A Grande Guerra
10 O Retorno do Guerreiro!
Notas iniciais
Os movimentos e a sensibilidade estavam finalmente voltando ao seu corpo. Durante algum tempo, ele havia estado num estado nunca antes experimentado por si próprio. Uma existência frágil, um corpo enfraquecido, num estado de sobrevida ou semimorte, não importava. Não conseguia falar, nem tampouco pensar, e as feridas agora já não doíam nem um pouco. O chão duro feito de pedras repleto de rachaduras e marcas de feroz batalha ia se tornando cada vez mais macio, até chegar ao ponto de simplesmente não ser sentido. Mas tudo isso apenas a um mero instante atrás, antes de ser envolvido por um agradável calor, que parecia trazer de volta a vida ao seu corpo agonizante. Aquele agradável calor trouxe de volta os sentimentos, as sensações e os pensamentos. Trouxe de volta também a dor, ainda que por um breve instante, assim como um estranho formigar agoniante percorrendo sua mão direita que fora esfarelada seu tórax, cujos tecidos se reconstituíam instantaneamente como por mágica e o enorme buraco que havia sido feito lá à força começava a se fechar. E quando menos esperava, já estava de olhos abertos, e podia reconhecer o ambiente onde estava e lembrar-se do que tinha acontecido momentos antes. Asus havia voltado dos portões da morte.
Ele se sentou bruscamente, tocando a própria barriga que estava exposta por um enorme furo em sua armadura. Olhou para sua mão direita, cujos ossos estavam perfeitamente alinhados no lugar e para sua perna esquerda, que não aparentava estar quebrada nem doía. Ao passar a mão no rosto, não havia o menor sinal de cortes ou escoriações. Era como se nada tivesse acontecido, e que a luta contra Himmler não tivesse passado de um sonho, salvo os danos no peitoral de sua armadura Saiyajin.
- Não se preocupe, você não está mais ferido – disse uma voz feminina ao lado de Asus, e só então ele percebeu a presença de uma jovem de cabelos loiros, olhos azuis, traços finos e orelhas pontiagudas – Eu me encarreguei de curar você. Foi por pouco... talvez se eu demorasse mais um minuto no máximo, você teria morrido...
- Quem... quem é você? – perguntou o Saiyajin, com a voz rouca, tentando ainda compreender o que estava acontecendo.
- Eu me chamo Lilyan Güte Seele – disse a jovem em tom sereno – e sou uma Sacerdotisa do povo Kelfo. Sei que você deve estar em choque com tudo que aconteceu, mas não se assuste. Nós Sacerdotisas temos o poder de curar até mesmo a ferida mais mortal utilizando nossos conhecimentos na magia. Você agora está tão bem quanto estava antes de se envolver naquela batalha.
- Batalha... Maldição! Onde está o Krüger!? Onde está aquele desgraçado do Himmler?! – Asus se colocou de pé, travando ambos os punhos e olhando ao redor em busca do inimigo que quase havia conseguido lhe matar. Ele já soava como o rude Saiyajin de sempre.
Lily no entanto não se importou com o tom de voz de Asus. Ela caminhou até a lateral mais próxima da ponte, encostando-se na mureta de proteção que ainda existia e disse, com um tom preocupado e olhar perdido no horizonte.
- Nesse momento, Himmler está lutando contra outra pessoa. Ele está lutando contra outro poderoso ser de sua espécie, Saiyajin, não muito longe daqui.
- Outro ser de minha espécie?! Mas quem poderia...?! Será o intrometido do Spark outra vez?
- Tenha calma – ela segurou gentilmente o braço de Asus, que já fazia menção de querer decolar em busca de seu adversário. Aquele gesto de alguma forma deixou o orgulhoso guerreiro Saiyajin extremamente desconfortável – Existe algo que eu gostaria de fazer por você primeiro. Por favor espere só mais alguns instantes, sim?
- Algo que você gostaria de fazer por mim? – Asus continuou sem entender, olhando os Lily diretamente nos olhos, que ainda o segurava pelo braço.
- Sim... preciso me assegurar que você será capaz de vencer este adversário... creio que por mais que se esforce, você ainda não pode derrota-lo mesmo com o avanço de poderes que você teve agora que sobreviveu por um triz.
Normalmente, aquilo teria sido suficiente para Asus bradar com raiva, dizendo que seu poder era o mais alto e que ele era o Saiyajin mais forte do Universo, num discurso acalorado e egocêntrico. No entanto, nem mesmo isso ele conseguia fazer naquele momento, apenas observar os olhos da Sacerdotisa com uma expressão de curiosidade e talvez até mesmo um pouco de fascínio. Porque aquela frágil criatura conseguia exercer tão bem uma certa intimidação em Asus? Ainda assim, o Guerreiro conseguiu finalmente puxar seu braço da mão de Lily, num gesto brusco digno do bárbaro que sempre foi.
- Não sei do que você está falando – ele resmungou, virando de costas para a jovem, cruzando os braços – mas se você vai fazer algo para aumentar meus poderes, então não irei contestá-la. Apenas ande rápido, aquele Krüger precisa pagar pelo que fez a mim!
