Notas iniciais
Yoo mina-san! Como prometido, aproveitem o capítulo de hoje!

Bulma estava apreensiva. Turles havia mandado a nave pousar em um planeta que estava somente a poucas horas do planeta Vegeta, logo depois, mais naves chegaram e eles estavam todos reunidos esperando por algo que ela não fazia ideia do que se tratava. Bulma desceu da nave, ali a atmosfera era menos pesada do que a do planeta anterior, então ela estava satisfeita por finalmente poder respirar levemente depois de tanto tempo. Observou Turles conversando com um grupo de soldados, ela estava desconfiada de uma coisa, mas não queria acreditar que Turles e todos aqueles outros saiyajins estavam fugindo de Vegeta ou algo do tipo.

— Turles, o que está acontecendo? Por que todos esses saiyajins vieram junto?

— Não é nada para se preocupar, Bulma — ele respondeu evasivo.

Passou a noite e nasceu um novo dia, e nada deles partirem logo dali. Ela estava realmente preocupada. Então viu ao céu uma nova nave pousando. Os tripulantes saíram, ela nem precisou se esforçar para ver Vegeta entre eles, liderando o grupo. Instintivamente escondeu-se, não voltaria com ele de maneira alguma.

Houve um rápido confronto, quando Bulma viu alguns saiyajins sendo mortos ela entendeu que a coisa era séria. Turles e Vegeta ficaram frente a frente, lutaram. Vegeta machucou muito o soldado. Ao ser rendido, Turles incitou os seus homens a lutarem, mas eles foram rapidamente eliminados pelos homens de Vegeta. Por fim, ficaram só Vegeta, seus homens, Turles e Bulma, que escondida no interior da nave, horrorizada, observava tudo pela janela.

— Cadê a terráquea? — Vegeta gritou.

Turles não respondeu. Bulma ouvia os gritos, não queria acreditar que aquilo tudo era por causa dela, quantas pessoas haviam morrido por ela ter fugido? Se ela pudesse voltar atrás e desfazer aquilo, ela faria.

Turles apanhou mais um pouco, e, sob a iminente ameaça de morte, acabou revelando.

— Ela está naquela nave — ele apontou.

Alguns soldados vieram para buscá-la, Bulma ainda tentou se esconder, mas foi em vão. Logo estava sendo escoltada por dois saiyajins muito fortes, seria impossível lutar. Eles a jogaram ajoelhada ao lado de Turles. Ela levantou o olhar e Vegeta, implacável como sempre, a olhava com o maior desprezo que ela já havia visto naquele olhar. Abaixou o olhar de novo, não conseguia olhar para ele, temia que sua vida acabasse ali.

— Onde estão suas cápsulas, terráquea? — Vegeta se dirigiu à Bulma.

— Estão aqui comigo — ela respondeu sem entender nada.

— Me dê elas.

— Não faça isso! — Turles gritou e foi golpeado de novo.

— Por quê? O que está acontecendo? — Bulma quis saber.

— Só entregue as cápsulas e você ficará viva — Vegeta avisou.

Ela tirou do bolso o seu suporte de cápsulas e entregou à ele. Vegeta abriu o suporte e pegou a cápsula que lhe pertencia. Jogou o suporte com as outras cápsulas de Bulma no chão.

— O que é isso? Que cápsula é essa?

— Essa é a cápsula que contém todos os recursos que eu tomei da Terra — Vegeta respondeu.

— Então... isso tudo é por causa disso?

— Sim, claro. Achou que fosse por você?

Ela desviou o olhar.

— Eu estou livre? Você não vai me obrigar a voltar? — ela perguntou.

— Não entendeu ainda, terráquea? Você já não significava nada para mim antes, agora que se aliou à esse Turles, você simplesmente não existe.

— Mas eu não me aliei...

— Não sabia que ele estava armando um golpe? Vai me dizer que não facilitou pra ele?

— Eu não facilitei nada, eu nem sabia desse golpe ou qualquer coisa do tipo!

Vegeta observou que ela provavelmente falava a verdade, mas não conseguia mais olhar para ela sem ter vontade de matá-la.

— Eu sei que vocês são amantes... por isso estava tão fria nessa última semana, não é?

— Eu não sou amante dele! Não temos nada um com o outro! — Bulma gritou indignada, olhou para Turles e esse ria maliciosamente.

— Turles, diga pra ele! Diga que não somos amantes, você tem aquela saiyajin, a sua namorada, não tem?

— O que está falando, Bulma? Você sabe que é a única — Turles respondeu rindo com escárnio.

— Eu não sou! Vegeta... acredite em mim, eu não sou amante dele!

Vegeta estava com um nojo absurdo, não conseguia pensar que a dividia com aquele soldado de baixo nível, ainda mais sendo Turles tão parecido com Kakarotto, que já o havia traído daquele mesmo jeito uma vez.

— Por que eu acreditaria em uma vagabunda como você? — então ele se dirigiu aos seus homens — vamos embora, não tem mais nada pra ver por aqui!

Passou por Turles e o golpeou mais uma vez. Ele caiu no chão, rindo pelo fracasso do seu plano.

— Devemos matá-lo? — um dos homens perguntou.

— Não... deixe esse lixo aí... ele e a terráquea estarão mortos em pouco tempo.

— Não vai levar a moça de volta?

— Não.

