A Guardiã Do Livro Oculto
45 Capítulo 45
Notas iniciais
Finalmente o ÚLTIMO capítulo!
Deu um trabalhão pra fazer, tomara que gostem do final o.O
Já que é o fim, todos que lerem poderiam deixar um review né?
Por favor, gente!
Aiaiai chega de enrolar...
Boa leitura!
Capítulo 45
Pov Paige
E finalmente tudo iria acabar.
Garanto que a “Trupe Maligna” tremeu na base quando os Olimpianos apareceram de supetão. Eu fiquei paralisada, afinal, era a primeira vez que os via, com exceção de meu pai, é claro.
Quando Zeus fez menção de dizer alguma coisa, eu instantaneamente prendi a respiração.
- Stormie, afaste-os. A briga agora é nossa. – o deus dos deuses proferiu decidido.
É... o bicho vai pegar!
- Não confia nos Pseudo-herois, todo poderoso Zeus? – Phobos, que agora parecia lidera-los, zombou. Hades devolveu.
- Eles fizeram a parte deles, e agora chegou a nossa vez. Imaginam que conseguirão nos derrubar com algumas informaçõezinhas? Elas de nada adiantam sem uma boa hermenêutica, por que ás vezes nem tudo o que parece o é de fato.
- Está dizendo que o livro mente em certo aspectos. – Pela primeira vez ouvi o som da voz de Hebe. Parecia um disco de vinil antigo e todo arranhado sendo tocado em uma vitrola caindo aos pedaços.
- Errado. Ele disse que o conteúdo tem interpretações ambíguas. – Atena corrigiu-a.
Boa! Atena podia não gostar de mim, mas eu com certeza admirava muito a sua inteligência e também os seus feitos, que Annabeth fez questão de me relatar em sua grande parte.
- Chega dessa lenga lenga e vamos ao que interessa. O livro está em nossas mãos e nós temos o poder de destruí-los, e é isso que vamos fazer! – Nêmesis se pronunciou. A deusa que era conhecida por suas atitudes impiedosas, e por não falar muito, resolveu enfrentar os olimpianos definitivamente, assumindo uma posição de mulher decidida e insensível. Ela até teria um pouco de credibilidade comigo se pelo menos usasse roupas da moda... Será que ela pensa que Zeus vá temer alguém que combina infantilmente vermelho com rosa? Eu esperava mais da deusa da vingança.
Todos estavam extremamente tensos, observando cada movimentos que os deuses, de ambos os lados, executavam. Não entendi o motivo, mas os olhares de quase todos, com exceção de mim e de Grover — que agora comia discretamente a grama do Central Park, estavam temerosos, como se os habitantes do Olimpo realmente tivessem chance de perder. Okay, eles tinham, mais era muito menor do que a chance de derrota de Phobos e companhia.
- De que adianta ter o livro sem tê-lo estudado? As informações dele só são eficazes em conjunto, e meia dúzia de frases não os farão derrotar-nos, e isso nós podemos fazer com vocês.- Meu pai, o deus dos mares, disse com propriedade. Acho que ele estava realmente convivendo bastante com Atena.
- Você matou meu filho, Poseidon! Merece desaparecer também. – Nemesis gritou, furiosa.
- A morte de Martin foi consequência de suas escolhas. Todos aqui sabemos que vingar a morte dele é apenas um mísero pretexto seu, que sempre invejou um trono de deusa Olimpiana, mas suas atitudes nunca a fizeram merecer. Não seja hipócrita! – Poseidon respondeu. Eu não pude deixar de bater palmas ao discurso do meu pai, foi perfeito! Em alguns segundos de silêncio, apenas o som que vinha das minhas mãos faziam a trilha sonora do local, e sobre os olhares repreensivos de Annabeth, e os sorrisos idiotas de Percy e Thalia, eu parei dando lugar somente ao barulho do vento.
- A hora de vosso fim se aproxima. – a voz de Hera tremulou por entre as árvores. Annabeth torceu o nariz quando a rainha dos deuses falou, e me recordei de alguma vez ela ter dito que não se dava muito bem com a “avó”.
Podiam não querer, mas todos os quatro deuses da linha oposta transpareciam o medo... Irônico, o próprio deus do medo tomando de seu próprio veneno e estendendo-o aos outros... eles sabiam que não havia saída.
