– Re, você foi incrível cara. – Falou meu irmão com um sorriso no rosto.

Cara, eu não sei o que eu fiz. Sério! – Falei ainda incrédulo com o que eu tinha acabado de fazer. – Eu senti algo estranho quando peguei essa espada. Mas foi algo bom, algo poderoso. – Era realmente o que eu sentia sobre storm.

Voltei minha atenção para o campo de batalha. Os monstros não paravam de chegar. Três cães infernais e quatro ciclopes investiam contra meus amigos. Fiz um sinal com a cabeça chamando Dan e Marti para irmos ajudar, mas Marti segurou no meu braço e então me virei novamente. Há uns cinquenta metros vinha Mathias correndo com sua espada em punho e logo atrás dele Leo, Anna, Pietro, Aria e Thay. Mais um grupo chegara e o aperto no meu peito se diminuía. Eles vinham rapidamente, mas eu não podia espera-los. Me virei e fui em direção aos outros que prendiam a atenção dos monstros muito bem, mas não tinham muito sucesso em acertá-los em ponto vitais por mais que os cortassem fazendo jorrar um liquido preto pelas feridas. Duh lutava com uma sede de sangue incrível, ele parecia mais uma máquina do que um humano. Ele desviava dos golpes de porrete que iam em sua direção e atacava o ciclope que aparentava ser mais inteligente que os outros que havíamos enfrentado. Enquanto eu corria Duh agarrou no braço da besta e foi lançado pra cima, meu coração gelou nessa hora, mas o garoto de Ares caiu sentado nos ombros do ser de um olho decepando sua cabeça com seus machados e caindo de pé sobre o pó.

Pichu e Jhon lutavam juntos contra um cão infernal. Eles atacavam juntos com suas espadas numa sincronia perfeita até que Pichu foi atingida com uma patada na barriga que a lançou mais de cinco metros pra trás caindo de costas no chão. Imediatamente desviei meu caminho em direção da garota ferida foi quando Marti gritou atrás de mim:

– Deixa comigo, Biel. Vá ajudar os outros.

Virei minha direção novamente e fui na direção de Jhon que agora estava agarrado no pescoço do cão infernal que pulava e latia mas Jhon não sedia em soltá-lo. Me aproximei do cão por trás e esperei apenas uma brecha pra atacar – Vai ser agora. – Pensei – 3... 2... 1 – Saltei com storm em punho e quando cheguei ao alcance do monstro desci a espada velozmente o cortando no meio e fazendo o cão explodir em pó. Jhon caiu de joelhos, mas logo se levantou me agradecendo com um sorriso e indo na direção dos outros. Não havia chegado mais nenhum monstro, então restavam dois cães infernais e três ciclopes.

Ayumi e Agatha lutavam contra um ciclope que já estava da cabeça aos pés jorrando sangue. Ayumi atirava com seu pequeno arco dourado. Ela rodeava o monstro o deixando tonto e atirando suas flechas que não tinham força o suficiente para perfurar a cabeça ou o coração do monstro, mas tinha um efeito positivo dando a Agatha aberturas para atacar com sua espada de duas lâminas com apenas abertura entre uma lâmina e outra para a empunhadura e no seu outro braço se projetava um pequeno escudo redondo. Foi então que o monstro fraquejou e caiu de joelhos dando a chance para Ayumi acertar uma flecha no único olho do monstro. Então por trás do monstro Agatha pulou em seu tornozelo e alcançou a altura da sua cabeça assim então atravessando o crânio da criatura com sua arma. O monstro se desfez em pó e a filha de Atena pousou no chão pegando sua arma ainda no ar.

Avancei então sobre um o cão infernal que restava. Não foi difícil derrota-lo quando ele se lançou sobre mim. Me preparei e antes que ele me abocanhasse me agachei e quando ele passava por minha cabeça subi rapidamente com storm perfurando a barriga do animal até a ponta da espada encostar em sua coluna e ele cair atrás de mim agonizando e se desmanchando aos poucos.

