A Guerra das Cápsulas

7 Vegeta assusta Bulma


Notas iniciais
Yo mina-san! Mais um capítulo. Enjoy!

Bulma percebeu que Vegeta passou a noite toda olhando para ela, quando ela o confrontava com o olhar ele disfarçava e eventualmente ruborizava, então ficou claro para ela que a pessoa que esteve com ela na noite anterior, havia sido ele. Buscou na memória e no corpo evidências de alguma violência e não encontrou, isso significava que ele não a havia estuprado. Mas ela tinha total convicção que se aconteceu alguma coisa entre eles não foi pela sua vontade, então precisava descobrir de fato o que havia acontecido. Como estava sobrando na conversa dos dois pombinhos apaixonados, resolveu que dormiria mais cedo. Aqueles dias inúteis na corte, trocando de roupa dez vezes por dia, com mil jantares e chás intermináveis não eram para ela. Resolveu que voltaria ao seu laboratório já no dia seguinte e deixaria Chichi aproveitar seus últimos dias de solteira na companhia do seu novo amigo. Além disso, a presença de Vegeta não era agradável para ela, não poderia imaginar em sequer atrair o seu interesse sexual, já que além de ser desprezível ele logo seria o marido da sua melhor amiga. Sabia que era muito comum entre a realeza que os reis e príncipes tivessem várias concubinas, muitas delas escolhidas pela sua própria esposa, mas ela não se prestaria a esse papel.

Com esse pensamento, despediu-se de todos e deixou a sala, antes pediu a uma das criadas para levar um chá ao seu quarto, havia passado o dia todo meio ruim com a ressaca, um chá a ajudaria a dormir melhor. No caminho para o quarto sentiu que alguém a perseguia, mas ao virar-se várias vezes não viu ninguém.

Entrou no quarto e Vegeta entrou logo atrás de si, causando a ela um espanto absurdo.

— O que está fazendo aqui? — ela gritou — Saia já do meu quarto!

— Você é uma terráquea insolente, não é? Está brincando comigo?

— Do que você está falando?

— Ontem estava toda assanhada e hoje mal olhou na minha cara!

— Qualquer coisa que eu tenha feito ontem eu fiz pensando que estava com outra pessoa — ela se defendeu.

— Era esse tal de Yamcha, é? — Vegeta perguntou.

— Era você mesmo, então, não é? Você é um desgraçado, se aproveitou de mim! — ela acusou.

— Você que insistiu que eu copulasse com você, sua mulher vulgar.

— Copulasse? Quem fala assim, seu panaca?

Vegeta odiava xingamentos dirigidos à sua pessoa.

— Eu prometi que vou matá-la, e vai ser agora.

Ele se aproximou concentrando energia nas mãos, nem precisava de muito para eliminar aquele vermezinho.

— Saia daqui, eu vou gritar! — Ela avisou.

— Pode gritar, quando alguém chegar aqui você será só pó.

Nesse momento, a criada entrou com a bandeja de chá no quarto, Vegeta estendeu as mãos e pulverizou a jovem num instante.

— Você matou ela! — Bulma gritou e correu para o lugar havia estado o corpo da criada, somente uma mancha residual escura permaneceu no chão.

Ela começou a chorar em pânico e a soluçar, nunca havia visto uma pessoa morrer bem na sua frente, ainda mais de um jeito tão bruto e por um motivo tão banal.

— Se ao menos eu não tivesse pedido o chá — ela soluçou.

— Para de choramingar, mulher — Vegeta riu — era só uma terráquea inútil.

— Ela era uma pessoa! Uma pessoa! Como pôde fazer isso?

— Eu fiz porque eu posso. Eu posso matar quem eu quiser, na hora que eu quiser — ele sorriu malignamente.

— Você é um monstro! Saia daqui.

Vegeta a puxou pelos cabelos e começou a concentrar mais energia nas mãos. Bulma olhava petrificada para aquela luz amarelada em suas mãos. Não queria morrer daquele jeito horrível, ser pulverizada e não restar nada de si. Se ao menos tivesse aprendido um ou dois golpes. Mas pensando bem, nem se fosse faixa preta seria capaz de fugir de um ataque daqueles. Pensou em negociar.

— Quer uma cápsula? Eu te dou se me deixar ir.

— Que cápsula que nada, eu vou matar você por ter desrespeitado o príncipe dos saiyajins.

— Eu só pensei em... bem, na verdade eu não queria te desrespeitar... eu não sabia.

— Não sabia que deve obediência ao soberano?

— O nosso rei é bom, eu pensei que você fosse como ele — ela procurou algum traço de bondade nele.

— O seu rei é um fraco, um verme, não ouse me comparar com ele.

A mão de Vegeta estava agora a menos de um palmo de distância de Bulma, se ele a estendesse mais um pouco e encostasse nela, ela seria exterminada.

— Eu faço o que você quiser, eu imploro! Eu não quero morrer! — Bulma continuou a chorar.

Vegeta gostava de torturar suas vítimas antes de matar, gosta de ouvir as lamentações, as promessas que ele sabia que nunca cumpririam, afinal seres de classe inferior nunca cumpriam com as suas promessas. Ainda tinha a lembrança da noite anterior, quando ela sem medo nenhum se insinuou pra ele. Com ele, as mulheres nunca se insinuavam, elas somente obedeciam, até as guerreiras saiyajins agiam submissas diante dele. Estava interessado em saber até onde ela iria por sua vida. Ele desfez o facho de luz das mãos e disse.

— Tudo bem, mulher. Você ganhou mais uma chance comigo.

Bulma mal podia acreditar, já imaginava seu belo corpo pulverizado, os pais chorando, as manchetes no jornal.

— Muito obrigada príncipe! Eu juro que a partir de agora eu nunca mais vou sequer lhe dirigir a palavra, eu vou embora do palácio amanhã mesmo, eu nunca mais vou ter perturbar.

Ladainhas, mais ladainhas, e as erradas ainda por cima.

— Não, nada disso! Você vai continuar por aqui enquanto eu quiser e vai fazer tudo o que eu mandar.

Bulma pensou que ele fosse mandar ela fazer trabalhos domésticos pra ele, servir bebida, cozinhar, qualquer coisa, seriam só três meses, passaria rápido.

— Tudo bem, eu faço tudo o que você quiser, agora mesmo eu faço, o que você quer? — ela perguntou.

— Satisfaça-me.

Notas finais
Quero comentários. Obrigada, de nada! Huahauahuahaua!