A Guardiã Do Livro Oculto
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Espero que tenham gostado dos dois primeiros.
Neste vocês conhecerão uma personagem nova, inclusive com POV dela!Garanto que vocês vão achá-la bem legal...
Beijooo
Capítulo 3
POV Julianne Owen
Aquele era o meu lugar predileto. Silencioso, um pouco escuro, tão acolhedor quanto um abraço. Todas as vezes que eu precisava refletir, subia a escada de madeira velha, sentava em uma poltrona cinza escura – que ficava no canto direito – e respirava profundamente o ar nostálgico daquele lugar. Fechava meus olhos, me sentia bem melhor assim. Era como se aquele cubículo me protegesse do que eu sabia que estava por vir, e por mais estranho que pareça, eu esperava ansiosamente por isso. As paredes me aconselhavam, me explicavam como deveria agir quando o momento chegasse. (N/A: Talvez um pouco melancólico demais, não acham? Mas a garota é dramática assim mesmo...)
Ficava assim, em transe, por horas a fio e ninguém dava por minha falta. E por qual razão notariam? Eu era apenas uma ninguém no mundo mortal, que estava em constante espera por uma revolução.
E... ao que parece, finalmente minha vida iria mudar. Eu soube disso no instante em que ouvi alguém bater na porta. Desci correndo do sótão em direção à entrada da casa em que morava sozinha com meu pai. Abri a porta e dei de cara com o vento, não havia ninguém lá. Fiquei frustrada, na verdade, isso sempre acontecia. Como já disse, desde pequena eu sentia que não pertencia a realidade em que vivia, e por isso, sempre esperava que algo novo acontecesse... não sei, talvez Hércules viesse me buscar e me levasse ao Monte Olimpo...esqueci de mencionar, sou fissurada em mitos gregos.
Para minha grande surpresa, dessa vez eu não estava enganada. Percebi assim que entrei na sala, ao me deparar com ... bem, não sei quem é, mas pretendo descobrir.
— Quem é você? – Eu perguntei.
— Me desculpe pelo susto. Sou Annabeth Chase.
— Prazer, Julianne Owen.
Era incrível nossa semelhança. A garota era a minha cara, ou melhor, eu era a cara dela, já que ela deveria ser uns dois ou três anos mais velha.
— O que faz aqui Annabeth? – eu perguntei, sem rodeios.
- Vim te buscar. – Ela disse, ainda mais direta do que eu.
- Como assim? O que eu fiz? – Foi o que eu consegui dizer, não estava entendendo nada, mas tenho motivos para isso, eu acho. Recapitulando... eu estava sozinha no meu sótão, curtindo mais uma das minhas crises depressivas, quando escuto barulhos vindos da entrada da casa – até aí, tudo bem. Só não contava com o fato de que não havia ninguém na porta, e quando estou voltando para minha nostalgia profunda, vejo na sala da minha casa uma garota fantasma que eu não sei de onde veio querendo me seqüestrar!
A tal Annabeth Chase atrapalhou meu flashback. [odeio quando alguém faz isso].
- Julianne, o que você sabe sobre sua mãe? Oh meus deuses! Será que ela conhecia minha mãe? Bom, se fosse isso, explicaria um bocado dessa doideira toda...
Eu estava achando tudo muito estranho, porém, senti que poderia confiar naquela garota. Se bem que eu não tinha outra escolha. Ela tinha longos cabelos loiros com cachos bagunçados e possuía olhos cinzas, que me transmitiam sinceridade. Então, respondi:
- Sei muito pouco. Meu pai me disse que ela morreu em um acidente de carro quando eu tinha um ano de idade, mas essa história nunca me convenceu. Às vezes sinto que ela se comunica comigo, algo como telepatia, entende?!
- Claro, minha mãe também faz isso. É por esse motivo eu estou aqui. Por acaso você já sonhou com coisas sinistras ou viu algum tipo de monstro ou coisa parecida?
