A Herdeira das Trevas
2 Notícias
Capítulo 2: Notícias
PDV. Draco Malfoy
Acabamos de aparatar para o castelo de Voldemort, eu, minha mãe e meu pai. Ele havia nos convocado para tratar de informações obtidas de uma mulher chamada Annabeth Stiller, da qual papai e mamãe ficaram de conseguir informações.
Semanas atrás eu havia visto uma foto ela em cima da mesa do escritótio de papai, realmente, ela é muito bonita, talvez seja uma veela. Não sei o quê Voldemort quer com ela, mas vai se decepcionar quando papai contar a ele que todos os Stiller estão mortos. O último morreu há dois anos atrás por um bruxo desconhecido por todos.
Eu não estava nem um pouco afim de ficar ouvindo o diálogo de um comensal da morte com Voldemort, e muito menos os gritos enraivados e as chantagens dadas por ele.
Antes de que reparassem minha falta, eu desviei o caminho do portão para a sala onde Voldemort estava, e segui por um corredor vazio. Eu ficaria com medo, mas só de saber que não vou dar de cara com um dos seguidores do Lorde das Trevas já me acalmei um pouco, já que eles estariam na reunião com o próprio Voldemort.
Continuei andando, e vi uma grande escadaria, iluminada por velas quase ao fim do corredor.
Subi curioso. Quanto mais eu me aproximava do topo, mais eu ouvia alguns ruídos, uma voz. Ao chegar lá em cima não vi mais corredores, e sim uma imensa porta, apenas uma. Ela alcançava do piso até o teto, então deve ter cerca de uns cinco metros de altura, e dez de largura.
Encostei meu ouvido nela, e ouvi novamente os ruídos, alguém cantava lá dentro, e seja quem for, tem uma bela voz.
Eu apenas empurrei a porta, que estava encostada, e entrei. Vi uma garota, deve ter minha idade. Estava de costas, e de imediato eu pensei que fosse a Annabeth Stiller, por causa da semelhança, mas logo vi que o rosto era diferente, assim que ela me olhou. Parece ser uma veela de tão linda que é.
– Quem é você?! — Ela me perguntou assustada e decepcionada, devia estar esperando outra pessoa.
PDV. Alana Riddle
Já faz anos que eu não tenho permissão de sair do segundo andar de minha casa. Meu pai, como Lorde das Trevas, recebe muitas visitas, e diz que não é bom eu aparecer na frente delas, e que ninguém deveria saber de minha existência, até que chegue a hora certa.
Eu estava com a Night no colo, de frente a meu espelho, penteiando os cabelos e cantando uma canção que ouvira quando pequena, de alguém, não me lembro quem.
Only able to charm the eye with
You are as beautiful as the most beautiful flower,
as fun as the most beautiful princess,
so pretty much I loved,
will not be easy to resist such beauty,
I can only find here,
with this little girl, girl, woman.
As beautiful as the most desired Veela,
you will always be loved,
not for its beauty,
but by who you are,
a girl delightfully cool
fun, and noble.
Only when he finds out what love is,
will transform from girl to woman,
and will be happy forever
along with his great love.
Tradução :
Capaz de enfeitiçar apenas com o olhar,
tu és tão bela quanto a mais bela flor,
tão divertida quanto a mais bela princesa,
tão amada quanto és bela,
não será fácil resistir a tanta beleza,
que só consigo achar aqui,
com esta menininha, garota, mulher.
Tão desejada quanto a mais bela veela,
você sempre será amada,
não por sua beleza,
e sim por quem você é,
uma garota encantadoramente legal,
divertida, e nobre.
Apenas quando descobrir o que é amar,
vai se transformar de menina a mulher,
e assim será feliz para sempre,
junto a seu grande amor.
Ouvi a porta ranger, deveria ser a serviçal de meu pai, me trazendo o lache no quarto como sempre. Me virei, e logo me assustei ao ver que não era ela, e sim um garoto, loiro e bem bonito.
–Quem é você? — Ele deve ter percebido a minha surpresa de ver alguém desconhecido em meu quarto após tanto tempo.
–Eu é que lhe pergunto! O que faz na casa do Lorde Voldemort? — Eu o olhei incrédula. Ele invade meu quarto e me pergunta o que eu faço aqui? Que sem noção!
–Perguntei primeiro. — O olhei com razão, e ele sorriu.
–Certo, eu sou Draco, Draco Malfoy. — Ele fechou a porta e entrou, se aproximando de mim. — E você? Quem é, e o que faz aqui?