A noite caiu bruscamente, como se o sol tivesse sido instantaneamente desligado por Apolo.
- Nyx, a personificação da noite está aqui. E vocês devem saber o que significa. – Zeus bradou e tudo estremeceu, e eu ainda podia observar a feição de terror em cada um dos vilões, embora eu estivesse tão apavorada quanto eles, principalmente por que uma rachadura se abriu no solo diante dos meus olhos, as a árvores se chacoalhavam e trovões ribombavam no céu a todo instante.
Annabeth gritou com os cabelos bagunçados pela ventania:
- Isso está parecendo uma prévia do apocalipse! Por que? – ela gritou para os deuses em geral, sem especificar.
- Porque é assim que ocorre quando mudanças importantes estão próximas de acontecer. Os poderes divinos não gostam de ser desafiados Annabeth. – Atena gritou, com a voz terna e sábia.
- Os céus devem mostrar sua fúria. – Zeus esbravejou contra Hebe, Phobos, Nêmesis e Deimos, que olhavam incrédulos para o que repentinamente acontecia.
- O submundo precisa revelar que existe. – Ares bradou causando arrepios com sua voz tenebrosa.
- O mar não gosta de ser contido. – Poseidon gritou enquanto eu sentia ao longe a força do Rio Hudson ao se chocar com a ponte repleta de carros, por ser um horário de pico na cidade que nunca dorme.
Os três grandes decretaram sua força enquanto o poder de Stormie novamente decidiu se manifestar. A chuva intensa molhava o gramado e também lavava qualquer desconfiança sobre o poder dos deuses.
O céu tingido de negro revelou alguém que eu nunca sonhara em ver embora soubesse de sua existência: uma mulher de cabelos totalmente negros que escorriam até o fim de sua coluna, com a pele negra reluzente e os olhos faiscantes e icrivelmente escuros. Nyx estava ali, em nossa frente.
- A deusa primordial, que somente se faz presente pela escolha da real guardiã. Caso Thalia tivesse escolhido deixar Sean com vida, estaríamos todos mortos pelo feitiço mortal de Medéia, inoculado no colar que agora repousa no peito do semideus que sobreviveu. O arrependimento do garoto mantém o feitiço adormecido, pois é esse sentimento o único capaz de bloqueá-lo. Meu filho não havia se arrependido de ter dado às costas para o que o pai defendia, e mesmo sem querer, provocaria a morte à todos vocês. – Hécate apontou para nós.
Ficamos boquiabertos e finalmente todos entenderam o motivo da escolha de Thalia ter sido tão importante. Mas como sempre, eu não entendi por completo: por qual razão essa deusa primordial, que eu acho que é Nyx, é tão importante? (n/a: imagino que alguns saibam)
Zeus respondeu minha pergunta, o que me fez virar uma fã dele (que meu pai não me escute...)
- Nyx é a única capaz de retirar a imortalidade de qualquer deus, por mais poderoso e legítimo que fosse. Esse será o castigo de vocês.
Eles tentaram protestar, mas antes disso, Nyx estendeu as mãos e um véu negro envolveu os quatro deuses traidores do Olimpo. Ajoelhados, todos os deuses presentes olharam para a deusa da noite, que ordenou com sua voz melódica;
-Para que o ritual seja completo, façamos o juramento.
Todos os Olimpianos proclamaram em uníssono.
“Retira-se agora o dom da divindade das presentes criaturas – Phobos, Deimos, Hebe e Nêmesis — que burlaram os princípios Olimpianos e fizeram de suas transgressões, desgraças na inocência, invejando e usurpando objeto sagrado que deveria permanecer intocável. Sobre o sangue derramado, lavam-se as memórias dos milênios em que viveram com supremacia no medo; no pânico; na juventude e finalmente na vingança, que combinados traçaram linhas mortais e destruição por onde passaram. É selado agora o juramento que os farão pessoas comuns e sem relacionamento com o mundo mítico grego, do qual são legítimos e deixam de fazer parte agora e para toda a eternidade. Que desabem na inconsciência e acordem em seu novo mundo.”
