Eu nunca tinha andado por lugares tão escuros. E essa foi a vez que eu mais desejei ser um bruxo e poder usar o feitiço lumus. Eu não conseguia enxergar simplesmente nada. Eu dava passos curtos, lentos e mais cautelosos possíveis. Eu conseguia apenas sentir um vapor quente subir pelo lado esquerdo do meu corpo, e do outro lado eu ouvia sussurros de dor, lamentações e choros, e isso me fez ter certeza apenas de uma coisa; se eu saísse da linha reta eu entraria em contato com o que quer que fosse que estava produzindo esse vapor e esses barulhos. Porém, a cada passo que eu dava a escuridão parecia tomar cada vez mais conta de mim e me dar uma sensação que eu não fosse enxergar nunca mais. Minhas pernas se moviam quase que involuntariamente até que derrapei em uma pedra e cai.

Eu estava preso apenas pelos dedos e minhas pernas estavam soltas. Eu forçava meus dedos para cima á procura de algo maior que me desse segurança para puxar meu corpo de volta. Mas como se o próprio chão estivesse contra mim, as pedras que me seguravam simplesmente se soltaram e eu cai na escuridão. Eu tentava inutilmente gritar, mas nem um som saia da minha boca. Enquanto eu caia ouvi sussurros que pareciam estar ao lado dos meus ouvidos, mas desses sussurros entendi algumas coisas; “eu sou a melhor”, “eu sou a mais poderosa”, “a terra, o céu e o inferno voltarão para meus domínios”. O lado esquerdo do meu corpo e minha cabeça bateram fortemente contra alguma pedra e eu fui lançado para o lado como um boneco. Senti a dor invadir meu corpo por inteiro. E então logo em seguida cai fortemente em algo que parecia gelatina, meu corpo latejava e eu sentia o sangue escorrer em meu rosto. Essa coisa era viscosa e fedida. Pensei que logo eu iria emergir, mas continuei afundando como se eu estivesse em areia movediça. O ar começou a faltar em meus pulmões e o desespero se misturou com a dor me fazendo entrar em pânico completo. Já sem forças tive a sensação de que fosse desmaiar, então senti que minhas pernas acabaram de sair dessa espécie de gelatina que me fazia afundar. E então rapidamente minha boca saiu e pude sentir o oxigênio. Respirava desesperadamente até que senti meu corpo cair novamente, mas logo alcancei o chão duro que cai de bunda. Me estiquei no chão gelado de braços e pernas abertos puxando o máximo de oxigênio que eu pudesse.

Agora sentado eu conseguia enxergar a silhueta de um castelo bem distante de mim. E quando fui me levantar lutando contra a dor um barulho que parecia vir de todos os lados tomou conta da minha cabeça. Cada vez mais o barulho que parecia um ronco de um trator ficava mais alto na minha cabeça. Mais alto e mais alto. Minha cabeça começava a latejar com o barulho. O desespero me atingiu novamente, levei minhas mãos aos ouvidos apertando o mais forte possível. E quando senti que meu cérebro tinha explodido dentro do crânio a minha visão clareou num lampejo.

Olhei pra cima e vi apenas o teto alto e iluminado pela luz da lua que entrava pela janela. Ao meu lado estava o Dan deitado roncando incrivelmente alto como eu já havia me acostumado por conta das vezes que já dormi na casa dele. Eu suava frio e meu coração estava disparado como nunca esteve. Me sentei e ainda assustado com o sonho juntei o que me restava de fôlego e chamei o Dan rezando pra que fosse o suficiente pra que ele acordasse. Ele tirou um pulo da cama e ficou olhando para os lados atordoado, quando me viu ofegante e encharcado de suor pulou na minha cama olhando dentro dos meus olhos e perguntou quase em desespero:

– Re, o que foi? Estava sonhando? – Abri a boca pra falar, mas ela estava seca e nenhum som saiu – Fala alguma coisa. Teve algum sonho? – Abri a boca novamente e nada – Espera ai. – Ele se levantou da cama e foi em direção ao criado mudo que havia ao lado da cama de Nicholas e pegou um copo vazio que tinha lá. Ele olhou ao seu redor e sussurrou – Nada de torneiras. Só aquela água do chafariz que não sei se está limpa... Saco. – Ele se sentou na minha cama novamente agitado enquanto eu continuava ofegante, suando e sem conseguir falar. Ele agarrou o copo com as duas mãos, abaixou a cabeça e fechou os olhos. Ele sussurrava muito baixo – Água doce, água doce... Por favor, pai... – Então o copo começou a se encher devagar com uma água cristalina e ele me deu para beber.

