A Herdeira (Dramione)
28 Capitulo 27 – Desentendimentos
Notas iniciais
Depois da confusão danada que Pansy causou os meses de aula ate o que antecedia o natal passaram muito rápidos, pois os professores aumentaram a matéria e estavam no pé por causa dos NIEM’s que teriam que fazer no final do ano letivo, Hermione fez mais um trabalho com Draco sobre Herbologia e também juntos entregaram o de Porções, fez um de Aritmancia e Runas com Nevill e um de Historia da Magia com Gina e Harry. Sem contar as noites livres que teve que passar corrigindo provas e trabalhos na sala do professor Abeforth, ela e Draco não puderam mal se tocar, ele os manteve tão cheios de papel, que só se falavam para tirar duvidas, sem contar a marcação serrada que o professor fazia sobre os dois principalmente com Draco, com ela era muito simpático e a elogiava a cada cinco minutos, sem contar o excesso de perguntas sobre ela e as citações que fazia da irmã Ariana no meio da conversa.
Certa noite eles estavam sentados corrigindo as provas do segundo ano, quando de repente começou a perguntar coisas sobre ela, que não tinha nada a ver com o que estavão fazendo.
– Então senhorita Granger, qual a carreira que quer seguir quando se formar?
Ela o olhou confusa e respondeu meio perdida
– Não sei bem ainda, gostaria de trabalhar no ministério mas não bem aonde eu me encaixaria lá, sou muito boa com feitiços, talvez no setor de controle de aprimoramente e criação de feitiços.
– Setor interessante, sabe minha irmã Ariana era muito poderosa, você nem podia imaginar quantos tipos de feitiços ela podia fazer ainda pequena, é uma pena que tenha sucumbido a eles, se não fosse aqueles imbecies teria sido grande, ela era uma bruxa incrível assim como você.
Mas me diga, com quantos anos você começou a fazer magica, quando seus poderes vieram a tona?
– Na verdade no momento em que recebi a carta, eu sai lendo tudo quanto é tipo de livro e magia e comecei a tentar a fazer os feitiços, eram todos bem simples, mas tive sucesso em todos. Quando recebi a carta meus pais me contaram que de vez enquanto quando era muito bebe ainda, eu já fazia magica, eles comentaram que muitas vezes, os meus brinquedos saiam da onde estavam e vinham parar na minha mão ou se eles colocassem algo perigoso longe de mim e se aquilo me chama-se a atenção, de repente eu estava com a coisa nas mãos também.
– Incrivel, um talento nato, assim como minha irmã.
Não importava o que Hermione dissese no fim da história ela a comparava com a sua irmã. Ele a comparava tanto com Ariana que Draco começou a zuar com Hermione, não importava o assunto Draco finalizava com “Assim como minha irmã Ariana!”, ela ria, mas no fundo estava começando a ficar incomodada, é estranho ser comparada com alguém tantas vezes, mas também sentia pena de Abeforth ele era sozinho e pelo jeito sentia tanta falta da irmã que dava pena, foi horrível o modo como ele a perdera.
Muitas noites vezes antes de dormir ela pensava em Abeforth, em Dumbledore e em Ariana, imaginava como foi difícil perder toda a família tão rápido e de maneira tão drástica. Acabava apenas concordando com tudo que o professor dizia e continuava a responder as questões que ele fazia, como qual era sua cor favorita, o que ela gostava de fazer, qual era o seu patrono, questão que deixou Hermione de cabelos em pé pois o patrono de Ariana também era uma Lontra. Ela não sabia se o professor estava mentindo sobre as comparações mas segundo suas resposta, ela e Ariana se pareciam muito, ela apenas não tentava pensar muito nisso tudo.
Enquanto ela e Draco, as coisas estavam ficando quentes, todas as noites que saiam tarde da sala de Abeforth e nas que estavam de vigia, ele acabavam na torre de astronomia, não frequentavam mais a sala no terceiro andar, alguém podia estar de vigia, tipo Pansy, então subiam ate a torre e lá se perdiam nos lábios um do outro.
Draco começou a tentar tomar liberdades, como tentar subir a mão por debaixo de sua blusa, apertar sua cintura com força, morder seu pescoço, deixar marcas em seu pescoço.
Na noite presente, véspera da entrada do mês do natal, eles estavam sentados no chão comendo alguns biscoitos e conversando, quando ele a puxou pra si e começou a beija-la, foi indo pra cima e ela se afastando mas com ele em seus lábios, de repente, ela estava deitada no chão com ele praticamente em cima dela, a mão direita dele estava em seus cabelos e a esquerda em sua cintura, estavam em um beijo voraz quando ele começou a descer os beijos por seu pescoço, sua mão avançou por debaixo da blusa dela, mas com um puxão leve ela a tirou de lá e colocou novamente por cima da blusa, ele riu em seu pescoço enquanto a ainda a beijava, foi subindo a mão devagar por cima da blusa parou um pouco abaixo dos seios, ela já estava quase roxa de vergonha, então num golpe rápido ele avançou da onde estava e desabotou o primeiro botão de seu uniforme e desceu os beijos no colo dela, foi quando ela se levantou rapidamente e se sentou, ele a acompanhou assustado e um pouco nervoso, pois já fazia dois que eles estavam ficando e ela não deixava ele avançar o sinal, ele já estava ficando louco, não queria trair ela, por avisos de Blasio dizendo que se ela descobrisse já era, mas desse jeito dava difícil não trair.
