A Garota do Cullen
17 Capítulo XVI
Notas iniciais
Capítulo XVI
Eu fiquei muito feliz com a proposta de Edward, mas não aceitei de primeira, nós conversamos antes. Afinal, seria uma viagem a trabalho, e ele me levando, poderia atrapalhar – de alguma forma-. Fiquei um tanto receosa quanto a isto, mas ele deixou bem claro, que o fato de me levar não iria interferir em nada, a não ser, na sua melhor estadia.
Pra mim seria ótimo, óbvio, que além de não ficar longe dele, ainda viajaria para um lugar que nunca fui. Eu também não tinha passaporte, mas o Edward resolveu isso sem muito problema. Hoje é sexta-feira, fui para o colégio e agora já estou em casa. Ele disse que à tarde não era para eu ir trabalhar, que usasse esse tempo pra arrumar a minha mala, coisa que fiz sem gastar muito tempo.
A viagem será para Calgary, que fica no Canadá. Nesta época do ano está fazendo muito frio lá, então não foi muito difícil separar as roupas. Já estava anoitecendo, e quando o Edward chegasse já seria para me pegar, e iríamos direto para o aeroporto. Tomei banho rapidamente, tomando cuidado para não molhar o cabelo.
Coloquei um vestidinho na cor vinho, que fica colado no meu corpo, delineando as minhas curvas. Um salto fino, agulha, e no cabelo, fiz um coque mal feito. Passei o lápis de olho e, por fim, um brilho básico nos lábios.
Como se estivesse sido combinado, minutos depois, o Edward chegou. Cumprimentamo-nos com alguns beijos e pequenas trocas de carinhos e, finalmente, fomos embora.
XXX
- O que foi, amor? Está tão calada – avaliou-me-
Engoli em seco. O avião já iria começar a decolar, e parece que me deu uma pane por dentro só de ouvir ‘ Apertem os cintos’. Eu estava começando a suar frio de tanto nervosismo. Calma, Bella – repeti pra mim mesma, mentalmente-.
- É normal ficar assim tão nervosa? Eu nunca viajei de avião, dá um medo – suspirei pesadamente-.
O Edward segurou a minha mão e levou-a aos lábios, beijando carinhosamente.
- Não precisa fica ficar nervosa – assenti- Estou aqui do seu lado.
Mesmo tendo ficado um pouco nervosa, inicialmente, o voo foi bem tranquilo, passei o tempo inteiro abraçada com o Edward, e convenhamos que é maravilhoso.
- Você viaja muito pra lá? – perguntei-me ainda abraçada a ele, referindo-me ao local para onde estamos viajando-.
- Não muito. Na maioria das vezes quem vem aqui é o meu pai – sorriu- Mas já vim umas cinco, seis vezes, eu acho. Das outras vezes passei mais dias. É um lugar ótimo. Muito rico em termos econômicos e sociais, e se eu não estou enganado – franziu o cenho- A terceira cidade mais populosa do Canadá. Maravilhoso para fazermos negócio.
Passamos mais alguns minutos conversando, mas, pouco a pouco meus olhos foram se fechando, e logo caí no mundo dos sonhos.
- Bella, acorda – beijou a minha testa- Já chegamos, dorminhoca.
Abri os olhos, ainda um tanto desnorteada. Fomos saindo, e assim que pus os pés no aeroporto, senti frio. Nossa, dentro do avião já estava, mas aqui tá muito mais. Passei minha mão pelos braços, numa tentativa falha de me esquentar.
Fomos pegar as malas, não demorou muito, e logo o Edward me deu o sobretudo dele.
- Não precisa – falei-. Mas ele já estava vestindo-o em mim.
Enlaçou a minha cintura e minutos depois pegamos um táxi.
XXX
Terminei de colocar a camisola, rosinha bebê, de alcinhas, que ia até a metade da minha coxa. Esparramei-me na cama, me enrolando com o edredom. Definitivamente, estava fazendo muito frio aqui.
- Amor, vem cá – chamei-o-.
O Edward saía do banheiro, apenas com uma calça cinza de flanela. A visão do paraíso.
- Tá muito frio – fiz biquinho- Deita aqui comigo – bati na cama, no espaço ao meu lado-.
Veio sorrindo. Ele disse que resolveria as coisas amanhã, claro.