No exato momento que a água tocou meus lábios um alívio tomou conta do meu corpo inteiro que me deu arrepios intensos na espinha. Joguei um pouco de água na mão e passei na nuca, o alívio foi grande.

– Cara... – Comecei a falar lentamente – Que sonho do caralho! Pensei que fosse morrer! – Agora eu já podia falar normalmente – Obrigado por roncar alto. — Eu nunca pensei que fosse dizer isso na vida.

– O quê? – Falou Dan quase gritando.

– Foi seu super-ronco que me acordou do sonho. Mas porra... Ainda sinto a dor de cabeça que esse ronco me causou enquanto ainda estava no sonho. – Dei uma risada.

– Porra Rezende, nunca mais faça isso de novo! Você tem noção de como estava seu rosto? Eu pensei que você ia ter um treco e morrer – Ele abaixou a cabeça balançando-a – Nossa... Que agonia – Falou ele num tom de preocupação.

Coloquei a mão em seu ombro – Ei, relaxa pow. Foi mal pelo susto, mas esse sonho foi pesado. – Falei tentando acalmá-lo.

Ele respirou fundo e levantou a cabeça – Mas enfim... Me conta o que você sonhou.

Antes que eu começasse a contar a porta do chalé se abriu e Leo entrou.

– Ainda bem que já acordaram! – Ele vinha se aproximando rápido e eu e Dan o encarávamos – Quíron disse... – Ele parou aos pés da cama e sua expressão facial mudou – Mas... Pera. Que clima é esse? Que caras são essas? Rê, porque você está ensopado?

Ainda bem que você veio Leo, assim eu só explico uma vez. – Falei e ele se sentou do outro lado da cama.

– Desembucha – Falou ele.

Então eu contei tudo com os mínimos detalhes. As expressões em seus rostos mudavam de quem está confuso, chocado, reflexivo. Quando terminei a história nós três ficamos em um silêncio de alguns segundos, até que uma ideia começou a se formar na minha cabeça e eu sussurrei – Vapor quente e sussurros de lamentações – O dois levantaram a cabeça juntos olhando pra mim e falaram juntos:

Rios – A ideia acabou de se formar em minha cabeça.

– Flagetonte e Estige! – Era exatamente isso que eu estava pensando.

– Você estava no Tártaro, Rê – Falou Leo – Óbvio! – Completou o filho de Hades.

– Mas pera... Essa escuridão que você descreveu o precipício que você caiu e depois foi parar em frente a um castelo... Será que esse castelo ainda era dentro do Tártaro ou eram outros domínios? – Perguntou Dan pensativo.

– Cara, eu não faço ideia. Sei apenas que não quero mais ir nesse lugar em sonhos, piorou vida real! – Me dava frio na barriga só de pensar naquele lugar.

– O.K. Relaxa, Rê. Vamos pro refeitório, todos já estão lá esperando apenas por vocês dois, Quíron mandou chamar. – Leo tentava me acalmar, mas dava para notar em seu rosto que ele não parara de pensar sobre o assunto.

– Vamos Rê, levanta – Falou Dan já se levantando da cama – Estou indo tomar banho, e vai fazer bem pra você tomar uma ducha bem gelada também! – Realmente. Tenho certeza que uma ducha gelada me renovará e organizará minhas ideias.

– Vão logo os dois, Quíron está com pressa! – Falou Leo já se virando para sair do chalé – Encontro vocês lá em dez minutos – E o garoto de Hades sai do chalé.

Dan já havia entrado no banheiro que ficava na outra extremidade do chalé. As portas eram duplas e cinzas. Dan colocou a cabeça na porta e me chamou – Irmão, tem mais boxes aqui! Vem logo para não nos atrasarmos e ganharmos a antipatia do Diretor do acampamento logo no primeiro dia.

Estou indo. – Levantei-me rápido da cama e minha cabeça girou, mas recuperei o equilíbrio depressa e rumei para o banheiro olhando para o chão com alguns pedaços iluminado pela luz da lua que entrava pelas frestas da janela.