- Já, mas achei que era apenas minha imaginação super fértil dando o ar de sua graça – respondi um pouco confusa.
Annabeth me olhava com uma expressão curiosa, como se estivesse me analisando. Por fim, disse:
- Pode crer, isso não é coisa da sua cabeça. Eles realmente existem. Nunca foi atacada por esses monstros?
- Algumas vezes. Ficava tão desesperada que quando me dava conta o monstro já havia sumido. Acho que algo, ou alguém, me socorre sempre.
- Hum...sabe sobre Mitologia grega? – ela me perguntou. Esse interrogatório está me confundindo, mas sinto que é necessário para eu descobrir a verdade sobre mim.
- Sim – meu olhos brilharam- esse é o meu assunto preferido. Sempre vivi na doce ilusão de que o Olimpo e os deuses existiam... eu sei, grande viagem, não acha?
- Não. – ela disse com naturalidade- Você está certa, tudo isso é real. E você faz parte desse universo. Você é uma semideusa, uma meio-sangue.
Fiquei em estado de choque. No começo, achei que Annabeth estivesse brincando, mas logo descartei essa possibilidade, já que a garota não parecia do tipo que entra na casa de estranhos e começa a fazer brincadeiras toscas. Quando a ficha caiu, vi que as coisas até se encaixavam... E confesso que adorei saber que tudo não era apenas um mito.
Annabeth estava dando um tempo para eu processar as informações, e após longos cinco minutos – acredite esses poucos minutinhos para mim é uma eternidade, me deixe explicar, tenho hiperatividade (N/A: Coisa típica de meio-sangue). Resolvi me pronunciar.
- Ok. O que eu faço agora Annabeth? Se sou uma semideusa, qual delas é minha mãe? Pode ser Afrodite...não, eu não ligo pro amor; pode ser Ártemis então...não, ela jurou ser virgem, não é?; Deméter... provavelmente não, eu odeio mato e cereais; Atena... é, acho melhor deixar isso pra lá.
— Vamos por partes Julie. [viram só, ganhei um apelido!!] (N/A: Não diga! Juro que ninguém percebeu...) — Primeiro, você deverá ir para o Acampamento Meio- sangue junto comigo, é um lugar para pessoas como nós aprender a sobreviver. Segundo, sobre sua mãe, eu não sei quem é, mas tenho fortes suspeitas. Não posso te dizer nada, em breve você saberá porque, com a nova lei, você será reconhecida logo que chegarmos ao acampamento.
- E o que diremos ao meu pai? Ele vai achar que enlouqueci de vez!
- Fique tranqüila, ele com certeza sabe de tudo, inclusive da necessidade de você ir para o acampamento. Só precisamos avisá-lo que iremos pra lá ainda hoje, porque não é bom que duas semideusas fiquem dando sopa por aí... A que horas ele chega?
-Daqui a meia hora ele estará aqui. Enquanto isso vou arrumar minhas coisas, pra adiantar o serviço. Ajuda-me?
- Claro que sim... vamos lá! (N/A: Annabeth bem que poderia me dar um pouco dessa disposição! A preguiça impera aqui em casa... kkkkk)
Subimos os degraus em direção ao meu quarto. Peguei algumas peças de roupas e coloquei em uma mala pequena. Em seguida fomos ao meu lugar preferido, o sótão. Annabeth ficou maravilhada com o lugar, disse que ali tinha as suas coisas prediletas. É, mais um ponto em comum entre nós.
Peguei dois de meus livros preferidos – fiquei muito triste por não poder levar os outros, porque minha bagagem ficaria muito pesada — ambos de literatura, e meu violão que ganhei ano passado. Annabeth ficou entretida com os livros, folheando alguns deles, enquanto eu me despedia do meu lugarzinho.
Passei a vida toda nele, enclausurada por vontade própria. Este, por tantas vezes foi o amigo leal que nunca tive. Eu tinha amigos na escola, claro, mas não tinha nenhum confidente, até porque nenhum deles via monstros e ouvia vozes como eu, pelo menos eu acho que não.
