A Grande Guerra
1 A Chegada do Mal Presságio
Notas iniciais
Enquanto isso, o malvado e ambicioso Asus, obcecado pelo desejo de superar Spark a todo o custo, decidiu abandonar a Fortaleza para treinar pelo mundo, prometendo a si mesmo que voltaria para lutar com seu maior rival quando estivesse devidamente preparado. E desde o dia de sua partida, ninguém mais viu sinal do jovem guerreiro.
Tudo se encontrava em paz, tanto para os Saiyajins quanto para os Kelfos. Mas, o sábio povo nativo de Omega-003 já pressentia que o caos se aproximava rapidamente do planeta, e que muito em breve uma batalha violenta iria acontecer. E o resultado dessa batalha poderia decidir todo o destino da existência de duas raças...
Já fazia muito tempo desde que o Mestre Khan não via uma noite tão estrelada. Pontos brilhantes no céu escuro da noite, deixando-a tão bela e misteriosa. As constelações pareciam muito mais nítidas do que o normal e por vezes, o velho Kelfo pôde ver estrelas cadentes rasgando o infinito. Mas toda aquela beleza não condizia com a preocupada expressão do velho Mestre, que mirava o céu com um olhar sério.
Ouviu passos vindos logo atrás dele e sentiu um ki amigável e ao se virar, viu que era um de seus discípulos que se aproximava.
- O que houve? – perguntou o velho ao aprendiz, um jovem Kelfo careca – Porque não está na cama?
- Não consigo dormir – disse ele, sentando-se ao lado de seu mentor – E o senhor? Porque está aqui fora?
- Bom... pelo mesmo motivo que você, eu creio. Mas também, porque eu estou vigiando.
- Vigiando? Mestre, tem algo errado? O senhor parece muito preocupado.
O Mestre virou-se para seu discípulo por um momento. Sabia que, se aquele jovem rapaz estava conseguindo notar suas preocupações, é porque elas estavam bem evidentes. Ele respirou fundo, dando mais uma olhada em direção ao céu antes de responder.
- Eu espero que não seja nada, meu jovem aprendiz. Vamos torcer para que seja apenas tolice de um velho homem. Estes dias eu venho pressentindo coisas apenas... mas, desde que não passem de pressentimentos, então está tudo bem.
- Pressentimentos? Mestre...
O mestre levantou-se dando as costas para seu aluno enquanto caminhava de volta para dentro do Templo. Não queria preocupar ninguém, mesmo sabendo que tudo aquilo que estava sentindo era muito mais do que uma simples premonição. Ele sabia, tinha certeza que eles estavam cada vez mais próximos. E sabia também que mesmo ele, que resolvera se isolar completamente, seria forçado a se envolver em combates também.
Sim... malditos Krügers... Depois de todo esse tempo, aqueles bandidos resolveram retornar para tentar nos destruir... quando eu era mais jovem fui capaz de detê-los, mas hoje em dia já não tenho mais a mesma vitalidade de antes. Será que conseguirei, mesmo estando velho? O jovem Spark não está preparado ainda para este tipo de luta... não, esta é uma responsabilidade minha e não seria justo que eu a empurrasse nas costas dos outros. Esta será a minha última missão... sim, a última missão de Khan.
* * *
Explosões. Muitas delas, todas acontecendo ao mesmo tempo, fazendo todo o chão árido e infértil da região desértica de Omega-003 tremer fortemente. O primeiro vulto passou em altíssima velocidade, disparando mais rajadas de energia em direção ao segundo, que esquivava e todas elas, valendo-se de uma velocidade similar.Ambos corriam paralelos um ao outro, numa distância de pouco mais de vinte metros.
- Vamos Spark! Você pode fazer melhor do que isso! – gritou Lenia, sorrindo para seu pupilo, enquanto rebatia mais um dos disparos de energia que ele lançava.
- Ah é? Pois bem, foi você quem pediu! HÁÁÁÁ!
Um disparo mais potente, de cor azulada avançou contra a guerreira Saiyajinque teve de deslocar-se ainda mais rapidamente, parecendo simplesmente desaparecer. Quando ressurgiu, estava bem atrás de Spark.
Um toque no calcanhar do jovem Saiyajiin foi o suficiente para fazê-lo cair no chão, enquanto Lenia continuava a correr. Ambos pareciam disputar uma corrida e nenhum deles estava disposto a perder, mas agora a instrutora que tinha a vantagem.
- Ah! Isso é que não! – bradou Spark, liberando todo seu ki ao mesmo tempo em que uma aura branca se formava ao seu redor – Lenia, eu vou te alcançar!
O jovem acelerou ao máximo sua corrida, deixando um grande rastro de poeira para trás. Lenia estava à vista e o garoto não perdeu tempo: concentrou novamente outro raio de coloração azulada e o disparou em direção à instrutora,causando outra explosão. Pôde sentir o ki de Lenia deslocar-se pelo meio da fumaça, mas ela tinha perdido tempo desviando do ataque: Spark agora assumira a liderança. Ambos correram até chegar a uma enorme montanha, a qual começaram a escalar no mesmo ritmo acelerado da corrida. Enquanto subia, Spark foi alvejado por diversos disparos de sua instrutora, que ainda se encontrava no pé da grande formação rochosa.
