A Guardiã Do Livro Oculto
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Tá aí, mais um capítulo repostado... quem ainda não leu, divirta-se, mas quem já leu, não custa nada ler de novo né? :D
Este capítulo é muito importante para a fic, fiquem atentos! Nele será esclarecida a história do livro e das espadas também...
Espero sinceramente que gostem!
Qulaquer sugestão ou objeção, não tenham receio de falar...
Beijinhoo
Boa Leitura!
Capítulo 5
Pov Percy
Quem será o desesperado que quer derrubar a minha porta? Ah, pode ter certeza, ele vai ouvir...
Quando abri, pude ver Nico com um semblante frio, mas seus olhos diziam que estava tenso. Cara, tenho certeza que houve alguma coisa...bem que eu estava achando estranho essa calmaria toda até agora, tirando a missão relâmpago super esquisita da Annie. Desde a guerra contra meu querido vovô Cronos, eu fui atacado apenas três vezes. Isso é pouquíssimo se comparado aos anos anteriores. Mas eu sabia que algo está errado. Annabeth me beliscou para despertar-me do transe (isso doeu bastante!), fazendo com que eu me voltasse para o filho de Hades.
Nico simplesmente falou:
- Acho melhor que vocês venham comigo.
Nem preciso dizer que fiquei com um grande ponto de interrogação em mente. Olhei para Annie, perguntando silenciosamente “o que está acontecendo?”. Ela deu de ombros, deixando claro que também não sabia.
Nico nos guiava a passos ligeiros em direção á arena. Não pude deixar de me impressionar com o que vi ainda da entrada: minha irmã lutava ferozmente com outra garota, que só depois de alguns segundos, reconheci como a nova irmã de Annabeth. Julianne é seu nome, se eu não me engano...
Por incrível que pareça as duas eram muito habilidosas – o que eu achei inacreditável, já que fazia pouquíssimo tempo que estavam no acampamento. Ambas empunhavam espadas, que por sinal eram bem semelhantes, parecidas até demais... tá, acho que estou vendo coisas... “desde quando Atena e Poseidon dão espadas idênticas aos seus filhos?”. Bom, deixa isso prá lá, depois eu pergunto para minha sabidinha.
Annabeth estava paralisada, assim como eu. O normal seria que eu ela interrompêssemos a luta para evitar futuros estragos, mas elas definitivamente não estavam precisando de ajuda. Parecia que lutariam até que suas forças se acabassem, porque uma não daria a outra o gostinho da vitória.
Julie defendia perfeitamente os golpes de Paige, que por sinal era uma excelente esgrimista. Quando a filha de Atena atacava, notava-se claramente a leitura do golpe feita pela minha irmã, que conseguia interceptá-lo. Elas com certeza estavam no “modo automático de luta”, assim como acontecia comigo. Atacavam, defendiam, interceptavam golpes surpresas e recuavam. Por repetidas vezes chegamos a imaginar que a luta estava ganha para alguma delas, quando as mesmas desferiam movimentos inusitados, que eu nunca havia visto. Porém, a outra rapidamente criava uma estratégia que burlasse o plano da adversária, invertendo a situação.
Decidi que só ia interferir se elas começassem a se machucar de verdade, mas até então, a luta parecia justa. Olhei para Annie e ela pareceu entender e concordar com meus pensamentos. Nico estava aflito, mas eu não entendi o porquê. Ele deve saber o motivo desta luta ferrenha. Virei-me para ele e murmurei:
- Depois eu quero saber tudo.
Ele apenas assentiu, mesmo parecendo estar confuso. Ficamos observando até que algo muito estranho aconteceu. As duas espadas em combate começaram a brilhar. Paige e Julianne olharam confusas para as armas e para si mesmas, e nós as encarávamos atônitos. Não demorou muito até que Quíron chegasse. Ele chamou-as para perto de nós e apenas nos comunicou, com uma expressão bem séria:
- Espero vocês na casa grande depois do jantar. Temos algumas coisas para esclarecer.
Ok, se eu já não estava entendendo nada, agora que entendi menos ainda...