- Não se preocupe, irá durar apenas alguns instantes. Por favor, não se mova, sim? Apenas relaxe, e de preferência feche os olhos.
Mesmo tendo escutado aquelas instruções num tom excessivamente amável, Asus não se atreveu a desobedecer. Com certeza alguma coisa naquela garota o contagiava com paz, o que ao mesmo para si era algo inadmissível. Mesmo assim tentou afastar os pensamentos de sua cabeça, fechando os olhos como lhe fora instruído.
Lily então ergueu ambos os braços para frente, com as palmas das mãos direcionadas às costas do guerreiro Saiyajin, se concentrando durante alguns segundos. Seu corpo se deixou envolver por um brilho tênue, que lhe recobria todo seu contorno como um traçado feito com uma tinta brilhante ao seu redor. Logo, o mesmo brilho envolveu Asus, que abriu os olhos assustado.
Ele sentia algo crescer dentro de si, sua barriga formigando na altura do umbigo e uma sensação de calor intenso se espalhando por todo o corpo. Sem nem ao menos dar o comando, foi envolvido por sua aura clara, que se agitava cada vez mais, soprando ventos em todas as direções.
- O que...! O que é isso..!? – perguntou ele ansioso, assumindo a transformação do Super Saiyajin involuntariamente em seguida.
Ele sentia seu corpo se enchendo de energia como nunca havia sentido antes. Parecia que iria explodir, como um balão cheio de ar, de tanto poder que pulsava por suas entranhas. Ele se permitiu gritar, mas não era um grito de dor. Era algo que misturava medo, ansiedade e excitação. Por mais que fosse aterradora, mas aquela sensação era boa e prazerosa.
- Tanto poder...! É muito poder!! – ele continuava dizendo, incrédulo.
A aura de Super Saiyajin assumiu um tamanho nunca antes alcançado, e Asus pôde sentir claramente seus cabelos um pouco mais rígidos do que o normal, mesmo quando estivera em sua transformação momentos antes. Percebeu que uma ou outra descarga de bio-eletricidade percorria seu corpo, e que também este agora estava um pouco mais desenvolvido, com a musculatura um pouco mais alterada e definida. Sentia agora que seu poder atual nem se comparava ao antigo, e teve certeza que naquela forma poderia destruir Himmler.
Ele virou-se em direção a Lily quando finalmente o processo havia terminado, bem à tempo de vê-la cair de joelhos no chão. Estava pálida e suada, ao que tudo indicava aquela técnica havia consumido todas as suas forças. Asus a observou, surpreso, sem saber direito o que fazer. Ela então começou a falar, embora visivelmente esgotada.
- Eu estimulei os sete principais pontos por onde percorre a energia vital de todo ser vivo... e assim consegui aumentar seus poderes despertando parte de seu poder oculto de Super Saiyajin... creio eu que neste momento, você está no limite máximo suportado pelo seu corpo atualmente... E não é só isso. Por eu ter trabalhado estes pontos principais tão sensíveis à influências externas, se você se concentrar poderá sentir a energia vital, o Ki dos demais seres vivos. Você precisará de um pouco de treino até dominar esta técnica por completo, mas em breve conseguirá tirar vantagens da leitura do ki, principalmente em batalhas.
- Eu entendi – disse Asus, enquanto mais uma pequena faísca de eletricidade estalava em meio à sua aura dourada – Se não tiver mais nada a dizer, então é melhor que me deixe ir. Não quero perder mais tempo conversando enquanto o inimigo está lá fora. Irei ao encalço dele agora mesmo e o esmagarei com tamanho poder!
- Espere, por favor... – Lily agora se colocava de pé, olhando diretamente nos olhos impacientes de Asus.
- O que é dessa vez?! Será possível? Você vai me deixar ir lutar ou não?
- Tenho um favor a lhe pedir... – a Sacerdotisa pôs uma das mãos em meio as vestes, trazendo de volta duas pequenas esferas feitas de um material que parecia vidro, como duas bolinhas de gude com um estranho brilho verde em seu núcleo — Quando você chegar no campo de batalha, por favor entregue uma dessas ao outro Super Saiyajin... a outra, você pode ficar para você.
- E que diabos é isso? Pra quê iríamos precisar de bolas feitas de vidro?
- Estas são as Lágrimas do Dragão. Existe um grande poder de cura, similar à magia que eu utilizei para sarar suas feridas preso aí dentro, envolvido por esta cristalização. Se você se ferir muito em combate, quebre a parte cristalizada e você será curado por completo. Eu lamento só ter estes dois sobrando, nós tivemos de utilizar todo o estoque com nossos feridos. Por favor, faça bom uso deste artefato.
- Heh, vocês Kelfos são cheios de coisas estranhas! Vou fazer como você disse e entregar uma para o molenga do Spark. Não vou admitir que nenhum Krüger miserável tire de minhas mãos a minha presa favorita! Apenas eu, e ninguém mais é que devo eliminar o meu rival!