Restavam apenas dois ciclopes dos quais Mathias, Joseph, Dan, Léo e Bieringuer enfrentavam um deles. A luta estava sobre controle. Dan arremessou sua lança que cravou na coxa esquerda de um dos ciclopes que caiu de joelhos logo em seguida quando Bieringuer cortou seu tornozelo direito dando a chance para Léo correr saltar e decepar a cabeça do penúltimo monstro que sobrava.

– Essa foi fácil. – Disse Léo sacudindo sua roupa repleta de pó dourado.

Um pouco mais afastado Aria e Pietro lutavam contra o último ciclope. Pietro atacava super rapidamente com sua espada curvada e Aria em sua pose intimidadora acertava golpes super fortes que desequilibrava o monstro. Até que num movimento incrível o ciclope acertou um chute em Pietro que voou e rolou no chão deixando o monstro e a menina cara-a-cara. Eu não sabia se Aria conseguiria enfrenta-lo sozinha. O monstro estava incrivelmente enfurecido. Sai correndo ao seu encontro quando o monstro levantou seu porrete e antes que ele chegasse ao menos perto da garota eu saltei decepando seu pulso. Logo que toquei o chão fiz um meio giro para trás acertando o monstro na coxa o fazendo urrar de raiva e voltar sua atenção para mim. E antes que ele pudesse me atacar ele explodiu em pó quando Aria estocou sua espada no coração do mesmo.

– Eu podia cuidar dele sozinha, Rezende! – Indagou a menina enfurecida.

Foi mal, mas não resisti ao impulso. – Me defendi.

– Ah, você não resistiu ao impulso? – Repetiu ela mais brava ainda. – Você vê em mim uma garotinha frágil e chorona né? – Essa era realmente a aparência do corpo dela, mas sua atitude e postura era o contrário disso.

Ariel Endo, cala-se. – Eu abracei-a. Aquele jeito marrento dela não me assustava e eu sabia exatamente como acalmá-la quando ela tinha um ataque histérico. – Ainda bem que você e os outros chegaram bem aqui. Eu estava preocupado. – Desabafei.Ela resmungava e pedia para eu soltá-la até que ela se calou e me abraçou também.

Não havia mais nenhum monstro pelo menos não na nossa visão. Agora todos estavam juntos. Marti cuidava de Pietro que tinha deslocado o ombro, mas já estava no lugar novamente. O filho de Apolo enfaixava o ombro do garoto com uma rapidez e precisão absurda. Era como se ele tivesse feito trabalho voluntário numa guerra. Pichu já havia sido cuidada e veio em nossa direção:

E ai, está tudo bem? – Perguntei à menina.

– Está tudo sim, foram só alguns arranhões superficiais. – A menina estava com sua blusa rasgada e na sua barriga tinha curativos.

A chuva havia parado e o sol abria um pequeno espaço entre as nuvens que não estavam mais tão densas e escuras. Ao meu redor todos conversavam e Ayumi contava o que tinha acontecido enquanto ela e os outros vinham. Eu não prestava muito atenção, pois estava olhando em volta esperando Gabi e os outros chegarem, eles estavam mais atrasados que os outros grupos o que me deixava cada vez mais preocupado. O campo em minha volta estava cheio de buraco na grama e pó dourado por todo canto. Olhei para trás e subindo um pequeno morro o sino estava lá nos aguardando.

Marti já tinha terminado de cuidar do ferimento de Pietro e agora estávamos o grupo um, dois e três todos juntos. Então pedi a atenção de todos:

Gente, vocês lutaram bem pra caralho. Sério.Falei Estamos perto do nosso objetivo. Quando o grupo quatro chegar vamos encontrar um jeito de usar essa pedra pra chegar ao acampamento. – Quando falei isso me veio uma breve visão do sonho que tive com Hécate. – Mas temos que ficar o mais perto possível do sino para quando os outros chegarem fazermos a passagem de dimensão o mais rápido possível.