Agora quatro simples corpos se debruçavam desmaiados ao chão, sabendo-se que quando acordassem, seria como se nada tivessem feito, e começariam a vida sem lembrar-se de onipotência que um dia tiveram. É, acho que isso pode-se chamar de um castigo eficaz.
O livro oculto escorregou das mãos de Deimos, que agora já não era mais o deus do pânico, e Stormie correu ao encontro de sua preciosidade.
Respirei fundo, e pude me sentir tranquila novamente. Os deuses estavam cansados, porém com feições satisfeitas. Abracei-me à Grover e gritei em comemoração. Ele separou-se de mim e massageou o ouvido, mas eu nem liguei para sua audição extra sensível.
Stormie voltou-se para nós.
- Pessoal, a missão ainda não acabou. Precisamos encontrar um local seguro para o livro.
- E eu pensando que estávamos livres... – eu murmurei rolando os olhos. Muitos riram, se livrando da tensão acumulada durante todo esse tempo de missão. Vamos combinar, a situação foi nervosa, pra não dizer outra coisa...
- E onde será o novo esconderijo? – Julie perguntou.
- Ainda preciso descobrir. – Stormie disse e Zeus chamou nossa atenção.
Atena foi a porta voz dos deuses.
- Faremos uma convenção para decidir algumas questões agora que o livro não está em perigo. Quando for decidido, Stormie informará a vocês e a missão finalmente terá fim. Nós agradecemos o que fizeram por nós mais uma vez. – ela disse e dirigiu um sorriso amigável para nós, e apenas quando seus olhos pousaram em Percy sua feiçou ficou desdenhosa. Ele, ao invés de se sentir desconfortável com isso, apenas deu uma piscadela para aquela que por acaso era sua sogra, e absolutamente ninguém conseguiu manter-se sérios depois dessa.
- A van do acampamento espera vocês na entrada do parque. – Poseidon disse e sorriu pra mim. Eu bati continência e comecei a caminhar com meus amigos por entre os destroços da bagunça causada pelos deuses.
E agora todos sorriam abertamente, enquanto um clarão acontecia às nossas costas, dizendo que os deuses tinham ido embora também.
...
Embarcamos na van e conversamos sobre tudo, até que me lembrei de algo e resolvi perguntar:
- Thalia, você não disse como conseguiu escapar da prisão da Medéia.
- Ah, é mesmo. Foi o seguinte: Médeia tentou me matar quando eu estava desmaiada e Sean não deixou, traindo o lado que pertencia. Ela ordenou que nos prendessem nas masmorras do seu castelo, um lugar realmente horrível, em que ficamos mais de um dia apenas esperando a hora da nossa execução. Eu e Sean começamos a conversar – a Caçadora ficou completamente corada nessa hora – e ele disse que nunca se sentiu bem participando do plano sujo dos deuses malignos, e que não me deixar morrer foi o momento oportuno para que se rebelasse. Quando Petrus, o criado de Phobos que repassava as informações do chefes para Deon e Sean, entrou para nos levar comida, o garoto propôs a ele que nos ajudasse a escapar, e com isso também o ajudaríamos a livrar-se da servidão, já que Petrus também não gostava do que estava fazendo.
- É, isso explica um bocado... Prossiga. – Nico fez cara de intelectual.
- Quando os sentinelas foram nos buscar, Sean usou magia para que neles e Petrus abriu as celas onde estávamos, em seguida empurraram os soldados de ferro para dentro delas e os trancaram lá. Havia mais criados no castelo, e por isso Petrus nos deu cobertura para que nós chegássemos à linha de combate.
- E onde está Petrus agora? – Julie perguntou.
- Antes de sairmos, Sean contou a Petrus sobre o diário de Martin, que eles pegaram na casa de Pauline. Ele tinha prometido à senhora que devolveria o diário a ela, já que era a única lembrança da mesma sobre seu pai. Acho que o garoto sabia que não teria chance de devolvê-lo, e por isso pediu a Petrus que o fizesse por ele, e então ele foi. Depois disso, estaria livre de vez.
Algumas muitas milhas distantes dali...
Pov Petrus
Eu resolvi fazer o que era certo. Antes que pudesse ser impedido, saí do castelo de Medéia com um propósito. Caminhei por milhas enquanto o céu se tornava fortemente alaranjado, como se labaredas de fogo se unissem para incinerar as nuvens que mais pareciam flocos de algodão gigantes. Pouco depois, essas mesmas nuvens se tornaram cinzas, transbordando uma tempestade fazendo com que a imensidão laranjada ficasse instantaneamente cinza.