- Ora, só porque está ficando mais forte, acha que vai poder me vencer com essa facilidade é? Há, há, há! Pois pode começar a suar a camisa! – disse ela, no momento em que Spark despencouda grande formação de pedras.
Aquele era um jogo que os dois faziam já há um tempo e Spark conhecia as regras. Sabia que, enquanto estivesse escalando a montanha não poderia voar então se esforçou ao máximo para poder se segurar numa saliência das rochas durante sua queda. Ele viu que Lenia estava subindo rapidamente, e se apressou em fazer o mesmo. Ambos estavam lado a lado, numa disputa acirradissima e, quando finalmente o alto da montanha chegou, ambos puseram a mão lá em cima em perfeita sincronia. E então ficaram frente à frente, em pé, enquanto sorriam.
- Chegamos ao mesmo tempo. – disse Spark.
- É... foi mesmo. Você sabe o que isso significa né?
A resposta veio com o ato dos dois simplesmente desaparecerem, ressurgindo no ar enquanto trocavam golpes em alta velocidade. Cada movimento de um era defendido com extrema maestria pelo outro, causando grandes deslocamentos de ar a cada eventual choque entre um braço e outro, ou joelho com joelho. Os dois tomaram distância e, sincronizados, dispararam uma rajada de energia um no outro. Ao se chocarem, as duas técnicas explodiram.
Lenia sorriu, satisfeitíssima com o resultado. Acenou com a cabeça para o aluno descer novamente, e os dois planaram como plumas até o solo.
- Muito bom Spark, meus parabéns – ela o cumprimentou, enquanto os dois se sentavam no chão – Você está progredindo muito. Falta pouco para você me superar.
- Ah, mestra Lenia... a senhora não utilizou todos os seus poderes! – ele rebateu, coçando atrás da cabeça e sorrindo. Lenia lhe deu um peteleco na testa.
- Quantas vezes eu vou ter que te dizer que esse seu jeito modesto não combina com os Saiyajins? Minha nossa, você é o único Saiyajin que eu conheço que tem essas atitudes estranhas... ou terá sido a jovem garota Kelfo que mexeu tanto com você assim?
Spark sentiu-se envergonhado e isso se manifestou em seu rosto, que ficou rubro. Ele havia contado sobre Lily para sua instrutora, a fim de receber algum conselho sobre sentimentos. Sabia que Lenia era uma pessoa que também os possuía, havia sentido isso em seu ki. Mas sabia também que Lenia era do tipo que gostava de se fazer de durona e nunca revelava seus sentimentos para pessoa alguma. No entanto, as palavras da sua instrutora o surpreenderam.
“Não há nada de mal em gostar de outra pessoa. Agora, você deve ser forte o suficiente para poder protegê-la. Senão, de que adianta estar junto dessa pessoa? Você não vai querer que uma mulher cuide de você, não é mesmo?”
- Ora mestra Lenia! Erh... não diga bobagens! Ah... Eu...
- Está tudo bem garoto. Pára de tentar se explicar, você fica com uma cara ridícula. – Lenia debochou, passando a mão pelos seus cabelos – Agora o melhor que podemos fazer é voltar para casa. Nossa sessão de treino por hoje está encerrada e eu estou morrendo de fome. E, salvo você, não tem mais nada por aqui que seja comestível então se apresse antes que eu te transforme em churrasco.
Ambos riram do comentário da instrutora e em seguida alçaram vôo de volta à Fortaleza. Lenia disparou na frente, enquanto que Spark a seguia logo atrás. Porém, com cinco minutos de vôo, Spark sentiu à distância um ki que não sentia há algum tempo: Asus. Ele parou de voar por um instante, observando o horizonte.Lá longe, perto de onde seu campo de visão terminava, haviam vários flashes de luz dourada, muito perceptíveis mesmo estando numa tarde ensolarada como aquela. E após alguns segundos, vieram os sons das explosões.
Lenia aproximou-se de seu aluno, contemplando o mesmo que ele.
- Spark... ali é quem estou achando que é?
- Sim. Aquele ki é inconfundível. Então é aqui que Asus tem se escondido.
- E pensar que ele tem estado tão perto de onde sempre treinamos... é como dizem, o lugar perfeito para se esconder é sempre o mais óbvio de te achar.
Um calafrio percorreu a espinha de Spark ao se lembrar da última vez que sentira aquele ki de perto. Ainda se lembrava do furor do público da arena da Fortaleza, assim como dos ataque poderosos de Asus. Os golpes que atingiram seu corpo, ferindo-o gravemente e o deixando em coma por três dias seguidos após a luta. Asus era um adversário impressionante e Spark sabia que um dia eles lutariam de novo – afinal conhecia seu rival e sabia que ele iria querer uma revanche.