– Desculpe Draco mas não dá, não estou pronta. – ela disse firma, mas acanhada.
Ele apenas concordou com a cabeça, se falasse poderia magoa-la e não queria isso, apenas se sentou e encostou na parede com a cabeça inclinada pra tras, ela se aproximou dele tocou sua mão que estava no chão, pensou em dizer o que estava em sua cabeça, que só poderia se entregar quando fosse amor de verdade, mas ela não podia cobrar isso dele, na verdade acreditava que ele não poderia nunca amar ela. Esse pensamento a deixou triste, apenas decidiu ir para seu quarto dormir.
– Eu já vou, ate amanhã.
Ela se inclinou e beijou seu rosto, ele apenas a olhou triste e disse.
– Boa Noite.
Ele voltou para seu quarto também saiu bravo e triste, entendia que estava forçando pedindo muito a uma menina que só se entregaria ao cara certo, e estava triste e com raiva porque sabia que não era esse cara. Ele nunca a teria.
Quando Hermione voltou ao salão comunal de sua casa ficou surpresa ao ver Rony perto da lareira, ele estava sério, estava vermelho, aconteceu alguma coisa, mas ela não podia perguntar eles não eram mais amigos, e nem se cumprimentaram mais desde do enterro de Bichento, ele a ignorou, ela não entendeu, apenas aceitou, não havia mais ninguém na sala, ela o olhou e disse boa noite, e se encaminhou a escada do quarto das meninas, mas foi interrompida pelo som de sua voz.
– Você estava com ele neh?
Ele a esperava e de alguma forma sabia que ela estava com Draco, mas não quis transparecer nada.
– Ele quem?
Ele bufou.
– Com Malfoy, você estava com ele não é? – o tom de sua voz estava alterado ela não mentiu.
– Sim, eu estava com ele.
– Você ainda assume, eu tenho nojo de você!
Agora ele foi longe demais.
– Somos amigos Rony. – ela disse indiferente.
– Não minta Hermione, eu vi você beija-lo na noite em que enterramos o seu gato.
“Que merda” ela pensou, mas estava com tanta raiva por ele a ter seguido e bisbilhotado sua vida assim como Pansy, que jogou em sua cara.
– Como você pode me seguir, ficar me espionando, não temos mais nada, você tem outra namorada, por que eu não devo seguir a minha vida?
– Como você pode ter me trocado por ele, ele é um comensal, diz a verdade Hermione, foi com ele que passou a noite que saímos da boate separados!!
– Sim foi com ele, mas não do jeito que você esta pensando!
– Ahh sim com certeza ele não tentou te agarrar eu tenho certeza, e como ficaram amigos tão de repente!
– Ele ao contrario de você me tratrou como uma mulher naquela noite, e não to dizendo no sentindo mulher, em sentido de gente, eu estava jogada em um beco sujo, chorando por sua causa, ele me encontrou, eu não tinha pra onde ir, pois as pessoas que eu conhecia estavam na sua casa, ele me ofereu ajuda eu aceitei, ele não é mais um comensal, nunca quis ser, você não sabe o que ele passou, tendo que escolher entre a vida da mãe dele a de Harry entre a mãe dele e nós.
Ela estava quase chorando. Ele inatigivel.
– Ahh certo, é claro ele é um santo agora, nunca nos causou mal algum, ele te distrata desde do dia que te conheceu, eu estive sempre ao seu lado, eu!!
Ele vai ate ela e segura seus braços com força quase a tirando do chão.
– Sim esteve, e quando teve a primeira oportunidade me tratou como uma perfeita vadia, eu sou um brinquedo Rony, você brinca com os meus sentimentos há anos, eu só fiz te amar, eu ainda te amo seu idiota..
Ele a solta mas permanece perto.
– Me ama, não sabe mais o que esta dizendo, se me amasse não ficaria com aquele lixo, e me diz como foi passar a noite na mansão Malfoy, onde você foi torturada bem na frente dele?
– Ele não me levou pra sua casa, me levou a um apartamento, me tratou como uma dama, me pediu perdão e me explicou porque não me socorreu naquela noite, como eu te disse era nós ou a mãe dele. O que você faria se fosse ele?
– Eu teria te matado quando tivesse a chance, para que não sofresse nas mãos de pessoas ruins.
– Você é monstro como pode pensar assim, quer saber eu retiro o que eu disse eu não amo você, o homem que eu amo nunca pensaria uma coisa dessas!
– Eu também não amo você, a vadia que você se tornou, a mulher que eu amava nunca ficaria com ele.
Ela vira outro tapa nele.. ele para com os olhos fechados engolindo a raiva...
– Nunca mais me chame assim, eu não sou assim, você é um lixo Ronald Weasley!!
Ele vira um tapa em sua face.. bem na hora Gina e Harry chegam pelo quadro..
– Hermione, Rony !! – eles gritam juntos e correm para ela caída no chão.
– Não Hermione, você é bem pior do que isso, como eu disse eu tenho nojo de você, nojo!
Ela chora no chão..
– O que aconteceu? Rony você pirou? – Harry pergunta a ele.
– Você sabia não é Harry, sabia que ela esta saindo com o Malfoy?
– Como assim? Hermione isso é verdade?
– É sim, ela mesmo me confirmou, vai explica pra eles, duvido que ficaram do seu lado!!
Ele da as costas pra ela... ela grita ainda no chão chorando nos braços de Gina..
– Eu te odeio Rony, te odeio!!
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