Deitou-se ao meu lado e me puxou para os seus braços. Deitei a minha cabeça em seu peito, e fiquei passeando minha mão por todo o seu peitoral. Ele começou a alisar os meus cabelos.
- Durma, amanhã é um longo dia – beijou o topo da minha cabeça- Boa noite, amor.
- Boa noite – aconcheguei-me mais ao seu corpo, sentindo o carinho de ser recebida-.
Aquele frio imenso que estava fazendo, foi logo esquecido, assim que caí no sono, no mais delicioso calor de seus braços.
XXX
Havíamos ficado tão cansados por causa da viagem, que não tardamos a dormir. Tateei a minha cama, ainda de olhos fechados, mas não tinha ninguém ali. Bocejei ao mesmo tempo em que me espreguiçava, tentando dissipar o sono e acabar com a preguiça.
Percorri meus olhos pelo quarto do hotel onde estamos hospedados, mas não o encontrei. Esfreguei meus olhos e reparei no relógio que ficava em cima da cabeceira, ao lado da cama. Já eram dez horas da manhã, então, provavelmente o Edward já havia saído para ir à reunião com os sócios. Como eu estava muito cansada, nem reparei a hora em que ele saiu.
Observei que embaixo do relógio tinha um bilhete escrito com a sua caligrafia perfeita. Peguei-o, e li em voz alta:
Meu amor,
Tive que sair para ir à reunião com os sócios da Cullen’s. Não se preocupe com nada, fique à vontade. Ligue para a recepção do hotel e peça o seu café-da-manhã. Procure se entreter com alguma coisa, linda. Chegarei antes do almoço, lhe levarei para almoçar fora.
Um beijo nessa sua boca deliciosa!
Te amo.
Edward.
Que lindo, até pelo bilhete ele era carinhoso. Sorri com isso. Levantei-me e me espreguicei novamente, nada como um bom banho para despertar. Incrivelmente, já não estava fazendo tanto frio. O clima tinha esquentado um pouco, apenas um pouco.
Fui tomar banho. Lavei meu cabelo, lentamente, deixando a água morna escorrer por ele. Enrolei-me na toalha, enquanto procurava uma roupa qualquer na mala. Já que eu passaria a manhã toda aqui no quarto, optei por uma roupa simples, mas quente e confortável.
Liguei para pedir o meu café-da-manhã, e enquanto não chegava, fiquei deitada na cama assistindo televisão.
Empolguei-me com um filme que passava na tevê, uma comédia-romântica, que me fazia gargalhar diversas vezes. Tomei o café-da-manhã, e voltei a minha atenção para o filme, assim, passou rapidamente a minha manhã.
Ouvi um barulho na porta, e pulei de cama. O meu namorado está tão perfeito, ele fica extremamente sexy se terno. Corri até a sua direção e pulei nos seus braços, entrelaçando as pernas na sua cintura.
- Hum – resmunguei gostosamente ao senti seus braços me circundarem-. Beijei todo o seu rosto e por fim, encontrei sua boca.
Ele me beijava com paixão, ansioso, enquanto sua mão direita segurava a minha nuca, atraindo-me ainda mais para ele. Suguei seu lábio inferior e o Edward gemeu baixinho.
- Também senti sua falta – falou rindo- Prometo que da próxima vez que viajarmos não será a trabalho, para eu ficar o tempo todo juntinho de você. Desculpe a demora, não foi tão fácil resolver os assuntos como eu havia pensando, mas – me deu um selinho-Felizmente, deu tudo certo.
Assenti sorrindo – Não se preocupe com isso.
- Vou tomar um banho e nós vamos sair para almoçar. Está com fome?
- Um pouco, e você?
- Estou com fome de outra coisa – levantou a curvatura dos lábios num sorriso malicioso- Você deve fazer uma ideia do quê.
Bati de brincadeira no seu ombro – Você é um safado-.
- Toma banho comigo, vai – fez um carinha de carente- Estou tão cansando.
Olhei pra ele e arqueei a sobrancelha.
- Ok, eu não estou cansando – foi andando comigo e senti quando as minhas costas bateram na parede. Ele me prensou ali – Só quero tomar banho com a minha namorada – sorriu, provavelmente achando que eu estava levando na brincadeira-.
Tirei minhas pernas ao redor da sua cintura e fui para o chão.