Ambos, resolveram seguir de volta para a Fortaleza, afastando-se daquele lugar rapidamente, Spark imaginando se, à distância, Asus conseguia vê-los como dois pontinhos rasgando a imensidão dos céus.
* * *
O Governador Dio fora pego de surpresa naquela tarde, quando um dos soldados chegou em seus aposentos, chamando-o com urgência. O Governador o acompanhou até uma sala repleta de computadores. Apenas poucos ali sabiam operá-los, devido ao seu alto nível de complexidade. Havia uma grande tela diante deles, com um esquema 3D de todo o planeta em wireframes onde alguns dos Saiyajins trabalhavam sem parar. Foi para aquela grande tela que o soldado Saiyajin apontou.
- Veja senhor... nossos radares captaram a aproximação de uma imensa nave, está muito próxima de nosso planeta!
- Mas quem são eles? Já tentaram entrar em contato com esta nave misteriosa? – perguntou o governador, com a mão no queixo.
- Sim senhor, mas eles não respondem. Ou não estão recebendo o nosso sinal, ou simplesmente estamos sendo ignorados. Segundo nossos cálculos, se a nave continuar neste ritmo, chegará aqui no planeta em no máximo três horas. O que devemos fazer, senhor?
Dio pareceu pensar um pouco. Quem seriam as pessoas daquela nave, e quais seriam suas intenções em Omega-003? Se trataria de um grupo de viajantes, de mercadores espaciais, ou seriam inimigos? Pelo tamanho que a nave era descrita no radar, ela deveria ser simplesmente imensa. Mas quem viajaria o espaço numa nave tão grande e o que poderiam esperar dela? Após ponderar por uns instantes, Dio falou, com a voz firme.
- Nós enviaremos alguns de nossos melhores guerreiros lá para averiguar. Eu irei junto, caso se tratem de refugiados de algum planeta arrasado. Se forem inimigos, nossos guerreiros irão me proteger. Diga-me soldado, onde exatamente esta nave irá pousar?
- Hmm... segundo nossos cálculos... no Pólo Norte de Omega-003 senhor, nas geleiras.
- Vou mandar nossos homens irem para lá imediatamente. Mantenha-me informado de tudo acerca dessa nave. Vou falar com meus homens mais confiáveis pessoalmente, enquanto isso não perca os olhos desta nave!
- Sim senhor, Governador!
O Governador Dio saiu apressado da sala dos computadores, correndo para seus aposentos, aonde havia deixado seu rastreador guardado. Usaria o pequeno aparelho para poder contatar um por um os seus melhores guerreiros e partir até onde a nave estaria. Não podia deixar de sentir uma certa familiaridade naquela situação. Anos atrás, eram eles, os Saiyajins que estavam pousando no Planeta Omega-003, para a surpresa dos Kelfos. Agora a situação se repetia e o velho Saiyajin pôde então entender como os habitantes nativos daquele lugar se sentiram quando os novatos chegaram.
Quando alcançou a porta do quarto, ouviu uma voz lhe chamando. Olhou para os lados para tentar encontrar a origem da voz, mas não havia ninguém lá. A voz o chamou de novo.
- Governador Dio... o senhor consegue me ouvir?
- Ah... sim! Quem... quem é você? – perguntou o Saiyajin, assustado, achando por um momento que estava alucinando.
- Não tenha medo... sou eu, o Chanceler Kopf, do povo Kelfo. Estou falando com você diretamente pela sua mente. Gostaria de tratar sobre um assunto seríssimo.
Seria coincidência? Primeiro surge a misteriosa nave e em seguida, os Kelfos entram em contato com o representante do povo Saiyajin, fato inédito desde o momento em que assinaram o tratado de paz e aliança dos povos.
- Ora, pois fique à vontade, Excelência. Por algum acaso tem a ver com o nosso Saiyajin que ficou ai com vocês três anos atrás, o Spark? Ele aprontou alguma coisa no seu Império? – perguntou Dio, tentando despistar a certeza de que o assunto em questão eram os novos visitantes.
- Não, meu caro Governador. Spark é uma pessoa ótima e não nos causou nenhum transtorno. Temo que eu esteja me referindo a outro assunto. Não posso afirmar com certeza, mas imagino que com toda a tecnologia que possuem já devem ter captado a presença de uma enorme nave espacial, correto?
- Sim, de fato. – respondeu o Governador, agora tenso – De acordo com nossos computadores, tem uma nave de proporções gigantescas na órbita de nosso planeta e ela irá pousar dentro de três horas nas geleiras ao norte.
- Pois bem, Governador. Nós podemos sentir a presença da nave através do ki de seus tripulantes. Existem mais ou menos mil pessoas a bordo. E existe uma grande chance destes serem inimigos terríveis, dispostos a destruir e dominar todo o planeta.
