que preferia seguir o meu próprio caminho, continuava deprimido, isolado e sozinho até te conhecer. – Jasper acabou a história com um sorriso torto.
- Desculpa – pedi – eu não te queria fazer lembrar coisas infelizes…
Baixei a cabeça.
- A última parte não é infeliz – disse com um sorriso radiante – tu és o amor da minha vida.
Jasper deu-me um beijo apaixonado na boca, os seus lábios encostaram nos meus e senti um arrepio a percorrer-me a espinha, o seu hálito era fresco e doce, ele puxou-me para si e continuou a beijar-me, mal consegui ter uma folga entre os beijos.
Ele era mesmo o que eu queria. O meu príncipe encantado e eu a sua donzela.
Notas finais
BJ leitoras do meu coração, espero que tenham gostado.
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