A História Da Imperatriz Rin

27 Atentado contra a Rin II


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Os dois servos entraram no salão servindo comida e bebidas aos presentes. Kagura olhou para os dois youkais e fez um sinal discreto para estes avançarem com o plano. Eles colocaram umas gotas do veneno numa taça de vinho e levaram para a Rin. Esta encontrava-se sozinha.

— Minha lady um pouco de vinho? — disse um servo

— Lie, arigatou — ela recusou

— Mas é o melhor da região. Seria um pecado em rejeitar uma preciosidade desta — disse o outro servo

— Agradeço mas não posso beber vinho. Estou grávida e não faria bem ao meu bebé

— Então a lady deseja tomar algo que não seja vinho?

— Bem, eu estou a beber sumo de amora. Aceito outra taça.

— Pode deixar minha lady. Vou buscar outra taça.

Os dois servos preparam uma taça de sumo de amora com a mesma quantidade de veneno. Deixaram a taça de vinho na mesa. E acabaram por esquece-la lá. Aproximaram da jovem e ela agarrou na taça. Eles saíram ao pé dela para não levantar suspeitas. O provador real responsável por provar a comida e a bebida dos Imperadores, provou um pouco do vinho envenenado e levou ao seu Imperador. Como o veneno estava no fundo não lhe fez nada. Inu No Taisho pegou na taça e bebeu um pouco. Rin quando ia beber um pouco do seu sumo, viu a Lia aflita. esta do nada, deu um tapa na mão da jovem, que deixou cair o sumo. Lia contou tudo sussurrando lhe ao ouvido.

— Por kami. A Kagura queria envenenar-me? — perguntou a Rin chocada

— Hai minha senhora

— Bem que aqueles servos insistiam que eu bebesse o vinho. achas que o meu sumo também estava com veneno?

— De certeza Rin-sama

De repente a Rin lembrou-se que o Imperador ficou com a sua taça, pois ela viu.

— Oh não o Imperador! — Rin olhou para o youkai

Este ia para beber o resto da taça.

— LIE!!!! — ela gritou em plenos pulmões

Todos olharam para ela confusos. Rin correu até à direcção do youkai.

— Meu senhor não beba esse vinho. Ele está envenenado — disse ela ofegante.

— Nani?! — disse ele olhando para a taça

— Esse vinho tem veneno

Sesshoumaru chegou ao pé dela.

- Meu anjo, o que estás a dizer?

- A Kagura contratou dois servos para envenenar-me. eles tentaram dar-me vinho mas eu recusei. Não sei como mas a taça com o veneno acabou por parar na mão do Imperador.

- Nani?! — o youkai olhou para a Kagura raivoso

- Ora como ousas humana. Jamais faria isso — a youkai defendeu-se

- Não seja cínica, eu sei que me odeias porque queres estar no meu lugar. Não vale a pena negares. A Lia ouviu vocês três a combinar matar-me.

Kagura olhou para o Imperador.

— É mentira meu senhor — ela olhou para a taça — Se fosse verdade o provador teria morrido assim como o nosso estimado Imperador.

— É verdade Rin. Eu próprio já bebi metade desta taça e ainda estou de pé — disse o Inu

— Meu senhor, eu ouvi os servos dizerem que este veneno é diferente. Ele não flutua na bebida ou se mistura nela. Como é mais grosso este fica no fundo da taça. Assim passa facilmente pela a inspecção dos provadores. Para a vitima morrer tem que beber todo o liquido — comentou a Lia

— E onde estão esses servos? — perguntou Sesshoumaru

Lia começou a olhar procurando-os até os achar. Eles tentavam sai dali fininho.

— Ali — apontou para eles

Logo os servos foram bloqueados por dois soldados, que agarraram neles e levaram à presença do Imperador. Eles abaixaram-se ao chão alegando inocência.

— Quem vos contratou? — perguntou o Sesshoumaru — FALEM — gritou furioso

Quando eles iam responder, dois soldados entraram no salão. Um estava bastante ferido e trazia o seu "colega" moribundo. Eles foram amparados por outros soldados. O general reconheceu-os de imediato. Eram os seus espiões.

— O que se passou? — perguntou o Naraku

— Meu general, fomos descobertos pelo o Imperador daisuke. Quase não conseguia-mos fugir. Nós descobrimos o traidor. É a Kagura, da dama real da nossa senhora

— Nani?! — todos na sala exclamaram

— Ela anda a dar informações ao Daisuke-sama — com isso o soldado acabou por morrer devido ao cansaço e das feridas. O outro já muito tinha falecido.