***

Tomar um banho rápido para um filho de Poseidon não é tarefa fácil. Ainda mais para eu e Dan que estávamos da cabeça aos pés sujo de restos de monstros. Sem falar nos meus músculos que latejavam dentro da minha pele. A água tomou conta de curar as dores, ferimentos, devolver as energias e me acalmar.

Ambos saímos relutantes, mas tínhamos que nos encontrar com Quíron, nossos amigos e o resto do acampamento no refeitório.

Abrimos nossas mochilas e despejamos o que tinha dentro nas gavetas. Mas nelas já haviam algumas camisas do acampamento idênticas à que comprávamos para ir aos eventos. Peguei uma das camisas que já estavam na gaveta e experimentei uma que serviu perfeitamente mesmo sendo um tamanho menor do que as camisas que eu costumo usar. Peguei uma calça jeans na minha mochila e a coloquei, porém estava muito folgada, tão folgada que o cinto não ajudou segurá-la na minha cintura.

Dan, você percebeu que eu emagreci? – Falei de cabeça baixa passando um cadarço de tênis no lugar do cinto – Isso está estranho. Até ontem eu estava com o mesmo corpo bosta que eu costumava ter.

Ele me olhou de cima a baixo e falou – Realmente Rê, você emagreceu do nada, reparei só agora. Será que foi a aura de Poseidon?

Pensei bem e me lembrei que no esconderijo eu havia percebido uma mudança no meu corpo. Realmente, eu devo ter recebido uma grande benção de meu pai.

Saímos do chalé as pressas e ouvimos uma barulheira de gente conversando e fomos para a parte de trás dos chalés. Logo avistamos um grande pátio coberto com dezenas de grandes mesas e lotado de semideuses, todos com a mesma camisa laranja do acampamento. De frente para nós havia outra fogueira que crepitava.

Chegamos ao lugar coberto e Leo veio ao nosso encontro – Caralhos meu, vocês sabem o que significa dez minutos? – Resmungou ele nervoso – Aposto que já passou meia hora de quando fui chamar vocês.

– Cara, foi mal. O banho estava incrivelmente revigorante e então perdemos a noção do tempo. – Falou Dan se desculpando.

Enfim... Cadê Quíron? – Perguntei olhando por cima do ombro de Leo procurando o ser híbrido de homem e cavalo.

– Dionísio acabou de chegar no acampamento e chamou Quíron e os conselheiros pra uma reunião repentina. Ouvi dizer que ele estava no Olimpo em reunião. – Falou Leo – Sorte a de vocês ele não estar aqui. – Ele estava certo.

Enquanto eu e Dan íamos em direção à mesa do chalé três, fui avistando todos que chegaram aqui comigo, meus amigos dos eventos. Leo foi em direção à mesa do chalé treze que ficava um pouco mais afastada das demais mesas onde a falação era grande e alta. Dênis estava sentando conversando com uma menina que aparenta ter seus quinze anos. A menina é magra, porém parece ser alta mesmo estando sentada. Cabelos pretos cortados na frente fazendo uma franja e presos atrás. Seus olhos totalmente negros e profundos devido a maquiagem escura encaravam uma adaga enquanto Dênis falava. Pele extremamente branca com algumas sardas bem fraquinhas nas bochechas. As mangas de sua camisa estavam enroladas mostrando um braço definido e com alguns cortes.

Na mesa que mais se aproximava dos filhos de Hades estava Anna sentada em cima da mesa conversando com mais meia dúzia de meninos e meninas que davam gargalhadas altíssimas e soltavam alguns palavrões, coisa que eu já estava acostumado. Dentre eles enxerguei Pichu, a menor entre todos na mesa, se divertindo também. Era o chalé de Dionísio o deus do vinho, teatro, festas e orgia.

Todos os outros estavam em seus devidos chalés conversando com seus irmãos, com exceção de Thay, Saraiva, Bieringuer, Pietro, Jhon e Ayumi que não foram reclamados ainda, assim como Pichu que saiu da mesa de Dionísio e foi para a mesa que estava Gabi que eu logo imaginei que fosse a mesa de deuses menores. Então andavam de mesa em mesa conversando com todos. Giu estava sentada ao lado de Marti no chalé de Apolo que havia um bom número de semideuses, consegui contar 10, tirando a filha de Afrodite e o próprio Marti. Eles cantavam em coral ao som de um violão, uma música que rapidamente reconheci. Era “Tempo perdido – Legião Urbana”, minha banda preferida. Rapidamente me virei e fui em direção à mesa de onde vinha a música a tempo que entrar para o coral na parte “Temos nosso próprio tempo. Não tenho medo do escuro, mas deixe as luzes acesas, agora.”