Asus se deixou envolver pela aura dourada novamente, ganhando altitude numa assombrosa velocidade sem sequer olhar para trás. Tinha apenas um pensamento em mente naquele instante, devolver a surra que Himmler havia lhe dado com juros.
* * *
Após Asus ter contado sua história, cada um dos presentes a assimilou de uma forma particular e diferente. Mahala ficou surpresa e um tanto quanto incrédula durante alguns instantes diante das revelações do guerreiro Super Saiyajin. Nunca poderia imaginar que existiriam seres capazes de curar feridas utilizando-se de poderes místicos. Spark obviamente pensou em Lily e em seus sentimentos que não conseguia afastar de si, mesmo eles estando perdidos em meio à mágoa dela ter escolhido outra pessoa para amar que não fosse si próprio. Ele também concluiu que talvez Lily não tivesse precisado realmente tê-lo beijado na sala do Imperador para ter aumentado seus poderes ao limite máximo – sentindo-se também aliviado por ela tão ter de repetir este gesto com Asus – e que talvez naquele momento ela quisesse lhe dizer algo. No entanto, aquela não era a hora certa para pensar naquelas coisas. Suas pernas estavam fracas, e ele só conseguia se manter em pé porque Mahala o estava segurando, oferecendo-lhe o próprio ombro para ele se apoiar. Já não mantinha mais a transformação de Super Saiyajin, a fim de poupar as últimas energias que tinha para poder assistir a batalha que estava para começar. Ele sabia que algo extraordinário iria acontecer no momento em que Asus começasse a lutar. Talvez uma vez mais, ele tivesse sido superado pelo seu rival.
Mas definitivamente, Himmler havia absorvido toda aquela história da pior forma possível, espumando de raiva diante de Asus, que encontrava-se de frente a ele, de braços cruzados e suspenso ao ar. Não podia acreditar que ele ainda estava vivo, aquilo era simplesmente inaceitável. Agora, se a informação que os Krügers possuíam era verdade, então Asus deveria ter se tornado muito mais poderoso por ter sobrevivido a um ferimento mortal, o que lhe traria problemas. O Comandante Krüger lançou seu olhar mais intimidador para o poderoso guerreiro Super Saiyajin, que continuava de braços cruzados, envolto pela aura dourada que se agitava em resposta aos sentimentos de seu portador.
- Espero que esteja pronto para o segundo round... – Asus debochou, aumentando a ira de Himmler.
- Pelo visto terei de cuidar de você novamente, macaco Saiyajin imundo... Não se preocupe, irei me assegurar que desta vez, você irá direto ao Outro Mundo! Suma deste planeta!
Himmler investiu, liberando todo seu poder e se deslocando de forma absurdamente veloz em direção a Asus, desferindo-lhe um soco no rosto com o braço direito, o qual o Super Saiyajin evitou facilmente, limitando-se a mover a própria cabeça para o lado oposto da trajetória do golpe, devolvendo a gentileza com uma canelada que acertou a têmpora esquerda do Comandante Krüger. Himmler havia sido pego de surpresa por um golpe tão poderoso e preciso, e a força do impacto havia sido suficiente para deixa-lo tonto. Por pouco não havia despencado dos céus.
- Mas que brincadeira é essa? – perguntou Asus – Se você espera mesmo me vencer, então comece a atacar como um verdadeiro guerreiro e não como um tolo!
Himmler se recompôs quase instantaneamente após receber a provocação, avançando uma segunda vez contra Asus e enterrando o próprio joelho no estômago do guerreiro Super Saiyajin num movimento inesperado não só para ele, como também para os demais que assistiam a luta. O Krüger ainda desferiu mais um golpe, uma cotovelada que acertou o rosto de Asus e o mandou para longe. O Comandante então pareceu gostar novamente do combate, avançando com todas a suas forças contra seu oponente, que havia conseguido se recompor do golpe recebido bem a tempo, os dois iniciando uma feroz troca de golpes em alta velocidade nos céus de Omega-003, os dois parecendo se desfazer no ar em certos momentos, ressurgindo novamente em outros. Asus na maioria das vezes estava apenas bloqueando, buscando as falhas de Himmler para contra atacar nos momentos certos. O Krüger não havia sequer percebido este estratagema do Super Saiyajin, atacando-o sem parar pensando apenas em destruí-lo por completo. Mas, tamanha foi a sua desilusão quando um estrondoso soco de Asus explodiu em sua face direita, de uma forma que ele sequer fazia ideia de como e quando exatamente havia sido atingido. Asus balançou a cabeça, olhando a figura de Himmler tentando se reestabelecer novamente após ser atingido.
- Tsc, tsc... O que está acontecendo com você, Krüger? Por acaso perdeu o interesse pela luta? Ou está cansado demais para conseguir rivalizar com meus novos poderes?
- Vocês Saiyajins falam demais!!