- Então – espalmei minhas mãos nos seus ombros, puxando o terno para baixo, tirando-o vagarosamente. Coloquei um sorriso malicioso nos lábios- Vamos tomar banho – fiquei na ponta dos pés, mordi a pontinha do lóbulo da sua orelha, sussurrando em seguida- Senhor Cullen.
Acho que essa foi sua deixa, em questão de segundos, ele já estava me beijando de novo. Comecei a afrouxar a sua gravata, com o intuito de tirá-la – coisa que fiz em seguida-.
- Ok – acalmei um pouco, dando pequenos selinhos- Vamos tomar banho agora.
Fomos andando até o banheiro. Entrei na frente, sendo seguida por ele. Comecei a tirar a blusa, notando seu olhar penetrado em mim. Passei-a pela minha cabeça, depois a joguei em um canto qualquer dali. Fiz o mesmo com o short. Ele parecia hipnotizado, continuava parado, me olhando com desejo.
- Vai ficar aí parado – brinquei- Vamos tomar banho logo, senhor Cullen – sorri- Eu quero almoçar.
Logo suas roupas desapareceram, era a visão do paraíso, vê-lo se despindo assim. Agora ele já estava nu, e eu continuava com as peças íntimas. Levei minha mão para trás, procurando o fecho do sutiã – para soltá-lo-.
- Deixa que eu faço isso, amor – aproximou-se de mim e levou as mãos para as minhas costas, abrindo-o com facilidade-.
O mesmo ele fez com a minha calcinha. O ambiente já estava mais descontraído, mas continuava com aquele sentimento de desejo no ar.
Atravessei o box e fui ligando o chuveiro, a água quente fazia um contraste gostoso com a minha pele. O Edward me abraçou por trás e deu um beijo demorado no meu ombro. Guiou-nos ao foco de onde descia o jato. Eu já havia lavado meu cabelo pela manhã, e acabei molhando-o agora – de novo. Mas quem disse que eu ligava pra isso?
O Edward pegou o sabonete e foi passando lentamente pelo corpo. Arrepiei-me ao senti seu contato tão ousado. Ele passava-o sem cerimônia, eu adorava essa intimidade que estávamos adquirindo. Peguei o sabonete da sua mão e virei-me para ele, fazendo o mesmo. Uns minutos depois, o sabonete já havia ficado esquecido, e aquilo estava longe de um conceito de banho. Nossas mãos passeavam pelo corpo um do outro, acariciando-o, marcando suas partes.
Ele me prensou na parede, fazendo com que eu sentisse seu membro – mais que animado- batendo em meu ventre. Mordi os lábios reprimindo um gemido.
- Viu como me deixa apenas com algumas carícias?! – falou mais como uma afirmação, levando a minha mão direita ao seu membro. Apertei-o em seguida-
- Oh, Bella – gemeu com sofreguidão-.
Sua boca procurou a minha, em busca de um beijo. Agarrei os seus cabelos, beijando-o com desespero. Sua língua pediu passagem, que dei sem hesitar. Sua língua sugou a minha com força, e fiz o mesmo com a sua, soltando um gemido sôfrego em seguida, por estar sentindo a tão deliciosa textura dos seus lábios.
Suas mãos ávidas passeavam pelo meu corpo, apertando os lugares por onde passava. Eu já me encontrava completamente encharcada, minha intimidade pedindo por contato. Como se soubesse, ele levantou a minha perna, roçando a sua intimidade da minha.
- Ah, Edward – arqueei meu corpo em sua direção-.
Seus lábios largaram os meus, e passaram a explorar o meu corpo. Passou pelo meu pescoço e foi descendo até chegar aos meus seios. Passou os dedos pelos meus seios intumescidos, e logo seus dedos foram substituídos pela sua boca.
- Va... vamos – engoli em seco- Acabar nos atrasando para o almoço – minha fala foi interrompida por um alto gemido que escapou dos meus lábios, mas logo continuei- Se continuarmos nesse ritmo.
Sua boca sugou o meu seio com mais força. Afastou-se um pouco para falar:
- Podemos almoçar no restaurante do hotel – sorriu maliciosamente- Mas eu também quero um ritmo mais rápido – ergueu minha outra perna, fazendo com que agora, meu corpo ficasse sendo sustentado por ele-.
Levei minhas mãos para o seu cabelo, puxando os fios, ao mesmo tempo em que ele continuava sugando meu seio.
- Oh, Edward.
