A Herdeira (Dramione)
19 Capitulo 18 – Conhecendo Arthur
Notas iniciais
Hermione acordou e ficou espantada, estava sozinha no quarto, como aconteceu, sempre é a primeira a acodar, olhou no relógio viu que ainda era cedo, faltava uma hora e meia para a primeira aula começar, onde estava as meninas?, porque Gina não a acordou?, resolveu se trocar as pressas, tomou um banho rápido, colocou o uniforme, prendeu o cabelo em um coque bem arrumado com a franja solta, pegou a bolsa e os livros e desceu a escada.
Estava uma verdadeira agitação, viu Gina com Harry, eles estavam com suas vassoras, com um papel e pena na mão, ela se aproximou deles.
– Bom dia! O que esta acontecendo? Gina por que não me acordou?
– Bom dia!! – eles disseram juntos.
– Desculpe Mione, era cedo demais, e não aconteceu nada, estamos corridos pois hoje a tarde será a seleção do novo time de quadribol da Grifinória, somente eu, Harry e Rony estamos certo no time, então temos que analisar bem.
– Ahh certo é hoje, bom acho que seremos dispensados da segunda aula então!
– Sim, eu e Gina falamos com o Flitwick ontem. – Harry respondeu.
– Ele falou alguma coisa sobre reposição ou tarefa?
– Não, disse que tudo bem, e que na próxima aula teremos que caprichar nos feitiços. Mas isso não é problema. – Gina completou.
– Certo então acho que vou tomar café, se não se importarem?
– Não tudo bem, vamos daqui a pouco! – Harry terminou
Hermione ia saindo quando Gina puxou a manga de sua capa.
– Ei!! Você não me escapa no almoço, quero saber como foi ontem. — ela soltou e deu uma piscadela. Hermione sorriu para a amiga e consentiu, voltou-se para o salão e procurou por Arthur, afinal ela tinha combinado com ele. Que ótimo ele estava com Anitta. Ela se aproximou dos dois sem graça mais tinha que se entender com ela.
– Bom dia! – ela disse sem graça.
– Bom dia!! – Arthur respondeu todo alegre e já passou o braço em seu ombro.
– Bom dia. – Anitta respondeu de mal gosto e foi saindo.
– Espere Anitta! Posso falar com você? – pediu Hermione rápido.
– Você pode tentar!!
– Bom, quero que saiba que o que fiz ontem foi apenas por mim, não quis te atingir ou coisa assim, eu devia isso a mim mesma, sei que pode parecer o contrário e confuso, mas não quero mais nada com Rony, nós acabamos. – ela respirou fundo ao acabar de falar, Anitta fitava confusa.
– Você não quer voltar com ele mesmo?
– Não mesmo, ele me magou demais.
– Então por que o beijou?
– Coisa minha, não acredito que você vai entender, e sinceramente não quero explicar.
– Não sei se acredito em você!!
– Não espero que acredite em mim, como eu disse, isso é uma coisa minha, e queria que nós não nos evitássemos, até porque isso vai ser meio difícil. Trégua!? – ela estendeu a mão.
Anita aceitou. – Trégua, mas não pense que não estarei de olho em você.
– Tudo bem, eu farei o mesmo.
Elas sorriram uma pra outra e Anitta saiu.
– Que bom que se entenderam, ia ficar meio chato, já que estamos nos conhecendo melhor!! Eai vamos tomar café?
Ela assentiu, ele fez menção que ela tomasse a frente e a seguiu, depois que estavam fora da confusão que estava o salão comunal, começaram a conversar.
– Eai Mione, posso te chamar assim?
– Pode!! – ela riu
– Então, você vai vir ver a seleção hoje?
– Sim, meus dois melhores amigos estaram lá.
– Pensei que você fosse pra me ver.
– Vou ver você também.
– Vai torcer por mim?
– Se você for tão bom quanto dizem, sim. E eu torço por meus amigos e pela minha casa e agora você é meu amigo também.
– Só amigo?!
– Arthur!!
– Ok!! Foi a força do hábito!! É verdade que você deu um obliviate nos seus pais para protege-los e depois ir lutar?
– Sim! – ela disse triste.
– Que foi? Isso deixa você triste neh, mas com certeza com isso você salvou a vida deles!!