Quando nos demos conta, as espadas tinham parado de exibir aquela luz amarelada e intensa. Peguei a mão de Annie e voltamos todos juntos para a ala dos chalés. No caminho, perguntei à sabidinha se ela sabia algo das espadas. Ela assentiu e disse que se tratava de uma longa e complicada história, e que me contaria depois.Paramos em frente ao chalé de Atena e eu me despedi de minha namorada e de sua irmã. Ao que parece, elas teriam uma conversinha.
Fui para o chalé de Poseidon junto com Paige, que estava até agora ao meu lado estranhamente muda, e assim que entramos, perguntei:
- O que foi aquilo, Paige? – Percebi que ela ainda estava confusa. Imagino que ela não esteja entendendo nada mesmo, já que chegou ontem ao acampamento, e eu ainda não tive tempo de contar tudo a ela, que me respondeu:
- Ahn, eu não sei...
- Porque vocês estavam lutando daquele jeito? Vocês estavam prestes a matar uma a outra.
- Hã? Nós estávamos apenas treinando... Nico estava treinando Julie, quando eu cheguei, pedi para participar e eles deixaram. Depois de algum tempo, ele colocou-me para lutar com a irmã da sua namorada para ver quais eram nossas principais dificuldades. Acho que nos empolgamos e... foi só isso.
- Paige, você sabe por quanto tempo vocês lutaram?
- Não... mas acho que mais ou menos 30 minutos.
- Foram duas horas! E aquilo não parecia apenas um treino. – Eu disse com um tom de voz um “pouco” elevado demais.
- Ora Percy, eu não sei o que aconteceu... e pare de gritar comigo! – Paige gritou com os olhos cheios de lágrimas.
Não sabia que ela era tão sensível...
- Ok, desculpe-me. Mas isso está estranho, e eu acho que tem algo haver com as espadas...queria saber porque elas estavam brilhando...
Tenho certeza que meu último comentário levou o cérebro de Paige ao ápice da confusão (não estranhem meu vocabulário um pouco mais evoluído, afinal, passo muito tempo com Annabeth agora, e não tem como não deixar de ser muito burrinho...)
- Que espadas? – “Eu não disse que ela não está entendendo...”
- Você não reparou que a sua espada e a de Julie são iguaizinhas?
- Não, pra mim as espadas são todas iguais...Esse papo está bem sinistro. Vou tomar banho. – Ela respondeu sem dar muita importância para o assunto, e quase que imediatamente entrou no banheiro. Eu fiquei sentado em minha cama pensando no que havia acontecido na arena. Perguntas perturbavam meu cérebro lento. Algo do tipo: “Porque elas lutavam daquele jeito? E as espadas, porque Poseidon e Atena dariam espadas idênticas para as garotas? Ou então – Por quê elas estavam brilhando?”
Eu sei, só vou descobrir depois do jantar... Foi quando a corneta do refeitório soou. Paige saiu do banheiro e eu apanhei uma muda de roupa e fui tomar um banho rápido. Assim que terminei, fui jantar acompanhado de minha irmã.
Enquanto nos dirigíamos para lá, entrei em uma espécie de transe, fazendo uma breve retrospectiva de tudo o que aconteceu desde a minha chegada ao acampamento... Cara, que estranho! Esses meus momentos e transe estão cada vez mais freqüentes. Será que é só o déficit de atenção ou tem algo mais aí? Bom, deixa pra lá... melhor não ficar procurando problema, porque eles aparecem.
A caminhada que parecia ter sido uma eternidade, enfim acabou. Entramos rapidamente no refeitório, nos servimos e oferecemos uma parte aos deuses. Comemos tranquilamente até que Quíron fez um sinal discreto para o seguirmos até a Casa grande.
Acho que agora, enfim, descobriremos alguma coisa...
...
O clima estava tenso. Na verdade, ninguém sabia ao certo o que estava acontecendo, mas eu tenho o pressentimento de que eu não vou gostar de saber. Quíron permanecia em silêncio, como se não soubesse como começar. Ok, eu estou começando a ficar nervoso... não resisti e quebrei o silêncio:
- Quíron, o que está ocorrendo? Têm haver com as espadas? Por que Tanto mistério?