Foi quando me lembrei de quem poderia fazer isso. Se não fosse Zeus, seria Stormie, o que era mais provável. Estremeci ao associar a chuva forte á ideia de que poderia ter acontecido alguma coisa no castelo que deixei horas antes, e rezei aos deuses olimpianos que me perdoassem e protegessem os meio-sangues que combatiam com o exército de monstros dos deuses a quem infelizmente eu servi toda minha existência.
Continuei a andar, pois a distância seria longa. A sorte era que seres como eu – uma espécie que nem eu sei, mas que costumam chamar de duendes gregos – são rápidos, muito mas do que um simples ser humano.
A noite caiu rapidamente e senti que algo estaria acontecendo neste exato momento. A chuva que havia dado uma trégua, recomeçou. Continuei a andar, agora com mais calma, já que minha visão tinha ficado totalmente turva pela combinação de falta de luminosidade + chuva intensa.
Horas depois, com o coração em disparada e a roupa larga completamente seca a balançar com o vento calmo, eu chegava novamente em Detroit, para cumprir meu último ato antes de estar finalmente livre de tudo. Eu não sabia o que faria depois que cumprisse minha missão, mas acho que não conseguiria me desprender totalmente do mundo mitológico. Talvez voltasse para ver Sean, que se tudo acabasse bem eu esperava que estivesse no acampamento.
Cheguei em frente á casa de fachada amarela e telhando branco. A simples e acolhedora casa de Pauline me transmitiu uma paz que há muitos anos eu não sentia. Bati a porta e esperei paciensosamente que a figura bem vivida e extremamente conservada viesse atendê-la.
Pauline olhou para mim e quando viu o que eu trazia em mãos, seu rosto iluminou-se. Ela sorriu ternamente e me convidou para entrar. Sentei-me em seu sofá, dizendo.
- Olá senhora, vim devolver-lhe o que é seu por direito, e Sean havia prometido que faria.
- Onde ele está? – ela perguntou olhando tendenciosamente para a janela.
- Não sei, apenas espero que esteja bem. – eu lhe disse dando um suspiro cansado.
Ela assentiu.
- Aceita algo para beber? Água, café, chá... – Pauline sorriu. E eu senti que aquele seria o início de uma verdadeira amizade.
Pov Thalia
Chegamos ao acampamento. Já era bem tarde e provavelmente todos os campistas estavam dormindo. Quíron nos recebeu e parabenizou pela missão, e por ter dado tudo certo no fim, dizendo que conversaríamos sobre tudo amanha. Ele despachou-nos para nossos respectivos chalés, para que pudéssemos descansar. Fui para o chalé de Ártemis enquanto os outros seguiam para seus respectivos chalés.
Tentei adormecer mas simplesmente não consegui, pois flashes do último dia inundavam minha mente e faziam acelerar meu coração todas as vezes que lembro que Sean morreu por uma escolha minha. O garoto que salvou minha vida teve a sua ceifada por algo que eu tive que fazer, e me culpava por isso, mesmo sabendo que fiz o que era certo.
Seríamos bons amigos se ele estivesse vivo. Acho que o filho de Hécate queria mais do que isso, mas eu não podia retribuir e isso não tem nada a ver com o juramento que fiz à Ártemis.
Olhei pela janela e vi que o dia clareava lentamente. Agradeci pela taciturna noite ter ido embora, contudo, estremeci ao lembrar o que seria feito hoje de manhã. Cansada de rolar pela cama, levantei e após fazer minha higiene, vesti-me para a ocasião que viria.
O local onde acontecia as cantorias dos filhos de Apolo estava repletos de campistas às oito da manhã. No centro, havia um caixão com uma mortalha roxa hasteada ao lado. Iriam queimar a mortalha de Sean no Acampamento, mesmo que ele tivesse chegado aqui morto, e assim ele teria ao menos uma homenagem pelo seu sacrifício.
Kevin estava em uma cadeira de rodas, e com o tronco enfaixado. Ele havia quebrado a clavícula, e o talho aberto em seu abdômen também demoraria a cicatrizar, devido a gravidade, mas ainda assim, ele estava vivo.
