Notas iniciais
Bem-vindos à história de como todo o mundo caiu em atividade profunda por um gás projetado em São Paulo no século XX. Espero que apreciem e acompanhem. Tem muito mais vindo por aí.
Boa leitura!

O alarme começou a tocar no laboratório improvisado que havia sido construído abaixo da rua menos movimentada de São Paulo do século XX. Ou algo tinha dado muito errado ou eram visitas que ali chegavam. May Castro sabia, enquanto se dirigia a passos largos para a sala de reuniões, que dariam sorte se não fossem as duas coisas.

O ambiente cheirava ao suor dos cientistas que dedicavam dias a fio ao seu mais importante projeto. Os governantes das maiores potências mundiais se encontravam ali hoje, conversando com o principal executor do experimento e chefe de May.

“Tudo pronto para a proliferação do gás? ”, perguntava o representante dos Estados Unidos da América.

“Fizemos o que nos ordenaram. A fórmula está pronta para o segundo passo.”

“Quais de vocês foram aqueles que descobriram a fórmula?” Perguntou aquele que representava o Japão. “Deem um passo à frente para receberem nossos cumprimentos!”

May olhou para seus colegas, para aqueles que a haviam auxiliado com a descoberta. Eles se entreolhavam também, desconfiados, mas, sem escolha, deram um passo para frente, assim como ela.

“Muito bem”, falou a Inglaterra. Os cientistas olhavam para os representantes, mas era possível perceber a tensão no ambiente. May virou um olho para o lado e viu um dos guardas preparando o gatilho de uma arma.

Antes mesmo que pudesse gritar aos outros para que corressem, sentiu o impacto da bala contra seu corpo. Ouviu outros gritos, seguidos por mais tiros, até que as pessoas que sobraram estarem assustadas demais para gritarem. May caiu no chão, sangrando intensamente e sem chance de viver.

“Agora que tudo já está esclarecido”, ouviu a voz do que foi representar a China, enquanto seus olhos fechavam devido à dor, “espero que todos vocês concordem em cooperar. Temos muito a providenciar. O mundo nunca mais será o mesmo.”

Ouviram-se uns murmúrios e depois passos. May ficou feliz. Ao menos, ninguém mais dos seus iria morrer por isso, apesar de não saber o que seria do mundo agora. Aquele representante estava certo. As coisas nunca mais seriam como antes.

Ainda ouvia os planos dos que haviam permanecido na sala quando a dor finalmente cedeu e tudo ficou escuro.

Notas finais
O que acharam? Comentem!