O Comandante Krüger numa medida desesperada ergueu ambas as mãos acima da própria cabeça, concentrando uma grande quantidade de ki e a disparou contra Asus, numa onda de energia devastadora. O Super Saiyajin poderia ter feito algo para evitar aquela manobra, mas em vez disso permaneceu parado, recebendo o ataque de peito aberto. Houve uma explosão nos céus, o local onde estava parado antes o Super Saiyajin sendo coberto por uma densa camada de fumaça. Himmler então gargalhou de alívio. Havia visto perfeitamente o adversário ser atingido sem sequer desviar, e na mesma hora supôs tê-lo matado.
- Há! Depois de tanta falação, aquele inseto desgraçado foi morto dessa forma insignificante! Realmente os Saiyajins são apenas bons de conversa!
No entanto, a voz de Asus gritou em meio à fumaça, o guerreiro elevando seu ki e espalhando toda a nuvem negra que havia se formado por causa daquela explosão. Ele estava lá, intacto, nem um único arranhão. Nem mesmo toda aquela energia foi capaz de feri-lo.
- Ora, cale a boca, criatura patética! Você acreditou mesmo que só com isso seria capaz de me vencer? Não me faça rir!! Eu já constatei que você não é desafio à minha altura, então vou terminar com você de vez! Prepare-se para morrer!
Asus desapareceu no ar, ressurgindo logo a frente de Himmler e lhe acertando mais um soco no rosto, que o mandou alguns metros de distância pelo ar. O Super Saiyajin antecipou o local onde Himmler iria parar e o acertou em cheio com mais um chute nas costas, mandando-o agora e direção ao chão. Novamente, antecipou o lugar do impacto do corpo do Comandante Krüger contra o solo e deslocou-se até lá numa velocidade muito superior à de Himmler, erguendo o próprio punho contra o estômago do adversário no exato momento em que seu corpo iria se chocar contra o chão. O terreno cedeu tamanha a pressão e violência do golpe, afundando em uma cratera como se o lugar tivesse sido atingido por um cometa. Em seguida jogou o corpo inerte de Himmler no chão.
O Krüger vomitava bastante sangue e mal conseguia se mover. Ele se colocou de joelhos, olhando diretamente para Asus com o único olho que lhe restava. O Super Saiyajin se encontrava em pé, como um predador que analisa se aquele é ou não o momento de desferir o golpe final em sua presa. A aura dourada brilhava e se agitava, e algumas faíscas azuladas de bio-eletricidade se desprendiam da mesma. Ele tentou rapidamente se levantar, mas a força dos golpes que havia recebido, sobretudo o soco no estômago pareciam lhe puxar para baixo, fazendo com que a gravidade aumentasse somente ao seu redor. Sem muitas forças, ele caiu de quatro no chão, seu único olho só conseguindo se erguer até a altura das canelas de Asus.
- Ora, o que temos aqui... esta é uma situação bem familiar, não acha? – perguntou retoricamente o Super Saiyajin sem receber nenhuma resposta. Mas não tinha importância. Naquele instante, tudo que ele queria era falar – Sim... muito familiar. Há alguns minutos atrás, era eu que estava jogado diante de seus pés, sem ter muita reação. E sabe o que foi que você fez? Sabe?! Primerio, VOCÊ QUEBROU A MINHA MÃO!
Asus ergueu o próprio pé e o desceu furiosamente sobre uma das mãos de Himmler, fazendo-o gritar de dor enquanto a sola do Saiyajins esmagava por completo todos os ossos de sua mão. Asus, não economizando na crueldade, torcia o próprio pé para os lados, como se tivesse pisoteado uma barata, Em seguida, acertou Himmler com a sola do pé no meio do rosto, lançando-o contra uma parede e quebrando seu nariz no momento do impacto. Antes que o corpo do Comandante Krüger sequer se soltasse da parede, ele foi atingido novamente pela sola do pé do cruel Saiyajin, agora no meio do peito. O som de ossos se quebrando e a enorme quantidade de sangue púrpura que jorrou da boca de Himmler denunciava que houvera um severo dano nos órgãos internos do Comandante. Mas Asus ainda estava insatisfeito. Saborearia sua vingança até o limite.
Ele ergueu uma das pernas do corpo indefeso de Himmler, mantendo-a suspensa no ar encaixando-a entre o próprio corpo e o braço esquerdo.
- Em seguida, sabe o que você fez? – continuou Asus, sádico – Você quebrou a minha perna! Bem no joelho!
Asus desferiu uma poderosa cotovelada no joelho de Himmler com o braço que ainda estava livre, atingindo-o com a perna naquela posição e quebrando-a instantaneamente. O Krüger deu mais um berro de dor, mas aquilo não parecia perturbar Asus nem um pouco. Não, aquilo deveria estar soando como música aos ouvidos do Saiyajin, se fosse levar em consideração a expressão de prazer que estava estampada em seu rosto. Ele soltou a perna quebrada de Himmler, erguendo-o agora pelo pescoço. Seus olhos se direcionaram para a barriga do Krüger. Era chegado o momento do golpe final.
- Agora, descubra a agradável sensação de ter seu corpo perfurado, seu maldito!