Todos entenderam e fomos em direção ao sino que ficava na parte alta de um pequeno morro todo de grama. Estávamos há um pouco mais de cinquenta metros de distância do lugar. Logo quando começamos a andar vi as sombras formadas pela construção que segurava o sino se moverem freneticamente formando uma bolha que se dissipou e permitiu que víssemos Jujubs, Gabi, Jazy, Denis e Saraiva agachados e formando um círculo. Denis caiu deitado no chão elevando suas mãos à cabeça. Mas eu não tinha avistado Giu a filha de Afrodite e então subi correndo e os outros me acompanharam. Chegando perto, Saraiva correu em meu encontro com o rosto inchado de chorar:

– Re, diz pra mim que ela não vai morrer. – Falou a garota entre soluços. Giu estava no chão desmaiada. Paralisei quando vi no ombro da menina havia um espinho grande e ao redor da ferida o sangue escorria. – DIZ. – Gritou a menina então a abracei apertado. Marti tinha acabado de tirar a estaca do ombro da garota e Gabi colocava suas mãos nas costas do menino de Apolo e eu senti a energia dela passando para ele.

Anna estava agachada ao lado da menina em prantos o que fazia meu coração doer mais ainda. Elas eram amigas e confidentes. Ao redor o ar sombrio tomou conta de todos. Foi quando atrás de nós um rugido tomou conta do lugar. De imediato todos olharam para trás e eu pude contar três ciclopes, dois manticores, duas dracaenae e por fim o minotauro.

A raiva me possuiu. Eu não vou deixar eles chegarem perto dos meu amigos novamente nem que pra isso eu tivesse que fazer uma loucura. Saraiva se soltou dos meus braços, pegou sua espada e seu escudo:

– Eu vou com você. – Disse ela.

Nem ferrando! – Disse rapidamente e com o tom sério. – Eu vou sozinho e você fica aqui protegendo a Giu. – Disse por fim me virando e desembainhando storm.

– Você está louco? E aquela história de lutarmos e morrermos um pelos outros, era ladainha? – As palavras tiveram um efeito de um tapa. – Você está sendo egoísta! – Ela estava certa.

– Ela está mais que certa! — disse Léo a minha frente já se preparando para lutar.

Meu rosto esquentou e senti uma lágrima cair. – Eu não quero mais ver nenhum de vocês á beira da morte. – Disse.

– E você acha que nós queremos te ver a beira da morte? Óbvio que não – Falou o menino de Hades quase gritando. – Agora nós não temos escolha, Gabriel. – Ele nunca me chamava de Gabriel. – Uma hora ou outra teremos que ver nossos amigos cair em batalha, essa é a nossa realidade agora! – Finalizou ele.

Mas só vai vir comigo quem sabe usar seus poderes em batalha e se não estiver cansado também. – Essa seria a condição e eu não deixaria ser diferente. Léo, Dan, Jazy, Mathias, Joseph e Duh vieram em minha direção brandindo suas armas em sinal de que iriam.

Você não, Jazy! – Falei

– WHAT? – Gritou o sátiro norte-americano.

Isso mesmo que você ouviu! – Falei irredutível. — Você acabou de fazer uma viagem nas sombras! É muito arriscado você lutar agora. – Terminei. Ele ainda insistiu, mas Joseph logo tratou de fazê-lo ceder.

Os monstros se aproximavam lentamente. Aposto que eles estavam muito seguros de que venceriam por causa do nosso estado e pelo número e tamanho deles. Mas nós tínhamos a inteligência ao nosso favor.

Agatha, nos dê cobertura e nos ajude com estratégias. – Falei chamando a garota de Atena. – Ayumi e Jhon deem cobertura para a Agatha. E vocês fiquem aqui formando uma barreira. Não deixe nenhum deles chegar perto de Giu, Marti e Gabi, e permaneçam o mais perto possível do sino. – Falei por fim indo para linha de ataque. Percebi que Aria não tinha gostado nada de eu não a ter deixado vir lutar também, mas eu sentia que era o certo a se fazer.

Avançamos com a linha de ataque para impedir o máximo de se aproximarem dos outros. Por cima de mim uma flecha voou e caiu aos pés do minotauro que liderava o grupo de monstros os fazendo parar. Estávamos visivelmente em desvantagem. Seis semideuses na linha de ataque e oito monstros. Mas isso não me assustava e percebi que também não assustava nenhum dos que estavam ao meu lado.

