Notas iniciais
gomenasai pela a demora mas como alguns sabem saí do meu país (Portugal) para o Brasil há duas semanas e estava na fase de adaptação. Tenho pouco tempo para escrever porque tenho dois empregos durante a semana como ajudante de custureira e ao fim de semana ajudante de cabeleireira e maquilhadora. kissus a todos postarei sempre que puder e não abandonei as fics ok?

Jaken caminhava pelos os corredores com uma bandeja nas mãos e imerso nos seus pensamentos. Alguem chamou por ele.

- Jaken?

- Hai meu Imperador — fez uma pequena reverencia

- A Imperatriz voltou a não comer? — perguntou preocupado

- Hai meu senhor

- Muito bem, podes ir — disse suspirando

Satori ha três dias que não tocava na comida. Estava sentada na sacada do quarto do seu primogénito olhando para o horizonte e chorando. Ficava ali um dia inteiro, sem dormir, descançar ou comer. Adormecia assim na cadeira e acabava por acordar na cama. Inu No Taisho ia lá e encontrava-a dormindo e colocava-a na cama.

- Meu senhor? — foi chamado por um soldado que prestava uma reverencia

- Fala — ordenou ele acordando dos seus pensamentos

- Os capitães das equipas de restreadores estão à sua espera no seu escritório

- Vamos — e saiu dali com o soldado

No seu escritório quatro capitães leais relatavam as buscas sem sucesso pelo o princípe Sesshoumaru. Nove meses de buscas secretas e nada. Nem sinal dele ou da sua femea humana. Estava desesperado e oprimido. O seu povo olhava-o indignados e a sua esposa aos poucos ia ficando doente. Já não sabia o que fazer, passou o Japão a pente fino e nada.

Muito longe dali, um inu youkai vestido só com uma hakama branco quase cinza claro, trabalhava arduamente na terra sob um sol escaldante. Uma humana grávida delicadamente aproximou-se dele trazendo consigo um jarro de barro com água fresca e um copo feito do mesmo material. Pé entre pé alcançou o ser de cabelos prateados amarrados por um rabo cavalo.

- Eu sei que estás aí! — disse ele

- Trouxe-te água meu amor — disse sorridendente servindo-o

- Arigatou meu anjo estava precisando

- Sesshoumaru está muito calor não devias estar aqui na horta. Volta para casa comigo e mais logo eu ajudo-te

- Nem penses nisso, não podes esforçar-te pois logo estarás a ter o nosso filho. Já estou a terminar isto aqui. Alem disso, não devias estar em casa a descançar?

- Eu sei disso, mas fiquei preocupada contigo. E por falar estar em casa, onde o senhor andou ontém o dia todo?

- Fui à vila mais próxima.

- Fazer? — perguntou ela desconfiada

- Solicitar ajuda de uma parteira. Amanhã estará aqui e ficará até o bebé completar um mês.

- Souka. Mas deve ter custado uma fortuna isso tudo, bastava estar comigo até o bebé nascer.

Sesshoumaru aproximou-se dela e acariciou-lhe o rosto.

- Não penses nisso, vocês são as duas coisas mais importantes da minha vida. — comentou alisando o ventre redondo dela.

- Está bem. Vou esperar por ti debaixo daquele árvore porque está muito calor. Apesar de se estar a formar-se nuvens.

Os dois olharam para o céu.

- Tens razão — disse ele — Pareçe que iremos ter uma noite de trovada.

Voltando para o shiro dos Taishos....

Satori pela a primeira vez, em muitos meses, resolveu sair do seu quarto pois soube que o seu filho caçula e a sua esposa tinham chegado para a ver. No corredor encontrou o Jaken dando ordens para preparar o antigo quarto do principe.

- Jaken? — chamou ela

- Oh minha senhora! — disse espantado e fazendo uma reverencia para a sua Imperatriz

- O meu filho já chegou?

- Ainda não minha senhora mas não tradará muito.

