Notas iniciais
Oi pessoal..
Tudo bem?
Infelizmente eu deletei a história sem querer e, agora estou postando novamente.
Peço aos meus leitores que não me abandonem (e me mandem os reviews nos capítulos que já tinham sido postados) Confio em vocês, galera!
Beijo
Boa Leitura

A Guardiã do Livro Oculto

Capítulo 1

POV Percy Jackson

Depois de mais um ano, eu finalmente estava de volta ao meu lugar preferido no mundo. Era aqui que estavam depositadas as minhas melhores recordações... Annie, que veio junto comigo, desceu do carro e encaminhou-se para o pinheiro de Thalia para fazer carinho em Peleu. Ah, me esqueci de dizer... Eu pedi Annabeth em namoro uma semana depois do nosso beijo subaquático, e como ela estava morando em Nova York agora, nos víamos nos fins de semana quando ela não estava supervisionando a reforma do Olimpo. Bom, voltando ao assunto... Eu peguei nossas malas e, de mãos dadas, adentramos rumo à Casa Grande. Só avisaríamos a Quiron que havíamos chegado e depois, enfim, eu poderia curtir dias de calmaria com minha namorada.

Como sempre, eu estava errado!

Assim que entramos, Quiron, diretor de atividades do acampamento, foi direto ao ponto.

- Sejam bem-vindos heróis. Eu sei que vocês esperavam que esse verão fosse mais tranqüilo, porém, eu tenho uma missão pra você, Annabeth.

Nossa! Nem chegamos direito e Quiron já nos dá essa “ótima” notícia... É esse verão promete! – pensei.

- Oi Quiron...que missão é essa? – Annie perguntou.

- Apenas o resgate de uma meio-sangue, na Filadélfia. Como não se tem notícia de ataques freqüentes de monstros, você irá sozinha. E também não precisa consultar o oráculo.

- Por que eu não posso ir junto? – eu me intrometi na conversa.

- Como já disse Percy, essa missão é bem rilex, Annabeth pode perfeitamente cumpri-la sozinha e em um curto espaço de tempo. E é bom que você fique, pois Grover está chegando e trazendo novidades. – Quiron me respondeu pacientemente.

“Rilex?? Desde quando Quiron usa um vocabulário tão, tão... moderno?”

Annie me tirou de meus devaneios:

- Hum... Ok. Quando irei partir?

- Você é que sabe. Na verdade, pode ir agora mesmo, assim terminará mais rápido.

- Acho que é o melhor a se fazer... Vou arrumar minhas coisas. – Ela me arrastou para fora, e andamos na direção dos chalés. Eu estava triste porque, logo no primeiro dia, eu já ficaria sem Annabeth. Ela me disse:

- Não fique assim... A Filadélfia não é longe daqui, então, se tudo correr bem, amanhã já estarei de volta. – Eu lhe dei um beijo de despedida e ela entrou em seu chalé. Dentro de meia hora ela partiria. Argos ficou responsável por levá-la ate Nova York, e depois Annie seguiria de taxi.

Depois de cerca de duas horas que minha sabidinha saiu, eu treinava com Nico no gramado, perto da arena. Eis que eu tenho uma nova surpresa. Grover, meu melhor amigo, chegou ao acampamento, acompanhado de um casal de semideuses que pareciam ter saído de algum lixão, de tão sujos que estavam. O garoto tinha os cabelos loiros e os olhos verdes- amarelados. A garota era diferente dele. Possuía longos cabelos negros, lisos e repicados, e olhos incrivelmente verdes, iguais aos meus. Suspeitei que ela fosse minha irmã. Confirmei minha suspeita quando um tridente começou a brilhar em cima de sua cabeça, assim como um arco brilhava sobre a cabeça do menino. Ele era filho de Apolo.

Os três vieram até mim, que fiquei paralisado assim que soube que tinha uma nova irmã. Quiron incumbiu a mim e a Nico a tarefa de mostrar o acampamento aos dois. Grover me contava sobre suas aventuras agora que era o senhor da natureza, enquanto os outros caminhavam em silêncio, até porque Nico não é muito de conversar com quem não conhece, e os novos campistas pareciam estar um pouco tímidos.

Depois de algum tempo explorando todas as construções do acampamento, Sra. O’Leary apareceu em uma sombra qualquer e correu para cumprimentar o seu dono, que no caso sou eu (N/A: Meio óbvio, não é Percy?). O que ninguém esperava era que a minha irmã fosse fazer um escândalo horrível, como se estivesse vendo assombração, o que, olhando pelo lado dela, era mesmo.