– Me deem a pedra. – Rugiu o minotauro.

Me coloquei em posição de luta e gritei – Vai ter que vir pegar. – Com isso eu e o híbrido de chifres corremos um em direção ao outro, mas antes que pudéssemos nos aproximar um do outro sete esqueletos com armaduras, espadas, lanças e escudos emergiram do solo. Olhei para trás rapidamente e vi Léo com a mão no chão. A minha frente os dois esqueletos atacavam o minotauro e os outros mais atrás atacavam os outros monstros. Com esse ataque Léo e seus esqueletos conseguiram eliminar uma dracaenae e um ciclope, mas logo os esqueletos foram vencidos. Agora do meu lado direito estava Dan e no esquerdo, Léo.

– Que tal um churrasquinho de boi? – Falou Dan com um sorriso sádico no rosto.

– Porra Danilo, que nojo. – Falou Léo rindo.

– IIIIRRRAA – Dan soltou um grito agudo, brandiu sua lança e então nos lançamos correndo em direção ao minotauro.

Mathias, Joseph e Duh atacaram os outros. Dan fez um chicote d’água e atacou o minotauro afastando-o dos outros e nos dando mais espaço para atacar. Cercamos o monstro atrás, na frente e de um lado. Conforme ele girava nós girávamos para o outro lado o deixando confuso. A sincronia entre nós não era algo que me surpreendia, mas dessa vez estava mais intensa e perfeita. Dan atacava as pernas do monstro enquanto ele bufava e investia com seu chifre enquanto nós agachávamos, pulávamos para trás e rolávamos para o lado desviando de seus ataques.

Depois de alguns minutos de luta eu já estava ficando cansado e percebi que Léo e Dan também. Tínhamos que resolver aquilo logo ou seríamos mortos.

Dan, braço esquerdo. Já sabe né? – Gritei. – Léo, se prepara. – Os dois já haviam entendido o que eu estava pensando.

Ao mesmo tempo eu e Dan pulamos para trás e Léo foi para frente do monstro. Finquei storm no chão e criei um chicote d’água e Dan fez exatamente o mesmo ao mesmo tempo que eu. E antes que o minotauro pudesse acertar Léo com uma chifrada ordenei que meu chicote se enrolasse no braço direito da criatura e como eu falei Dan enrolou o braço esquerdo. O minotauro puxava para frente, para trás e pros lados, mas eu e Dan o segurávamos.

– CUIDADO REZENDE. – Gritou Léo. De imediato olhei para o meu lado esquerdo e vi um espinho vindo em minha direção. Com meu reflexo levantei meu escudo e desviei o projétil e voltei minha atenção para o chicote d’água. De repente vejo Léo correndo em minha direção e pulando, me abaixei e ele passou voando por cima de mim, olhei para o lado esquerdo novamente no exato momento que ele atravessou a cabeça de um manticore com sua espada. Eu não aguentei mais segurar o chicote e o soltei no chão e Dan enrolou o dele no pescoço do monstro que urrou e agarrou o chicote com as mãos e o rompeu. O minotauro investiu contra Dan enquanto eu corria em sua direção. No exato momento que o monstro ia acertar Dan com uma chifrada eu apenas o vi caindo de joelho no chão e Dan rolou para o lado desgovernado.

Acima de mim as nuvens escureceram e um raio passou entre elas e vi acima do morro de relance uma silhueta envolta por raios e uma aura azul descendo em nossa direção com espada e escudo na mão, era Aria. Voltei minha atenção paro o monstro concentrei minhas ultimas energias e fiz outro chicote bem mais fraco que o outro e o enrolei no pescoço do minotauro novamente. Para impedir que ele atacasse Dan que se levantava com um pouco de dificuldade. Léo olhou para mim e eu pude entender o que ele pensava – É agora. – Ele se preparou para correr e antes que eu pudesse gritar para ele não ir porque estava arriscado um raio irrompeu dos céus com um barulho estridente que doeu em meus ouvidos acertando a cabeça do minotauro que explodiu em pó instantaneamente. Léo ficou parado no lugar que estava de boca aberta. Olhei para trás e a uns dez metros de distância estava Aria envolta pela sua aura azul que exalava poder tanto quanto a minha, Dan, Léo e Denis. Tínhamos então uma filha de Zeus.