Meu pai tinha chegado, então eu e Annie descemos. Ao vê-la, percebi que ele ficou assustado, tamanha era a nossa semelhança.
Apresentei-a:
- Oi pai, essa é Annabeth Chase.
- Prazer senhor, sou do Acampamento Meio- sangue, sabe sobre ele, não?
- Sei sim, prazer, sou John Owen. Você veio buscar Julianne? (N/A: Eu bem que queria que meu pai aceitasse tudo assim, numa boa...)
- Sim, ela precisa de treinamento com urgência.
- A mãe dela me disse que chegaria a hora dela ir e, sendo assim, tem a minha permissão. – meu pai se virou para mim – Já arrumou suas coisas?
- Já sim, só estávamos esperando o senhor chegar.
- Precisamos ir agora Sr. Owen. Vamos Julianne?
- Vamos. Tchau pai. – eu disse. Ele veio até mim e me deu um beijo na cabeça.
- Cuidado!
- Pode deixar, eu terei pai.
E assim, saímos, rumo ao acampamento, que descobri que fica em Long Island. Tomamos um táxi. Durante a longa viagem, Annabeth foi me contando sobre sua vida e também sobre o acampamento. Falou-me sobre quando chegou lá com apenas sete anos junto com outros dois meio-sangues, uma filha de Zeus e um filho de Hermes, e um sátiro; de como essa mesma filha do senhor dos céus – Thalia – morreu, foi transformada em um pinheiro, ressuscitou e tornou-se uma caçadora de Ártemis; e de Luke, o filho de Hermes que virou um grande vilão, mas que no fim se redimiu e virou um herói.
Contou-me sobre a grande profecia, a Guerra contra o titã Cronos, sobre o pacto que os três grandes deuses – obviamente Zeus, Poseidon e Hades – fizeram após a segunda guerra mundial, em que se comprometeram a na ter mais filhos com humanas, pacto este que foi quebrado mais de uma vez. E claro, Annabeth me contou sobre Percy Jackson, o herói do Olimpo, filho de Poseidon – deus dos mares- e seu namorado.
Já era madrugada quando o táxi chegou à colina meio-sangue. O taxista relutou em deixar-nos á essa hora da noite no meio de uma estrada deserta, porém Annabeth simplesmente estalou os dedos e o homem passou a concordar em nos deixar ali. Eu fiquei com cara de babaca no meio dessa situação! O taxista foi...sei lá, adestrado por Annabeth? Desisto de entender, porque cada vez que tento, eu fico mais confusa!
Ela pagou a corrida e assim que o táxi se foi, eis que aparece uma mulher muito esquisita à nossa frente. Fiquei sem reação. Era um monstro. (N/A: Até que enfim! Um pouquinho de ação...)
Annabeth gritou:
- Julianne, coloque esse boné e se afaste! – ela disse me entregando um boné dos Yankees que trazia consigo. Coloquei- o e percebi que tinha ficado invisível. “Isso é muito legal”, eu pensei, sempre quis ter algum poder desse tipo... Deve ter sido com ele que Annie entrou na minha casam se que eu tenha percebido. Será que eu vou ganhar um desse também? Ahh, eu quero!
Minha empolgação terminou quando lembrei que Annabeth estava lutando com aquele, hum...sei lá, espantalho de lavoura perdida com a língua presa.
Annie era muito boa, desviava perfeitamente dos golpes daquela criatura, e quando teve oportunidade atacou-a com uma faca que ela tirou não sei de onde, transformando em pó dourado o filhote de cruz&credo.
Annabeth virou-se para trás, me procurando. Tirei rapidamente o boné e caminhei até ela, perguntando:
- Annie, que monstro era aquele?
- Uma dracaenae. São fáceis de derrotar quando inexperientes, como essa.
- Você é muito boa, foi demais a forma como você derrotou aquela coisa repugnante que causa desolação. Será que aquele bicho nunca ouviu falar de salão de beleza? Cruzes! A mulher parece que nunca lavou o cabelo... mudando de assunto,fiquei admirada com suas habilidades. (N/A: Julie parece meio bipolar né?!)