Asus concentrou grande parte do seu ki no punho direito, acertando-o contra a barriga de Himmler que agora já não oferecia resistência e foi perfurada como se houvesse sido atingida por uma lança. E em seguida abriu o punho, com o braço ainda enterrado dentro das entranhas do Krüger, deixando lá dentro uma esfera de energia do tamanho de uma laranja, cujo brilho podia ser visto pelo enorme furo em seu corpo, no momento em que Asus removeu seu braço com violência.
- Morra, Himmler!! – Asus sentenciou, acertando um último soco no rosto de seu oponente e o mandando para os céus, proferindo as palavras que selariam o destino de Himmler para sempre – Impacto Solar!
O corpo de Himmler explodiu nos céus de dentro para fora, numa enorme explosão nuclear que gerou um forte clarão de luz branca que durou alguns segundos. Spark e Mahala protegeram os olhos para evitarem possíveis danos à visão, e quando finalmente a luz voltou ao seu padrão normal, a ameaça de Himmler havia desaparecido do Universo. Mais um Krüger havia sido vencido, sucumbindo diante da força de um Super Saiyajin.
Asus olhava fixamente para o céu, no lugar onde seu oponente havia explodido em mil pedaços e sido reduzido a menos que cinzas. E em seguida disse a si mesmo, em voz alta:
- Que luta sem graça...
Ele relaxou o próprio corpo, deixando a transformação do Super Saiyajin e voltando a sua forma base, de cabelos pretos e olhos escuros. Então virou-se em direção a Spark e Mahala, o primeiro ainda escorado no ombro da amiga, e pôs a mão por dentro do peitoral da armadura Saiyajin, puxando um pequenino objeto lá de dentro.
- Segure isso, Spark! – disse Asus, arremessando o pequeno objeto diretamente na mão do outro Saiyajin, que o segurou sem muito esforço – Esmague essa bolinha e estará novamente em boas condições físicas. Isso foi a tal Sacerdotisa Kelfo que me deu, parece que ela queria muito que eu entregasse isso para você. Agora use logo isso!
Spark obedeceu sem questionar, esmagando a pequenina esfera cristalizada com a mão. Logo, ele e Mahala – pela óbvia razão de estar segurando Spark – foram envolvidos por um brilho esverdeado, que transmitia uma agradável sensação de calor no corpo dos dois, sarando suas feridas e restaurando suas energias imediatamente. O jovem Saiyajin se soltou do ombro da colega, caminhando até ficar frente à frente com o rival.
- Asus... eu não sei nem o que te dizer. Muito obrigado. – ele falou gentilmente, oferecendo a mão ao outro Saiyajin. Mas ao contrário do que esperava, ele não recebeu um aperto e sim um tapa em sua mão.
- Guarde seus sentimentos para outra pessoa, não para mim seu nojento! – foi a resposta de Asus, com a cara fechada e tom de voz agressivo que lhe eram marca registrada – Não pense que eu te salvei porque eu tenho algum laço sentimental de amizade com você! Eu apenas não queria que ninguém tirasse de mim o direito de te derrotar! Sem falar que agora nós dois estamos quites. Já não te devo mais nada!
- Me dever algo...? – Spark demorou um tempo até assimilar que Asus se referia à situação no dia anterior, quando o havia salvo de um golpe mortal desferido por Totenkopf e que em forma de agradecimento recebeu de volta um soco no rosto, desferido pelo próprio Asus. Ele então recolheu a própria mão, se sentindo tolo em ter pensado que talvez seu rival estivesse mudando a própria essência.
- Bom, e agora, o que vamos fazer? – perguntou Asus aos dois, sentando-se numa pedra para que pudesse ficar de frente para ambos – Vamos permanecer neste monte de lixo que é essa cidade, ou iremos diretamente ao encontro do líder Krüger?
- Eu não acho que será necessário ir até ele – disse Mahala, pensativa – Eles descobriram a localização da Fortaleza instantaneamente ao chegarem aqui em Omega-003. Eles devem possuir algum radar ou coisa do tipo para monitorar a superfície do planeta. Se querem saber, acho que não vai demorar muito até que venham para cá para investigar o sumiço deste sujeito.
- Está dizendo que nós devemos ficar aqui e não fazer nada? – Spark aproximou-se da colega, olhando para ela sem entender direito.
- Primeiro, devemos encontrar um lugar seguro para nos escondermos. Em seguida vocês dois precisam descansar e se poupar ao máximo. Se eu estiver correta, logo inimigos mais poderosos estarão aqui, e vocês devem estar com seus corpos nas melhores condições possíveis para o combate.
- Mas e quanto à Fortaleza? – indagou novamente o garoto, parecendo preocupado – E se o inimigo for direto para lá, será um desastre!
- Existe essa possibilidade – ela afirmou prontamente – Na verdade, eu diria que as chances do inimigo ir direto para lá em vez de vir aqui são de cinquenta por cento, talvez mais... mas eu estou me baseando no fato deles terem mobilizado suas melhores tropas para cá, e terem mandado pouca coisa significativa atrás de nós. Talvez os Krügers estejam atrás de algo aqui nesta cidade, algo que vá além de simples vingança.