- Percy, calma, vou explicar tudo a vocês... – foi o que ele me disse. O Sr. D. entrou na sala em que estávamos andando distraidamente, como se o assunto em questão não o importasse. Ao ver- nos ali, bufou:
- Pelos raios de Zeus! Será que vocês não podem morrer por aí e me poupar de vê-los? Não agüento mais olhar para a cara de vocês...
- Sr. D., o assunto é sério. – Quíron apenas ponderou.
- Tá, tá... como não estou interessado, vou jogar PacMan e beber um vinho que recebi de uma vinícola brasileira, e antes que peçam, eu não vou oferecer a vocês. Se precisarem de mim, não me procurem!
- Já vai tarde... – murmurei
- Percy! Você sabe que não se pode falar assim com os deuses, mesmo ele sendo uma “peça rara” como o senhor D. – Annie me repreendeu.
Nico que até agora estava calado, cortou a bronca que Annabeth dava em mim.
- Chega, vamos ao que interessa. Quíron nos diga de uma vez, por que as espadas das meninas são iguais?
- Isso é uma longa história... Vamos lá:
Há algum tempo atrás uma meio-sangue muito poderosa chamada Stormie começou a ter sonhos estranhos, nos quais (ela descobriu uns tempos depois) os poderes ocultos dos deuses eram revelados a ela. Com o passar dos dias, as visões rebelaram-se, de modo que Stormie começou a narrá-los enquanto dormia, revelando os segredos dos deuses a quem estivesse por perto.
Zeus, ao saber da situação, convocou o Conselho Olimpiano para decidirem como ajudar Stormie a controlar os segredos. Atena sugeriu que ela os aprisionasse em um livro, que depois seria protegido por forças mágicas. Todos concordaram com a idéia e a semideusa, que era filha de Zeus, foi levada ao Olimpo e, enquanto os deuses a vigiavam, ela transcrevia seus sonhos.
Quando terminou, os deuses decidiram transformar Stormie em uma deusa para que a própria protegesse o livro. Nomeou-se então a “Deusa das Tempestades e dos Segredos”. A nova deusa construiu seu palácio no Monte Parnaso, na região da Tessália, na Grécia, já que os deuses supunham que aquele lugar seria um bom esconderijo para o livro.
Atena pediu a Hefesto que fizesse duas espadas idênticas e Hécate lançou magia sobre elas. Assim, os deuses construíram um portal na entrada do Monte Parnaso, que só poderia ser aberto pelas espadas gêmeas – as quais só poderiam ser manuseadas pelos seus verdadeiros donos. O único ser que tinha livre passagem pelo portal era Stormie, já que a deusa morava lá. O livro era guardado pela deusa em seu palácio, e permaneceu seguro por muito tempo.
O grande trunfo dos deuses foi deixar as espadas em locais aleatórios do mundo mortal, e abafando totalmente o assunto para que nenhuma criatura mítica as procurasse.
Só que depois da primeira guerra mundial, o planeta começou a sofrer com tempestades descontroladas, e nada que Zeus fizesse poderia contê-las. Presumiram que algo estava acontecendo a Stormie. Não demorou muito até que o Oráculo dos Delfos, aqui no acampamento mesmo, proferisse uma profecia. Ela dizia basicamente que o livro estava em perigo. Foi então que Atena lembrou-se das espadas, e logo, deduziu que elas haviam sido encontradas e alguém, de alguma forma, descobriu onde o livro estava.
Os deuses se desesperaram e encaminharam-se para o Monte Parnaso. Stormie estava desmaiada perto da entrada de seu palácio. Apolo socorreu-a dando-lhe néctar e um pouco de ambrosia também, enquanto os três grandes analisavam o portal, juntamente com Atena. Notaram que ele havia sido forçado, mas não rompido, pelo jeito, Stormie impediu quem quer que tenha tentando entrar ali.
Ártemis e Hermes que estavam no palácio verificando se tinha algo errado lá, voltavam garantindo que tudo estava em ordem e o livro estava seguro.
Stormie se restabeleceu e contou aos deuses presentes o que havia ocorrido. Segundo ela, uma criatura com o rosto coberto e vestido com uma armadura robusta tentou violar o portal. Ele estava com apenas uma das espadas, de modo que o portal foi parcialmente enfraquecido, mas como a criatura era extremamente forte e, pelo que Stormie pode notar, tinha algumas noções de magia, estava conseguindo forçar a passagem.