Annabeth respondeu aos risos:
- Obrigada Julie. É uma pena que a dracaenae logo voltará...monstros não morrem, apenas passam uma temporada no Tártaro quando derrotados. Em pouco tempo você lutará como eu, só precisa de treino.
Tá explicado...lá no Tártaro não deve ter salão de beleza...
- Sério?- confesso que fiquei admirada com o estilo de luta dela, seria uma honra um dia lutar assim.
- Claro, é só uma questão de tempo.
...
Subimos a colina e quando chegamos à entrada do acampamento, tive um susto. Havia um dragão abraçado a uma árvore!
Soltei um grito pavoroso, e o dragão começou a cuspir fogo. Annie pediu que me acalmasse e, aos poucos, fui voltando ao normal.
- Esse é Peleu, o dragão guardião do pinheiro de Thalia, a tal árvore de que tinha falado, se lembra?
- Hã...claro, mas ele é agressivo? – perguntei, ainda com medo.
- Somente com quem tenta invadir o acampamento, venha – ela me chamou. Cada vez que nos aproximávamos mais do dragão, mais eu ficava receosa, afinal, ele não me conhecia, certo? Mas Annie deve saber o que está fazendo... eu espero!
Chegamos bem perto de Peleu, Annabeth conversava carinhosamente com ele, como se fosse uma criança carente. Em seguida, apresentou-me a ele, que estava ressabiado por causa do meu grito, porém, logo relaxou e eu senti confiança emanando do dragão. Devagar, passei a mão levemente em sua cabeça, até que ele se acostumou comigo.
Finalmente ultrapassamos as fronteiras mágicas e fomos em direção à casa grande. Assim que entramos, pude ver um velho que parecia estar de ressaca. Ele tinha olhos roxos, nariz vermelho e pomposo e uma pança nada discreta. Sentava-se em uma cadeira de balanço e folheava uma revista de fofocas. Do lado oposto, pude ver uma máquina de jogos, daquelas que tem PacMan coisa e tal... me perguntei se havia crianças morando ali naquela casa.
Annabeth se pronunciou:
- Sr D., acabei de chegar de minha missão, e essa é a nova campista, Julianne Owen. Onde Quíron está?
O velho, digo, o tal Sr D., respondeu sarcástico:
- Que pena que voltou Annie Bell...como se não bastasse, ainda trouxe mais uma chatinha pra ocupar espaço. Quem é você criatura?
- Prazer, Julianne Owen.
- Espero que morra logo Juliette Loren. Vocês querem saber sobre o Quíron, não é? Eu não sei onde ele está, e se soubesse também não te diria.
Credo, que velho rude!
Saímos de lá sem nos despedir. Do lado de fora, perguntei à Annie:
- Quem esse velho pensa que é para ser tão mal-educado desse jeito?
- É Dioniso, deus do vinho e da loucura. Zeus o mandou pra cá por cem anos, como punição por infringir uma regra do Olimpo.
Hum... já pensou se todos os deuses forem desse jeito? Já vi que é encrenca na certa!
- Ao que parece, Zeus queria punir os campistas e não Dioniso, porque ele é insuportável!
- Relaxa, nós já acostumamos. – Annabeth me respondeu rindo.
Avistamos Quíron à beira do lago, provavelmente pensando em algo importante. Annie me olhou e caminhou até ele. Eu fiquei esperando-os, e depois de trocarem algumas palavras, vieram até mim. Eu, na verdade, estava impressionada, pois, diante de mim, estava o centauro que treinou heróis lendários! Me perguntei: Será que é o mesmo?
Quíron me tirou dos meus pensamentos:
- Então você é Julianne Owen?
Eu apenas assenti. Ele continuou:
- Prazer, estivemos te esperando ansiosamente. – ele disse com um olhar misterioso demais para o meu gosto. “Aí tem coisa!” pensei.