–Eu sou Alana, Alana Riddle. E moro aqui. — Retirei Night, a minha cobra negra, de meu colo e a coloquei em minha cama. — Você é filho de Lucius Malfoy, certo? — Ele me olhava assustado, eu também me olharia assim, afinal não é sempre que se descobre que o pior bruxo do mundo tem uma filha quase adulta. Novamente, o meu sobrenome entrega o jogo.
–Sim... — Ele veio até meu lado, reparei que ele me olhava assim como o resto dos homens que já me conheceram, e também deve pensar que sou uma veela. — Você, sendo filha de quem é, deveria estudar em Hogwarts.
–Quem dera... Meu pai disse que na hora certa dividirá comigo o meu futuro, e por enquanto eu devo ficar escondida do mundo, por segurança. — Falei sorrindo, para mim aquilo não importava mais, antigamente eu até choraria por causa disso, mas hoje sei que não tenho escolha, e que se tivesse, papai daria um jeito de tirá-la de mim.
–Você é linda. — Ele parecia hipnotizado, me olhando como se eu fosse coberta de ouro e diamantes. — Quer dizer... Você deveria ir, imagina só como você seria temida lá dentro! Filha do Lorde das Trevas, você deve ser a garota mais malígna do mundo!
Quando Draco disse isso eu me senti muito ofendida. Levantei minha mão até seu rosto e lhe dei um tapa bem forte e merecido.
–EU NUNCA SEREI IGUAL A MEU PAI, NUNCA! — Gritei, e o fitei com um olhar homicida, enquanto ele tentava processar oque aconteceu. — Sai daqui agora! — Gritei novamente apontando para a porta.
O ouvi sussurrar "Você poderia ser até pior!"
Ele foi até a porta, e quando foi fechar a porta, ele me mandou um beijo. Pronto, já tenho um primeiro inimigo, e se ele estiver certo, já entrou na lista da primeira pessoa que matarei.
Deitei em minha cama, e fiquei pensando nas palavras de Draco.
"Você deve ser a garota mais malígna do mundo!"
Essa frase ecoava em minha cabeça, e vai me atazanar para o resto da vida.
Se eu pudesse mudar apenas uma coisa no mundo, seria meu pai, ou pelo menos a fama dele. Quem sempre acaba sofrendo as consequências é a filha idiota que ele tem, eu.
Aos poucos eu fui fechando os olhos e cochilando.
[...]
Acordei com alguém balançando meu braço, era a serviçal.
–Srta. Riddle. Seu pai está a lhe chamar na sala de jantar. — Para quê tanta formalidade? Ela é a serviçal, mas ainda vive nesta época.
–Sim, já estou indo. — Falei, abrindo os olhos e me espriguiçando. A serviçal saiu, para me dar mais privacidade.
Peguei minha varinha, e a guardei no bolso de trás, caso precisasse, as conversas que tenho com meu pai sempre são casativas. Me levantei e caminhei até o primeiro andar, onde ficava a sala de jantar.
Respirei fundo antes de entrar, e sem sequer bater empurrei a porta, confrontando o meu pai.
–Chamou? — Falei entediada, o desacatando.
–Que modos são esses minha filha querida? — Papai falou irônico. — Vim lhe dar uma notícia ótima, que você espera desde que descobriu o significado!
–O que seria? Vai poupar a minha vida? — Falei irônica e sarcástica, fingindo empolgação, e ouvi uma risada baixa vim do canto da sala, virei-me para ver quem foi, e vi Draco, junto a família nojenta que ele tem.
–Também. Mas a notícia é que você irá a Hogwarts! — Senti meus olhos marejarem de empolgação e alegria. Sempre esperei por esse dia, não só por que é Hogwarts, mas também por deixar esse castelo imundo e terrível, do qual nunca sai na vida.
–Com uma condição. — Papai me olhou incrédulo, e boquiaberto, mas apenas assentiu, me concedendo a palavra. — Ninguém vai me levar ao trêm, eu irei sozinha, e vou adotar o sobrenome Stiller quando estiver lá!
–Você pediu uma condição, então apenas o primeiro pedido, Alana Riddle. — Bufei, já sabendo que essa seria sua resposta. — Você vai me dar informações sobre Harry Potter. Caso contrário, você voltará imediatamente, combinado?
–Tenho escolha?
–Não.
–É, eu já sabia. — Revirei os olhos.
–Agradeça ao Draco, esta idéia foi dele. — Olhei para Draco novamente com um olhar homicida. Se bem que por um lado foi bom ele ter se metido em minha vida, mas por outro, terei que espionar Harry Potter, o garoto do qual eu até lideraria um Fan Clube, apenas por ele ter derrotado meu pai quando era apenas um bebê.
Fale com o autor