Notas iniciais
O primeiro capítulo do livro, nossa que nervosa q eu tô rss. Espero q vcs curtam ele. Sei que por agora terá coisas q vcs n compreenderão, mas está td bm por agr. Ao longo da história será tudo esclarecido, prometo. Espero que tenham uma boa leitura.

Cara

As vezes, desejamos coisas, coisas que, muitas vezes intitulamos como impossíveis para nós e fazemos aquilo tornar-se como sonhos inalcançáveis e irreais para nós mesmos.

Sonhos, o qual se repetiria por noites e noites, como uma lenta tortura, que aos poucos te destroçaria e acabaria com todas as suas esperanças até que não restasse nada além de dor e desesperança.

E disso, Cara tinha experiência, como sobre tudo aquilo ser novamente um sonho.

Sobre aquilo ser um sonho, Cara tinha absoluta certeza sobre esse fato. Todavia, qual seria a resposta plausível para que algo impossível como aquilo estar acontecendo?

Cara lançou mais um olhar profundo em direção a sua mãe, sentada em frente a ela em sua poltrona favorita, a mesma que ela sempre havia tido o habito de quando chegasse um certo horário do dia se aconchegar ali com uma xícara de chá e ler um pouco.

XÍcara. Cara notou que havia uma em suas mãos. Na verdade, havia uma xícara nas mãos de ambas, e Cara reconheceu o líquido fumegante de coloração amarelada que havia ali. Era chá de maçã, o favorito de Collen.

Sua mãe. Ela também aparentava a mesma aparência de antes de... Tudo acontecer. Seu rosto estava corado e sadio. Os olhos estavam brilhantes que mesmo de longe poderia se notar.

Estranhamente aquilo tudo se parecia vagamente familiar para Cara. Como um dejavu de uma lembrança preciosa e antiga para ela. Tudo aquilo a fazia ter vontade de chorar.

Notando seu olhar sobre si, sua mãe questionou-lhe, logo após bebericar um pouco de seu chá:

— O que há querida? Há algo que lhe incómoda? — a calmaria que havia na voz de sua mãe a atinge dolorosamente, fazendo-a a relembrar de coisas que ela tentara bloquear em suas lembranças. Coisas sombrias que a fizeram se encolher.

Secamente Cara respondeu-lhe, embora com uma dolorosa sinceridade ainda contida nela:

— Sim. Há algo. Você.

— Eu? — havia surpresa e uma nota de dor no seu tom de voz. Cara ignorou-o. Isso não é real, ela se relembrou. Não importa o quanto parece.

— Sim. Como você pode aparentar ser tão real para mim, quando sei que é apenas uma mera fantasia? Como uma miragem pode ser assim tão verdadeira? — melancolicamente, Cara remexeu em seu chá com uma colher, sem sequer um momento olhar para a miragem. Sem intenções de bebê-lo, ela repousou a xícara sobre a mesa de centro.

— Ora, filha! Sobre o que você está falando? — ela riu. O som era tão familiar, tão dolorosamente familiar.

— Você não é real. — ela mais dizia para si mesma do que para a miragem a sua frente. Não é.

— Se eu não fosse real, como eu estaria aqui? — levemente, a cabeça de Collen tomba para o lado enquanto ela direcionava um sorriso a Cara. Aquele sorriso que Cara tanto amara. Aquele que a fazia ter esperanças e que fazia seu medo ir embora. Também era aquele sorriso que ela nunca mais veria.

Porque esse é meu maior desejo. Cara pensou que aquela era a única resposta plausível para aquela questão. Ter você novamente comigo.

— Querida — sua mãe havia se locomovido da poltrona até está sentada a sua frente, no sofá. Ela pegou em suas mãos, entrelaçando seus dedos aos delas, apertando-os delicadamente. -, você se esqueceu? De nossa promessa.

Cara não respondeu. Ela somente observou-a com a visão embasada pelas lágrimas. Não chore. Isso é apenas um sonho, Cara. Não chore. Não seja tola a esse ponto. Não se deixe levar. Apenas acorde logo.

Por que isso é apenas um sonho.

— Não te deixarei até vê- la ao menos se casar.

Aquele fora o limite que Cara podia suportar.

Infelizmente, mãe. Você não pode mantê-la. Mesmo que não fosse sua culpa, você não manteu nenhuma das suas promessas a mim. Cara queria gritar e chorar. Mas naquele momento tudo o que ela ousou fazer foi abraçar-lhe com força. Como ela queria que tudo fosse real. Como ela queria que não fosse apenas um sonho.

— Está tudo bem, meu amor. — sua mãe sussurrou suavemente, acariciando os cabelos de Cara. Como ela fazia com Cara quando ela ainda era apenas uma criança e tinha uma crise após ter um pesadelo.- Eu estou aqui.

De repente um som alto de algo metálico e pesado soou. O corpo de sua mãe automaticamente pesou contra o dela. Cara assustada, chamou-a:

— Mãe?

— Cara — a respiração dela havia se tornado irregular. Cara se desesperou. Era exatamente como o que ocorrerá na vida real.

— Mãe! — Cara chorava, enquanto o corpo fraco de sua mãe era no chão daquela sala. — Mãe!

Sobreviva. Por favor, apenas sobreviva, mãe!

— Por favor, Cara — ela mal conseguia falar. A voz estava fraca e baixa.-, sobreviva. E não deixe que ela te encontre. Não deixe que ela se aproxime de você, minha filha. Fuja.

— Mãe! — Cara soluçou.

— Eu amo você.

×××

Doloroso.

Foi mais doloroso daquela vez. Muito mais. Cara lamentou- se no momento seguinte após acordar. Sonhar com sua mãe. Aquilo estava tornando-se cada vez pior. Ela suspirou alto, sentido a frustração e a dor de ter passado 7h00 inteiras sentada penetrando por cada parte de seu corpo.

— Senhores passageiro, por favor…- a voz eletrónica soou por todo o recipiente, alertando a todos que estavam prestes a pousar.

Curiosamente, Cara esticou-se ligeiramente em direção a janela, a fim de olhar a paisagem e percebeu naquele momento as gotículas de água escorrendo pela vidraça da janela. Era exatamente o oposto do que ela havia presenciado em Addis.

Bem-vinda, Cara Hughes. Ela se auto felicitou em uma falsa animação.

Bem-vinda a Porien.

Notas finais
Espero q o cap tenha agradado a vcs rss. O próximo já está pronto, mas só vai ser postado sexta-feira.