A menina, que acredito que tenha no máximo uns catorze anos, chorava desesperadamente e, por um impulso, agarrou-se ao filho de Apolo, que estava com cara de desentendido, mas eu vi que ele bem que gostou. Minha cadela de estimação deitou-se no chão enquanto eu afagava sua cabeça, ao mesmo tempo em que Nico e Grover explicavam à garota que o cão não a atacaria.

Mais calma, porém ainda trêmula, a menina correu para a praia. Meus amigos e novo campista decidiram continuar o tour, e eu falaria com minha nova irmã.

Andei calmamente em direção a ela, deixando esses minutos para que ela assimilasse a nova realidade. Quando cheguei lá, pude ver que ela olhava fixamente em direção ao mar, como se esperasse alguma resposta. Aproximei-me e nos sentamos com os pés sobre a areia molhada pelas ondas.

Em um curto espaço de tempo, ficamos apenas sentindo a brisa leve do mar batendo em nosso rosto, até que comecei a falar.

- Olha... Eu sei que está sendo difícil acostumar-se com tudo isso que está acontecendo. Mas com o tempo, você entenderá que não é tão ruim assim. Tá na hora de recomeçar... Que tal fazermos isso?

Sem olhar para mim, ela respondeu:

- Talvez seja o melhor mesmo. Desculpe-me pelo escândalo, eu tenho as emoções à flor da pele. – Agora, com um sorriso no rosto e olhando para mim...

- Vamos começar do começo. (N/a: Não tem como duvidar que ela seja filha de Poseidon... kkk) Sou Paige Hawkin, tenho catorze anos, nascida em Cleveland, filha de Poseidon.

- Ann, ok! Sou Percy Jackson, 17 anos, nascido em Nova York, filho de Poseidon – deus dos mares e dos terremotos- e seu irmão.

Continuamos conversando, a fim de conhecer melhor a vida um do outro. Contei-lhe desde a minha chegada ao acampamento, sobre todas as missões, e também sobre a guerra contra os titãs, e ao por do sol, um homem vestido de pescador emergiu das águas. Vi que Paige assustou-se um pouco, afinal, não é todo dia que se vê uma pessoa aparecer diretamente das profundezas marinhas...

Era Poseidon, meu pai.

Paige ficou confusa, e o homem sentou-se ao meu lado, quando murmurei:

- Oi pai.

- Oi meus filhos. — Poseidon disse.

- Você é meu pai? – Paige perguntou com uma cara muito engraçada.

- Sim, Paige...

- E você também é um deus? – ( N/A: Dã! É lógico né! Ou então o que você estaria fazendo em um acampamento para semideuses se sua mãe é uma mera mortal?)

- A-hã! Sou Poseidon, deus dos mares, ou simplesmente o pai de vocês dois.

- A que devemos a honra de sua visita, pai? – eu perguntei desconfiado. Por mais que meu pai gostasse de nós, ele não se daria ao trabalho de vir aqui à toa.

- Além de ver você, vim dar um presente à Paige. – Ele disse tirando uma bolsinha de pano do bolso, entregando a minha irmã.

- Paige, você deve usar sempre essa tornozeleira. Pressione o tridente pra ver o que acontece... – Poseidon falou, colocando ao mesmo tempo o presente na garota. Paige apertou o pingente e o mesmo imediatamente se transformou em uma reluzente espada mista de ouro e bronze celestial. Meu pai explicou:

- Guardo essa espada há muitos anos, esperando o momento certo de passá-la a alguém que realmente precisasse. Acho que é você filha. Percy tem Contracorrente para se proteger, e você tem... Escolha um nome para ela, ok!

Paige estava com algumas lágrimas se formando no canto dos olhos, não entendi muito bem, ao que parece, ela nunca tinha se sentido importante dessa maneira... Minha irmã abraçou meu pai em sinal de agradecimento, e ele, afastando-se vagarosamente dela, me chamou para perto de si e disse:

- Cuide bem dela, Percy. Estarei olhando por vocês.

E assim, se desfez em fumaça verde com cheiro de água salgada.

Ficamos mais um pouco na praia e já anoitecia quando eu e Paige fomos para nosso chalé, esperando o som da trombeta a nos chamar para o refeitório.

Esse tempo serviu para que nos conhecêssemos melhor, tipo, nossos gostos e opiniões. Descobri que somos muito parecidos... Acho que nos daríamos bem!