- Será possível? – Spark pensou por um tempo – Será que eles estão procurando as Esferas do Dragão?
- As o que?! – Asus questionou impaciente – Mas do que você está falando, Spark? Porque você parece saber tanta coisa sobre esse povo esquisito? Uma coisa que está me incomodando desde a hora que aquela garota me curou, é porque ela parecia te conhecer de alguma forma... até mesmo se importar com você! Eu exijo que você me explique tudo agora mesmo!
- Tá bom... se você quer saber, quando você e os outros me emboscaram três anos atrás, eu deveria ter morrido. Mas sua técnica demorou demais para explodir, e quando o fez eu fui jogado aqui nesta cidade. Lily, Simon e o pai dela cuidaram de mim durante um tempo, e depois eu passei o resto das semanas treinando num templo não muito distante daqui, com um poderoso Kelfo chamado Mestre Khan e foi treinando com ele que eu consegui me fortalecer tanto em um mês e te vencer naquela luta na Arena.
- Spark, todo mundo além de Asus – Mahala lançou um olhar de desaprovação ao guerreiro de enormes cabelos espetados, que por sua vez não deixou de percebê-lo – já conhece muito bem a sua história. Não perca o foco, o que são as tais Esferas do Dragão?
- As Esferas do Dragão eram artefatos místicos que quando reunidas, concediam desejos a quem as comandasse. Com elas, alguns Kelfos conseguiram até mesmo a vida eterna.
- Vida eterna? – Asus arregalou os olhos – Hmm, isso não seria nada mal... uma vida de combates sem fim, talvez seja o sonho de todo Saiyajin!
- Foi justamente esse tipo de pensamento que levou o povo Kelfo a guerrear entre si – Spark disparou secamente – e assim atrair a atenção dos Krügers para cá. Foi graças às Esferas do Dragão que esses monstros vieram ao planeta Omega-003 pela primeira vez.
- Mas Spark, você disse que as Esferas eram artefatos místicos... porque eram? Onde estão as Esferas agora? – era a vez de Mahala perguntar.
- Ahm, a história é longa... – Spark parecia querer bolar uma forma fácil de explicar aos colegas sobre as Esferas do Dragão – Resumindo as coisas, quando são reunidas, as Esferas invocam o poderoso Deus Dragão, para que ele possa conceder os desejos. Um grupo de pessoas conseguiu invocar o Dragão no meio da guerra dos Kelfos, e o Dragão deixou de conceder desejos após ver quanta matança estava acontecendo por causa da ganância pelas Esferas. Mas ao que parece, os Krügers vieram para cá mesmo assim, parece que eles acham que as Esferas ainda existem...
- Hmpf... – grunhiu Asus, de braços cruzados – Se querem saber, isto pra mim soa como uma história tola para se colocar crianças para dormir! Foi a coisa mais fantasiosa e absurda que eu pude escutar!
- Talvez – disse Mahala, que estava séria – Mas os Krügers acreditam nisso ao ponto não só de matar os demais habitantes deste mundo, como também de lutar e arriscar suas próprias vidas por essas tais Esferas. Se for isso mesmo, então ainda existem chances de mandarem tropas para cá em vez de irem contra a Fortaleza. É um risco que temos de correr. Nós vamos sentir quando eles estiverem aqui, temos a vantagem de podermos sentir o ki de outras pessoas e poder manipular o nosso para nos tornarmos invisíveis aos rastreadores. No momento que eles chegarem, nós tomaremos a dianteira e faremos um ataque surpresa.
Tanto Spark quanto Asus estavam admirados com a capacidade de Mahala em bolar planejamentos estratégicos. A jovem Saiyajin estava se provando uma peça chave para o grupo, graças à sua inteligência e maturidade.
- Nossa Mahala... – comentou Spark – não sabia que você era uma pessoa tão inteligente. Acho que agora eu tenho um pouco mais de esperança... tomara que seu plano dê certo.
- Ele vai dar certo – ela rebateu imediatamente e embora quisesse transmitir uma certa frieza e segurança em seu tom de voz, estava desejando do fundo do coração que realmente aquilo funcionasse – Agora que vocês dois são Super Saiyajins, podem combinar as suas forças e derrotar o inimigo. Eu também irei lutar, mesmo que eu não consiga ter um rendimento melhor do que eu tive durante o último combate... não posso deixar tudo nas costas de você e de Asus e não fazer nada. Agora vamos, precisamos encontrar algum lugar não tão destruído para descansarmos um pouco até a chegada do inimigo.
Ao terminar seu discurso, a jovem elevou-se ao ar, sendo seguida por Spark e Asus. Juntos, os três começaram a procurar algum local seguro nos escombros do que havia sido um dia a próspera cidade de Himmel, alheios ao fato de uma pequenina sonda espiã os vigiava à distância, enviando imagens em tempo real à nave dos Krügers, mais precisamente à sala pessoal do poderoso Lord Schutz Stafell.