Levantei a sua cabeça, pedindo um beijo – silenciosamente-. Sua língua se introduziu na minha boca, explorava cada canto. Mordiquei seu lábio inferior, e soltei um alto gemido de prazer, assim que o senti me penetrar.
- Caralho, Bella – foi penetrando-me cada vez mais fundo. Joguei minha cabeça para trás, tomada por aquelas onda de prazer. Saiu um pouco e voltou de novo. Seus movimentos começaram lentos. Mas eu queria mais, bem mais, e sentia que ele também queria isso. Elevei meus quadris para frente, num pedido mudo para que ele aumentasse o ritmo.
- Mais, Edward – movimentei novamente meus quadris- Mais.
Ele apertou ainda mais as minhas coxas, e entrou mais fundo. Meus olhos chegaram a revirar. Ele começou a aumentar a velocidade, estocando cada vez mais rápido, e indo cada vez mais fundo. Meus quadris moviam em direção aos seus, involuntariamente.
- Tão apertada – falou entre gemidos – Tão fodidamente gostosa.
Meu corpo dava espasmos violentos só de ouvi-lo falar assim. Tudo neste homem me excitava, exatamente tudo.
Minha mão esquerda foi para a sua nuca, puxando-o cada vez mais para perto. Enquanto a minha mão esquerda apertava as suas costas. Eu tinha uma leve ideia de que as minhas unhas deixariam marcas, mas neste momento, isso seria uma das últimas coisas que eu iria pensar.
Os movimentos ficavam cada vez mais rápidos, as carícias cada vez mais ousadas, e eu sentia um prazer inigualável. O Edward sussurrava, fazendo com que eu ficasse cada vez mais excitada – se é que isso é possível-.
Eu apertava cada local que minhas mãos alcançavam, ouvindo-o gemer deliciosamente no meu ouvido.
Foi nesse momento só nosso, envolvidos nessa preciosa bolha de prazer que alcançamos o ápice. O delicioso ápice do prazer. Seu membro cada vez mais rígido dentro de mim, fazendo com nossos gozos se misturassem. Senti o Edward bombear forte dentro de mim, enquanto éramos invadidos pelo êxtase.
XXX
Terminei de me arrumar, colocando por fim um básico gloss. Acabou que também não almoçamos no restaurante do hotel, fizemos os pedidos e comemos aqui mesmo, no quarto. Nosso banho demorou muito mais do que o imaginado. Agora já é de noite, e estamos indo jantar num restaurante que o Edward diz que é ótimo, e muito bem conceituado.
- Vamos, amor – apressou-me-.
- Já estou acabando.
Peguei minha bolsa de mão e fui em sua direção, mostrando o quanto já estava pronta.
- Vamos, amor – dei um selinho de leve-.
Pegamos um táxi, e uns vinte e cinco minutos depois, chegamos ao local. Muito arrumado e requintado, diga-se de passagem. Descemos do táxi, assim que o Edward pagou. Meu namorado enlaçou a minha cintura e deu beijo carinhoso no alto da minha cabeça.
Entramos no local e o Edward deu seu nome, dizendo que tinha reservas. Ele nos guiou para um local mais afastado. Chegamos a uma mesa que ficava no canto da parede, o Edward cochichou no meu ouvindo dizendo que tinha exigido um local mais reservado, para conversarmos melhor, com mais privacidade.
Puxou a cadeira para eu sentar, e logo foi para a sua. Fizemos os pedidos, e enquanto esperávamos, começamos a conversar. Conversa vai, conversa vem.
- Você já tá pensando que faculdade vai fazer? – perguntou-me-
- Tenho uma básica ideia – balancei a cabeça- Nada muito certo.
- Pensei que gostasse de medicina.
- E gosto, acho maravilhoso. Mas é muito – engoli em seco- Caro. É algo para se pensar com muita calma. Eu venho juntando um dinheiro há algum tempo, mas – tentei sorrir- Não acho que será o suficiente.
Na verdade, eu tinha certeza.
- Mas isso – ele ia começar a falar, mas foi interrompido por uma voz fina que vinha de algum canto próximo da mesa-.
- Oh, não – falou uma mulher colocando a mão na boca, sorrindo, vindo à nossa direção – Edward Cullen.
Ela que não tentasse se engraçar para o meu namorado, meu homem. Eu já não estava gostando, essa aí tem uma cara de vadia.
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