- Inimigos terríveis? Senhor Chanceler, quando chegamos aqui em Omega-003, o senhor e os demais Kelfos pensaram o mesmo de nós. O senhor tem certeza que se tratam de inimigos?
- Quase cem por cento, Senhor Governador – respondeu a voz do Kopf, preocupado – Escute... nós, o povo Kelfo, iremos mandar os nossos melhores guerreiros para lá, para investigar a situação. Eu também estarei lá, para o caso de estar enganado acerca das intenções dos tripulantes da nave e lhes dar as boas vindas ao Planeta. Por favor, peço para que não vá, não interfira nisso. Isto é um assunto dos Kelfos e nós devemos lidar com esta situação.
- Mas isto é um absurdo! – protestou Dio – Com todo o respeito, senhor Chanceler, mas atualmente são as nossas duas raças que habitam o planeta. Não podemos simplesmente cruzar os braços e deixar tudo para vocês. Além do mais, as remotas áreas geladas do norte compõe as terras pertencentes aos Saiyajins, segundo o tratado, como um local onde poderíamos treinar e lutar sossegados sem nos preocupar com danificar o planeta. Eu temo que não vai ser possível simplesmente não enviarmos tropas.
- Senhor Governador, o senhor não entende! Se forem mesmo quem achamos que é... então se tratarão de antigos assuntos de nossa raça, que datam muito antes dos Saiyajins pisarem os pés neste mundo. Eu suplico, pelo bem da própria raça Saiyajin, não interfira nestes assuntos!
- Ora, mas que arrogância, Senhor Chanceler! – bradou o Governador, irritado – Tolice! Quem é um Kelfo para querer dizer o que vai ser melhor ou pior para a nossa espécie? Vou dar esta conversa como encerrada, e por gentileza faça o favor de deixar a minha mente em paz, Senhor Governador. Creio que nosso debate diplomático chegou ao fim.
- Como desejar, Senhor Governador... mas a advertência foi dada. Depois se as coisas saírem de seu controle, não diga que não avisamos...
O governador Dio nada respondeu, irritado. Entrou nos seus aposentos e pegou o rastreador que estava em cima de sua mesa, colocando-o no rosto rapidamente.
Mas vai ser agora mesmo que eu vou enviar nossos guerreiros para lá. Não podemos perder para os Kelfos, definitivamente não.
- Atenção, soldados Sony, Kahza, Elly, Tank, Sora, Lenia e Jiban. Por favor, apresentem-se imediatamente no Grande Auditório. Surgiu uma missão urgente, de última hora. Estejam lá o mais rápido possível. Vou repetir, esta é uma situação de emergência! Deixem tudo que estiverem fazendo e vão para lá, agora!
Apertou novamente o botão do rastreador, desligando-o. Fora uma manobra inteligente usar o aparelho ao invés dos auto-falantes da Fortaleza. Causar alarde entre os habitantes era a última coisa que o Governador queria, assim como assanhar os mais adeptos à lutas. Quanto menos pessoas soubessem daquela grande nave, melhor.
O velho despiu seus trajes políticos e vestiu seu antigo traje de combate. Este ainda exibia o brasão da Família Real Saiyajin bem acima do coração. Vestiu o colant azul marinho, as botas e as luvas brancas e o peitoral, prateado com ombreiras e abdômen dourado e uma longa capa branca presa às costas e partiu correndo, até o local marcado com seus principais guerreiros.
Quem diria... quem diria que eu usaria estes trajes que me foram presenteados pelo Rei Vegeta em pessoa novamente. Se os nossos visitantes forem mesmo perigosos como os Kelfos acham, então esta será a grande batalha que marcará o retorno de meus dias como guerreiro!
* * *
- Tank, você ouviu isso? – perguntou Lenia, ao seu marido.
- Sim... parece que é uma situação grave... Não me lembro quando foi a última vez que ele nos convocou assim, desta maneira.
- Eu lembro – ela falou, em um tom sombrio – No dia da explosão do Planeta Vegeta...
- Lenia, gostaria de te pedir um favor – disse Tank, se aproximando da guerreira – Por favor, prometa que vai obedecer, está bem?
- Prometo que vou ouvir o que você tem a dizer primeiro, antes de prometer alguma coisa.
- Heh... tinha que ser você mesmo... Lenia, por favor, não vá nesta missão.
- Como é? – ela fixou os olhos no marido, séria – Tank, pára com isso. Não é porque nós nos casamos que você vai passar a me tratar como se eu fosse uma donzela da Família Real. Não se esqueça que eu sou uma guerreira e...
- Não se esqueça que você agora está responsável por duas vidas, Lenia... – falou o homem, tocando levemente na barriga da esposa – Por favor... eu estou com um mal-pressentimento sobre isto... promete que vai ficar aqui?
Lenia tentou abrir a boca para protestar, para falar alguma coisa, para usar sua língua afiada de sempre mas nada saiu. Ela olhou para o chão, resignada e, de olhos fechados, ela disse finalmente:
- Prometo sim Tank... pode deixar, ficarei aqui...