Schutz não só havia escutado toda a conversa dos três Saiyajins através daquela sonda, como também havia acompanhado toda a luta de Himmler contra Spark e depois seu fracasso consumado contra Asus. Estava sentado sob um trono feito de metal, cujo assento e o recosto eram estofados vermelhos. Em uma das mãos trazia uma taça feita de cristal, com alguma bebida rubra como sague em seu interior.
Esses malditos garotos... Quando Totenkopf foi morto, pensei que ele tivesse sido descuidado, mas agora Himmler também... Agora eu entendo porque os Saiyajins são tão terríveis. São mais difíceis de se matar do que uma praga de insetos, e a cada vez que sobrevivem a uma situação de risco, recebem um aumento enorme em seus poderes... Mesmo assim, eu não creio que no nível atual de força daqueles três, eles sejam capazes de me vencer numa luta. Jogarei de acordo com as regras deles, darei um tempo para que descansem e em seguida irei atacar o Palácio Imperial Kelfo. Já que eles conseguem sentir a energia de seus adversários, então eles saberão muito bem onde me encontrar. E assim, colocarei um fim nestes vermes irritantes!
* * *
O trio estava sobrevoando uma determinada parte da cidade devastada quando Spark interrompeu bruscamente seu vôo, chamando a atenção de Asus e Mahala. Ele olhava fixamente em um determinado ponto, gerando assim curiosidade entre os demais Saiyajins.
- Spark, alguma coisa errada? – perguntou a guerreira, aproximando-se lentamente do companheiro.
- Não, é só... bem, é que eu conheço este lugar. Acho que poderemos ficar por aqui sem problemas...
Os três concordaram em descer, Spark indo à frente dos demais e logo pousaram no alto de uma escadaria que conduzia a uma bonita casa feita na arquitetura Kelfa. Estava bem conservada para os padrões atuais das construções de Himmel, apresentando apenas rachaduras nas paredes, mas nenhuma parte havia cedido. A porta estava entreaberta, mas não havia nenhum ki dentro da casa. O jovem Saiyajin a empurrou para o lado, a porta oferecendo uma resistência muito maior do que seria se Spark tivesse feito como se lembrava da época em que havia ficado lá antes, e tivesse dito as palavras corretas na língua dos Kelfos. Se ele ao menos soubesse falar este idioma, claro.
Foi como voltar no tempo. A casa permanecia exatamente como era a três anos atrás. O chão e as paredes brancos, feitos de mármore e pedras polidas, o globo de cristal no meio da sala, as plantas ornamentais e a estante cheia de livros num dos cantos. Nunca imaginou que estaria lá de volta, na mesma casa que o acolheu três anos atrás. A casa de Lily e do Chanceler Kopf.
Asus e Mahala entraram a seguir, e a visão da casa era como um descanso para os olhos dos dois Saiyajins. Embora o mundo lá fora estivesse um caos total, mas aquela casa permanecia arrumada, na medida do possível.
- Hmm, então isso é a casa de um desses seres estranhos... – comentou Asus, olhando ao redor com um ligeiro sorriso nos lábios – É, até que dá para se viver de forma aconchegante num lugar assim.
Mahala apanhou um livro jogado no chão, que estava aberto e com seu conteúdo voltado para baixo. Ela folheou algumas páginas, que eram de um fino papel e estavam cobertas de caracteres estranhos, nunca vistos pela guerreira antes.
- Me pergunto que tipo de conhecimento essas criaturas possuem... – ela comentou, fascinada
- Você parece estar adorando este livro – Asus comentou, ácido – Por acaso você é uma guerreira mesmo, ou uma reles estudiosa? Saiyajins não precisam de educação!
- Diga isso por si mesmo, que é mal-educado desde que nasceu – ela rebateu sem tirar os olhos do livro, o que enfureceu Asus – Eu não vejo problema nenhum em ser um guerreiro e procurar estudar. Quem disse a você que um grande guerreiro não pode se tornar um grande cientista, talvez? Aposto que deve existir alguém assim pelo Universo afora...
- Pense o que quiser! Não vou mais perder meu tempo com vocês, irei descansar um pouco. Ganho mais dormindo do que ouvindo essas tolices.
Asus deixou a sala, mal-humorado como e rude como sempre, deixando Spark e Mahala à sós.
- Foi aqui onde eu fiquei – disse Spark se aproximando da amiga – quando eu fui atacado por Asus e acordei nesta cidade. Essa é a casa do Chanceler Kopf, e consequentemente de sua filha, Lily.
- Você diz a sacerdotisa que curou Asus? – Mahala tirou os olhos do livro, direcionando-os à Spark.
- Sim... ela mesmo. Foi ela quem cuidou de mim, e quem quis me trazer para cá mesmo eu sendo um Saiyajin.
- Você parece gostar muito dela, não? – a jovem deu uma ligeira espetada no garoto.
- Sou grato a ela, se não fosse por ela eu teria morrido naquela vez...
- Ah, então é de gratidão que estamos falando? Ou por acaso tem algo mais?
