Notas iniciais
Yo mina-san! Aproveitem o capítulo do feriado!

Bulma acordou com os raios de sol fortemente batendo em seu rosto. Estava deitada na cama do quarto que sempre usava quando dormia no palácio. Uma criada abria as janelas, no criado mudo ao lado, uma bandeja com café preto, suco de laranja, aspirinas e algumas fatias de bolo.

— Que horas são? — ela perguntou.

— São quase meio dia, srta. Bulma.

Com dificuldade ela sentou-se na cama e tomou o café.

— Sabe se meus pais estão aqui?

— Eles retornaram ontem mesmo para a sua casa, srta. Bulma.

— Hummm, e a Chichi?

— A princesa ainda está dormindo, srta. Bulma.

— Eu não me lembro de ter vindo para o meu quarto ontem.

— Um dos guardas do palácio a encontrou e trouxe para cá, senhorita Bulma.

Então Bulma lembrou-se que bebera muito na noite anterior após brigar com Yamcha, e depois transaram em uma das salas de chá. Ele provavelmente fora embora e a deixou lá sozinha, como já fizera inúmeras vezes.

— "Continua sendo um porco. E eu uma idiota" — ela pensou.

Ela pousou a xícara de café na bandeja e correu para o quarto de Chichi que ficava ao lado do seu.

— Acorda dorminhoca! — ela entrou no quarto gritando.

Chichi cobriu a cabeça e resmungou.

— Acorda, temos que conversar!

— Só depois que eu dormir por mais seis horas — a princesa avisou.

Bulma pulou na cama com ela e ficou insistindo para que Chichi acordasse.

— Vai logo, eu tenho que saber o que aconteceu!

— Não aconteceu nada, infelizmente! — Chichi descobriu a cabeça e continuou — Ai Bulma, eu estou apaixonada. O que eu faço?

— Fica com ele!

— Eu não posso!

— Se fosse eu você, eu ficava!

— Lógico que você ficava, você é você, eu sou eu! — Chichi argumentou.

— Mas até aonde vocês foram?

— Não fomos para lugar nenhum, só dançamos.

— Ele te beijou? — Bulma quis saber.

— Não, ele é muito fiel ao seu "amado príncipe"!

— Mas ele sabe que você gosta dele?

— Não, eu não disse nada.

— Mas ele percebeu?

— Eu acho que não, ele é meio burro.

Bulma gargalhou.

— Sabe — Chichi continuou — eu acho que eu estava me iludindo, ele é um cara super educado e gentil. Acho que ele só estava sendo legal comigo, ele não gosta de mim.

— Impossível — Bulma sentenciou.

— Você não pode dizer, você mal ficou na festa.

— O Yamcha veio.

— Eu vi — Chichi avisou.

— A gente brigou.

— Claro que brigaram, como poderia ser diferente?

— Mas depois fizemos as pazes, em grande estilo! — ela levantou-se puxando os edredons da cama e enrolando no corpo — em uma dessas salinhas chiques que você tem aqui.

— É sério? Mas eu vi ele indo embora — Chichi riu.

— Ele foi e voltou!

— Você bebeu bastante ontem, não bebeu? Eu vi ele indo embora, entrou em um carrão com a Maron e vazou.

Bulma perdeu toda a empolgação.

— Será que ele não voltou logo depois? Assim escondidinho?

— Não sei, pode ser, mas teria sido estranho.

— Eu não estou louca, eu lembro do que aconteceu ontem!

— Mas aconteceu tudo mesmo?

— Ah, eu acho que sim... bem pra falar a verdade eu acho que eu sonhei — Bulma concluiu envergonhada.

— Tá vendo, olha aí!

— Mas tinha alguém comigo, eu tenho certeza.

— Você está louca, amiga.

— Será que foi um daqueles saiyajins malvados? Ai meu Kami! Eu fui estuprada! — Bulma ameaçou chorar.

— Você está muito inteira e feliz para ter sido estuprada. Se rolou algo deve ter sido consensual, não acha?

— Nossa, eu transei com alguém achando que fosse o Yamcha? Por Kami, eu estava pior do que imaginava...

— Relaxa amiga, deve ter sido um daqueles saiyajins delícia com quem você dançou.

Bulma permaneceu pensativa enquanto Chichi pegava os edredons de volta.

— Vamos voltar a dormir? — Chichi pediu.

— Não, já perdi o sono.

— Então cai fora daqui.

— Adeus, majestade! — Bulma fez uma reverência exagerada e saiu. Precisava descobrir o que fizera na noite passada e o mais importante, com quem fizera.

