A Herdeira de Pã - Parte 2
1 Capítulo 16
Notas iniciais
É muito bom está de volta e escrevendo, mesmo que não seja na mesma conta, mas mesmo assim é bom!!!
Para esse cap eu prometo algumas revelações...
Sem mais nada a dizer...
Vamos logo para o cap!!!
Pvo do Nico
Aproveitem!
Pvo do Nico
- Maya, fugir do HMO sem estar completamente curada e ainda em meio a uma guerra foi a pior coisa que você já fez na vida!!! — Gritou Apolo — E a mais idiota também!
- Vamos, Apolo! Você sabe muito bem que essa não foi nem a pior, nem a mais idiota coisa que ela já fez! — intercedeu Afrodite — A pior e a mais idiota foi...
- Tia Dite! — Maya interrompeu aos gritos
Afrodite se calou imediatamente, o que foi muito estranho.
O que eu estava fazendo a ali, no meio de uma discussão de família?
Bem na verdade, o que TODO o conselho olimpiano mais os novos deuses, ou seja, eu, Hazel, Frank, Reyna, Jason, Piper, Leo, Annabeth e Percy, estávamos fazendo ali?
Essa sim era a pergunta certa.
Pra falar a verdade, Zeus tinha convocado uma reunião para falarmos a respeito da guerra que se aproximava, mas Apolo e Afrodite tinham transformado-a em uma discussão a respeito da fuga da Maya.
O que no começo foi muito divertido, mas agora já estava muito chato.
- Sem querer ofender ninguém, mas eu achei que essa era para ser uma reunião sobre a guerra e não sobre o fato da Maya ter fugido. — disse
- Apoiado! — disseram todos os deuses, menos Apolo e Afrodite, claro.
- Agora que FINALMENTE vamos falar sobre a batalha que se aproxima, — disse Atena, com ênfase no finalmente — por onde começamos? Por nossos recursos ou pelo dos nosso inimigo.
- Pelos recursos do inimigo. — disse Annabeth
- Concordo plenamente. — disse a mãe
Depois de mais ou menos umas duas horas a reunião do conselho terminou.,
O que foi um alivio já que eu estava morrendo de fome.
Logo que sai da sala dos tronos comecei a procurar pela Maya.
Algo que Afrodite tinha dito estava me deixando louco!
E só a Maya poderia me responder.
- Maya! — chamei assim que a vi
- Sim? — ela parecia triste, como se algo a atormentasse
- Eu preparei uma surpresa para você. — minto — Acho que vai gostar.
A mudança no seu humor foi clara.
- E onde está essa surpresa? — perguntou
- Vem comigo. — disse
Eu a levei ate um pequeno lago, no meio de um dos jardins do Olimpo.
- Então, o que queria perguntar?
- Hum... Ehh... Como sabia que eu queria te perguntar algo?
- Você não me engana, Nico di Ângelo, por mais que minta muito bem. — riu
Ela sentou-se na grama e fez sinal para que eu me sentasse ao seu lado.
- Vai fala, o que é?
- Bem, durante a reunião do conselho Afrodite disse que fugir do hospital em meio a uma guerra não foi nem a pior coisa nem a mais idiota. Ela ia falar o que era mas você a interrompeu, por que?
- Nico, isso não é algo que eu me orgulhe e não gosto muito de falar a respeito.
- Ah, se você não falar por mim está tudo bem. — disse
- Não. Você está certo ao querer saber e eu não posso esconder isso para sempre, faz arte de mim.
- Foi um ataque?
- Não, não foi — ela estava triste e muito abatida — Mas eu gostaria que me respondesse: o que é mais importante do que tudo, para uma mulher?
- Ah, eu não sei. Um filho? — perguntei
Ela assentiu.
- Quando eu era pequena, eu tinha um sonho de me casar com um príncipe encantado, ter muitos filhos e viver feliz para sempre. Mas pouco tempo antes de completar 15 anos, eu descobri que esse sonho nunca seria real. — aquela altura, Maya já estava com os olhos cheios de lágrimas
- Maya você não precisa continuar — falei enquanto a abraçava
- Quando eu completei 15 anos eu tive que cumprir com meu destino e assumir a corroa da Natureza Selvagem. E eu tinha que fazer isso de forma dedicada e com graça, e nada deveria, ou poderia, atrapalhar, a não ser um filho. Meu pai insistiu que eu fizesse o voto de castidade, mas não o fiz.
- Por que? E o que aconteceu?
- Eu poderia nunca ter um filho, mas não me privaria do amor. Então eu pedi a Hecáti que fizesse uma poção que tirasse toda a minha fertilidade. Ate hoje tia Dite diz que essa foi a decisão mais louca e idiota que já fiz. Mas como eu diria não ao meu pai e eu só tinha 15 anos, era uma criança ainda.
- E não tem volta?
- Não.
Ela apoiou a cabeça no meu peito e chorou.
- Ei, vai ficar tudo bem. Não vai ser por isso que eu vou deixar de te amar, ta bem?
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