Spark abaixou a cabeça, sem dizer nada. Aquele silêncio já dava à Mahala a resposta que ela queria, mas ainda assim ela insistiu uma vez mais:
- Vamos Spark, pode confiar em mim. Eu não sou o Asus, eu compreendo que você possa ter sentimentos... Foi por ela não foi? Foi por ela que você deixou a Fortaleza após a luta contra Totenkopf e veio voando direto para cá mesmo estando ferido e exausto, para protege-la ou ao menos se certificar que ela estava bem. Ela é alguém muito... importante para você, correto?
Spark ponderou se podia contar aquilo à Mahala ou não. Realmente ela era confiável, e já havia o visto chorando e tudo. Então, ao menos em tese, não haveria motivos para que ele não contasse o que sentia para ela. No entanto, as lembranças vieram a sua mente uma vez mais, desta vez como um turbilhão de momentos sem uma ordem cronológica necessária. Lembrou-se de momentos há três anos, como da vez que estiveram no lago, lembrou-se de sua despedida do templo e da promessa que fizeram um ao outro, e também de seu retorno anos depois. Lembrou-se de tê-la beijado pela primeira vez, e então lembrou-se do último beijo que haviam trocado... e do diálogo que veio à seguir. E aquela lembrança parecia perfurar seu coração como um punhal afiado, sendo torcido dentro de seu peito e causando cada vez mais dor.
– Spark... Simon e eu, nós vamos nos casar. Temos data marcada e tudo, embora acho que terá de ser adiada graças à guerra... mas nós dois somos noivos.
- Então... vocês dois...
- Spark, tente entender... eu fiquei muito sozinha durante estes anos... eu já não queria mais fazer nada, exceto te esperar. E enquanto isso, você estava ficando mais forte, ficando mais hábil e conseguindo seguir com sua vida... não seria justo para mim... por favor, perdoe-me...
Aquela lembrança o entristecia, e talvez por instinto ou por predisposição natural por ser um Saiyajin, ele tentou aplacar aquele vazio com raiva e sentimentos destrutivos. Ele virou-se para Mahala, desta vez com uma expressão facial de irritação diferente da expressão serena que ostentava normalmente e a respondeu, ríspido e seco.
- Ela não significa mais nada pra mim. E é melhor que seja assim de agora em diante... Com licença Mahala, mas eu vou dormir um pouco.
E então se retirou, indo em direção ao quarto em que havia ficado durante seu curto período na residência, deixando para trás uma Mahala totalmente perplexa diante do que havia acontecido.
Tsc. Garotos... quando a gente pensa que encontrou um diferente, descobre que são todos igualmente birrentos e imaturos.
Notas finais
O novo capítulo está concluído! Deu um pouquinho de trabalho terminar a luta de Himmler contra os Saiyajins, mas no fim das contas tudo deu certo! Hoje o nosso "Making off" vai abordar elementos diversos de todo o capítulo, começando pelo desfecho da batalha contra o Comandante Krüger.
Primeiramente, gostaria de ressaltar aqui a fim de evitar equívocos por parte dos leitores, que embora Asus tenha evoluído bastante seu poder - sim, ele a essa altura está mais poderoso que Spark - ele não se tornou um Super Saiyajin 2. Eu sei que as faíscas de eletricidade fazem parte da concepção visual de um Super Saiyajin no nível 2, mas também fazem parte de um outro nível do Super Saiyajin normal. Trata-se do segundo estágio de um Super Saiyajin, ou Super Saiyajin Avançado (超サイヤ人第2段階, Sūpā Saiya-jin dai ni-dankai, ou simplesmente Super Saiyajin 1, Estágio 2 no original). Trata-se daquela forma de Super Saiyajin mais poderosa, alcançada originalmente por Vegeta e Trunks - posteriormente Goku também alcança este nível, porém o descarta pela quantidade absurda de energia necessária para manter a transformação - durante a saga de Cell. Aquela surra clássica que Vegeta dá em Cell, ele está utilizando-se dos poderes desta forma.
( Olha uma imagem aí http://images.wikia.com/dragonball/images/b/b7/VebeataCell.jpg )
Esta forma antecede o chamado "Ultra Super Saiyajin", a forma altamente musculosa que Trunks assume durante esta batalha, que aumenta bastante a força física do usuário mas peca ao deixá-lo lento. Talvez eu faça uso deste estágio também na minha fic, mas não tenho certeza ainda. Depende de como transcorrerão os próximos capítulos.
A Saga de Cell tem uma forte influência neste meu retorno à fic "A Grande Guerra". Outro elemento similar que eu incluí na fic foi a presença de um robô espião - ou no caso, uma sonda espiã - que transmite as informações do planeta para Schutz. Não existe só uma, são várias por todo o mundo, pode-se dizer que pouca coisa acontece agora naquele planeta e os Krügers não tem acesso. E no próximo capítulo, Schutz irá ao front de batalha. Podem esperar coisas grandiosas acontecendo.
Espero que tenham gostado. Estou me dedicando bastante a concluir esta fic e conto com vocês para que esse sonho se torne realidade. Aos leitores mais tímidos, podem escrever um review sem medo, eu prometo respondê-lo!
Um abraço, e até o próximo capítulo!
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