- Souka. E há alguma noticia do meu filho Sesshoumaru?

O pequeno youkai olhou-a admirado. Além do Imperador e do seu filho caçula, só a equipe de restreamento e ele próprio sabiam das buscas pelo o o principe.

- Não precisas de ficar com essa cara. Hai eu sei das buscas pelo o meu filho, posso estar todo o dia enfiada no quarto mas não sou surda.

- Gomenasai minha senhora não foi a minha intenção e respondendo à sua pergunta, lie ainda não achamos o Sesshoumaru-sama. Procuramos em todo o Japão e nada.

- Souka — disse satori triste — Se me chamarem estou no jardim

- Hai minha senhora.

O dia foi passando e o Inuyasha trouxe as boas novas para os seus pais. Kagome encontrava-se grávida de um mês e meio. Pelo o cheiro seria menino. Satori alegrou-se um pouco pois teria outro netinho vindo ao mundo, mas não deixou de pensar no bem estar do seu filho, da humana e da cria de ambos.

Numa casa, Rin ia preparando o jantar. Aprendeu a cozinhar comida youkai com ajuda de uma mulher humana casada com um youkai. Seria essa humana a sua parteira pois tinha experiencia com nascimentos de hanyous e youkais. Ela própria era mãe de cinco hanyous.

Sesshoumaru estava sentado numa almofada verde seco escuro bebendo o seu chá, sempre observando a sua amada. Rin sente uma ligeira pressão por debaixo do seu ventre.

- Ai — disse baixo para não chamar atenção do seu youkai mas sem efeito pois ele ouviu na mesma.

- Rin — colocou a chavena de chá numa mesa redonda baixa e levantou-se rápido na direção dela — O que foi? — perguntou preocupado alisando o ventre.

- Não foi nada demais, acho que o teu filho desta vez exagerou na força do seu pontapé — disse sorrindo mas no fundo ela sabia que não tinha sido pontapé e sim uma contração. Mas tinha que esconder esse facto pois a parteira só teria ali no dia seguinte e o trabalho de parto na primeira viagem demoraria.

- Souka. Mas devias deitar e descançar.

- Assim que terminar de fazer o teu jantar eu prometo que irei descançar — disse vendo-o a fechar a cara — E não vale a pena fazer cara feia que não saio daqui até terminar.

- Hai, hai — disse bufando e voltando a sentar-se

Rin continuava o seu afazer e reparou que depois daquela cena Sesshoumaru não tirava os olhos de cima de si pronto para obriga-la a descansar. Até a refeição estar pronta teve mais duas contrações. Mas conseguiu esconder a dor muito bem.

No shiro, todos jantavam mas Satori saiu dali a correr para o jardim. O seu marido, filho e nora foram atrás dela. Satori de uma forma misteriosa sentia que seu neto viria hoje ao mundo.

- Satori o que se passa? — perguntou Inu No Taisho aflito

Antes que a Imperatriz podesse responder, dos céus caiu um enorme relâmpago seguido do gigantesco estrondo do trovão.

- Meu kami-sama que trovoada — comentou Kagome segurando ao braço do hanyou assustada.

- Hahaoya?!

- Meu neto irá nascer hoje eu tenho a certeza e o meu filho precisa muito de mim. Eu sinto, meu coração de mãe está avisando-me.

- Satori é melhor irmos para dentro. Precisas de descançar. — pediu o Inu

- LIE — gritou furiosa — Já descancei muito tempo.

- Demo.... — o Imperador tentou contestar

- Porque não acreditam em mim?

- Mãe nós acreditamos mas o que podemos fazer? Não sabemos nada dele, nem uma pista do seu paradeiro.

- Eu sei — disse baixando a cabeça e olhando para o chão rezando por um milagre.

Mais uma vez uma clariedade e um estrondo rasgam os céus como o Mundo fosse acabar. Jaken corria na direção do seus senhores como um louco, sem nunca tropeçar e com um pedaço de papel nas mãos.