***

Vegeta havia saído antes do almoço para encontrar com Raditz. Goku ainda dormia quando ele saiu e não foi possível acordá-lo, nem debaixo de todas as ameaças. Na noite anterior quando deixou Bulma foi procurar uma das saiyajins de sangue puro para acasalar, mas não encontrou nenhuma disponível. Seus homens e até outros humanos haviam chegado primeiro que ele. Acabou resolvendo seu problema sozinho no banheiro enquanto o corpo da terráquea de cabelo azul invadia seus pensamentos.

Foi difícil se encontrar com Raditz, e quando o encontrou, este mostrou-se esquivo. Pelo visto os longos anos longe do planeta Vegeta haviam feito dele um rebelde que não reconhecia mais o seu papel de súdito de Vegeta.

— Eu quero saber o que está acontecendo. Porque não obedecem mais as minhas ordens? — Vegeta gritou.

— Nós obedecemos sim, majestade — Raditz respondeu.

— Como obedecem? Eu não mandei vocês matarem dez por cento da população humana como aviso?

— Mandou sim, majestade.

— E então?

— Então eles morreram — Raditz deu de ombros.

— Mas não por suas mãos.

— Eles morrem fácil majestade. São fracos e destreinados, adoecem com facilidade.

— É pra você mesmo e os homens matá-los, não esperar que eles morram de doenças!

— Mas estamos aqui para fazer a segurança do planeta — Raditz ponderou.

Raditz era esperto e esquivo, mas Vegeta não gostava de ser feito de besta. Estapeou o rosto do saiyajin.

— Você e todos esses homens vão voltar comigo para o planeta Vegeta. A segurança será feita de outra maneira.

Com seus recursos acumulados ilicitamente, Raditz sabia que poderia fugir para outro planeta se precisasse. Não voltaria para aquela vida de merda do planeta Vegeta nem que tivesse que morrer.

— Ok, majestade — Ele concordou porque era mais fácil mentir para o Vegeta do que discutir com este.

Vegeta voltou para o palácio. Ainda pensava em conseguir uma mulher saiyajin antes do jantar daquela noite com a princesa.

Logo que voltou encontrou Bulma na sala de visitas. Não conseguiu evitar que ruborizasse assim que lembrou de tudo o que aconteceu na noite anterior. Ela percebeu a agitação deste, mas sabendo que era um imbecil arrogante o ignorou.

Na hora do jantar, todos trajavam roupas mais elegantes do que o normal. Vegeta estava acostumado a comer sozinho e precisaria nos próximos meses a se acostumar com as conversas idiotas dos terráqueos insolentes e seus costumes inúteis. Além disso, precisaria fazer a corte à princesa. Nunca fora um cara romântico ou dado a namoricos, quando queria uma mulher era só mandar que ela fazia tudo o que ele queria. Pensando bem, era chato ter sempre pessoas à sua disposição, principalmente mulheres, com quem ele não conseguia conversar sem ofendê-las. Precisaria controlar-se com Chichi, afinal ela era da realeza, assim como ele, e ele dependia das negociações que fariam no futuro.

Após o jantar ele reuniu-se com Goku, o Rei Ox, Chichi, Bulma e outras pessoas da corte. Esses momentos aparentemente eram importantes e esperados. Goku monopolizava a conversa, Chichi ria de tudo o que ele dizia, os olhos dela brilhavam, Bulma acompanhava à ambos mas de fato não participava da conversa. Vegeta não conseguia parar de olhar para ela. Na noite anterior tivera toda a chance do mundo de matá-la, mas com o seu comportamento vulgar ela estragou seus planos.

—"Ela mal consegue olhar pra mim também" — ele pensou — "Será que esse é o comportamento comum das terráqueas? Atiçar os homens até o limite e depois ignorá-los?"

Não toleraria isso de Chichi, ele logo concluiu.

— "Ou ela estava realmente bêbada e não lembra de nada?"

—"Isso é igualmente desprezível e mostra que ela é de um nível bem mais baixo do que eu pensava."

Os olhos de Vegeta estavam em Bulma e a cabeça também, tanto que ele foi o único que se incomodou quando ela anunciou que iria para o seu quarto, já que Chichi e Goku estavam ocupados demais um com o outro e o Rei Ox conversava com outros membros da guarda real dos saiyajins.

Mais uma vez Vegeta resolveu seguir a terráquea. Hoje ela não estava bêbada, mas mesmo assim ainda tinha intenções de matá-la.

Notas finais
Deixem seus comentários, abraços!