— Mas ela parece ser a única inocente no meio disso tudo.

— Vai questionar meu julgamento? — Vegeta respondeu irado.

— Não, majestade. Sinto muitíssimo — o homem fez uma reverência profunda.

— Vegeta, me dê uma nave pelo menos! Eu preciso voltar para o meu planeta! Não tem nada aqui, eu vou acabar morrendo — Bulma pediu

— É exatamente isso o que quero que aconteça — ele a olhou friamente.

Vegeta partiu. Os soldados que vieram com ele entraram nas naves roubadas e partiram também. Agora Bulma estava abandonada em um planeta desconhecido e não tinha possibilidade nenhuma de sair dali.

***

Bulma abriu sua casa de cápsula, depois carregou Turles para dentro e o ajudou com seus ferimentos. Ele não esboçou reação nenhuma, somente a olhava daquela maneira estranha que sempre a incomodou, mas ela não pareceu notar isso. Depois ela o deixou descansando para se recuperar e saiu para ver o que tinha nos arredores. Não tinha nada, nem sinal de uma civilização, ou mesmo animais, era só deserto e uma vegetação rasteira de cor marrom alaranjada. Voltou depois de algum tempo, após vasculhar os scouters de alguns saiyajins mortos. Ela tentou fazer um comunicador, pensou em contactar Tarble, ele acreditaria nela, se ela tivesse sorte. Talvez ele pudesse mandar uma nave para ela conseguir voltar para o seu planeta. Ela contou seus planos à Turles, que calado ouvia tudo e observava ela desmontar os scouters.

— Ele não vai nos ajudar — Turles disse por fim.

— Ele vai sim, Tarble é muito diferente de Vegeta, ele pode nos mandar uma nave, sei lá...

— Está enganada se pensa que Tarble é diferente de Vegeta, ele é absolutamente igual. A diferença é que ele esconde um pouco melhor o seu lado ruim.

— Tipo você? O que tinha na cabeça para armar um golpe desses contra seu príncipe? E ainda me usou, inventou que somos amantes... se eu conseguir a nave vou voltar para o meu planeta, posso te dar uma carona até algum lugar, mas não vamos querer você lá! — ela respondeu brava.

— Sua tola... — Turles disse se aproximando — estamos condenados aqui... ninguém virá te salvar como num filme ou coisa do tipo. Mas já que é assim, acho que vou aproveitar um pouquinho as suas últimas horas de vida. Afinal somos amantes, não somos?

— O que está dizendo...? — ela recuou assustada com o olhar dele.

— O melhor a fazer é não resistir.

Turles agarrou Bulma e começou a rasgar as roupas dela.

— Me solta, seu desgraçado! — Bulma se debateu o máximo que pôde, mas ele era absurdamente forte e não media sua força como Vegeta fazia.

Ele deu um forte tapa no rosto dela, então ela foi ao chão.

— Eu falei para não resistir — ele a pegou e jogou na cama.

Bulma começou a espernear e estapear ele, conseguiu mordê-lo e correr para a porta de saída, em poucos segundos ele já estava em cima dela, a impediu de sair, voltou a jogá-la na cama.

— Quantas vezes eu tenho que te falar para não resistir? — ele perguntou com um olhar malvado.

Em seguida quebrou um dos pés dela, bem na junção entre o calcanhar, a impedindo de fugir. Bulma gritou, horrorizada com o que estava acontecendo e pela dor absurda. Então Turles repetiu o mesmo com o outro pé da moça, enquanto sorria maleficamente.

***

Na nave de retorno, Vegeta lembrava do olhar perdido de Bulma tentando entender o que estava acontecendo.

— "No final das contas ela era inocente" — ele pensou — "mas eu não posso mais, acho que eles são amantes há muito tempo... por isso ela estava apática todos esses dias..." — e o peito queimava com o ódio lhe consumindo.

Então lembrou das palavras de Tarble:

—"... ele sempre as mata depois de copularem."

— Não é da minha conta! Foda-se! — Vegeta gritou.

— Aconteceu algo, majestade? — um dos saiyajins perguntou.

— Calado, insolente!

E começou a pensar no corpo de Bulma destroçado por aquele sádico. Se ele que media sua força as vezes à machucava, Turles a mataria.

— "Deveria ter matado ele... assim ela teria alguma chance" — ele pensou.

E aqueles olhos suplicantes voltou a encher seus pensamentos, as lágrimas da terráquea eram o seu maior pesadelo, não podia permitir que ela chorasse nas mãos daquele maníaco.

— Voltem imediatamente! — Vegeta gritou.

— Majestade... já estamos quase chegando em Vegeta.

— Não quero saber! Volte agora mesmo ou eu te mato, seu verme insolente!

O saiyajin manobrou a nave, fez a volta e voltaram para o pequeno planeta onde Bulma estava.

***

Ao chegar, Vegeta encontrou o local do mesmo jeito que havia deixado. Exceto por alguns scouters dos saiyajins mortos terem sido removidos e a casa de cápsula estar montada. Entrou e o que viu quase fê-lo desmaiar de nojo e ódio.

Bulma, com o rosto completamente desfigurado e coberto de sangue, todos os membros quebrados, e Turles por cima dela, guinchando como um porco, maculando o corpo daquela que Vegeta adorava mais do que tudo.

Notas finais
Deixem comentários, abraços!