– Sim, mas sinto tanta saudade!!
– Logo eles estaram de volta, o novo Ministro parece estar se empenhando principalmente nas perdas das famílias. E como vocês se conhecem a muito tempo, tenho certeza que logo ele vai dar um jeito.
Eles chegaram no salão principal, se sentaram e começaram a comer.
– Qual sua comida predileta? – Arthur perguntou.
– No mundo mágico ou no mundo trouxa?
– Faz diferença.
– Sim, no mundo mágico minha comida predileta é a tortinha de abóbora, e no mundo trouxa o ovos de café da manha que minha mãe faz, não existe comida igual. E a sua?
– Pizza, com certeza. — os dois riram.
– Então em que posição vai jogar?
– Sou artilheiro, meu pai é o diretor dos Storm’s de Nova York, ele me preciona um pouco demais, mas não ligo eu amo quadribol.
– Não quero parecer indelicada, mas por que se mudaram pra cá?
– Meus pais se separaram, a família de minha mãe é daqui, então como ficamos com ela viemos pra cá.
– Sente falta do seu pai?
– Sim, bastante, adoro meu pai, mas sempre o vi pouco, ele viaja muito por causa dos jogos e passa mais tempo em Nova York do em casa, mesmo viajando sempre com aparatação, ele acaba ficando fora de casa muito tempo, é por isso que eles se separaram, mamãe se cansou de esperar ele chegar para jantar.
– Que chato! Sinto muito!
– Tudo bem, eles se amam demais, na verdade acho que ela esta tendando dar o troco nele sabe, fazer ele sentir falta. Mas acho que isso não é necessário, sei que meu pai sente muito a nossa falta, mantemos contato direto, o sinal não é bom aqui mas da pro gasto.
– Sinal? Que sinal?
– Sinal de celular, você também não tem um? Que século o povo daqui vive?
– Eu sei o que é um celular, meu pai tem um, mas não sei mexer, não me dou muito bem com tecnologia e não ligo muito pra isso também gosto bem mais de cartas.
– Acho que você não é a única, de quem eu conversei aqui só o Dino e Simas tem celular da nossa casa.
– Eles tem?
– Você não sabia? Parece que eles tem faz pouco tempo, descobri porque sai perguntando pra todo mundo se alguém sabia de um lugar decente para poder se falar, pode rir, o único lugar que essa coisa pega direito e no corujal.
– Sério, que estranho. – Hermione sorria espantada.
– Deve ser alguma coisa a ver com a altitude de alcance da rede.
– Sabe você deveia tentar a torre de astronomia é bem alto lá.
– Onde fica?
– Depois eu te mostro. Eai está gostando de Hogwarts?
– Sim!! É um castelo magnifico, mas sinto falta de algumas mordomias que tinha na antiga escola.
– Qual era a escola que você estudava?
– Strenkill.
– É a única no Canada?
– Sim.
– Quantas escolas de magia tem na América do Norte?
– Acho que três, contando a do Canada.
– Conheceu as outras?
– Não. Não temos torneios entre escolas nem nada.
– E como diviam os alunos?
– Dividem em três turmas, somo separados antes de chegar na escola, você sabe de que casa pertence antes de chegar.
– Como são selecionados?
– Dizem que por linhagem sempre conta mais, puros sangues, mestiços e nascidos trouxas, porque sempre tem um numero maior desse gênero em cada casa. Mas fazemos uma prova antes de entrar assim que somos selecionados.
– Quais são as casas?
– Temos os Bearpride sangues puros, os Otterpoverty nascidos trouxas e os Lionbrave mestiços. Mas não segue sempre certo por exemplo eu sou sangue puro e pertencia a Lionbrave e minha irmã pertencia aos Bearpride.
– Quando vocês fazem a prova?
– Nos mandam a carta com algumas questões quando completamos dez anos e um ano depois você recebe a carta já com o sua casa de destino.
– Que tipo de pergunta tem no teste?
– Não me lembro ao certo, mas lembro de algumas que me marcaram, tipo “Qual sua cor favorita? Que animal você seria se pudesse? O que mais gosta de fazer? O que te irrita mais?” E me lembro bem que a última era, “Se descreva com uma palavra.”
– Se lembra das respostas?