- Boa menina – ele sorriu, satisfeito – Agora é melhor eu ir. O Governador pediu para que nos apressarmos.
Lenia o deteu por um instante. Tank nunca sentia “maus pressentimentos”, e para ele estar se sentindo assim é porque era alguma coisa séria mesmo. Ela o segurou pela mão e o olhou nos olhos.
- Toma cuidado você também, tá bom? Vê se chega em casa de novo inteiro, ou pelo menos com a maioria das funções funcionando direito... não vai ser muito legal estar casada com um guerreiro em coma, ou mesmo sem as pernas não é mesmo?
Ela sorriu, tentando despistar sua preocupação com uma piadinha. Tank sorriu, indo até sua esposa e beijando-a.
- Pode deixar. Vou voltar bem Lenia. Vou tomar cuidado.
Sem esperar por uma resposta, o robusto homem deu as costas à sua esposa e correu o mais rápido possível pelos corredores da Fortaleza.
Apressou-se até chegar ao auditório. Todos os demais guerreiros estavam lá, de braços cruzados, só esperando pro ele. Quando adentrou o local fez uma reverência ao Governador Dio, surpreso ao vê-lo utilizando seus trajes de batalha. O Governador retribuiu o gesto e deu o comando para que o Saiyajin ficasse de pé.
- E a Lenia? – perguntou o velho, dando pela falta da esposa de Tank.
- Ela... não vai poder vir. Ela não está muito bem, desde que chegou do treino com o Spark e...
- Tudo bem. Não perca tempo se explicando, tempo agora é tudo que nos resta e falta pouco para ele terminar. – disse Dio, secamente — Agora já estamos todos reunidos aqui, vou explicar logo a situação atual. Nós devemos partir imediatamente ao extremo Norte deste Planeta, pois uma nave alienígena está vindo em nossa direção. Eles não entraram em contato conosco nem respondem nossas tentativas de comunicação, então nós vamos lá para descobrir suas intenções. Caso sejam pacíficos, voltaremos para casa e deixaremos o resto da burocracia toda com os Kelfos. Mas se forem perigosos, vamos exterminar com todos eles.
- Os Kelfos vão estar lá, senhor? – perguntou um guerreiro alto e gordo, com bigodes e a cabeça raspada até a metade, enquanto que o resto era uma longa trança negra.
- Receio que sim, Sony. Eles acreditam que os nossos visitantes são perigosos e que estão aqui com o único intuito de nos dominar.
- Malditos covardes de orelhas pontiagudas! – disse uma mulher de cabelos curtos, um pouco acima dos ombros – Nós deveríamos esmagar todos eles por serem tão medrosos!
- Ora, contenha-se Sora. Já não te disseram que você é muito agressiva? – debochou um homem alto, com penteado moicano.
- Já não te disseram que você fica ridículo com este seu cabelo assim?! – ela rebateu, com raiva.
- Basta! – trovejou o Governador – Não temos tempo para briguinhas infantis! Precisamos partir agora mesmo! Eu escolhi vocês por serem os guerreiros mais fortes de nosso povo e também por serem os únicos a saber da existência dos Kelfos. Não seria agradável ter que chamar garotos que não conhecem a existência do povo nativo daqui. Poderia gerar inúmeras situações inusitadas então comportem-se como os adultos que são e vamos logo!
Todos os Saiyajins prestaram novamente uma reverência e assim que o Governador deixou o auditório todos os outros fizeram o mesmo. E após chegarem rapidamente ao terraço da Fortaleza, eles decolaram em altíssima velocidade, diretamente para as geleiras do norte.
Voaram sem parar por duas horas seguidas, quando o sol pareceu simplesmente se esconder, deixando tudo escuro. Os Saiyajins interromperam seu vôo por um instante, olhando para céu e contemplando aquela visão aterradora: a gigantesca nave, do tamanho de uma cidade já havia entrado na atmosfera do planeta e seguia diretamente para as coordenadas marcadas. Aquele gigantesco meio de transporte deslizava silenciosamente no ar, passando por cima dos Saiyajins e continuando sua rota, perdendo altitude aos poucos.
- Vamos lá! – gritou Dio para os outros, que pareciam paralisados – Dentro de pouco tempo estaremos chegando nas geleiras! Não podemos chegar lá depois dos Kelfos!!
Todos concordaram, parecendo voltar lentamente ao estado consciente. E então, juntamente com o velho Saiyajin, os demais aceleraram a o vôo a uma velocidade cujo o ar batendo no rosto já começava a impedir alguns deles manter seus olhos abertos.
Após mais cinco minutos de vôo, outra surpresa para o grupo: todos os rastreadores pareciam ter enlouquecido, captando apenas ruídos e sinais de estática. Ao que parecia, a passagem da grande nave havia danificado de alguma forma os circuitos dos pequenos aparelhos, ou numa hipótese mais otimista, os desregulado. Mesmo assim continuaram a jornada, ignorando os ventos cada vez mais frios e os pedaços de gelo que começavam a aparecer boiando no mar.
