A Herdeira!
11 Aprendendo a seguir em frente!
Notas iniciais
Acordei cansada por conta de ontem. Neena preparou um banho quente para mim, eu precisava. Vesti-me com um vestido verde-oliva e desci para o café da manhã. Dessa vez papai estava conosco.
–Bom dia. –Falei ao chegar na mesa. Sentei-me entre papai e Osten.
–Bom dia. –Falaram em uníssono.
–Papai, depois tenho que falar com você. –Falei para ele que em olhou curiosamente por cima do jornal.
–Está bem. –Assentiu. –Me encontrei no meu escritório.
Depois te tomar café subi as escada para pegar a pasta com os papéis e fui para seu escritório. Bati na porta.
–Entre. –Pediu ele. Sentei-me na cadeira de frente a sua.
–Tenho dois projetos. –Falei entregando-lhe a pasta. Ele pegou e começou a analisar. –O primeiro é de um orfanato para as crianças não viverem mais nas ruas. Ele terá tudo, cozinha, quartos para todas as crianças, banheiros, alas para recrear. Eles também estudarão em uma escola especial por o caso deles sofrerem algum tipo de discriminação. Mas a escola terá professores capacitados e não eles não terão tratamento diferente de qualquer criança. Poderiam introduzir também o ensino da música na ficha escolar das crianças, ou qualquer tipo de esporte para passar o tempo. Devem ser contratados profissionais capacitados para tal tarefa. –Parei um pouco para respirar enquanto levantava e gesticulava com as mãos. – o segundo é um restaurante comunitário para as pessoas que não tem nenhum dinheiro para comprar comida. Sei que muita gente passa fome por aí e devíamos ajudar nisso. Temo que examinar se todos os hospitais estão em perfeito estado também, ouvi falar que alguns estão e situações precárias e isso não é certo. As pessoas que lá vão podem até contrair mais doenças.
Parei de falar e analisei meu pai que me olhava surpreso e orgulhoso ao mesmotempo. Mordi o lábio nervosa.
–Está ótimo. O projeto foi bem desenvolvido. –Elogiou. Soltei o ar que estava prendendo.
–Podiamos começar vendo algum terreno onde podíamos fazer um dos orfanatos. E a escola. Quero que Kile comande essa parte. –Falei pro meu pai.
–Claro. –Falou analisando os papéis mais uma vez. –Hoje mandarei alguém para examinar os hospitais e ver quais precisam ser reformados.
Assenti prontamente. Quando eu ia saindo meu pai me falou algo que eu sempre lembraria:
–Estou orgulhoso de você, Eady. Sua mãe, tenho certeza que também estaria. Será um rainha perfeita.
–Obrigado pai. –Sorri para ele e sai da sala sentindo-me renovada.
Sai de lá e sentei-me em um do bancos do jardim, Kaden logo apareceu com a prancheta na mão.
–Eady, temos que terminar a estádia da corte Italiana. –Falou sentando-se do meu lado.
–Esqueci disso. –Gemi o olhando.
–Vamos. O que falta mesmo? – Me olhou divertido.
–O baile inteiro. –Ri frustrada.
–Deus! – Resmungou risonho.
–Terá como convidado todos os nosso aliados. –Lembrei. –Mas a festa é pincipalmente Italiana por conta do aniversário de aliança com Illéa.
–Isso mesmo. Podíamos colocar um painel passando fotos com tudo que os países aliados tem de bom. –Falou pensativo.
–Isso mesmo, maninho. –Falei escrevendo na prancheta. Olhei para ele que me olhava surpreso. -Que foi?
–Nunca me chamou de maninho. –Falou sorrindo. Minha expressão se suavizou. –Você está tão diferente, Eady.
–Diferente bom ou ruim? –Perguntei sorrindo.
–Bom. Muito bom na verdade. –falou. Bagunçei seus cabelos tentando esconder a vergonha e o abraçei.
–Agora desgruda. –Falou se soltando de mim me fazendo rir.
–Vamos, temos quer terminar isso hoje. –Falei voltando ao trabalho.
Eu e Kaden trabalhamos a tarde toda e conversamos sobre o baile. Perguntei se ele chamaria a Josie e ele disse que já desencanou dela. Graças a Deus. Nos divertimos muito, bem mais do que eu mesma imaginava. No almoço, todos estavam na mesa. Osten fazia piadas com a roupa do guarda amigo dele por ser meio apertada. Todo mundo rio do guarda que ficou rosa de vergonha. Á tarde eu não fiz exatamente nada. Só me sentei na biblioteca e comecei a ler o clássico Romeu e Julieta. Amanhã provavelmente eu apresentaria meu projeto para toda a Illéa.
E meu aniversário de 19 anos está chegando, meu e de Ahren.Daqui a exatos 2 dias. Falta de Ahren ainda é algo que eu sinto forte, mas não tão forte quanto antes. Acho que eu finalmente estou conseguindo me recuperar um pouco desse baque enorme. Com a ajuda de algumas pessoas, claro. Me aproximei mais de meus outros irmãos e descobri coisas deles que eu nem sabia, eu me toquei que eu mal conhecia as pessoas que estavam a minha volta. Eu as via todos os dias, mas não sabia quem realmente elas eram. Aprendi coisas novas e entendi tudo um pouco melhor.
Acho que no fundo Ahren tinha razão. Eu teria que confiar em mim mesma para as coisas derem certo, parar de usar a bússola dele que é anormalmente parecida com a minha. Mas ainda não perdoei ele. Ainda não. Ele causou danos não só a mim, mas a mamãe e aos outros também. Uma parte de mim nunca vai perdoá-lo por isso, e sei que uma parte dele mesmo também não.
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