A Herdeira (Dramione)
39 Capitulo 38 – Como aconteceu?!
Notas iniciais
Ela estava em prantos...
– Não!! Não!! Eu não sou filha dele!!
– Filha de quem!? Por favor se acalme!
Ela o empurrou devagar para sair de seus braços.
– Me desculpe Arthur, mas você não vai entender, eu tenho que ir ver Abeforth.
– Eu vou com você! Não vai sair sozinha nesse estado!
Ela não parou pra discutir, saiu colocando suas botas, não estava nem ai se estava só de moletom, pegou seu casaco e saiu do quarto com Arthur em seus calcanhares.
– Hermione! Hermione! Fala comigo!!
Eles estavam descendo a escada, ela parou e olhou para ele.
– Me desculpe Arthur, eu vou e não vai adiantar tentar me impedir!
– Então eu vou com você!
– Fique a vontade!! Mas não vou te dizer nada a te que eu acha que deva!
– Ok!
Ela voltou a correr, saiu pelo o quadro e foi ate a entrada da sala precisa, desejou o que mais precisava, e la estava a porta, e a sala estava igualzinho como os refugiados da AD haviam deixado minutos antes do inicio da guerra, Hogwarts é mesmo incrível, ela pensou, saiu correndo e foi ate o quadro no fim da sala, ele estava vazio como esperado, ela não ficava ali sozinha, estava no seu quadro e sim no de seu irmão. Não tinha problema, ela abriu o quadro e entrou por ele, Arthur não a perdeu nem por instante. Dentro do túnel ele começou a sentir frio, pois estava apenas com um moletom simples.
– Mione será que tem um blusão lá naquela sala!!
– Sei lá, pode voltar se quiser, eu vou continuar, sinto muito!
– Tudo bem eu aguento!
– Estamos quase chegando a sala de Abeforth é bem quente!
– Estamos indo para a casa de Abeforth!?
– Sim, estamos indo visitar meu....
Mil coisas passavam pela cabeça de Hermione, sentia ódio por ter o mesmo sangue dele, sentia repulsa de pensar que era filha de um ato tão horrível, achava engraçado ser sobrinha de Dumbledore, ser da família dele, sempre foi tão menosprezada por ser trouxa e ter tanto talento, ate mesmo as pessoas de sua casa diziam que ela só se esforçava tudo aquilo para se aparecer e provar que não era apenas mais uma trouxa. Ela sempre quis mostrar que merecia estar ali tanto quanto qualquer outro bruxo de sangue. E agora saber que é da família Dumbledore, era tão surpreendente como engraçado e bom, mas precisava entender como aquilo havia acontecido, como Tom pode se envolver com Ariana? Como os irmãos deixaram? Não faz o menor sentido!!
Ela abriu o quadro devagar, desceu sem fazer barulhos e chamou não tão alto.
– Abeforth!! O senhor esta ai!?
– Hermione acho que ele não esta, a casa esta escura.
– Essa casa sempre foi escura. – uma voz no silêncio veio se aproximando, Abeforth apareceu na porta que ligava o comodo onde estavam a sala – Ola Hermione, eu esperava sua visita!!
Ela estava séria, estava ali na frente de seu tio e não sabia por onde começar, ela pegou a carta que estava em seu blusão e com o choro já em sua garganta que também ardia de medo e raiva perguntou.
– Isso... isso é verdade!! Me diz... – ela engasgou – Me diz que isso é mentira!
– Não... – ele estava com lagrimas nos olhos – Isso não é mentira.
– Como vocês deixaram isso acontecer!! – ela falava alto em desespero
– Eu nunca soube, descobri no inicio do ano letivo, Minerva me entregou uma carta de Alvo, que pelo que soube você encontrou!
– A carta que encontrei no chapéu seletor!
– Sim, nela Alvo me contou como tudo aconteceu, depois o retrato dele e de minha irmã terminaram a história!
– Ótimo estou pronta para ouvir, por que ele fez isso com ela!?
– Venha vamos nos sentar!!
Ele os encaminhou para a sala, ela se sentou e Arthur se sentou ao seu lado e ela pegou sua mão, ela estava tremendo e gelada, ela segurou firme sua mão e sorriu pra ela, e resmungou “Estou aqui!”. Abeforth se sentou na poltrona da frente, ela fixou no olhar nele, ele começou.
–Tom queria afetar Alvo, queria destruí-lo, ele temia que Alvo tirasse seu poder, sabia que ele podia derrota-lo, então começou a visitar Ariana em segredo, se envolveu com ela, tirou informações sobre Alvo, e aproveitou de sua inocência, seu plano era derrotar Alvo pelo coração, iria acabar de destruir a família Dumbledore, sabia que era fácil nos atingir depois de Ariana, pois ela era nossa pequena, mas tudo desandou quando ele soube da profecia, Alvo os pegou juntos, ele fugiu, sumiu por umas semanas depois voltou cassando ela, queria matar ela, queria matar Harry, ele não sabia quem era o Harry ainda, não sabia quem seria seus pais, se dispersou procurando por eles e assim Alvo conseguiu esconder ela.
Hermione estava paralisada, chorando, Arthur estava confuso, quem era Tom, o que Harry tinha a ver com a História, Voldemort não era conhecido por muitos por seu nome de verdade, só pelos que sabia melhor da historia e Arthur morava fora do país, os bruxos da America souberam mas a ira de Tom não os afetou tanto. Ele só entendera que esse tal de Tom tinha engravidado Ariana e depois quis mata-la.