Falta pouco... falta pouco e nós já estaremos lá. Mas que droga, porque me sinto assim? Eu sou um grande guerreiro Saiyajin, um soldado de Elite e me dói no orgulho admitir isto... mas esta nave me deixou apavorado. Tomara que sejam pacíficos, pois tudo que eu mais queria agora era voltar para casa...
O continente do Pólo Norte nada mais era do que um grande monte de gelo, ou assim pensou Tank ao olhar para baixo. Um deserto feito de neve, com montanhas feitas de gelo que mais parecia diamante. Como já esperavam, não havia nenhuma forma de vida naquele lugar. A gigantesca nave estava lá destacando-se na neve, completamente negra e brilhante. E embora não conseguisse ver direito, mas ao que parecia havia um pequeno grupo de pessoas próximo a ela. Seriam os donos da nave?
A trupe Saiyajin pousou perto do grupo avistado anteriormente, que para chateação de uns e alívio de outros, era formada apenas por seres com aparência similar aos Saiyajins, porém de traços bastante finos, pele e cabelos claros e orelhas pontudas: Kelfos.
- Então vocês vieram... mesmo com minhas recomendações... – disse o Chanceler Kopf, que estava no grupo. Ele vestia uma longa túnica branca e usava um colar feito de prata no pescoço.
- Já disse, Senhor Chanceler – falou o velho governador – Nós Saiyajins não podemos simplesmente não nos meter nesse tipo de assunto, deixando tudo nas suas mãos delicadas de Kelfo. Nós também somos habitantes deste planeta agora.
- Que seja... de qualquer forma, é bom que tenham vindo com trajes de batalha... vão precisar deles. – falou Kopf, olhando para o chão.
- Como assim?!
- Veja, está vendo aquele símbolo no alto da nave?
Os Saiyajins ergueram os olhos para uma elevação na grande espaçonave que se assemelhava a uma torre, vendo um brasão com o desenho de um grande pássaro de asas abertas, pousado num crânio de animal qualquer.
- Krügers... – sibilou Kopf, com um tom de voz sombrio – São os malditos Krügers novamente... depois de todos estes anos, então a profecia começa a se cumprir...
-E quem diabos são estes tais Krügers? – perguntou Sora, de braços cruzados e cara fechada – Porque é que a covardia de vocês parece ainda maior ao tocar no nome deles?
Insultos como aqueles normalmente não poderiam passar em branco, afinal Kopf era um grande membro do governo Kelfo. No entanto, ele pareceu não dar a menor atenção às palavras grosseiras da guerreira limitando-se a responder a pergunta que lhe fora feita.
- No passado... durante a época da Grande Guerra dos Kelfos, nos anos negros, havia uma raça alienígena que foi atraída ao nosso planeta pelos rumores que cercavam os motivos de nosso combate. Eles queriam as Esferas do Dragão, objetos místicos que, segundo a lenda poderiam realizar qualquer desejo para poderem obter a imortalidade e o poder absoluto. Mas fracassaram, nós Kelfos vencemos a batalha e os Krügers se retiraram de nosso planeta, jurando retornar um dia. Passaram-se cento e cinqüenta anos e estes animais voltaram, ainda mais poderosos do que antes e com uma sede de sangue insaciável.
“Foi difícil para nós vencer a batalha, mas tínhamos o grandioso guerreiro Khan ao nosso lado. Ele derrotou o líder Krüger depois de uma batalha que durou um dia inteiro, mas não o matou. Eles fugiram novamente, derrotados pela segunda vez. Pensamos que o pesadelo tinha terminado. Mas na verdade, era apenas o começo. Pouco tempo depois, um dos oráculos do Santuário começou a ter previsões e foi profetizado que o extermínio de nossa raça viria juntamente com o sinal da ave carniceira, de um abutre... e que a única esperança de salvação viria de uma estrela distante e cairia dos céus como uma estrela cadente em nosso planeta. No entanto, o oráculo disse que havia uma grande chance daquela salvação não vir e que seriam as nossas atitudes que iriam determinar a vinda ou a ausência de nosso guerreiro salvador.”
“Três anos atrás, encontramos o jovem Spark ferido, após uma explosão que aconteceu nos céus... pensamos se tratar dele, que ele seria o herói que tanto esperávamos, mas... segundo o próprio Mestre Khan, os poderes do jovem Saiyajin não se equiparam aos dos terríveis Krüger... e assim nossa esperança pareceu evaporar. Quando pressentimos a chegada desta nave, não tivemos dúvidas. Sabíamos se tratar dos Krügers, assim como sabíamos que eles irão matar e destruir todos os seres vivos deste planeta que se opuserem a eles, inclusive vocês ,Saiyajins. Eu não queria que se envolvessem neste combate, por isto disse que se tratavam de assuntos internos dos Kelfos... Agora vejo, no entanto, que é tarde demais...”
