Notas iniciais
Yoo, mina-san! Aproveitem o capítulo de hoje!

Vegeta cruzou a plataforma do castelo rapidamente. Havia sido convocado para uma reunião emergencial com os conselheiros, e mesmo tendo adiado algumas vezes, agora tornava-se imperativo atendê-los, principalmente porque os mesmos deixaram claro em suas mensagens que era algo de imensa importância referente à sucessão do trono. Quando chegou, Tarble já estava presente.

— Falem logo, seus vermes insolentes, que eu não tenho o dia todo para atender vocês.

— Majestade, não vamos fazer rodeios, a questão é sobre a sucessão do trono. Vossa majestade vai deixar de ser o próximo na linha de sucessão, e no seu lugar, o príncipe Tarble será coroado rei.

— O que está dizendo, verme? — Vegeta vociferou.

— É assim como ouviu, majestade. As leis do nosso planeta exigem que para se tornar rei, o príncipe regente precisa se casar e gerar herdeiros. Bem, vossa majestade casou-se com a princesa terráquea, mas não a trouxe consigo, muito menos um herdeiro.

— Eu não poderia trazê-la de modo algum, seu verme!

— Bem, não sei dos detalhes, mas o que eu sei é que as regras exigem que, se o príncipe regente não gerar herdeiros em vinte e cinco anos, ele perderá o direito ao trono, então, qualquer outro saiyajin capaz poderá pleitear o direito de se tornar rei.

— Então deixe o patife tentar que eu mesmo o matarei — Vegeta ameaçou.

— Majestade, ainda não existe nenhum pretendente ao trono. E nós mesmos não queremos que o poder vá para outra família que não a sua. Então, preferimos coroar o príncipe Tarble como rei, ele se mostrou valoroso e capaz como seu conselheiro particular, acreditamos que ele será um rei justo e promissor. Além disso ele casou-se com a princesa Gure e a aliança se mostrou promissora nos últimos anos, já que foi positiva politicamente. E ele também já tem quatro filhos, quatro herdeiros legítimos.

Vegeta olhou Tarble severamente, que mantinha um sorriso tranquilo e um olhar enigmático.

— E você concorda com isso, seu traidor? — ele perguntou para o irmão.

— Acalme-se, nii-san. Eu não concordo com nada, mas prefiro eu me tornar o rei se for para evitar um levante popular. Sabe que as nossas leis são rígidas, você está como regente há vinte e quatro anos, logo o seu prazo se expira, precisamos pensar em como resolver a questão dos herdeiros em primeiro lugar. Por que não volta para a Terra e se resolve de vez com a princesa terráquea? Traga-a para cá e providencie um herdeiro o mais breve possível.

— Não posso fazer isso — Vegeta resmungou.

— Por que não? Ainda não a perdoou?

— Está perdoadíssima — Vegeta riu — mas a questão é que está morta também.

— O quê? — os conselheiros perguntaram assustados.

— Isso mesmo, seus paspalhos. Ela me traiu com aquele fraco do Kakarotto, então tive que matá-la.

— Então você a matou... — Tarble ponderou.

— Foi isso, eu a matei — Vegeta concluiu.

— Bem, se a princesa terráquea está morta, então terá que providenciar outro casamento logo — um dos conselheiros disse — tem a filha do general, ela pode servir, é uma guerreira valorosa, será uma boa rainha.

— Aquela que mais parece um homem? Dispenso.

— Então tem a...

— Calem a boca! — Vegeta gritou — não quero que fiquem me arrumando casamento, seus paspalhos!

— Mas, majestade, é necessário que haja um casamento, senão o trono passará para o príncipe Tarble.

— Eu vou casar, seu idiota. Mas é com a noiva que eu escolher!

— Quem vai ser, majestade? Precisamos saber se a moça é adequada para se tornar rainha.

— Claro que ela é adequada, ela é perfeita.

— Está pensando em quem estou pensando? — Tarble perguntou.

— Não sei o que se passa na sua cabeça, mas na minha só tem um nome possível: Bulma.

***

Logo que decidiu que se casaria com Bulma, Vegeta perdeu a coragem. Mandou os conselheiros saírem e ficou a sós com Tarble. Este disse que Vegeta teria que pedir a mão dela em casamento, e quando percebeu que não poderia ser uma ordem, que ela teria que aceitar também, ele desistiu.

— Ela vai dizer não, com toda a certeza — Vegeta sentenciou.

— Deixa de ser bobo, nii-san! Vocês estão juntos há anos, ela te ama!

— Eu sei disso, mas se eu tiver que fazer um pedido romântico estou ferrado! Não vou conseguir fazer um pedido desses.

— Eu te ensino, é fácil. Compre um anel, se ajoelhe e diga belas palavras, não vai ter jeito dela não aceitar.

— Eu não sei dizer belas palavras.

— Tente. Pense no que gosta nela e diga isso, e pronto, será suficiente!

Vegeta pensou em tudo o que gostava na Bulma. Logo de início tinha a personalidade arrogante e atrevida, depois como era inteligente e sagaz, então vinha a bondade que ajudava a equilibrar seu gênio terrível. Fora isso era gostosa e quente na cama, além de ser belíssima, cada dia mais bela aos seus olhos.

— Tem algumas coisas nela que não me desagradam — ele disse com um sorriso malicioso.

— Fale sobre essas coisas e pergunte se ela quer se casar com você, ela vai aceitar.

— Tá, eu vou ver como vou fazer isso.

— Mas faça logo, nii-san, você ouviu o conselheiro, você tem pouco tempo.

— Tem um ano inteiro ainda.

— Um ano passa voando, e muita coisa pode acontecer até lá — Tarble disse enigmaticamente.