- Anh..., prazer – eu respondi, e já me desvencilhando da vergonha e não suportando mais a curiosidade, perguntei: — Você, assim, por acaso é o mesmo Quíron que treinou o Aquiles?
O centauro, que pelas minhas contas já deve ter respondido essa mesmíssima pergunta pelo menos umas 1.563 vezes, disse, divertindo-se com meu embaraço:
- Sim, o próprio, só que alguns séculos mais velho!
- Sério!?Hein, me responda: Quem era mais bonito: Hércules ou Aquiles? – eu sei que essa não foi das mais inteligentes, mas dêem um desconto, eu sempre quis saber... Quíron mudou seu semblante, antes divertido e agora confuso:
- Olha, eu não sou o mais indicado para responder isso, afinal, não costumo admirar a beleza masculina. O mais aconselhável é, assim que tiver oportunidade, perguntar à algumas caçadoras daquele tempo.
É, realmente o centauro deve ter acordado coma pata direita, porque respondeu educadamente as perguntas impertinentes de uma pirralha como eu.
Annabeth, que até agora só tinha observado essa situação meio que constrangedora, falou com um sorrisinho breve:
- Isso é um assunto a ser resolvido depois. Quíron, você tem algo a nos mostrar, certo?
- A sim...venham comigo – disse e saiu trotando em direção à Casa grande. Adentramos novamente na sede do acampamento e não demorou muito para que o Sr D. demonstrasse sua insatisfação com a nossa volta:
- Annie Bell e Juliette, vocês de novo, meio-sangues irritantes!
Pela primeira vez desde minha chegada, que não foi há muito tempo, dirigi a palavra àquele deus insuportável:
- Eu também te amo Didi!! – eu disse com a voz carregada de ironia, acompanhado com um olhar extremamente sarcástico. Annabeth e Quíron sorriram discretamente.
O Sr D. ficou extremamente enraivecido, e me fuzilando com o olhar, ensaiou uma resposta, mas se conteve. Eu fiquei sem entender nada. Quíron desmanchou o clima hostil que havia se instalado:
- Julianne, chamei você aqui porque o seu parente olimpiano te reconheceu.- dizendo isso, ele abriu uma caixinha. Dentro dela um colar com pingente de coruja faiscava aos meus olhos. Annabeth olhava para mim com alegria estampada nos olhos, e o meu centauro preferido se pronunciou:
- Julianne Owen, você é filha de Atena, deusa da sabedoria e da estratégia em batalha.- Quíron colocou o colar em mim, e quase que instantaneamente uma luz cinza me envolveu.
- Julie, você é minha irmã! – Annabeth disse e me abraçou. Eu não me continha de tanta felicidade, afinal, depois de quatorze anos de anonimato, eu soube quem era a minha mãe. Assim que Annie e eu nos separamos Quíron disse:
- Porque você não tenta pressionar o seu pingente de coruja?
Eu fiz o que ele disse. Aos poucos, senti um formigamento em minha mão esquerda, e logo em seguida, um peso confortável na mesma. Quando olhei, quase não pude acreditar...
- Nossa! Eu ganhei uma espada!
- Ela é feita com prata e bronze celestial...Atena mandou porque sabe que você irá precisar.
Arqueei uma sombracelha. “Que história é essa? Isso não tá cheirando bem...”
- Como?
Quíron tentou abafar o caso:
- Não se preocupe, em breve você saberá. Agora vão descansar garotas.
Eu e Annie nos encaminhamos para o chalé de Atena. Deveria ser umas cinco da manhã, porque ninguém estava acordado ainda. Entramos sem fazer barulho, e Annabeth me mostrou onde eu dormiria, seria na parte de cima de seu beliche. Assim que deitamos, o cansaço apareceu.
- Até daqui a pouco Annie.
- Até, Julie.
Notas finais
Será que ela vai ser importante na missão que está por vir?
Não percam os próximos capítulos...
Obrigada a todos que leram!
Beijinhos *-*
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