Voltei em direção ao meu chalé onde Dan já estava sentado ao lado de Nicholas que eu não vi chegar. Um estalo veio à minha cabeça e percebi que Jujubs não estava no local. Na outra extremidade do refeitório avistei Quíron, Jujubs e um homem barrigudo de cabelos totalmente pretos que por pouco não chegavam aos ombros, pele branca, bigodes grandes também. Ele vestia uma camisa florida, uma bermuda jeans e uma sandália antiga.

Jujubs se sentou na mesma mesa onde estava Gabi. Dionísio se sentou numa mesa na ponta do refeitório que dava uma visão privilegiada à todo o espaço e Quíron parou ao seu lado.

– Atenção semideuses! – Pediu Quíron num tom de voz alto e grave, e sem a necessidade de gritar o ambiente inteiro se calou e todos viraram suas atenções para os diretores do acampamento.

– Obrigado, obrigado suas pestinhas – Disse Dionísio com tranquilidade na voz – Como vocês já devem saber, eu estava numa reunião no olimpo. Não posso falar o que conversamos. Óbvio, mas vocês já devem imaginar qual era o assunto, então... Whatever. – Falou o deus dando de ombros – Como vocês perceberam Matias, Joseph e Jazy voltaram para o acampamento com mais dezenove semideuses. Como? Também não posso contar à todos vocês – Falou Dionísio num tom entediado – Mas já conversei com todos os conselheiros, o que já é de bom tamanho. – Dionísio parecia já querer terminar seu breve discurso – Enfim... O que importa é que as dimensões entraram em equilíbrio novamente – As conversas tomaram conta do lugar – Retomando... – Falou Dionísio e o silêncio foi restaurado – Chegou a hora do banquete em comemoração à retomada do equilíbrio, a volta de três importantes sátiros e a chegada de novos heróis – A palavra “heróis” ecoou na minha cabeça. Será que sou um herói mesmo? Deuses são muitas informações para tão pouco tempo.

Dionísio bateu duas palmas e exclamou em alto e bom som – Que se dê início ao banquete – Grandes bandejas cheias de comida, pratos, talheres, copos, jarras de suco de todos os sabores (com exceção de uva, já que o copo se enchia sozinho) e latas de coca-cola saíam voando de trás de paredes que tinham na outra extremidade do refeitório – À vocês recém chegados. Não se esqueçam de jogar parte da comida que vocês colocarem no prato na fogueira e fazer uma oração aos seus respectivos pai ou mãe olimpiano, sabendo quem é ele ou não – Assim eu me levantei e todos aqueles que vieram comigo fizeram o mesmo. Dan estava à minha frente na fila. Logo depois que ele jogou era minha vez. Joguei uma boa parte do que tinha no meu prato e pensei – Poseidon... Pai, obrigado pelas bênçãos e proteção. Esteja sempre comigo. Espero poder falar com você um dia pessoalmente. – A fumaça da comida queimada cheirava ao mar, e depois um cheiro agradável e aconchegante que me deu saudade de casa.

Logo estavam todos enchendo seus pratos e saboreando aquele monte de comida. Meu estomago roncava mais que um dragão enquanto eu me servia. Tudo que eu pudesse imaginar de comida tinha nas mesas. Meus amigos se destacavam, pois comiam com mais vontade que todos, e alguns até com ferocidade. Coisa que eu também não me surpreendo, já que eu estava igualmente faminto.

Agora já estávamos todos saboreando as sobremesas foi quando Dionísio se levantou limpou a garganta fazendo um barulho que chamou a atenção de todos – Agora... Vamos à cerimônia de reclamação dos novos campistas – Dionísio fez uma pausa e olhou fixamente pra mesa onde estavam seus filhos e filhas – E como eu já estou aqui, tomarei a liberdade e dar as boas vindas às minhas filhas – Dionísio levantou o braço em direção à mesa onde estavam seus filhos – Anna Englert e Julia Fabro. Venham aqui queridas – Pichu fez uma cara de espanto, mas essa revelação não foi uma grande surpresa, ela evidentemente tinha a personalidade de uma filha de Dionísio. Já Anna ficou um pouco corada e seus olhos brilharam. As duas meninas chegaram à frente de seu pai.