Mathias, Joseph e Duh acabara de matar o último ciclope. Agora estávamos os sete juntos. Léo virou-se para Aria e falou:

– Isso explica toda a marra dessa japa.

Demos uma risada rápida e então falei – Vamos voltar para o sino agora. A Giu gente…– Estão subimos correndo o pequeno morro. Pude ver de longe, Marti ainda tentava curar Giu e Gabi tentava outras coisas para ajuda-lo, mas nada parecia funcionar. Ambos estavam esgotados, mas continuavam tentando até que Marti caiu para trás desmaiado e Gabi deitou no chão com as mãos na cabeça e chorando. O sentimento de desespero tomou conta de todos e eu podia ver Saraiva chorar desesperadamente no canto da parede que sustentava o sino. Eu não sabia o que fazer, eu não sabia o que pensar e também não queria chorar porque não queria admitir que as esperanças tinham morrido. Me ajoelhei ao lado de Giu e pude sentir seus batimentos bem fracos enquanto o sangue escorria de seu ombro. No meu bolso acálicis brilhava intensamente. Do outro lado de Giu, Jujubs estava na mesma posição que a minha só que de cabeça baixa. De repente algo me veio a cabeça e sem pensar muito tirei a pedra do bolso e chamei Jujubs, ela levantou a cabeça e no exato momento que os olhos dela encontram com a pedra que eu havia colocado à minha frente, seus olhos brilharam em um roxo intenso. Ela estendeu a mão direita e nela coloquei acálicis. A menina fechou a palma das duas mãos sobre a pedra e a encostou no peito e então uma aura roxa incendiou seu corpo. Pude ouvi-la sussurrar algumas palavras em grego que entendi apenas ‘Afrodite’. E enquanto ela sussurrava um cheiro de rosas invadiu meu nariz e á minha frente um luz branca apareceu de baixo do sino. A luz piscava até que ela explodiu. Todos fecharam os olhos e quando a luz se extinguiu avistei de baixo do sino uma mulher de mais ou menos 1,80, cabelos loiros intensos e lisos, olhos azuis piscina, pele branca, rosto, lábios nariz tudo perfeito. Cada vez que eu piscava os olhos aparecia outra mulher. Agora era um mulher negra, olhos castanhos escuros, lábios carnudos, cabelo crespo em black power, tão linda quanto a outra mulher. Asiática, indígena, africana, alemã, etc… Todo tipo de beleza no mundo eu podia ver cada vez que piscava. Ao meu redor todos estavam paralisados, assim como eu só conseguiam admirar a mulher metamorfa.

– Afro…frodite? – Falei gaguejando e aposto que quase babando.

– Sim meu garoto. Sou eu mesma, filha dos restos de Urano em combustão com Oceano. A deusa de todos os tipos de amor e beleza. – Se apresentou a linda mulher asiática.

– O que a senhora deseja? – Falei ainda gaguejando. Ela me ignorou e então Léo falou se curvando a ela.

– O que a senhorita deseja, mi lady?

A deusa fez um gesto de agradecimento para Léo e o lançou um sorriso.

– Fale para o garoto de Poseidon repetir seu gesto, jovem charmoso. – Falou a deusa.

– Vai Re. – Falou Léo me encarando.

Me curvei e falei – Mil perdões, mi lady. O que a senhorita deseja?

– Bem melhor assim. – Ela falou com um sorriso irradiante. – Vim atender ao pedido sincero da garota com legado de Hécate e dona da pedra acálicis. Salvar a vida de minha filha que se mostrou digna de seus poderes– Falou a deusa tirando as correntes que apertavam meu coração. – Traga Giuliana até aqui. – Ordenou a deusa olhando para mim. Me virei e tomei em meus braços a garota desfalecida e vi Marti acordando depois de Mathias o ter dado ambrosia.

