A Guerra de Osgorth- o Retorno do Lobo
2 Meu Voo Com Duas Senhoras Morcego
Notas iniciais
- Mas que droga!! — Gritei em alto e bom som, olhando para o ceu. — Tinha que chover logo hoje, e ainda deste tanto.- Exclamei furioso.
Como resposta, um trovao ecoou com forca, e um relampago clareou momentaneamente o ceu. Olhei para baixo, e vi que estava em cima de uma grande poca d'agua, mas nao me preocupei pois logo vi que, como das outras vezes, meus pes nao haviam afundado poca a dentro, entao segui o melhor que podia, com o meu velho guarda- chuva jogando agua em meu rosto.
Segui caminhando em direcao a praca, onde eu iria pegar o onibus, e ir pra casa. La se ia mais uma hora e meia de viagem chata de desconfortavel, da qual eu iria sair mais extressado e bravo com o mundo.
E eu so tinha 15 anos.
Estudava num colegio particular no centro da cidade de Bangock ( eu nao sou rico, meuspais e que se matam para pagar o colegio), e eu simplesmente odiava aquele lugar, cheio de professores velhos e chatos, mas aguentava principalmente pelos meus pais, eles mereciam tudo do bom e do melhor e eu daria a minha vida por eles.
A chuva ficou pior, e eu comecei a me sentir inseguro, como se estivesse sendo observado por algo ou por alguem. Continuei andando, o tubo onde eu pegava o onibus estava bem proximo, mas a sensacao de inseguranca so aumentava, e o clima tambem nao ajudava em nada. Acelerei o passo, mas ai o meu pe direito pisou em algo que prendeu o pe esquerdo, e eu quase fui de cara no chao. Quase, pois consegui (milagrosamente, diga-se de passagem) me equilibrar e ver que o cadarco do meu velho tenis havia desamarrado. Abaixei- me com dificuldade, por causa do guada- chuva, e comecei a amarrar o meu tenis, mas parei quando ouvi em meio a chuvarada (nao sei como acreditem), um FLAP! FLAP! de um bater de asas. No mesmo instante, um forte relampago apareceu, mostrando uma sombra bastante visivel no chao : uma enorme sombra com asas de morcego.
Encolhi-me o maximo que eu podia, e senti uma forte rajada de vento, que por sinal, quase levou meu guarda- chuva, e ao mesmo rempo quase me derrubou. Levantei o mais depressa possivel e desandei a correr, equilibrando-me do melhor jeito que podia para nao tombar no chao molhado, partindo em direcao a estacao tubo. Me sentiria mais seguro la.
Logo o onibus chegou ( pra minha sorte), eu foi sentar nos bancos do fundo, ainda arfando e tremendo por cauda do susto qu eu havia tomado. Noteo entao quad denhoras que estavam entrando pwla mesma porta que eu, e me arrempedi de te-las encarado, pois sinceramente, eram as duas senhoras mais feias que eu ja havia visto.
- Meu Deus — Exclamei quando as vi. E nao era para menos. Pra comecar, ambas usavam um grande vestido cinza cor de cimento, e uma charpe extremamente colorida enrolando o pescoco, logo acima tendo um rosto de botar medo em lutadores. Ele era afilado que nem a mascara do Panico, lotado de rugas e algumas bolotas de carne. No meio disso tudo, dois olhos pequenos e brilhantes encaravam tudo ao seu redor, e logo abaixo, um grande nariz curvado, parecido com um bico de ave de rapina encobia a boca miuda cheia de dentes amarelados e entramelados.
Segui elas com o canto do olho, esperando que senta-sem bem longe, mas hoje com certeza nao era o meu dia, pois elas ocuparam um banco duplo logo de frente ao meu, e me olharam avidamente. So espero que elas nao gostem de garotinhos, droga !
Resolvi tentar pensar em outra coisa, mas entao elas comecaram a conversar e eu esqueci de esquese-las. Fingindo estar olhando no meu celular, comecei a prestar atencao na coversa, mas logo perdi o entusiasmo, pois elas conversavam em uma outa lingua, da qual eu nao sabia uma do palavra, pois nem sabia que existia. Foquei na janela olhando a chuva, tentei pensar na licao de casa, na janta de hoje, entao comecei a sentir uma angustia, uma sensacao tao ruim, mas esta passou quando ouvi uma voz (melhor, duas), falando uma nome quw eu nunca pensei ouvir de alguem, alem dos meus pais.
-" ...Donec sit amet Wildegard Blake..."- Olhei rapidamente em direcao a voz, e dei de cara com uma das senhoras. Ela deve ter percebido o quanto fiquei perturbado em ouvir aqule sobrenome, pois lancou um sorisso em minha direcao, mostrando todos os seus dentes que, alem de amarelos e entramelados, eram exremamente pntiagudos, como de um animal.
Fiquei pensando no quw ela havia falado, e percebi tres cosas que me assustaram. 1°: Ela sabia minha outra identidade, e pelo modo como falou, estava me procurando. 2°: Ela estava falando em outra lingua, mais porque falar aquele trecho em Latin, nao havia logica nisto. 3°: Como eu entendi Latin tão perfeitamente, a ponto de saber o que ela estava falando Nos livros do Harry Potter (do qual sou fa), so os feiticos eram em Latin, e nao as conversas. Mas eu entendi o que ela havia dito — "...com certeza e um Wildegard Blake..."- . Elas esravam atras de mim.
O onibus deu uma freiada brusca, e entao parou em um tubo, que estava praticamente vazio. Depois deste nao haveria mais paradas, pois a estrada passava no meo de uma mata, considerada perigosa para qualquer ser vivo, pois o lugar era bartante escuro e a mata extremamente fechada. Desviei o olhar em direcao a porta, entao meu animo mudou, pois realmente vi algo que me interessa-se naquele dia.