Stormie disse que se postou em frente ao portal e tentou conter o invasor com todo o seu poder, até que caiu na inconsciência e seus poderes manifestaram-se descontroladamente – foi isso que provocou a tempestade estrondosa.
Ao que parece quem queria adentrar o monte desistiu, pois quando os deuses chegaram, não havia ninguém ali a não ser a deusa, e o livro estava intactamente intocável.
Os deuses reconstituíram a parte deformada do portal, mas agora não ficariam tranqüilos. Alguém já havia encontrado uma das espadas. Bastava que encontrasse a outra, e então o Olimpo já era. À medida que tomaram foi revezar na proteção junto com Stormie, e os incumbidos para tal tarefa foram Hécate, Ártemis, Ares, Hermes, Apolo, Hefesto. Os outros alegaram estar com muitas coisas para resolver.
Atena saiu à procura da espada que ainda estava escondida, e encontrou-a muito facilmente, já que a mesma estava no lugar que eles haviam deixado, que por acaso era ao norte da Inglaterra. Com uma das espadas em mãos, os deuses puderam rastrear a outra, pois elas tinham uma espécie de sensor que as interligavam – bastava abrir a base da espada e colocar um dracma de ouro no suporte designado, e a espada apontava na direção da sua gêmea. A criatura que encontrou a outra espada com certeza não sabia da existência desse rastreador, porque senão, já estaria de posse das duas.
Os deuses localizaram a espada roubada no Oceano Atlantico, provavelmente indo em direção à Cuba. Como ainda estava em alto mar, Poseidon provocou uma turbulência que afetou o navio em que o ladrão e a espada estavam. Ao que parece, o ladrão percebeu e tomou uma decisão muito ignorante: fugir em um bote de borracha invisível. Isso só facilitou o trabalho do deus dos mares, que, sentindo a presença do fugitivo, naufragou o bote, recuperou a espada e o ladrão morreu afogado.
Depois, os deuses descobriram se tratar de um semideus filho de Nêmesis, que, tomado pela ira por nunca ter sido reconhecido verdadeiramente como tal, e instigado pelos filhos de Ares, os deuses menores Phobos e Deimos – que souberam acidentalmente da existência do livro oculto – procurou pelas espadas, encontrando apenas uma. Descobriram também que Martin ( o tal filho de Nêmesis) teve uma filha com Hebe, a deusa da juventude. A garotinha de, na época, dois anos chamava-se Pauline e encontrava-se em um abrigo no Canadá – onde Martin encontrou a outra espada. Os deuses apenas ficaram de olho nela.
Com a ordem reestabelecida, pensavam os deuses, a profecia do livro secreto adormeceu e as espadas foram concedidas a quem as encontrou – Poseidon e Atena- e só estes poderiam escolher a quem destiná-las. Uma vez concedidas, as espadas só podem ser manuseadas por outro alguém se o seu verdadeiro dono morrer ou concedê-las de bom grado. Após muito tempo, eles decidiram concedê-las a vocês duas — apontou para Julie e Paige — por acreditarem no seu potencial. Mas o que eles não sabiam, era que a profecia havia despertado. Ao que parece, algum feiticeiro tentou novamente romper o portal, mas não conseguiu, obviamente porque não possuía as espadas gêmeas. Stormie comunicou aos deuses que é uma magia muito forte e Hécate ainda está procurando a sua fonte.
De acordo com a profecia, o livro precisará de outro esconderijo, e a responsabilidade é de vocês, já que são as detentoras das espadas...
Quíron parou de falar. Confesso que quando ele disse que era uma longa história, eu não pensei que ela fosse tão longa assim. Annabeth estava com aquela cara pensativa, absorvendo as informações. Paige e Julie estavam como eu, ou seja, extremamente confusas. Nico mexia-se constantemente na cadeira, estava inquieto demais... parecia que ele sabia de mais alguma coisa.
Annabeth falou de repente:
- Quíron, o oráculo pode nos recitar a profecia?
Nesse momento, o toque de recolher soou.
- Amanha, crianças... amanhã.
Notas finais
só pra avisar...
Ficou bom galera?
Mandem reviews tá, não dói nem um pouquinho...
bEiJoKaS
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