Quando cheguei à frente da deusa coloquei Giu no chão aos pés de sua mãe.

– Pode ir embora Tânatos, não vai ser dessa vez que você vai levar uma filha minha. – Falou a deusa olhando à sua direita. Olhei para o mesmo lugar e não vi nada. – Afaste-se garoto. – Agora ela falava comigo.

Dei três passos para trás. A agora era uma linda cigana. Ela tirou de seus cabelos uma rosa, agachou-se e colou a rosa sobre os seios da menina. Logo em seguida a flor irrompeu em uma luz rosa. Rapidamente vi a cor voltando ao rosto de Giu, sua respiração ficando mais forte e uma aura rosa encobrir seu corpo. A menina abriu os olhos e se levantou lentamente e meio atordoada.

– Olá filha. Está bem agora? – Falou a deusa pousando sua mão no rosto de Giu que se virou olhando para sua mãe.

– Afrodite? – Indagou Giu incrédula.

– Afrodite e sua mãe também, se assim preferir me chamar. – Falou a deusa em seu tom doce e aconchegante.

– Mãe... – Falou Giu com um pouco de dificuldade. – O-obrigado. – Gaguejou Giu.

– De nada minha querida. – Falou Afrodite. – Você provou ser uma verdadeira portadora do amor e por isso estou aqui. Você teve a coragem de lutar e dar seu corpo em defesa de seus amigos. Isso é digno de que eu quebre uma regra dos olimpianos que é não interferir diretamente na vida de nossos filhos. – Falou a deusa numa melodia que acariciava meus ouvidos. – Eles também já estão acostumados com isso. Sou a deusa primordial do amor nascida de Urano. E o amor não segue regras, é impulsivo, é irracional. – Falou a deusa com um sorriso divertido.

Muito obrigado, mi lady. Falei.Se não for abuso de minha parte... Eu gostaria de fazer mais uma pergunta.Eu precisava saber exatamente o jeito que teríamos que mudar de dimensão.

– Lhe concedo uma pergunta, filho do mar. – Disse a deusa.

Ainda não sei exatamente o que tenho que fazer parar mudar de dimensão. – Comecei. – A senhorita poderia me ajudar? – Pedi fazendo um gesto de respeito.

– Ora, meu jovem guerreiro... Confie na linda menina loira, Julia. Ela sabe o que fazer! – Falou a deusa. Olhei para Jujubs e ela balançou a cabeça em afirmativa. – Agora eu tenho que ir e escutar toda a ladainha de Zeus por ter vindo aqui. – Afrodite começou a se despedir. – Mas antes... Garoto de Apolo faça um curativo em Giuliana com as pétalas dessa rosa para a ferida se fechar rapidamente. Agora! – Ordenou a deusa e Giu foi em direção à Marti. – Tem mais monstros vindo e vocês tem que ir logo. E por fim... Confiem e rezem para seus pais meus queridos. Sejam bravos. – A deusa deu um beijo na testa de Giu e começou a se desmanchar em luz. – Fechem os olhos. – Falou ela por fim e assim fizemos.

A luz se extinguiu, abri os olhos e no lugar que estava Afrodite não tinha mais niguém.

Marti fez rapidamente o curativo e eu pude ouvir um rugido de algum monstro.

– Façam um círculo em volta o sino. – Falou Jujubs. – RÁPIDO – Ela gritou. – Biel, do meu lado, por favor. – Pediu ela e então fui rapidamente até ela. – Gabi, do meu outro lado. – Chamou ela.

Dentro de poucos segundos um grande círculo estava formado. Demos as mãos, Jujubs sussurrou algumas palavras em grego que eu não tive tempo de decifrá-las, pois foi muito rápido. Meu corpo perdeu todo seu peso e eu senti um intenso frio na barriga com a sensação de estar caindo. Em segundos eu senti meus pés tocarem o chão fofo de grama. Finalmente chegamos a nossa nova casa, o Acampamento Meio-Sangue.