- Então é isso...? – perguntou Dio, após ouvir cuidadosamente a história de Kopf. Em seguida sorriu, satisfeito – Pois que venham eles. Somos Saiyajins, a maior raça guerreira do Universo! Se eles pensam que poderão passar por nós tão facilmente, estão enganados. Além do mais, toda essa história nos deixou muito excitados para conhecer nossos novos oponentes. Estou certo, rapazes?
Todo o grupo de Saiyajins ergueu o braço direito, com o punho fechado, seguindo com um urro de combate. Todos pareciam não se conter com o combate que estava eminente. Todos, exceto Tank
Aquela atitude causou espanto nos guerreiros Kelfos. Eles sabiam da fama dos Saiyajins serem amantes dos combates e guerreiros natos, mas não sabiam o quanto. Agora, diante de um pequeno grupo de Saiyajins que parecia disposto a lutar a qualquer instante, os Kelfos sentiram uma leve sensação de medo.
Súbito, todos olharam em direção à nave, quando o som vapor sob pressão sendo liberado se fez ouvir. Alguns mecanismos hidráulicos começaram a se mover e uma grande comporta desceu até o chão, formando uma rampa. O interior da nave era extremamente iluminado, o intenso clarão não permitia que ninguém de fora pudesse ver quem ou que estava prestes a sair. Os Kelfos pareciam assombrados com aquilo tudo, o queixava os Saiyajins ainda mais irritados. E então, silhuetas surgiram em meio à luz e uma tropa de soldados, todos usando uma composta armadura branca com detalhes vermelhos desceu a rampa metálica. Eles usavam capacetes da mesma cor da armadura, com uma viseira negra recaindo sobre seus olhos e carregavam no peito o mesmo símbolo assustador da nave.
A tropa se organizou em duas fileiras de homens que ficaram lado à lado, formando um corredor enquanto desciam mais duas pessoas, possivelmente seus líderes. Eles também utilizavam armaduras porém sem capacete, o que possibilitava de ver seus rostos. Não eram muito diferentes dos Saiyajins ou dos Kelfos fisicamente, pareciam seres humanos altos, na casa dos dois metros e com a pele cinza clara. Um deles tinha cabelos pretos e curtos. Não tinha o corpo muito robusto e era menor que os demais, possivelmente na casa de um metro e oitenta. Seu olhar não apresentava emoções O outro, era careca e forte. Tinha uma pequena tatuagem na testa, a ave de asas abertas sobre o crânio.
O de cabelos curtos foi o primeiro a pisar os pés na superfície gélida, olhando ao redor para todos os rostos dos presentes, mas fingindo que eles não estavam ali. Virou-se para o outro, que vinha logo atrás dele.
- Finalmente... – disse o menor, com o que parecia de longe a caricatura de um sorriso no rosto – Depois de todos estes anos... o Planeta Omega-003.
O homem olhou para todos os presentes novamente, andando em direção a eles. Os guerreiros Kelfos continuaram com a expressão de pânico nos rostos, porém os Saiyajins ergueram os punhos para ele.
- Quem são vocês! O que querem no nosso planeta!? – gritou Dio, tentando intimidar os recém chegados.
O homem, no entanto, limitou-se a ignorar os velho Saiyajin, indo de encontro ao seu parceiro e falando algo com ele junto ao seu ouvido. Em seguida, voltou-se para os presentes mais uma vez e fez questão de dirigir a palavra ao representante Kelfo.
- Saudações, povo Kelfo. Faz muito tempo desde o último encontro entre nossas raças. – ele disse, com os olhos cerrados.
- Certamente que sim – disse Kopf, tentando manter-se neutro – Lamentavelmente nosso último encontro foi marcado com um intenso derramamento de sangue. Porém... devo dizer que naquela época, o líder Krüger era outro. Não estou certo, senhor...?
- Schutz Stafell, perdoe-me os meus maus modos, senhor Kelfo. – o tom de ironia era evidente na voz do Krüger – Sim, de fato o líder Krüger que você conheceu na época da última Grande Guerra era outro. Mas os tempos mudam, e meu pai teve de se retirar do cargo... cedendo este lugar para mim.
- O que vocês querem aqui, Krügers? Porque voltaram depois de todos estes anos? – questionou o velho Kelfo, com o punho travado. Schutz sorriu, malévolamente.
- Durante o tempo em que ficamos fora, muita coisa mudou para nosso povo, Kelfo. Sim... muita coisa mudou... Após ter sido vergonhosamente derrotado por vocês, meu pai voltou para a grande nave mãe e decidimos que era hora de regressar ao Planeta Krüger, para que pudéssemos traçar nosso novo plano de ataque. Sabíamos que vocês estavam fragilizados demais para poder resistir a uma segunda tentativa de invasão. Mas não contávamos com o que aconteceu à seguir...