***

À noite, Vegeta apareceu no quarto com um anel. Bulma não estava. Ela de novo não havia jantado com ele. Vegeta imaginou que ela só poderia estar no seu laboratório, possivelmente ainda preocupada com a finalização da nave. Pretendia fazer o pedido do jeito mais romântico e sincero possível. Já havia ensaiado algumas palavras diante do espelho. Sentia-se um tolo, mas ao mesmo tempo estava excitado, queria ver o rosto dela se iluminando quando ele perguntasse.

— Ela vai dizer sim, ela vai me aceitar, ela tem que me aceitar!

Guardou o anel na gaveta de calcinhas dela e estava prestes a sair do quarto, quando sentiu uma presença indiscritivelmente forte. Não era ninguém conhecido, nenhum dos saiyajins dali tinha um poder daqueles. Ele logo temeu que fosse Freeza, mas aquele não era o ki do lagarto. A voz que ouviu o encheu de confusão e fúria.

— Yo, Vegeta! Há quanto tempo!

Vegeta reconheceria aquele timbre esganiçado em qualquer lugar do universo, mas não poderia acreditar que fosse realmente ele.

— Kakarotto?

***

Bulma estava tão absorta nos seus cálculos que não percebeu quando um homem entrou no laboratório. Ela estava com problemas técnicos para concluir a nave mais rápida, e não conseguia passar daquele ponto. O homem andou calmamente até ela, e pousou as mãos suavemente sobre seus ombros. Bulma retesou-se, conhecia o toque de Vegeta e aquele não era ele. Então ouviu a voz da última pessoa que esperava ouvir naquele lugar.

— Bulma...

— Yamcha?! — ela gritou, se jogou nos braços dele e o abraçou. Yamcha retribuiu o abraço, ela ainda era a mesma Bulma de sempre. Passada a primeira comoção, ela pôde formular algumas perguntas.

— Mas você... o que está fazendo aqui? O que está acontecendo?

— Fique calma, Bulma — ele a tranquilizou — eu vim para resgatá-la.

— Me resgatar?

— É.

— Mas eu não estou precisando de resgate — ela sorriu — cadê meus pais? Eles vieram? Você veio para me visitar, não é?

— Não é bem isso, Bulma. Nossa viagem não é hospitaleira. Estamos em guerra.

— Guerra?

— Sim, isso mesmo. Nós humanos declaramos guerra contra os saiyajins.

— Por causa das cápsulas que o Vegeta roubou?

— Sim, com certeza.

— Mas se for só isso não precisa de guerra, eu tenho certeza que ele vai devolver tudo de bom grado.

— Você ainda continua a mesma boba esperançosa, não é mesmo? — Yamcha sorriu.

— Não sou boba coisa nenhuma. O Vegeta e eu... nós somos namorados agora. Se eu pedir ele vai entregar as cápsulas.

— Namorados?

— Sim.

— Mas você não foi trazida contra a sua vontade?

— Sim, mas depois as coisas mudaram, eu aprendi a amá-lo, e ele a mim. Nós estamos muito felizes.

Yamcha riu.

— Não ria! Eu sei que está com ciúmes, mas eu estou muito feliz com ele! — ela protestou.

— Não estou com ciúmes, mas estou impressionado que você caiu no papo desse cara. Justo ele, um tirano assassino.

— É como eu disse, se eu pedir ele vai entregar as cápsulas pacificamente.

— Bem, se você diz isso eu não duvido, mas estou aqui cumprindo ordens. Goku foi muito claro, encontre Bulma e a leve em segurança para nossa nave.

— Goku?

— Sim, quem mais você acha que seria?

— Eu não sei, não estou entendendo mais nada. O Goku está à favor dessa guerra?

— Claro! Ele é o maior interessado! A maior vingança pertence à ele.

— Vingança? Me explica direito o que está acontecendo!

— Bulma, não temos tempo! Venha para a nave comigo, Goku vai finalizar Vegeta rapidamente, pegar as cápsulas e nós vamos embora, a última coisa que ele quer é um conflito com saiyajins inocentes, o negócio dele é só a sua vingança contra Vegeta.

— Não! Me fale exatamente o que está acontecendo! — Bulma gritou.

Yamcha passou as mãos nos cabelos exasperado, pelo visto Bulma não havia mudado uma vírgula, ainda era a mesma teimosa cabeçuda de sempre.

— Bulma, entenda. Estamos aqui para resgatá-la de Vegeta, certo? Você pode amá-lo e tudo o mais, mas seus pais estão desesperados para vê-la de novo, você não quer ver eles?

— Claro que eu quero!

— Então venha para a nave comigo, eles estão na Terra, não aqui. Eles não viriam para a guerra, ou você acha que viriam?

— Claro que não, meus pais são pacíficos! E idosos! Eles não lutariam em uma guerra.

— Pois bem, é isso. Venha para a nave, assim que Goku matar o Vegeta nós vamos para casa.

— Matar o Vegeta? — ela gritou — mas eu não posso permitir!

— Ainda defende esse cara? Mesmo depois de tudo o que ele fez?

— Eu não concordo com o roubo das cápsulas, mas não acho que ele mereça morrer por isso.

— E pela Chichi? — Yamcha perguntou.

— O que tem a Chichi? Ela veio? Estou com tanta saudades!

— Claro que ela não veio, como poderia? Ele a matou!

— O quê?

— Não me diga que ele nunca te disse?

— Quem nunca me disse o quê? Eu não estou entendendo mais nada agora.

— Bulma, Goku está aqui para vingar a morte de Chichi. Vegeta a matou na noite do baile de casamento.

Notas finais
Deixem comentários, abraços!