Um casal de adolescentes, mais ou menos da minha idade entrava pela porta, e logo constatei que eram irmaos, por causa da semelhanca em alguns tracos. — "Melhor pra mim." — Pensei.
A moca era ewalmente linda, so que vestia umas rolpas realmente esteanhas. Usava um longo sobretudo negro abotoado ate o pescoco, com detalhes em vermelho, que chegava ate os calcanhares e era ajustado ao corpo, destacando suas belas curvas, sendo estas bastante atleticas.
Seus cabelos encaracolados deciam ate a altura do busto, e o seu rosto era lindo, com uma pele branquinham olhos se um lindo azul, macas levemente coradas, e uma boquinha pequena, com labios muito bem feitos. Ela caminhou ate a minha direcao, mas parou e sentou em um banco logo a minha frente, tendo ao lado o seu irmao (espero que seja), um cara de um metro e oitenta com aparencia de lutador e igualmente vestido de preto, e mais ao lado as duas senhoras, aue mudaram o jeito de agir depois que os dois entraram no onibus.
A moca se encurvou e olhou ameacadoramente em direcao as velhas, e estas retribuiram o olhar, mas havia nervosismo em seus gestos, entao entreolharam -se e voltaram seu olhar maligno sobre mim, sendo copiada pela moca, mesmo parecendo nao entender o porque do interesse em mim.
Baixei os olhos, e nem percebi como acontedeu, pois foi muito rapido, Quando ergui os olhos, as velhas nao estavam mais la, e os dois irmaos estavam bartante nervosos, e olhavam fixamente em mim, mas desviei novamente o olhar, pois notei que a janela a minha frente estava escancarada e eu estava sendo molhado pela chuva que vinha do lado de fora.
Fechei- a e olhei para os dois a minha frente, perguntando com o olhar o que estava acontecendo, mas eles apenas olharam para baixo e encararam a mao direita; por instinto tambem olhei e vi que cada um carregava uma anel diferente na mao: o dele era a cabeca de um tigre laranja e o dela era uma ave vermelha.
[...]
Apenas ouvi o som cortando o ar e um baita de um estouro. O onibus de u uma guinada brusca para a esquerda e eu fui lancado para a frente com bastante forca. Pude ouvir as pessoas gritando, alguns ja sangrando, quando ouvi o som de vidros se quebrando atras de mim; senti algo muito pontiagudo e afiado rasgando a minha carne, e por um momento pensei que fosse um pedaco de vidro, mas entao ouvi um som, o de asas enormes batendo, entao fui tirado de dentro do onibus a forca. Este desceu a ladeira em alta velocidade e entao comecou a capotar, do parando quando bateu em varias arvores la embaixo, explodindo logo em seguida.
Ouvi um grito, mas logo percebi que era o meu. Eu nao entendoa porque isto estava acontecendo, mas meus pensamentos foram interrompidos pela dor que eu sentia, e pelo o som de algo cortando o ar em alta velocidade, e um guincho alto e estridente logo acima de mim. Olhei para cima com dificuldade, e vi o que havia acontecido, apesar da chuva e do escuro. No peito da criatura que me carregava havia uma enorme flecha vermelha, e ao seu redor, uma chama domecou a consumir lentamente o monstro que me carregava. Este ja sem forcas, me soltou, e eu comecei a cair velosmente em direcao ao asfalto, que por sinal, ficava cada vez maior embaixo de mim.
- Que belo jeito de morrer, virando uma fuzao de picadinho com carne moida. Cara, que piada sem graca! — Para a minha sorte ( ou nao), a minha queda foi bruscamente interrompida. Senti novamente garras rasgando a minha pele sem nehuma cerimonia,sendo que algumas cravaram- se firmemente em minha clavicula direita, e outras tres atravessaram as minhas costelas, na altura ca aquixila eaquerda. Senti o sangue jorrar com abundancia no lodal do ultimo ferimento, e minha respiracao comecou a ficar ofegante, e eu sabia porque: meu pulmao e coracao haviam sido perfurados, mas eu nem sentia dor, nao sentia nada. Meu corpo comecou a ficar mole e pesado, minha vista turva, sentia apenas a chuva molhar o meu corpo, ja sem forcas, a respiracao estava quase sumida, quando o monstro girou- nos no ar, entao eu vi dois vultos sobre as arvores, cada um com algo longo entre as maos, um arco talvez, nao enxerguei direito, quando algo vermelho atravessou o ceu, sendo seguido por mais tres feixes vermelhos, ambos atingindo ao monstro, no coracao, no meio do torax, no pescoco e a ultima na cabeca. Entao fechei os olhos e despenquei la de cima.
A queda era muito rapida, dificultando a respiracao; mais eu nao ligava pois ja nao estava respirendo direito mesmo. Esperei a morte que vinha de bracos abertos, me esperando la embaixo, e eu ia em direcao a ela sem questionar quando, a poucos centimetros do chao, a minha queda foi interrompida novamente. Fiquei um tempo parado no ar, entao cai pesadamente no chao com menos impacto e claro. Percebi a aproximacao rapida de dois vultos, que pararam logo ao meu lado agachando-se.
- Espero que nao seja tarde demais!- Exclamou uma doce voz, proxima ao meu ouvido.- Aguente firme, vamos salvar voce! — E tudo se tornou escuridao.
Notas finais
Não sei quando vou postar o proximo capitulo, mas vou fazer o possivel para der rapido, flw.
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