“O maldito do Rei Cold e seu filho maníaco do Freeza haviam descoberto o Planeta Krüger. Todos os guerreiros estavam fora, guerreando com os Kelfos e não podemos conter aquela invasão. Eu era apenas um garoto e não tinha poder suficiente para me opor aos dois, mas mesmo assim fiquei com o coração cheio de pesar e rancor. Queria ter estado em meu planeta quando eles vieram, talvez assim tivesse feito alguma coisa para evitar a sua total destruição. Mas não, estava na nave mãe, junto ao derrotado do meu pai.”
“Claro que Freeza não chegou nem ao menos a pisar em nosso planeta. Não, ele preferiu enviar seus serviçais para fazer isto. Ele mandou os Saiyajins. Os covardes sabiam que não haveria resistência significativa naquele planeta, uma vez que os guerreiros mais fortes estavam fora, em campanha, mas mesmo assim escolheram uma noite de lua cheia para nos atacar. Fomos esmagados como insetos por aqueles malditos macacos, que se divertiram às custas de nossas mortes. E então, os Krügers remanescentes passaram a vagar pelo espaço na Nave Mãe e logo deixamos de ser uma gloriosa raça de guerreiros e nos tornamos meros piratas espaciais. Matávamos, saqueávamos, destruíamos... tudo que estivesse ao nosso alcance, enquanto nosso real objetivo, nosso grande ideal de ter nossa revanche começou a ser esquecido. Meu pai tornou-se um líder fraco, que havia se contentado com nossa condição atual de existência e se preocupava apenas em liderar uma raça de bandidos.”
“Durante muitos anos, aquela foi nossa realidade. Destruímos e conquistamos muitos planetas, talvez tanto quanto o Freeza fez em seus dias de glória. Mas aquela vida medíocre não me agradava nem um pouco, eu ainda nutria ódio contra o povo Kelfo que havia nos derrotado no passado e ódio pelo maldito Freeza que além de ter destruído nosso planeta também havia aniquilado todos os Saiyajins, impedindo a minha vingança. Até que um dia, eu me revoltei contra nosso líder. Em outras palavras, eu matei meu pai. E me tornei o grande líder dos Krügers em seguida!”
Os Kelfos estavam em choque. Toda aquela barbárie não condizia com o que aquele povo pacífico vivia e pregava e eles acharam aquela história completamente aterradora. Já os Saiyajins, acostumados com combates e matança pareceram não se abalar nem um pouco pela revelação feita por Schutz. Alguns deles ouviam a história quietos, de braços cruzados.
- Mas não é só isso... – continuou o líder dos Krügers, agora com um sorriso maligno no rosto – Depois de ter assumido o controle da minha raça, a primeira medida que fiz foi vir direto ao planeta Omega-003, para consumar minha vingança. Mas antes, resolvi investigar o local primeiro, enviando pequeninas sondas para o planeta, que não apareceriam em radares e de tão sutis, não foram notadas por ninguém. E qual foi a minha alegria, a minha excitação ao saber que o que restou da raça Saiyajin estava vivendo no mesmo planeta de meus grandes inimigos! Seria acertar dois alvos com um único tiro. Então esperei mais alguns anos, apenas observando, aprendendo tudo sobre ambas as raças e resolvi atacar, no momento certo! Espero que tenham compreendido tudo que eu disse, pois este foi um discurso único... agora, vocês serão minhas primeiras vítimas deste planeta! Preparem-se para morrer!
Notas finais
A começar pela nova raça de minha criação, os Krüger (Lê-se "Criguer"). Estes serão os novos vilões. Maus, cruéis, revoltados e poderosos, como todo bom vilão de Dragon Ball Z tem que ser, né? Como eu já havia mencionado num dos making ofs anteriores, eu estava utilizando palavras e expressões de origem germânica para certos momentos das estórias. Nessa não foi diferente. Krüger é um sobrenome de origem Alemã, dos descendentes de Johann Friedrich Krüger. Conheci um garoto no meu ginásio que era de Curitiba e carregava consigo este curioso sobrenome. Achei tão diferente na época que eu memorizei. Passados alguns anos, veio meu interesse pelo idioma alemão e pronto, ai que eu não esqueci mesmo! =D
E por falar em Alemanha, o próprio vilão da nova temporada, Schutz Stafell é uma referência à tropa nazista da Segunda Guerra Mundial (a tropa se chamava Schutzstafell e era a elite do exercito de Hitler). Toda a raça Krüger fará alguma referência às tropas alemãs do período da Segunda Guerra, pelo fato de serem paralelamente tão maus quanto. Sempre que penso num exército opressor e num tirano o liderando, me recordo automaticamente desse período da nossa História.
E que fique claro que as referências ao exercito alemão ou ao Partido Nazista da Segunda Guerra nada tem a ver com minhas ideologias. Sou Brasileiro, orgulhosamente mestiço e não apóio de forma alguma os ideais nazistas.
Bom, é isso! Espero vocês no próximo capítulo!
Fale com o autor