Naraku aproximou-se dela e agarrou-lhe pelo o braço.

— Kagura, diz que é mentira — pediu desesperado — DIZ — gritou e depois começou a chorar — E eu que pensava em pedir a tua mão em casamento. Porquê? Porque fizeste isso?

— Achas mesmo que uniria-me a um pobretana como TU? Eu nasci para governar e não para servir o resto da minha vida

Naraku triste, desesperado e com o coração despedaçado pegou na taça envenenada e bebeu tudo. O veneno era poderoso e fez logo efeito. O general começou a suar frio e a tremer. Foi amparado pelo o Inu que o chamava. O youkai de cabelos negros começou a ter a visão turva, dificuldades em respirar e tossia sangue. Por fim morreu.

Rin assustada agarrou-se no seu youkai. O mesmo foi com a Kagome. Kagura foi agarrada por soldados e presa. Ela debatia-se em vão.

— Exigo que ela seja castigada. Se não fores tu a ordenar serei eu — disse Sesshoumaru

— Levem-na. Amanhã será condenada à morte por alta traição e tentativa de homicídio a dois membros da família real. — ordenou o Imperador

— Lie, soltem-me. LIE — disse a Kagura desesperada e sendo arrastada pelo o salão — Sesshoumaru aishiteru. AJUDA-ME MEU QUERIDO. SESSHOUMARU. LIE. AISHITERU, FIZ ISTO POR NÓS. ELA NÃO PODE VIVER NEM A ABERRAÇÃO QUE TRÁS NO VENTRE. LLLLIIIIEEEE.

Os dois youkais do Conselho olharam um para o outro. Chegaram ao pé do Imperador e anunciaram.

— Decidi-mos não meter na tua relação com a humana, principe Sesshoumaru. Ela provou ser digna e de confiança. Apesar de ser humana, nós iremos fechar os olhos e quebrar pela a primeira vez as tradições. Todos os descendentes que tiverem serão reconhecidos como herdeiros directos.

Sesshoumaru abraçou a Rin feliz. Não havia razão para ter mais medo. Poderiam viver em paz, mas durou pouco. Inu raivoso pelos os acontecimentos falou sem pensar.

— Pois eu não aceito. Ele deverá ter um herdeiro puro pelo menos. — disse o Imperador

— E o que sugere? — perguntou um dos membros do Conselho

— Deverá escolher uma youkai pura e deitar-se com ela para conceber o seu herdeiro ao trono.

— Nani?! — disse o filho — Como pode dizer uma barbaridade dessas? Jamais irei trair a minha femêa, jamais ouvi bem?

— Ela nunca dará um filho puro. Este reino não pode ser reinado por hanyous.

— É assim que o chichiue agradece à Rin por ter salvado de ser envenenado? Humilhando-a por ser humana?

— Não fez mais que a obrigação dela, proteger o seu Imperador.

— Inu? — disse a Satori perplexa com a frieza do seu marido.

— Porque embirras com ela? — perguntou o seu primogénito

— Eu não embirro, mas é um facto que ela não te dará herdeiros puros.

— PORQUÊ? — gritou o seu filho

— PORQUE NÃO PASSAM DE HANYOUS E BASTARDOS — Inu tomou a consciência do que disse todos ficaram chocados.

— Não seja por isso. EU RENUNCIO AO SEU ESTIMADO TRONO. SE OS SEU NETOS NÃO SÃO DIGNOS PARA O CHICHIUE EU TAMBÉM NÃO

Sesshoumaru saiu dali com a Rin ao colo. A sua esposa tentava digerir o que estava acontecendo e o Inuyasha permanecia calado e olhando para o chão.

— Então é isso que eu sou para si? — olhou o seu pai directamente nos olhos e deixando algumas lágrimas cair — Um bastardo?

— Inuyasha meu filho — disse a Satori abraçando-o

— Tudo bem Satori. Eu já calculava.

- Não digas isso, sou a tua mãe e sempre serei.

- Preciso de ficar sozinho.

Ele acabou por sair dali acompanhado pela a Kagome e pela a Kaeda. Ambas em silêncio respeitando a dor do hanyou. Inu No Taisho permanecia ainda em transe quando Satori deu-lhe uma bofetada.

— Eu odeio-te. Não mereçes nada, nem eu e nem os teus filhos. Não és melhor do que o teu irmão. Vosso sangue não vale nada. Graças a Kami-sama que os meus filhos não herdaram esse sangue maldito.

Ela saiu dali sem saber o que fazer e qual dos dois filhos iria consolar primeiro. Os dois membros do conselho também sairam.