Ao longe vinham caminhando os casais Percy&Annabeth, Nico&Julie com Paige se arrastando atrás, como se fosse um zumbi. Kevin assustou-se quando viu a garota de Poseidon, e ajeitou sua postura como pode, esperando que ela falasse com ele, mas ela não disse nada e apenas direcionou o olhar quando passou por ele, que ficou desolado. Eles teriam que conversar.
Quíron veio trotando da casa grande e ficou do lado do caixão. Presumo que ele já deva saber de tudo o que aconteceu ontem, já que o senhor D. também estava presente.
- Estamos aqui diante de um heroi desconhecido pela maioria de vocês aqui. Mas o que importa é que mesmo tendo sido gerado para a destruição do Olimpo, no fim, ele revelou sua verdadeira índole e ganhou os campos Elísios por isso. Que todos deem uma última homenagem a Sean.
Todos aplaudiram o momento fúnebre, enquanto o próprio Quíron ateava fogo à mortalha do filho de Hécate.
Fechei os olhos e uma lágrima solitária escorreu por meu rosto. Mais uma vez eu perdi uma pessoa importante, um bom amigo. Os campistas se dispersaram e eu resolvi dar uma volta. Andei pela floresta e cumprimentei algumas dríades, mesmo que ela não fossem com a minha cara, afinal, eu não estava no clima de arrumar confusões desnecessárias, embora eu adore fazer isso.
Decidi ir para a praia. Não que eu seja fã do lugar, o que definitivamente não sou, mas era inegável que toda a calma que emanava do mar seria benéfica nesse momento. Vi Paige sentada na areia assim que cheguei, e decidi me aproximar dela.
- Kevin queria conversar com você. – eu disse direta, como sempre.
- É, ele acabou de sair daqui. – ela disse baixinho, sem parecer a garota espevitada e tagarela.
- E então? – eu perguntei, incentivando-a a se abrir.
- Ah Thalia, ele me pediu desculpas por tudo o que fez e eu o perdoei porque ele se arrependeu, mas ele é.. era, não sei, meu amigo. E eu fiquei magoada por ele ter traído a confiança de todos, especialmente a minha. Mas agora já passou, o importante é que tudo acabou bem, mesmo com a morte do Sean.
- E foi só isso? – eu indaguei e ela ficou corada.
- Não... ele disse que gostava de mim também, mas eu não sei se gosto dele, então não respondi nada. Ainda não engoli o que ele fez. Como você está Pikachú? –ela mudou de assunto e abriu um largo sorriso.
- Um pouco triste, mas estou bem agora que tudo acabou. Volto pra Caçada no início da semana, o que nos traz de volta ao que eu te propus a tempos atrás... você quer ser uma Caçadora de Ártemis?
Ela pensou um pouco, e depois jogou um punhado de arei em mim, sorrindo.
- Você não iria me suportar todos os dias, o dia todo... Mas não quer viver sem mim! – ela gargalhou.
- Tudo bem, eu entendi a resposta Ninguém te suporta Paige, mas ninguém consegue viver totalmente longe de você... Prometo que venho visitar vocês nos verões.
- Acho bom! Vou morar com a minha mãe em Cleveland. Recebi uma carta dela hoje cedinho... Quem sabe eu finalmente me entendo com a dona Sarah Hawkin.
- Ela vai te expulsar de casa no primeiro Ataque de Pelanca que você der.
Nós gargalhamos. Ao longe vinha um Grover todo desajeitado sem os trajes humanos.
- Stormie está aí. Mandaram chamar vocês...
E fomos caminhando em direção a casa grande, tão cansados que tropeçávamos nas próprias pernas. Quando chegamos, Percy, Annabeth, Nico e Julie já estava à nossa espera, os dois últimos com anéis de prata em suas mãos destras. Sorri maliciosamente para eles, que ficaram muito corados. Paige também percebeu e deu um grito.
- Ah! Até que enfim! Que bonitinho, felicidades casal lindo. – ela disse enquanto apertava a bochecha deles, e depois foi sentar-se à mesa junto com o Sr D. Achei muito estranho, mas Percy esclareceu.