– Pa... pa... pai? – Gaguejou Pichu.

– Sim, minha filha! – Falou Dionísio num tom acolhedor e um tanto emocionado.

– Vocês duas lutaram bravamente. Estou orgulhoso, parabéns. – Falou Dionísio pousando uma mão em cada ombro das duas – Abençoo você, Anna Englert – No instante seguinte Anna irrompeu numa aura roxa, forte e poderosa – Abençoo você, Julia Fabro – O mesmo aconteceu com Pichu – Tenham fé em seu pai, minhas queridas. Estarei sempre com vocês quando por mim chamarem com bravura e fé.

Então Dionísio fez um gesto liberando as duas para sentarem-se novamente. Agora, ambas tinham no alto de suas cabeças um cacho de uvas em luz roxa.

– Vamos continuar? – Falou Dionísio – Levantem a mão quem ainda não foi reclamado – Logo Thay, Saraiva, Bieringuer, Pietro, Jhon e Ayumi levantaram o braço – Venham aqui na frente, senhores. – Chamou Dionísio. Thay se levantou relutante, pude entendê-la falando “não vou, estou com vergonha” para Pietro que a pegou no braço e puxou-a até à frente de todos.

– É simples, só quero que vocês fechem os olhos e se concentrem e peçam para seus pais ou mães olimpianos que os aceitem que os reclamem. Acontece de algumas vezes eles não fazerem isso apenas por capricho próprio ou por motivos maiores. Mas não se preocupem – A última frase soou claramente maldosa e falsa.

Os próximos 2 minutos passou num silêncio total, todos aguardavam que algo acontecesse. Até que Ayumi e Jhon irromperam numa branca quase prata aura, e um arco com uma flecha com ponta de coração apareceu em suas cabeças brilhando intensamente.

– Ora ora ora, mais dois filhos do nosso querido Eros. – Disse Dionísio dando um largo sorriso – Digam seus nomes filhos do deus cupido.

– Ayumi Hana – Falou a garota de cabelos vermelhos sangue.

– Jhon Kauffman – Falou o menino baixinho de toca e óculos.

Os dois filhos de Eros foram se sentar e o silêncio tomou conta novamente. Logo Saraiva irrompeu em luzes coloridas. E em sua cabeça apareceu nada mais e nada menos que um arco-íris.

– Uma filha da deusa do arco-íris. Íris! – Revelou Dionísio – Parabéns menina. Se apresente para nós.

– Sou Juliana Saraiva – Falou Ju e foi se sentar.

Logo em seguida um forte cheiro de cereais tomou conta do lugar e lá na frente vi Thay irrompendo numa aura bege e um ramo de trigo apareceu em sua cabeça.

– Se apresente, filha de Deméter – Falou Dionísio.

– Me chamo Thayná Freitas – Falou Thay bem constrangida, para as dezenas de pessoas.

Agora sobravam apenas Bieringuer e Pietro. Foi quando Bieringuer irrompeu em uma luz roxa bem escura que me fez bocejar. Acima de sua cabeça apareceu a imagem de um rosto com asas na testa.

– Ata, filho de Hipnos. – Falou Dionísio bocejando – Se apresente garoto.

– Sou Felipe Bieringuer – Falou Fê.

Não demorou muito e logo Pietro estava envolto por uma aura azul clara e um caduceu se formou em sua cabeça.

– O deus mais veloz foi o último em reclamar seu filho... Hermes – Falou Dionísio com ar de deboche – Irônia né?! – Ele deu uma gargalhada rápida.

– Sou Pietro Waldorf – Falou Pi e foi se sentar rapidamente com seus outros irmãos.

– Então, é só isso senhoras e senhores. Estou me retirando. – E Dionísio saiu do refeitório com Quíron atrás.

Lembrei do sonho e achei melhor ir falar com Quíron e antes que ele se afastasse muito chamei Dan – Ei, vem comigo, vou falar com Quíron sobre o sonho – Nos levantamos passamos na mesa de Hades, chamamos o Leo e fomos atrás de Quíron.