– Sim. Vermelho, leão, jogar quadribol, desanimo, e a última a palavra que usei pra me definir.. Persistente.
Hermione falou sorrindo – Com certeza você é, e muito.
Os dois riram juntos.
– Já terminou? Temos que ir o professor Slughorn não gosta de atrasos.
– Não vou a aula hoje, tenho que treinar um pouco, ontem só treinei uma hora, não queria correr o risco de você fugir de mim.
Ele sorriu e tocou sua mão em cima da mesa, sentiu-se envergonhada, olhou pra ele, tinha um sorriso nos lábios e um brilho nos olhos, seu rosto era muito bonito, ela o observou por um rápido momento, depois sacudindo a cabeça disse.
– Certo, então eu vou indo, não quero me atrasar.
– Não, fica mais um pouco, a conversa ta muito agradável, não?
– Sim esta! Mas tenho que ir mesmo!
– Então depois da seleção e do treino podemos continuar conversando.
– Acho que sim, mas se eu bem conheço os capitães do time, se você for selecionado e ficar pro treino, você vai chegar tão acabado que a única coisa que vai querer ver é a sua cama.
– Me espera?
– Ok, vou tentar, vou estar perto da lareira lendo. Vou indo.
– Não vou ganhar nenhum beijinho?
– Arthur!!
– É pra dar sorte!!
Ela revirou os olhos depositou um beijo rápido em sua bochecha disse um “Boa sorte!” abafado e envergonhado, ele respondeu um “Obrigado!” muito alegre, ela puxou a mão devagar para não parecer grossa e saiu andando.
No caminho pra aula foi pensando. “Até que ele não é tão insuportável, que bom que ele parou de se tacar ferozmente pra mim, assim ele é muito mais gostável, até mesmo engraçado. Agora tenho dois novos amigos, acho que posso colocar assim, Malfoy e Arthur, são bem diferentes, um é bobo, criança e completamente legível, fácil de entender e muito persistente o outro é sério, confuso, engraçado quando quer, completamente ilegível e muito difícil de entender, e com certeza sinto atração por ele, os nossos beijos foram realmente marcantes e aconteceram tão espontaneamente, isso só me deixa mais confusa, ele não sai da minha cabeça.
Simplesmente não consigo acreditar que o fato de eu ter sido torturada na sua frente o deixou tão diferente comigo, até parece que fomos amigos a vida inteira, sua preocupação, aceitação, ajuda, e como posso explicar, seu olhar, seu jeito de falar, sinto mais alguma coisa que não sei o nome, que emana de sua boca e olhos. E tem a nossa noite no apartamento que ainda esta mal resolvida, sei que mais cedo ou mais tarde, ele vai querer saber o verdadeiro motivo de eu ter beijado ele, e acredito que não vou ter a resposta.
Nossa relação vai continuar confusa, ainda mais com o Arthur insistindo em algo entre nós que sei que não quero, ele é lindo, fofo, engraçado, e ate tem uma família legal pelo jeito, eu realmente quero ser amiga dela, mas acredito que nunca vai passar disso, espero não machuca-lo, ele é uma boa pessoa, seria errado fingir algo que não sinto, bom tive vontade de beija-lo sim, ele é lindo, mas só isso.”
Ela chegou a aula de porções, o professor já estava, a cumprimento com um gesto de sua cabeça e continuou a ler o livro, ela não foi a primeira a chegar, já tinha umas duas pessoas da sonserina na sala, mas como não as conhecia, foi se sentar em uma bancata vazia. Começou a ler o livro de porções quando alguém se sentou ao seu lado, lógico que era Draco, ela levantou os olhos e disse um “Bom dia!” simpático com um sorriso nos lábios, ele respondeu da mesma forma, mas um tom mais baixo, mais triste, parecia meio incomodado com algo, ele se acomodou e começou a ler o livro também. Depois de 5 minutos ele não tinha dito nada, ela ficou impressionada, resolveu que não quebraria o silencio, apenas esperou que ele o quebrasse. Passados mais alguns minutinhos ele o fez.
– Então como foi seu café da manhã com o aluno novo?!
Ele fitava o livro, não sorria, e seu tom de voz foi um tanto sério, ela desconfiou sobre o que ele quis saber realmente com aquela pergunta.. ela demorou alguns segundos depois respondeu...
Fale com o autor