A trombeta finalmente soou e fomos jantar. Olhares curiosos eram lançados a todo instante para Paige, que sorria e acenava para o pessoal (N/A: Bem desinibida, não?!). Cara, ela é uma figura!

Expliquei que deveríamos fazer uma oferenda a nosso pai antes de comer, jogando parte de nossa refeição na fogueira. Paige fez como eu e nos sentamos à mesa de Poseidon, onde jantamos calmamente.

Quiron apareceu e nos convidou para uma cantoria na fogueira, logo após o jantar. Paige foi apresentada oficialmente a todos e muitos garotos babavam por ela. Certo, meu pai pediu que eu cuidasse dela. Isso deve incluir que tenho que afastá-la de garotos safados. Com esse pensamento, fiz o meu melhor olhar mortal (aprendi com Annabeth) e direcionei a eles. Pude ver eles se encolherem, o que me fez sorrir. Paige rolou os olhos, como fazem os filhos de Atena.

Fomos para o anfiteatro e, quando chegamos lá, tenho mais uma grande surpresa: Nico estava no palco, com um violão por sobre as pernas e um microfone à sua frente. Antes que eu sequer desmanchar minha cara de surpresa, ele começou a tocar... Imediatamente me lembre de Annie. Será que ela estava bem? Como eu queria que ela estivesse aqui...

Free Fallin' (John Mayer)

She's a good girl, loves her mama

Loves Jesus and America too

She's a good girl, crazy 'bout Elvis

Loves horses and her boyfriend too

Yeah, Yeah

It's a long day living in Reseda

There's a freeway runnin' through the yard

And I'm a bad boy cuz I don't even miss her

I'm a bad boy for breakin' her heart

And I'm free, free fallin', fallin'

And I'm free, free fallin', Fallin'

All the vampires walkin' through the valley

The move west down Ventura Boulevard

And all the bad boys are standing in the shadows

And the good girls are home with broken hearts

And I'm free, free fallin', fallin'

And I'm free, free fallin', fallin'

Free fallin' now I'm (8x)

Free fallin'

I wanna glide down over Mulholland

I wanna write her, her name in the sky

I wanna free fall out into nothin'

Oh, I'm gonna leave this world for a while

Now I'm free, free fallin', fallin' (4x)

Free Fallin', fallin' (3x)

Tradução:

Caindo Livremente

Ela é uma boa garota, ama sua mãe

Ama Jesus e a América também

Ela é uma boa garota, louca pelo Elvis

Ama cavalos e o seu namorado também

Yeah, Yeah

É um longo dia vivendo em Reseda

Há uma estrada em direção ao jardim

E eu sou um cara mau porque eu nem sinto a falta dela

Eu sou um cara mau por quebrar o coração dela

E eu estou livre, caindo livremente

Sim eu estou livre, caindo livremente

Todos os vampiros caminhando para o vale

Indo para o oeste de Ventura Boulevard

E todos os caras maus estão permanecendo nas sombras

Todas as garotas boas estão em casa com seus corações quebrados

E eu estou livre, caindo livremente

Sim eu estou livre, caindo livremente

Caindo livremente, agora eu estou, caindo livremente, agora eu estou

Caindo livremente, agora eu estou, caindo livremente, agora eu estou

Eu quero deslizar até Mulholland

Eu quero escrever o nome dela no céu

Quero cair livremente pro nada

Quero deixar esse mundo por enquanto

E eu estou livre, caindo livremente

Sim eu estou livre, caindo livremente

Nico cantava com os olhos fechados. Ele era realmente muito bom! Por que será que nunca havia me contado sobre o seu lado artista? Nesse momento percebi que ele estava diferente. Alguma coisa aconteceu, tenho certeza. Talvez ele estivesse sentindo falta de Bianca, fiquei um pouco culpado por isso, mas tenho que me lembrar que a culpa não foi minha. Depois eu falaria com ele, já que o toque de recolher acabou de tocar... Paige e eu nos despedimos rapidamente de todos e fomos dormir.

Com a ajuda dos deuses Annie chegaria amanha, e enquanto isso, eu apenas a esperaria... Com esse pensamento, adormeci, sem os pavorosos sonhos comuns de semideuses... Pelo menos isso, já que minha sabidinha não podia estar aqui. Fazer o que? Essa é a vida de um meio-sangue.

Notas finais
Obrigada aos que leram!
Me desculpem por ter deletado a história, mas não foi uma ação intencional...
Mereço Reviews??
Beijokas