– Me desculpem mas por que esse homem estava atrás de Harry, e por que ele quis destruir Alvo, você e Ariana? – Art perguntou
– Tom é Voldemort, esse é o nome de batismo dele. – Abeforth respondeu
– Por Merlin! Ariana engravidou de Voldemort!!
– Sim Arthur! Hermione minha querida, posso?
Hermione estava chorando, nervosa, não conseguia falar direito, apenas balançou a cabeça que sim.
– Arthur... Hermione é filha de Ariana!
– O que!? Por Merlin, que coisa ..... Hermione!
Ele olhou assustado e na hora compreendeu o nervosismo, a raiva, o choro da mulher que estava se controlando daquele jeito.
– Me perdoe, fui muito indelicado!
Ela limpou os olhos...
– Eu.... eu não...
– Esta tudo bem eu entendo!
– Hermione sei que deve ser horrível pensar em ser filha dele, mas Ariana te amou tanto, te quis tanto, ela lutou por você ate seu último suspiro! Não a renegue, sua alma nunca teria paz, ela te ama tanto, tanto.
– Como você acha... que eu posso culpa-la... eu apenas não posso... aceitar!
– Não podemos, isso não é aceitável! Mas ela não tem culpa, ela se encantou ele sabia muito bem como fazer as pessoas ficarem do seu lado, ela nunca teve nenhum contato com homem, ele estivesse vivo eu mesmo, eu mesmo o mataria!
– Não fale isso, Alvo nunca recorreu ao assassinato! – Arthur disse.
– Tenho certeza que ele o teria matado se tivesse a chance. Hermione por favor!
– Eu... eu quero falar com ela!
– Sim, você sabe que ela não sabe tudo, apenas uma curta memoria os quadros tem, apenas os fatos mais intensos, que ficaram no coração.
Ela balançou positivamente a cabeça.
– Fique a vontade, vamos ficar aqui!
Ela levantou e foi ate o quadro, Ariana estava sorrindo da mesma forma que sorriu quando a viu meses atrás, ela não entendeu na época mas agora sim.
– Ariana! Quando esteve com ele sentiu que a amava?
– Minha menina! – Hermione sentiu que ela pudesse estaria chorando, sua expressão ia de alegria para tristeza rapidamente – Eu não senti isso, me senti confusa, era como se estivesse hipnotizada, ele dizia coisas, eu apenas correspondia sempre como ele queria, não conseguia dizer não ou me opor ou esconder algo, senti medo!
– E quando descobriu que estava gravida!
– Foi a melhor coisa que me aconteceu, sempre quis ser mãe, pensei que nunca poderia ser, a partir dali só me importava em manter você em segurança. Você é tudo pra mim!
– Não posso dizer que estou feliz em saber disso tudo!
– Eu sei, eu entendo!
– Mas posso dizer, que é bom saber... que você é minha mãe, sei que se pudesse teria lutado contra ele!
– Sim, só soube quem ele era depois, quando Alvo me contou!
– Sempre a admirei, e sempre senti muito por tudo, me perdoe se ainda não posso te chamar de...
– Esta tudo bem minha linda, é muito cedo, você vai entender, há muito que tenho a lhe mostrar, o espelho da minha caixa, se olhar pra ele e desejar me ver estarei lá, gravei memorias nele durante minha gravidez, conversava com você no meu ventre, queria que soubesse o quanto te amo!
– Eu vou ve-los!
– Há uma ultima coisa que quero lhe dizer, nunca desista de quem ama, eu não desiste de você, lutei por você ate meu ultimo momento, lute por quem você ama sempre! Eu te amo minha menina!
– Vou lutar, eu prometo!!
Ela voltou pra sala, apoio no batente da porta, e começou a chorar, Abeforth levantou rápido e foi ate ela, ele a abraçou. Ela ficou quieta estava fora de ar.
– Nos amamos você, vou estar sempre aqui, sempre!
Ele a soltou sabia que ela precisava de espaço, e se dirigiu para Arthur
– Arthur acompanhe ela por favor! Cuide dela por mim, não a deixe sozinha! E qualquer coisa me contate urgente!
– Eu farei isso pode ter certeza!
Ele foi ate a Mione. Segurou sua mão e acariciou seu rosto.
– Ei quer voltar pra escola ou quer ir pra sua casa, podemos aparatar daqui!
– Não meus pais vão me encher de perguntas, queria ir para algum lugar onde ninguém me encontrasse! – Naquele momento ela queria estar naquele apartamento em Londres, nos braços do loiro.
– Podemos ficar na sala precisa ate que você se acalme!
– Tudo bem pode ser! Abeforth, me desculpe mas não consigo... preciso ir!
– Esta tudo bem!! Vamos nos ver em breve!
– Tudo bem, assim que eu conseguir falar sobre tudo isso eu lhe procuro, pode ser!?
– Certo, quando quiser!!
– Ate mais professor!
– Cuida dela!
– OK
Eles voltaram pelo quadro, antes ela sorriu de leve para o quadro de Ariana, voltaram em silencio, e quando voltaram a sala estava arrumada em uma lareira, com sofás e chocolates quentes com lanches, ela atendou ao desejo dos dois, eles ficaram ali, com insistência ele a fez comer, e passaram ali a tarde, ela chorou e dormiu no colo dele, ele a admirou e cochilou sentado acariciando seus cabelos, eles conversaram, ele a ouviu, e ficaram ali ate a hora do jantar, quando decidiram voltar para o salão comunal.
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