- Eles são “super” amigos. Estranho não? – Percy riu.
- Sua irmão é estranha, pescador. – eu respondi.
Quando voltei ao principal motivo de estarmos ali, vi a deusa da tempestade segurando o livro de couro marrom em seus braços. Ela mantinha um largo sorriso no rosto.
Eu perguntei, querendo saber o futuro destino do livro.
- E então, para onde levaremos o Livro Oculto?
- Para lugar algum. Para que lugar mais protegido do que o Acampamento, cujo velocino de ouro protege? – ela falou.
- Mas e você Stormie? – Julie perguntou.
- Eu também ficarei. Eu assumirei a direção do Acampamento, já que a punição do Senhor D. acaba no início do próximo ano.
- Graças aos deuses – Percy disse abertamente, e todos gargalharam.
Sr. D. zombou do Cabeça de Alga da Annie:
- Você não está mais feliz do que eu por me livrar de vocês Peter. E não comemore, vou me unir com Atena para...você verá! – ele exclamou e voltou a jogar Pinochle com Quiron, enquanto assobiava distraidamente.
- Então a Guardiã do livro Oculto também será Guardiã do acampamento... interessante. – eu disse.
- Parece que minha sina é ser Guardiã por toda a eternidade mesmo! Agora chega de moleza, eu como sub-diretora, por enquanto, do acampamento, digo que vocês devem voltar ás tarefas nesse instante. Todos para a aula de esgrima, agora. – ela ordenou rindo.
...
Chegou a hora do jantar. Passamos a tarde toda lutando, e confesso que sentia muita falta disso. Estava faminta, e tenho certeza que todos estavam do mesmo jeito que eu. Empanturramo-nos de comida e depois fomos para a fogueira.
Os filhos de Apolo, mancomunados com o chalé de Hermes anunciaram:
- Vamos fazer um show de improviso hoje! Vítimas: lógico que serão os que chegaram da missão do livro oculto. Venham até aqui.
Não tinha como correr, embora assim que terminasse o “show” eu iria torrar os filhos do deus do sol, e combinaria com os filhos de Poseidon de dar descargas elétricas nos filhos de Hermes, e em seguida Nico deveria manda-los ler livros de Arquitetura no mundo inferior. Boa vingança, não?
- Vai ser assim: Julie toca violão, Grover toca flauta, Nico e Annabeth cantam. Percy, Paige e Thalia devem ser os dançarinos. É pra soltar a franga pessoal, senão terão que pagar prenda!
- Okay, vamos acabar logo com isso. Começa aí Julie! – eu gritei para ela.
(n/a: Botem a música pra tocar! Link: http://www.youtube.com/watch?v=XiBYM6g8Tck&feature=related)
Dale a tu cuerpo alegria Macarena
Que tu cuerpo es pa' darle alegria y cosa buena
Dale a tu cuerpo alegria, Macarena
Hey Macarena
Macarena tiene un novio que se llama
Que se llama de apellido Vitorino,
Que en la jura de bandera el muchacho
Se metio con dos amigos
Macarena tiene un novio que se llama
Que se llama de apellido Vitorino,
Y en la jura de bandera el muchacho
Se metio con dos amigos
Macarena sueqa con El Corte Ingles
Que se compra los modelos mas modernos
Le gustaria vivir en Nueva York
Y ligar un novio nuevo
Macarena sueqa con El Corte Ingles
Que se compra los modelos mas modernos
Le gustaria vivir en Nueva York
Y ligar un novio nuevo
Nós dançávamos de maneira ridícula. Paige até tinha jeito, já eu apenas tentava imitá-la, agora o Percy, pelas barbas de Poseidon, parecia um pinguim com coceira, de tão duro e desajeitado. Annie e Nico mal conseguiam cantar rindo da gente, e os campistas estavam em polvorosa com a nossa “performance”.
No fim, nos divertimos muito, finalmente aproveitando a calmaria das férias de verão. Isso iria durar?
Nunca se sabe quando se é um meio-sangue.
Fim
Notas finais
Vou postar um capítulo com agradecimentos e novidades daqui a pouco, não deixem de olhar okay.
Obrigada por terem feito parte disso tudo!
Adoro cada um de vocês, mesmo que não conheça-os.
beijokinhas ^.^
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